Período de desova de tartarugas teve início no litoral piauiense; confira os cuidados

A previsão é que os filhotes venham a nascer na segunda quinzena do mês de fevereiro

13/01/2022 13:46h - Atualizado em 13/01/2022 15:11h

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A temporada de desova das tartarugas marinhas já começou no litoral piauiense. Até o momento, foram identificados cerca de 10 ninhos nas praias de Luís Correia.  A previsão é que os filhotes venham a nascer na segunda quinzena do mês de fevereiro. Nas praias, os ninhos estão sinalizados com estacas, canos e bandeiras, a fim de que as pessoas estejam atentas aos cuidados necessários.

Até o momento, foram identificados cerca de 10 ninhos nas praias de Luís Correia. (Foto: Reprodução/Tartarugas do Delta)

De acordo com o Instituto Tartarugas do Delta, muitas fêmeas são monitoradas em seu período de confecção dos ninhos e desova. Os voluntários do Instituto acompanham, durante 60 dias, desde o desenvolvimento dos ninhos até o nascimento dos filhotes. Todavia, os monitoramentos não estão sendo realizados como deveriam, por falta de recursos financeiros, o que causa algumas limitações. 


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Dessa forma, a ONG, que atua na Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba (APA Delta), conta com a ajuda da comunidade no que diz respeito à proteção desses ninhos. “Contamos com o apoio da população para fazer contato com a nossa equipe, caso registre alguma ocorrência de ninhos. Precisamos proteger e ajudar os filhotes na jornada até o mar”, afirma o Instituto em publicação nas redes sociais.

As áreas de desova são sinalizadas com estacas, canos e bandeiras. (Foto: Reprodução/Tartarugas do Delta)

O território do APA Delta é um importante berçário das tartarugas marinhas, por isso  alguns cuidados são necessários para que os ninhos e, posteriormente, os filhotes estejam a salvo e consigam migrar para o mar. 

Confira:

  • É importante ficar atento às áreas de desova sinalizadas na areia;
  • Não jogar lixo nas praias, tanto pela sustentabilidade, quanto para não atrapalhar a passagem dos filhotes;
  • Não transitar com veículos nos locais de desova;
  • Evitar iluminação inadequada sem os critérios de sustentabilidade;
  • Caso veja algum filhote com problemas, ajude-o a chegar ao mar ou acione o Instituto.

Alguns cuidados são necessários a fim de manter os ninhos e filhotes a salvo. (Foto: Reprodução/Tartarugas do Delta)


Rotas da Conservação

O projeto Rotas da Conservação é realizado pelo Instituto Tartarugas do Delta e é financiado por uma empresa privada. O projeto tem como principal objetivo localizar as principais áreas de desovas nas praias do litoral piauiense e sinalizá-las.  “Nosso objetivo é proteger os filhotes e liberar o maior número de filhotes ao mar”, explica a ONG. 

O principal objetivo da ONG é ajudar o máximo de filhotes a chegar ao mar. (Foto: Reprodução/Tartarugas do Delta)

As praias de desova são extremamente importantes para a continuação do ciclo reprodutivo das fêmeas. Logo, é preciso minimizar os impactos causados pelo homem e que podem comprometer a vida destes animais. A Praia do Arrombado, em Luís Correia, é um exemplo de área de desova. Outras praias, como a Maramar e a praia Peito de Moça também são locais onde ninhos são encontrados com frequência. 


Campanha Adote um Ninho 

A Campanha ‘Adote um Ninho’ tem como objetivo captar recursos para que os trabalhos de manejo e conservação possam ter continuidade. Devido à pandemia, muitas limitações financeiras atrapalham as atividades em campo do Instituto Tartarugas do Delta.

Os recursos adquiridos serão destinados para combustível, deslocamento, embarques, hospedagem, alimentação, diárias de piloto, ajuda de custo para pescadores, material de limpeza e manutenção do veículo utilizado para realização do monitoramento. 

A ONG é formada por diversos voluntários e precisa de ajuda financeira para continuar as atividades.  (Foto: Reprodução/Tartarugas do Delta)

“A ONG é formada por biólogos, pescadores e moradores locais que atuam de forma voluntária para que o maior número de filhotes cheguem ao mar e consigam desempenhar seu papel ecológico na natureza”, destaca o Instituto no site oficial da campanha.

Até o momento, foi arrecadado cerca de R$ 1.115. A meta de arrecadação através da campanha é de, pelo menos, R$ 17 mil. Para contribuir, basta clicar aqui. Quem deseja entrar em contato com a ONG, pode ligar através do número (86) 9 9968-0197.

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Edição: Adriana Magalhães

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