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Em pouco mais de 10 anos, Piauí registra 1.898 casos de HIV

Gestora destaca importância de se falar sobre sexo e saúde sexual, especialmente com os jovens.

05/12/2019 06:36h

O Boletim Epidemiológico HIV/Aids 2019, do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, revela que, de 2007 a 2019, foram notificados no Piauí 1.898 casos de pessoas com HIV


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Somente em Teresina, de janeiro a novembro deste ano, foram notificados 428 casos de HIV/Aids, contra 527 casos registrados em 2018, segundo informa a Fundação Municipal de Saúde (FMS). Em âmbito estadual, até o dia 30 de junho deste ano, foram notificados, através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), 226 casos de HIV no Piauí. 

Cristina Rocha, coordenadora estadual do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), enfatiza a importância de se falar sobre sexo e saúde sexual, especialmente com os jovens. Para ela, quanto mais informações corretas forem repassadas, menos casos de Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis serão notificadas. 

“Tudo passa por uma conversa e abordagem com relação à sexualidade. A Aids é preocupante sim, sempre. É preocupante ver tantos jovens ainda se infectando, que há certos tabus de se abordar isso nas escolas”, acrescenta.

Cristina Rocha lembra que é preciso tratar do assunto a partir do momento em que a criança começa a perguntar sobre o tema. Porém, esse também é um papel da sociedade e do poder público. 

“A criança tem acesso à informação pelas redes sociais e muitas vezes são informações inadequadas, mas porque têm receio de se dirigir à família. Para enfrentar o HIV, é preciso uma ação conjunta do poder público e da sociedade, que também faz parte desse processo para lutar no enfrentamento desses números que são preocupantes”, frisa.

Descentralização dos testes ajuda no diagnóstico 

A coordenadora estadual do CTA, Cristina Rocha, destaca que o HIV é um agravo que sempre deve ser focado e pontua a necessidade da descentralização da testagem, que colabora para a realização do exame, diagnóstico e tratamento da doença.

“Observamos um aumento no número de casos, que é algo alarmante, mas hoje a testagem foi descentralizada. Antigamente, se fazia os exames de HIV no CTA, hoje não. Hoje os CTAs, com a coordenação de doenças transmissíveis, treinaram as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e elas estão aptas a realizar esses testes, exames e aconselhamentos. Com isso, as pessoas procuram mais e os números estão aparecendo. Somado a isso temos a banalização de um público mais jovem que, por não ter pego a época em que as pessoas morriam mais por pegar Aids, como um agravo crônico, estão mais despreocupadas com a prevenção”, pontua.


População pode fazer teste rápido de HIV/Aids nas UBSs espalhadas pela Capital - Foto: Arquivo O Dia

Cristina Rocha explica também sobre as formas de prevenção em caso de contato com uma pessoa infectada, que pode ser pré e pós-exposição. “As pessoas precisam estar preparadas e saber os tipos de prevenção que elas têm. Hoje não trabalhamos com prevenção apenas com a camisinha masculina, feminina e o gel. Temos a prevenção combinada, que é a profilaxia pré-exposição ao HIV; alguns grupos específicos usam medicações para evitar que se infecte; e tem a profilaxia pós-exposição. Desde 2017, já trabalhamos com a pós-exposição e se a pessoa se infectou, ela tem como estar se prevenindo de adquirir o HIV por ventura naquela relação”, disse.

Por: Isabela Lopes, do Jornal O Dia

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