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Secretaria levanta número de efetivo para nomear aprovados

Como o Estado está proibido de contratar devido à Lei de Responsabilidade Fiscal, a saída será nomear aprovados no concurso para aqueles que deixaram a corporação.

14/11/2019 10:00h - Atualizado em 14/11/2019 20:59h

Um ano e meio depois de ter sido realizado, o concurso da Polícia Civil para os cargos de delegado, agente e perito ainda é alvo de impasses quanto às convocações e nomeações. É que os aprovados para agente ainda reivindicam serem chamados, alegando que foram deixados de fora quando a Secretaria de Segurança iniciou o curso de formação.


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As nomeações também são outro problema. É que o Governo do Estado está impedido pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) de realizar novas contratações porque se encontra no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. A saída encontrada para que os profissionais recém-formados assumam os cargos é substituir os policiais que se aposentaram, que já vieram a óbito e que pediram para sair da corporação.

É com base nisso e para ter um número exato de convocações que poderão ser feitas de imediato que a Secretaria de Segurança Pública faz um levantamento do efetivo da Polícia Civil do Piauí. Após concluído, o relatório será encaminhado ao governador Wellington Dias que é quem vai decidir sobre as nomeações.

“Muito provavelmente ele faça essas convocações ao término do curso de formação destes aprovados”, afirmou o secretário de segurança Fábio Abreu. Ele explicou o motivo da demora na inclusão dos aprovados para agente no curso de formação: é que, segundo ele, a Academia de Polícia Civil (Acadepol), onde é feita a formação, não possui estrutura física para comportar todos os  250 aprovados no certame.


Fábio Abreu, secretário de segurança pública do Piauí - Foto: Assis Fernandes/O Dia

“Fizemos toda uma reorganização na estrutura da academia e conseguimos incluir 80 agentes. Então nós teremos uma faixa de 50 delegados e 80 agentes iniciais. Posterior à formação desse gruo, aí temos condições de trazer todos os agentes restantes para formar. Então é só uma questão de estrutura física. Eu não vou fazer curso, não vou estender formação para outra unidade fora da Acadepol”, finalizou Fábio Abreu.

Recentemente, os aprovados no concurso para agente da Polícia Civil denunciou que a corporação aqui do Estado possui um déficit de quase 1.400 profissionais.

Por: Maria Clara Estrêla

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