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Professores da Uespi aprovam fim da greve, mas categoria permanecerá mobilizada

Governo e professores ainda vão discutir em junho três das principais reivindicações da categoria: reajuste, concurso para efetivo e autonomia para a Uespi.

15/04/2019 12:46h - Atualizado em 15/04/2019 14:59h

Em assembleia-geral realizada na manhã desta segunda-feira (15), os professores da Universidade Estadual do Piauí decidiram encerrar a greve que havia sido iniciada desde o dia 18 de março. 

Na última sexta (12), durante audiência de conciliação realizada no Tribunal de Justiça do Piauí, o Governo do Estado já havia chegado a um consenso com os membros da diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Piauí (Adcesp). Nesta segunda, os professores aprovaram a decisão de retomar as atividades, o que deve ocorrer na próxima segunda-feira (22), quando o novo calendário letivo estiver pronto.

O fim do movimento ocorre sem que haja uma resposta do governo para três das mais importantes reivindicações da categoria: o reajuste salarial de 35%, a autonomia financeira da universidade e a realização de concurso público para professores efetivos. 

Ficou agendada para o dia 7 de junho uma nova reunião para que o governo e os representantes dos servidores voltem a tratar desses três pontos.  

A coordenadora-geral da Adcesp, Rosângela Assunção, afirma que o fim da greve é uma forma de mostrar ao governo que os docentes estão dispostos a dialogar, e aguardam um comportamento recíproco por parte do Executivo.

Por outro lado, ela alerta que a categoria continuará mobilizada, inclusive realizando paralisações pontuais e atos públicos.

Na audiência de sexta, mediada pelo desembargador Ricardo Gentil Eulálio Dantas, o Governo do Estado firmou o compromisso de, até o dia 29 de abril, contratar professores temporários para atender as disciplinas que estão descobertas - quase 300, atualmente. E acertou que será prorrogada a validade do último certame, com o promessa de que 26 classificados sejam nomeados - sendo nove a princípio e os demais à medida que o Executivo conseguir cumprir o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal para gastos com pessoal.

O governo também comprometeu-se a efetivar as progressões, mudanças de regime e promoções dos professores, bem como a destinar recursos para obras emergenciais nos campi da instituição, as quais serão selecionadas pela Reitoria. 

Houve, ainda, o compromisso de regularizar o pagamento das bolsas estudantis da universidade. E o governo ficou de lançar um novo edital com oferta de bolsas na mesma quantidade ofertada no ano passado, além de criar um calendário para que elas sejam pagas nas mesmas datas em que são efetuados os pagamentos dos salários dos professores e demais servidores da instituição.

Antonio Dias, coordenador de comunicação da Adcesp, afirma que os professores da Uespi continuarão vigilantes, cobrando do governo a execução dos pontos que já foram acordados. Ele enumera uma série de situações que não podem mais ser toleradas pela categoria, como a defasagem salarial que, segundo a associação, vem sendo acumulada há cinco anos, os casos de professores que, mesmo após concluírem o doutorado, continuam recebendo como mestres, os atrasos nos pagamentos das bolsas estudantis e a precariedade estrutural dos campi, bem como a ausência de um restaurante universitário. 

"O governo fez uma proposta e a gente entende que é positiva, embora esteja muito aquém de atender todas as reivindicações da categoria. Mas, além da suspensão da greve, a categoria também aprovou um calendário de lutas e mobilizações. Vamos nos manter atentos, e caso o governo não cumpra suas propostas vamos retomar a mobilização", avisa o Antonio Dias.

Por: Cícero Portela

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