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Carreira & Negocios

Medo do desemprego é maior na região Nordeste, aponta pesquisa

A incerteza alcançou o número histórico de 59,3 pontos, sendo que o recorde do indicador era de 49,9 pontos.

09/07/2019 08:42h - Atualizado em 09/07/2019 15:54h

Os brasileiros estão com medo do desemprego. Isto é o que revela a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento aponta que, em junho, o Índice de Medo do Desemprego aumentou 2,3 pontos em comparação a abril. As sim, a incerteza alcançou um número histórico de 59,3 pontos, sendo que o recorde do indicador era de 49,9 pontos. 

A pesquisa mostra também que, no Nordeste, esse medo é ainda maior, com um índice de 66 pontos em junho. “No Nordeste, nós estamos neste momento, no auge da crise, é por isso que o medo está tão grande”, avalia o economista Ricardo Alaggio. 

O especialista acredita que essa insegurança se dá, sobretudo, pela expectativa que foi criada com o novo governo. “A imprensa repercutiu que esse é o momento de reversão de expectativa, se achou que o país ia crescer em torno de 2,5 % este ano, e agora está em torno de 1%. Muita gente, em dezembro, que achava que o atual governo ia rapidamente reverter a situação econômica, está vendo que não está acontecendo”, pondera. 

“O desemprego está muito alto, a última vez que ele esteve tão alto assim foi no final do governo Fernando Henrique, onde a situação não estava boa e chegamos a 13 milhões de desempregados, como está agora. O desalento é alto, tem muita gente que não está procurando emprego. Somando os desempregados com os que não estão procurando emprego, chegamos a 28 milhões de pessoas”, completa o economista. 

Sem vagas formais, trabalhadores se tornam autônomos 

Com as recessões no mercado formal, uma das alternativas encontradas pela população para sobreviver é entrar no mercado autônomo. Após passar um ano desempregado, Gabriel Cordeiro diz que a única opção que encontrou foi ser o seu próprio patrão e fazer o seu horário de trabalho. 

Patrícia está vendendo arrumadinho para sustentar sua família - Foto: Assis Fernandes/O Dia

“Fiquei parado um ano e depois comprei uma moto para me tornar entregador. No momento, não tenho medo de ficar desempregado, a demanda é muito grande, geralmente sempre tem cliente novo”, relata o jovem. 

Já Patrícia Oliveira, após ficar 10 anos desempregada, decidiu fazer arrumadinho para vender em praça pública. “Estou há 6 meses aqui e não tenho medo de ficar desempregada. Eu vendo cerca de 30 arrumadinhos por dia, chego às 8h30 e vou embora por volta de 14h”, conclui a autônoma, que tem 42 anos e uma filha de 13 anos. A venda dos arrumadinhos é sua única renda financeira. 

Por: Sandy Swamy

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