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Sorte Premiada: Quadrilha é presa por aplicar golpes através de SMS

Quadrilha é suspeita de enganar as vítimas por meio de SMS informando sobre falso prêmio.

10/10/2019 09:22h - Atualizado em 11/10/2019 15:08h

Foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (10), a operação Sorte Premiada, que tem como objetivo cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra uma quadrilha especializada na modalidade de crime "Phishing". As ações policiais ocorrem simultaneamente em Teresina e Parnaíba. Até o momento, quatro pessoas foram presas em Parnaíba. 

Segundo a Polícia Civil, no momento das prisões, um dos presos tentou fugir do cumprimento dos mandados se escondendo na copa de uma árvore, mas foi localizado por um investigador da Delegacia Geral.  



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O termo estrangeiro Phishing é usado para designar ações criminosas por meio da internet ou meios eletrônicos para conseguir senhas bancárias e dados pessoais das vítimas. Segundo a Polícia Civil, as quadrilhas especializadas nesse tipo de crime se passam por instituições respeitáveis para conseguir ter acesso aos dados vítimas. 

 Delegado Matheus Zanatta, Gerente de Polícia Especializada. (Foto: Arquivo O Dia)

No caso do Piauí, o bando entrava em contato com as vítimas por meio de mensagens SMS e se passavam por uma central de pagamento de prêmios. A quadrilha chegava a enviar aproximadamente 26 mil mensagens de textos por mês, para angariar suas vítimas.

De acordo com o Delegado Matheus Zanatta, Gerente de Polícia Especializada, a quadrilha era formada também por “laranjas”, que forneciam suas contas e atuavam na história como sendo os gerentes das agências bancárias que efetuariam o pagamento do bilhete premiado, para não levantar suspeitas para as vítimas.

“A quadrilha era extremamente sofisticada, aplicava golpes sabendo minúcias de taxas e do funcionamento de caixas eletrônicos, sequência lógica das teclas de cada caixa para cada procedimento bancário, capaz de conduzir a vítima inequivocamente a fazer as transferências. A quadrilha investia muito em engenharia social, conseguia dados como CPF, endereço e demais informações das vítimas”, explica o delegado.

Segundo a Polícia Civil, a quadrilha fantasiava uma história, construída com base na vida social da própria vítima por meio das redes sociais e ludibriava a vítima até que essa fosse a um caixa eletrônico e fizesse um depósito para, enfim, ter acesso a um prêmio que foi iludida a acreditar que seria seu.

A ação é desenvolvida e coordenada pela Gerência de Polícia Especializada, da Delegacia Geral de Polícia Civil. Participam da operação a Gerência de Polícia do Interior, as delegacias de Luís Correia e Buriti dos Lopes, Delegacia de Homicídios Tráfico e Latrocínio da Planície Litorânea, Depatri, Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática. A investigação contou com o apoio também da Diretoria de Inteligência da SSP. 

Por: Nathalia Amaral

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