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População LGBTI+ do Piauí vai ganhar ambulatório especializado

Travestis e transexuais são as pessoas que mais sofrem com problemas de saúde devido uso de silicone e hormônios

06/11/2019 16:32h - Atualizado em 06/11/2019 17:59h

A população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex (LGBTQI+) do Piauí deve ganhar um ambulatório especializado para prevenção e tratamento de doenças. A reivindicação de movimentos e Organizações Não Governamentais (ONGs) foi debatida durante audiência com o Ministério Público do Piauí nessa quarta-feira (06/11). 


O primeiro ambulatório do Estado voltado para essa população deve começar a funcionar a partir do janeiro de 2020 no Hospital Getúlio Vargas, no Centro Sul de Teresina. A coordenadora da Associação de Travestis do Piauí Munique Santos comemorou o que revelou ser uma demanda antiga da população LGBTQI+. 

“É uma luta antiga da gente, é uma necessidade. Nós temos uma demanda muito grande nessa área de saúde. O que a gente quer é uma atenção, que melhore a assistência à saúde da população trans que é a que mais sofre com problemas de saúde, porque mexe com a aparência e silicone”, disse.

Munique Santos revela que população trans é a que mais necessita de serviços de saúde (Foto: Elias Fontinele /  O DIA)

Munique explica que travestis e transexuais são as pessoas que mais sofrem com problemas de saúde devido uso de silicone e hormônios. Ela revela que é alto o índice de mortes por aplicação clandestina de silicone e o uso indevido de subsistências que causam descontrole hormonal.

Ainda nessa quarta-feira (06/11), às 16h, no edifício do Ministério da Saúde – Núcleo Piauí, no bairro São Cristóvão, um fórum debate a saúde da população LGBTQI+. O evento propõe traçar um perfil de como essa população é atendida pelos serviços públicos de saúde no Piauí e buscar melhorias. 

Por: Otávio Neto

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