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Umidade relativa do ar em Teresina entra em nível de alerta

Segundo o Inpe e o Sistema Climatempo, os índices da umidade relativa do ar na Capital estão chegando ao patamar mínimo de 25%. Climatologista explica.

21/08/2019 15:08h - Atualizado em 21/08/2019 18:13h

Teresina se encontra em nível de alerta para os índices de umidade relativa do ar, conforme o monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e do sistema de previsão climatológica Climatempo. É que a umidade do ar na Capital piauiense durante esta semana tem atingido o patamar mínimo em torno de 25%. Isto está muito abaixo dos 60% a 80% considerados níveis ideais pela Organização Mundial de Saúde. 

Nesta quarta-feira (21), por exemplo, Teresina registrou um pico de umidade relativa do ar de 92% por volta das 08 horas da manhã. Mas à medida que o dia passa e a noite vai caindo, esse índice também decai e deve chegar aos 25% por volta das 20 horas. Os mesmos padrões devem se repetir amanhã (umidade máxima de 92% no começo da manhã e de 25% à noite).


Foto: Elias Fontinele/O Dia

Já na sexta-feira (23) e no sábado (24), a umidade relativa do ar em Teresina deve chegar a um patamar mínimo ainda mais crítico. Na sexta, o índice será de 92% de umidade por volta das 06 horas da manhã, mas no decorrer do dia, essa variável cai e deve chegar a 23% por volta das 20 horas. Já no sábado, o patamar máximo de umidade do ar ficará na casa dos 79% no começo da manhã e cairá para 22% por volta das 20 horas.

O climatologista Werton Costa explica esta mudança brusca nos índices de umidade relativa do ar durante o dia. “A manhã tem a tendência de ser mais úmida por causa da baixa incidência dos raios solares, mas na medida que a temperatura aumenta, essa umidade cai bruscamente e quando chega no começo da noite, o calor absorvido durante o dia é emitido de volta para o espaço e aí se tem a redução da umidade à noite”.


Werton Costa explica as mudanças de nível da umidade do ar em Teresina - Foto: O Dia

Ainda segundo Werton, o mês de agosto possui aspectos climatológicos que contribuem para a baixa umidade do ar: o aumento exponencial da taxa de insolação, o aumento considerável da evaporação da umidade do solo e as temperaturas mais elevadas. De acordo com ele, agosto possui 300 horas de insolação e isso é mais horas de sol que qualquer outro mês do ano, inclusive os meses do B-R-O-Bró.

Outro ponto que ele destaca é que a umidade do solo que ficou absorvida durante o período chuvoso começou a se dissipar no final de maio e em agosto ela atinge níveis críticos. “Isso tudo, associado à temperatura mais alta e à baixa nebulosidade, faz com que a umidade do ar caia a níveis mais baixos que em qualquer outra época do ano”, explica.


Foto: O Dia

Cuidados

A queda da umidade do ar causa problemas de saúde que vão desde dificuldades para respirar até o ressecamento da pele, sobretudo nas extremidades do corpo como mãos e lábios. Mas algumas medidas simples podem amenizar a sensação, como se hidratar com mais frequência, fazer uso de aparelhos como umidificadores de ar, espalhar toalhas molhadas pelo ambiente e evitar exposição prolongada ao sol.

Por: Maria Clara Estrêla

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