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Polícia Federal vai apurar ameaças homofóbicas na Universidade Federal

Inscrições com ameaças homofóbicas foram encontradas nos banheiros do Centro de Ciências Agrônomas. Ufpi pede que vítimas denunciem abusos.

11/10/2018 10:55h - Atualizado em 11/10/2018 14:00h

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) acionou a Polícia Federal para apurar casos de ameaças homofóbicas escritas dentro de banheiros do Centro de Ciências Agrônomas do campus Ministro Petrônio Portela, em Teresina. A imagem, com a inscrição “Vamos matar viado” (sic.), gravada em um vaso sanitário, circula pelas redes sociais.

Por meio de um comunicado, a Superintendência de Comunicação da Ufpi informou que a instituição não compactua nem aceita nenhuma atitude criminosa, preconceituosa, misógina, homofóbica e racista praticada dentro de suas dependências. A direção do Centro de Ciências Agrônomas já contactou a PF e, juntamente com a polícia, está apurando o caso.


Imagem: Reprodução/Instagram

Além das ameaças gravadas nas paredes, outro caso envolvendo o nome da Universidade Federal chamou a atenção nos últimos dias nas redes sociais. Uma estudante, que não teve o nome divulgado, publicou em seu Instagram imagens de uma conversa na qual sofre ameaças de uma segunda pessoa. No print é possível identificar as frases “Aceita que dói menos, vai pra Venezuela. Quando eu tiver de porte de arma e ti encontrar na Ufpi, toma cuidado. Ninguém vai sentir sua falta preta burra” (sic). A jovem rebate com “Você tá louco? Sabia que ameaça é crime?”

Sobre este caso em específico, a Superintendência de Comunicação da Ufpi disse que se trata de uma estudante de Ciências Sociais, que ela fez Boletim de Ocorrência, mas que a Universidade mesmo não recebeu nenhuma notificação oficial. A Ufpi pede que as pessoas que se sentirem e forem ofendidas, machucadas ou sofrer qualquer violência, seja física ou verbal, que denuncie, formalize a ocorrência e procure a ouvidoria da instituição. “A Ufpi só pode agir com denúncias formalizadas, em que as pessoas não fiquem anônimas, para que a instituição possa atuar junto ao órgãos competentes”, finaliza o comunicado.

Por: Maria Clara Estrêla

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