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Associação de Procuradores lamenta declarações do diretor-geral da PF

Fernando Segóvia afirmou que tendência é arquivar denúncia contra Temer

11/02/2018 15:24h

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) divulgou nota em que lamenta as declarações do diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, à agência de notícias Reuters, sobre o inquérito que trata do decreto do presidente da República, Michel Temer, para a área portuária. 

"As declarações de Segóvia desrespeitaram sua própria instituição e seus subordinados. A Polícia Federal é um órgão de Estado, e não de governo, e seus profissionais são sérios, técnicos e sempre terão o Ministério Público ao seu lado todas as vezes que sua independência técnica for colocada em risco. O trabalho policial tem de ser e deve permanecer técnico e independente", diz trecho do comunicado da ANPR.


Em nota, Segovia negou ter dito que iria arquivar o inquérito. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Neste sábado, o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou o diretor-geral da PF. Barroso, que é relator do inquérito sobre o caso no Supremo, quer que Segovia explique por que afirmou  que a tendência na PF é recomendar o arquivamento da investigação. Temer é suspeito de beneficiar a empresa Rodrimar em um decreto que renovou concessões no Porto de Santos. Em nota, Segovia negou que tenha dito que o inquérito será arquivado. 

Para Barroso, a conduta de Segovia na entrevista “é manifestamente imprópria e pode, em tese, caracterizar infração administrativa e até mesmo penal”. Ainda segundo o ministro, na entrevista o diretor da PF ameaçou o delegado responsável pelo caso, “que deve ter autonomia para desenvolver o seu trabalho com isenção e livre de pressões”.

Na intimação, Barroso afirma ainda que a investigação está em andamento, “razão pela qual não devem ser objeto de comentários públicos” e que, como relator do caso, ainda não recebeu relatório final” do delegado Cleyber Malta Lopes nem parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que conduz a investigação. Barroso frisou ainda que Segóvia deverá se abster de novas manifestações sobre o caso.

Fonte: Jornal do Brasil

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