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Deputados do PI pedem CPI das manchas de óleo

Na lista protocolada no Câmara Federal constam os nomes de cinco dos dez parlamentares do estado. Governador chama atitude da União sobre o caso de "insensata".

28/10/2019 11:41h - Atualizado em 28/10/2019 17:40h

Um requerimento solicitando a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as manchas de óleo nas praias do Nordeste foi protocolado na Câmara Federal, no entanto, somente cinco dos dez integrantes da bancada piauiense na Casa assinaram o documento.


Leia também: Litoral do Piauí é menos afetado com manchas de óleo no Nordeste 


Na lista de conferência protocolada junto à Secretaria Geral da Mesa Diretora constam os nomes dos deputados Assis Carvalho (PT), Iracema Portella (PP), Margarete Coelho (PP), Marina Santos (Solidariedade) e Flávio Nogueira (PDT), porém, a assessoria deste último não confirmou a assinatura do parlamentar ao documento.

Para a CPI ser instaurada, o requerimento precisa superar o apoio de um terço dos deputados, ou seja, 171 assinaturas, mas já conta 334 nomes apurados pela Mesa Diretora. O próximo passo deverá ser dado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).


As manchas de óleo atingem seis praias no litoral do Piauí - Foto: Capitania dos Portos do Piauí

Marco Aurélio (MDB), Rejane Dias (PT) e Júlio César (PSD) não assinaram o requerimento, porém já sinalizaram à imprensa que irão apoiar a iniciativa, encabeçada pelo deputado pernambucano João H. Campos (PSB). O nome do deputado Átila Lira (Progressistas), coordenador da bancada federal piauiense, também não consta na lista.

No Piauí há pelo menos seis praias, localizadas nos municípios de Parnaíba, Luís Correia e Cajueiro da Praia, afetadas pelas manchas de óleo. O aparecimento e avanço do material vem sendo monitorado pelo Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA).

Wellington Dias critica demora nas ações

O governador Wellington Dias (PT) criticou a demora do governo federal em dar uma resposta satisfatória a respeito das manchas de óleo no litoral nordestino. O gestor classificou a atuação da União quanto ao assunto como “insensata” e disse que é preciso discutir a questão para evitar que o problema se torne maior e cause mais danos não só ao ecossistema, como também à economia brasileira.

“Acho que não razoável você imaginar que todo dia toneladas e toneladas de petróleo cheguem ao litoral e não ter ninguém olhando para isso. É uma coisa insensata. Ainda hoje não se sabe de onde isso vem. Foi algum navio? É alguma das plataformas que está tendo vazamento? É preciso ir na raiz, porque é uma situação muito grave”, disparou o governador.


Wellington Dias criticou demora nas ações por parte da União sobre o assunto - Foto: O Dia

Para Wellington, se não for dada a devida atenção ao problema, a situação tende a se tornar ainda mais séria, podendo comprometer, inclusive, o restante do litoral brasileiro. O governador lembra que já há resquícios de óleo se aproximando do Sul da Bahia, podendo ser uma questão de tempo e para que a economia do país como um todo comece a sentir os impactos em setores estratégicos como o turismo.

“Há risco de tudo. Risco de incêndio, risco de ter um efeito no ecossistema, já tem um efeito na economia. Quando a gente fala em turismo brasileiro, a gente pensa principalmente no litoral, então você tem um prejuízo grande e isso tem que ser pensado”, conclui o chefe do Executivo piauiense.

Por: Breno Cavalcante e Maria Clara Estrêla

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