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Deolindo Moura: 'Assis não é o melhor nome para administrar o PT'

Vereador da capital faz parte da mesma corrente do deputado federal, mas apoia chapa de oposição liderada pelo vereador Dudu.

18/07/2019 16:16h - Atualizado em 18/07/2019 18:19h

O vereador Deolindo Moura (PT) afirmou nesta quinta-feira (18) que acredita que o deputado Assis Carvalho não é o melhor nome para comandar o diretório regional do Partido dos Trabalhadores, e, por esta razão, decidiu apoiar o vereador Edilberto Borges Dudu na eleição interna da sigla, que acontece em setembro.

"Eu sou da CNB, a Construindo um Novo Brasil, mesma corrente do deputado Assis Carvalho, que eu respeito e prestigio como deputado. Mas não concordo com a forma com que vem sendo administrado o partido, e por isso, mais uma vez, assim como fiz em outro momento, estarei novamente na chapa de oposição, porque entendo que [o Assis] não é o melhor nome pra administrar o partido. Esse é o meu entendimento, e nós só esperamos que seja respeitado internamente no partido. O fato é que eu estarei com o Dudu", afirmou Deolindo, em entrevista à rádio O DIA FM (92,7 MHz).

Deolindo também disse lamentar que Assis esteja tentando anular filiações de pessoas ligadas a ele e ao vereador Dudu, o que seria uma manobra para conseguir a vitória na disputa pelo diretório.

O vereador Deolindo Moura falou que desfiliações em massa seriam manobra para prejudicar chapas adversárias da do deputado Assis Carvalho na eleição interna do PT (Foto: Elias Fontinele / O DIA)

"Nós estamos passando por um momento em que o PT fala para a população, para todo o país, para todas as cidades. Nós estamos abertos para novas lideranças. Como é que surgem novas lideranças? Justamente em momentos de filiação. Em meio a essas filiações, você acaba filiando simpatizantes do partido, lideranças comunitárias, e as pessoas se sentem parte do partido. Imagina só, do dia pra noite, você chegar pra essas pessoas e dizer assim: 'Oh, vocês todos foram filiados naquele momento, mas não são mais [filiados]'. Imagina só a decepção. Então, nós encaramos isso [atitude de Assis] como algo muito ruim para um partido popular como o PT", destacou Deolindo.

O vereador calcula que 2.500 pessoas filiadas ao PT podem ser desligadas do partido, caso Assis obtenha êxito em seu intento. Deolindo considera que isso se assemelharia às ações que foram articuladas no país, nos últimos anos, com o propósito de, segundo ele, retirar o PT do poder - ações estas que têm sido classificadas pelos petistas como um "golpe" forjado por parte da imprensa, por alguns partidos políticos e pela elite empresarial do país, sobretudo do estado de São Paulo.

"Nós temos 10 mil filiados ao partido em Teresina, e eu acho muito difícil que alguém tenha coragem de entrar com um processo pra anular um quarto das filiações em Teresina. Se de fato ocorrer, isso de alguma forma não deixa de deslegitimar [a eleição]. Nós temos falado muito sobre o impeachment da presidenta Dilma, a prisão do presidente Lula, e nós entendemos isso como manobras feitas com o único propósito de acertar diretamente o PT, dentro de uma conjuntura que a população está cansada de conhecer, pelas TVs e pelos jornais. Se isso acontece dentro do partido [desfiliações em massa], não deixa de ser um movimento nesse sentido [golpe]", pondera Deolindo.

O vereador Deolindo Moura foi entrevistado no telejornal O DIA News 1ª edição (Foto: Elias Fontinele / O DIA)

Lactose e glúten

O vereador do PT comemora a sanção de um projeto de lei de sua autoria que torna obrigatório que restaurantes, bares e demais estabelecimentos que comercializem alimentos em Teresina informem aos seus clientes quais itens do cardápio possuem lactose ou glúten, de maneira a evitar que pessoas com alergia ou intolerância a essas substâncias sejam intoxicadas.

"É importante que exista a lei, mas também que o cidadão tenha consciência da existência dessa lei, para que ele possa cobrar. O vereador e as demais autoridades não têm condições de estar em todos os locais. Mas o fato é que se uma pessoa com intolerância chegar num restaurante e ver que lá não está especificado se determinado produto contém lactose ou glúten, essa pessoa pode recorrer e, inclusive, processar o estabelecimento, porque agora existe a lei", afirma o vereador, acrescentando que precisou apresentar o projeto três vezes para que a norma fosse, enfim, sancionada pelo prefeito Firmino Filho (PSDB).

Por: Cícero Portela

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