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Piauí faz intercâmbio sobre multiplicação de manivas biofortificadas

A meta é aumentar o banco de reservas de sementes do agricultor familiar

14/05/2018 10:34h

A equipe do Projeto Viva o Semiárido (PVSA), por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural (SDR), realizou, na quinta-feira (10), o intercâmbio “Multiplicação Rápida de Manivas Biofortficadas” no município de Urbano Santos, no Maranhão. A abertura do evento foi realizada no auditório do Centro de Formação de Juventude da cidade.

O projeto de multiplicação de sementes, conhecido por Rede de Rultiplicação e Transferência de Manivas - sementes de mandioca com qualidade genética e fitossanitária (Reniva), consiste na indução à brotação e no enraizamento dos brotos das manivas. A meta é aumentar o banco de reservas de sementes do agricultor familiar, ampliando as novas áreas de plantio, mesmo em épocas de escassez de chuvas.

Participaram do intercâmbio, a coordenadora do Desenvolvimento Social e Humano do DIP, Salete Ximenez; a consultora do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA)/PVSA, Tatiana Torquato, e representantes do Emater, Emplanta, CEAA, dos assentamentos Taboca, em Pio XI; Nova Garça, em São Raimundo Nonato; Mucambo do Pedro, em Siegefredo Pacheco; Baixão da Fartura, em Várzea Branca; e  Associação dos Produtores de Tamboril/Marcolândia.

Na abertura do evento, a consultora do IICCA para cadeia produtiva da mandioca, Tatiana Torquato, fez uma apresentação sobre o projeto e ações da SDR. O pesquisador da Embrapa Cocais José de Ribamar Veloso,  esclareceu que a maniva é o pedaço do caule que serve para plantar mandioca, explicou em sua palestra e demonstrou nas atividades de campo que o uso da nova tecnologia pode mudar a dificuldade de reprodução da mandioca.

“Para vocês terem uma ideia, enquanto de uma espiga de milho você tira 500 pés, no caso da mandioca, o máximo que você pode reproduzir são 10 outros pés e, nesae processo de multiplicação, estão aprendendo, de um pé de mandioca podemos reproduzir até 480 outros pés”, pontuou José de Ribamar.

Kalil Luz, diretor de Educação e Extensão do Emater, percebeu que os produtores avaliaram que o uso da técnica não é tão difícil e destacou que, com a participação no intercâmbio, os produtores puderam observar o potencial de uma atividade que pode gerar renda vendendo para comunidades vizinhas, produzindo mudas de qualidade, isenta de vírus, bactérias, fungos e com vigor superior do que costumam utilizar.

Ilson de Lacerda, presidente da Associação de Baião da Fartura, em Várzea Branca, acrescenta que, com o conhecimento adquirido sobre o manejo e o kit que recebeu com informações complementares ao final do intercâmbio, distribuído pela equipe da SDR, será mais fácil  levar o que aprendeu para a comunidade onde vive e tentar colocar em prática para aumentar a produção local. "Não e fácil, mas sabendo de tudo isso, agora vai facilitar muito”, pontuou o produtor.

Sisteminha

A comitiva também visitou uma experiência exitosa do Sistema Integrado de Alimentos (Sisteminha), vivenciada por Dariele Cristina Dutra e José de Brito Dutra. O casal, que tem 4 filhos, contou que viviam somente do que plantavam e, após o desemprego de José, foram apresentados ao projeto pela prefeitura e, da farinha e o arroz de todos os dias, passaram a consumir e a vender tudo o que produzem na horta, galinheiro (caipirão) e criatório de Tilápias, além da compostagem  (adubo), o que garante alimentação saudável e outras necessidades diárias da família.

“Ao invés de papa, meus filhos tem salada com verduras e legumes variados para comer todos os dias e posso comprar um biscoito, carne e o que precisarem, tudo com o que vendemos e produzimos aqui mesmo no nosso quintal”, concluiu a produtora.

A secretária de Agricultura de Urbano Santos, Priscila Faustina Correia, acompanhou a visita da comitiva piauiense, que conheceu ainda um viveiro de plantas frutíferas e ornamentais e o parque da cidade, revitalizado há dois anos. “É muito importante essa troca de informações neste nível de conhecimento e com técnicas que vão ajudar a melhorar a renda e a qualidade de vida de muitas pessoas no Piauí. Ao final dessa atividade, considero a experiência muito positiva, estamos, inclusive, motivados e com a proposta de aprender com vocês sobre a caprinocultura, afim de incentivar essa cadeia produtiva, aqui em Urbano Santos”, concluiu a gestora.

Salete Ximenes se surpreendeu com o nível organizacional do município de Urbano Santos e pela grande gestão que trabalha em equipe, delega e cobra.

“Vimos que a secretaria de agricultura, com uma equipe permanente há 5 anos, tem condições de dar melhor continuidade a esse trabalho, e notamos também o nível de organização, dando ênfase não só ao produtivo, mas à questão social. Para mim, teve um grande  diferencial, este é no início de uma atividade que nosso diretor Francisco das Chagas (Chicão) quer implantar no PVSA, uma experiência nova para nós, já que a mandioca foi praticamente disseminada do Piauí e a intenção do governo e da nova secretária Patrícia Vasconcelos é dar uma alavancada nessa cadeia. Por isso, trouxemos agricultores e agricultoras para aprender sobre as novas tecnologias e ver as possibilidades de adaptar ao nosso estado com sucesso", destacou a piauiense.

Fonte: Ascom

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