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Parque Rodoviário: Após 6 meses, moradores aguardam indenizações

Os moradores ainda cobram as indenizações prometidas pelo poder público para compra de móveis e bens pessoais perdidos com o incidente.

04/10/2019 11:26h - Atualizado em 08/10/2019 18:03h

Seis meses após a enxurrada que deixou duas pessoas mortas no Parque Rodoviário, zona Sul de Teresina, os moradores ainda cobram as indenizações prometidas pelo poder público para compra de móveis e bens pessoais perdidos com o incidente.

Segundo a moradora Raimunda Mendes, as famílias afetadas continuando sendo beneficiadas pelo programa Aluguel Solidário, em que recebem auxílio financeiro de R$ 300 para alugar um imóvel até que a reforma e construção das casas sejam concluídas.


Residências destruídas com a enxurrada. (Foto: Arquivo O Dia)

No entanto, apesar do benefício, muitas famílias ainda estão dormindo no chão e usando móveis em péssimo estado de conservação, uma vez que a indenização prometida pelo poder público para a compra dos bens materiais ainda não foi paga.

“Foi feito até uma audiência, para nos ajudar com valores referentes à compra de bens pessoais, como móveis, mas até hoje ninguém nunca recebeu nada. As pessoas continuam dormindo no chão, usando fogões caindo os pedaços, sem móveis, sem nada, só com as coisas que vieram de doações de outros moradores. Não tivemos ajuda para nada, indenização tão pouco”, alega a moradora.

Mesmo após seis meses da tragédia, os moradores continuam traumatizados com o ocorrido. A moradora Raimunda Mendes relata que a chuva que caiu na noite de ontem (03) em Teresina trouxe à tona todo o sofrimento vivido pelas famílias no dia da enxurrada.

Residências destruídas com a enxurrada. (Foto: Arquivo O Dia)

“A gente viveu na pele essa sensação. A chuva de ontem nos relembrou tudo que a gente viveu seis meses atrás. A sensação de vir uma chuva e, de repente, as suas coisas estarem sendo arrastadas junto com você”, se emociona.

Cerca de 100 famílias foram afetadas pelo desastre causado pelo rompimento de uma lagoa dentro de um terreno de propriedade da empresa Oi Telemar. A força da água que transbordou da lagoa causou não só a destruição da vegetação, como também provocou a erosão do solo da região, atingindo casas que ficavam no seu entorno.

Em junho deste ano, a Superintendência de Desenvolvimento Urbano da Zona Sul (SDU/Sul) informou ao O Dia que o plano de urbanização da área prevê a reconstrução de 55 casas, sendo que 25 delas serão erguidas do zero, e as outras 30, por não terem sofrido danos estruturais muito grandes, passarão apenas por reparos nas paredes e piso. Destas, 12 famílias já receberam as casas reformadas.

O secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, Samuel Silveira, esteve na manhã desta sexta-feira (04) no Parque Rodoviário e conversou com os moradores. Segundo ele, a Prefeitura vem prestando assistência de maneira integral à população atingida, não somente através do aluguel social.

“Na parte do aluguel social, estamos permitindo que essas pessoas tenham um acolhimento e um teto, paralelo a isso, as reformas já estão acontecendo, a Prefeitura já trabalha a desapropriação de uma área próxima para construção de mais habitações para abrigar mais pessoas”, diz o secretário, fazendo referência à desapropriação do terreno da empresa Oi Telemar, que deverá ser usado para a construção de novas moradias. No entanto, o secretário não especificou prazos para a entrega de todas as casas aos moradores. 

De acordo com Samuel Silveira, a ausência do cumprimento das promessas se dá na parte que cabe ao poder Executivo e Legislativo Estadual. “Os deputados estaduais fizeram a colocação de emendas parlamentes, ou pelo menos apalavraram a colocação de emendas parlamentares, e o que a gente enxerga é a reclamação pela não chegada desse recurso para o ressarcimento da perda desses bens móveis”, reitera.







Por: Nathalia Amaral e Eliézer Rodrigues

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