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Com 20 votos favoráveis, Câmara aprova reajuste parcelado de professores

Votação aconteceu no Plenarinho a pedido do presidente da Casa, Jeová Alencar (MDB). Projeto segue para sanção do prefeito.

17/03/2020 09:49h - Atualizado em 17/03/2020 10:52h

Sob forte esquema de segurança, a Câmara Municipal de Teresina (CMT) aprovou nesta terça-feira (17) a proposta de reajuste dos professores da rede pública municipal da Capital piauiense. Agora o texto segue para sanção do prefeito Firmino Filho (PSDB). O projeto prevê a concessão de 12,84% de reajuste no piso do magistério parcelado em duas vezes, a primeira parte para agora e a segunda somente para agosto.


Leia também: Votação do reajuste parcelado é remarcada para a próxima terça 


Esse parcelamento foi alvo de críticas ferrenhas por parte das entidades representantes da classe. De acordo com o Sindserm (Sindicato dos Servidores do Município), o parcelamento culminaria na perda de mais de R$ 3 mil pelos profissionais e não cobriria a defasagem salarial da categoria.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

Em protesto, os professores ocuparam o Plenário da Câmara Municipal na semana passada, de modo a impedir a votação em regime de urgência do projeto. Hoje, com esquema de segurança reforçado, a votação aconteceu no Plenarinho a pedido do presidente das Casa, vereador Jeová Alencar (MDB). O texto passou com 20 votos favoráveis, um voto contra e uma abstenção.


Jeová Alencar, presidente da Câmara Municipal de Teresina - Foto: Assis Fernandes/O Dia

O vereador Edilberto Borges, o Dudu (PT), líder da bancada da oposição, não participou da votação alegando discordâncias ao projeto. “Não pode parcelar nem fracionar reajuste. Eu acho que faltou do prefeito humildade de discutir com quem constrói a educação de direito e de fato. O que eles queriam era dialogar e eu jamais poderia botar o meu carimbo de estar votando um projeto aonde não se teve o mínimo de diálogo, o mínimo de conversa com essa categoria”, afirmou o parlamentar.

Já a líder do prefeito na Câmara, vereadora Graça Amorim (PP), comemorou o resultado da votação e disse que a Prefeitura está tentando incluir o reajuste ainda na folha de pagamento de março que fecha esta semana. “Os votos dos vereadores da base foram exatamente em defesa da educação, porque a maioria dos professores do município está esperando esse reajuste. Inclusive o prefeito está fazendo um esforço para ainda colocar na folha este mês e recebendo retroativo referente a janeiro de 2020”, explicou a vereadora.

A partir de agora, o presidente da Câmara, Jeová Alencar (MDB) cuidará do encaminhamento do texto aprovado para a Prefeitura onde ele será sancionado pelo chefe do Executivo Municipal.

Servidores permanecem em greve

Mesmo com a aprovação do reajuste, os professores da rede municipal decidiram em assembleia permanecer no movimento paredista e continuar as atividades paralisadas. Está marcada para amanhã (18) uma greve geral de todas as categorias do funcionalismo público municipal e depois disso será deliberado sobre como ficará a paralisação dos docentes em meio à pandemia do Coronavírus.

De acordo com Joaquim Monteiro, da diretoria do Sindserm, é provável que a categoria suspenda o movimento enquanto as aulas da rede municipal estiverem paralisadas pelo decreto de emergência. “Esses dias de paralisação das aulas não contam como dia de greve justamente porque não é para haver aula. São dias que vão ser repostos, então estamos aguardando uma reunião para decidir como será feito durante este período”, diz Joaquim.

Por: Maria Clara Estrêla, com informações de Breno Cavalcante

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