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Há 18 anos, atentados de 11 de Setembro pararam o mundo

Com a manchete "Dia de pânico no mundo", o Jornal O Dia publicou uma série de reportagens especiais sobre o ocorrido em setembro de 2001.

11/09/2019 13:27h - Atualizado em 11/09/2019 16:44h

No dia 11 de setembro de 2001, o mundo parou com os atentados terroristas aos Estados Unidos. Há exatos 18 anos, todas as atenções se voltaram para este grande ato de violência que deixou a comunidade internacional perplexa. 

Os atentados provocaram a morte de 2.996 pessoas em ataques simultâneos contra o World Trade Center e o Pentágono. O quarto avião caiu na Pensilvânia, depois de passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controle da aeronave dos sequestradores.

Um dos alvos do ataque foram as Torres Gêmeas do World Trade Center. (Foto: Eric J. Tilford/ US Navy/Fotos Públicas)

Na época, já se especulava que o saudita Osama Bin Laden seria o mentor da ação terrorista. Ele acabou sendo assassinado em uma operação militar estadunidense no Paquistão, em maio de 2011.

No Piauí, o Jornal O Dia deu destaque ao ataque. Com a manchete "Dia de pânico no mundo", o jornal publicou uma série de reportagens especiais sobre o ocorrido e a repercussão entre políticos, especialistas e a sociedade piauiense. 

Confira a edição do Jornal O Dia, um dia após os atentados, em 12 de setembro de 2001:


Segundo Ubiracy Sabóia, um dos repórteres do Jornal O Dia a fazer a cobertura jornalística sobre o ocorrido, o medo era um só: que o atentado desencadeasse uma terceira guerra mundial. “O medo toma conta de um grande número de teresinenses, notadamente aqueles mais idosos, que vivenciaram os dramas da Segunda Guerra Mundial”, destacou em reportagem publicada no dia 12 de setembro de 2001.

Professor faz análise dos atentados 18 anos depois

O professor e doutor em História, Ricardo Arraes, foi um dos entrevistados pelo Jornal O Dia no dia 11 de setembro. Na época, professor frisou que, até aquele momento, nunca havia se visto um ataque igual em toda a história moderna.

“Do ponto de vista político, as consequências podem ser catastróficas porque as retaliações, quando se souber o culpado, serão muito maiores do que estes episódios de agora”, previu o professor.

Entrevistado pelo O Dia, quase duas décadas após a sua primeira avaliação do atentado terrorista, o professor Ricardo Arraes faz uma nova leitura sobre o momento histórico. “Naquele momento foi todo mundo pego de surpresa, foi um horror. Isso nos levou a fazer previsões como essa”, afirma.

Ataques deixaram quase 3 mil mortos. (Foto: Foto: Eric J. Tilford/ US Navy/Fotos Públicas)

O professor destaca que, mesmo tendo participado da Primeira e da Segunda Guerra Mundial, os EUA nunca tinham enfrentado um inimigo dentro do seu próprio território e isso foi um grande diferencial.

 “Os EUA, de alguma maneira, tinham subestimado o poder do Osama, porque achavam que ele era um primitivo. Depois desse ataque, o país entrou numa empreiteira de caçar e matar o Osama. Nisso eles foram bem sucedidos, mas o custo foi muito alto”, avalia.

O ato terrorista o estopim para uma série de ações dos EUA no combate ao terrorismo, tendo como alvo principal a Al Qaeda, organização terrorista coordenada por Osama Bin Laden.

Pentágono foi um dos alvos do ataque terrorista. (Foto: Tech. Sgt. Cedric H. Rudisill/Fotos Públicas)

Após os atentados, os Estados Unidos responderam aos ataques com o lançamento da campanha militar “Guerra ao Terror”. Como parte das operações militares, os EUA invadiram e ocuparam o Afeganistão e o Iraque.

Bombeiros resgatam vítimas dos atentados. (Foto: U.S. Navy Photo by Journalist 1st Class Preston Keres/Fotos Públicas)

“O custo foi muito alto, na casa dos bilhões de dólares. Por outro lado, temos também o custo com vidas humanas. Muita gente acabou morrendo. Caíram bombas em hospitais, em escolas e áreas urbanas”, explica o professor Ricardo Arraes.

 "Muita gente acabou morrendo. Caíram bombas em hospitais, em escolas e áreas urbanas", avalia professor de história.

Entre os custos financeiros com os atentados, estão as indenizações pagas às vítimas dos ataques em solo norte-americano. Em julho deste, o Senado dos EUA aprovou o projeto que prorroga até 2090 as indenizações pagas a socorristas e feridos nos ataques de 11 de setembro.

Monumento em memória das vítimas do 11 de setembro. (Foto: governorandrewcuomo/Fotos Públicas)

“Foi inimaginável”, diz jornalista piauiense sobre 11 de setembro

Do ponto de vista do jornalismo, os atentados aos EUA reconfiguram o modo como eram feitas as coberturas jornalísticas na época. A jornalista piauiense Elizângela Carvalho estava na redação do O Dia no dia 11 de setembro de 2001 e relata a sensação de acompanhar os ataques em tempo real.

"Foi uma data que marcou muito, não só pelo momento histórico, mas até para o jornalismo", afirma jornalista.

“Era um dia normal, como qualquer outro, e de repente entra o plantão da Globo e todo mundo parou para ouvir. Foi uma data que marcou muito, não só pelo momento histórico, mas até para o jornalismo, porque a forma como o fato foi divulgado, praticamente instantaneamente, mudou muito o ritmo das informações e da maneira como você tinha que apurar”, afirma.

A jornalista lembra que, durante a semana, fez várias ligações para a embaixada brasileira em New York, para levantar informações sobre o ocorrido, a procura de brasileiros, em especial piauienses, entre as vítimas do atentado. 

“Na época, tinha o fator tecnológico, que faz muita diferença. Além disso, tinha o fator surpresa, porque era completamente diferente, era inimaginável, era uma coisa completamente fora de qualquer parâmetro. Hoje a gente já tem um repertório, até mesmo histórico, que faz com que a gente acabe ficando um pouco mais preparado para noticiar coisas assim”, destaca.

Elizângela Carvalho produziu uma reportagem especial com entrevistas de piauienses que moravam nos EUA no dia dos ataques, além de americanos e descendentes de árabes residentes no Piauí. A reportagem foi publicada na edição especial de domingo, 16 de setembro de 2001.

Por: Nathalia Amaral

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