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Maia diz que eleição da Câmara não é 'disputa de direita e esquerda'

Presidente da Câmara Federal, que busca a reeleição, diz não ver problema em receber o apoio de dois partidos antagônicos, como o PT e o PSL.

08/01/2019 11:26h - Atualizado em 08/01/2019 13:51h

O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (8), durante visita a Teresina, que a eleição da mesa diretora da Casa não deve ser vista como uma disputa entre governo e oposição ou entre direita e esquerda.

O parlamentar veio à capital piauiense para ter uma reunião com a bancada de deputados federais do estado, intermediada pelo governador Wellington Dias (PT). Ao final do encontro, Maia negou que a reunião tenha sido agendada exclusivamente para tratar sobre a eleição da mesa diretora da Câmara, mas sim que teve o objetivo principal de discutir questões de interesse do Piauí.

Rodrigo Maia reuniu-se com bancada de deputados piauienses em escritório no condomínio onde mora o governador (Fotos: Assis Fernandes / O DIA)

"A Câmara dos Deputados é a representação do povo. A eleição para Presidência da Câmara num é uma eleição de governo e oposição, nem de direita e esquerda. É um parlamentar que tem a honra de coordenar os trabalhos da Casa e de compreender os sentimentos de toda a sociedade brasileira. E é claro que o Piauí tem participado desses debates comigo nesses dois anos e seis meses em que eu presido a Câmara dos Deputados. A gente tem discutido com o governador Wellington e com todos os governadores do Brasil as pautas de interesse dos brasileiros, através dos estados", declarou Maia, que está na Presidência da Câmara desde julho de 2016.

O presidente da Câmara e o governador Rodrigo Maia falam em coletiva de imprensa após a reunião (Fotos: Assis Fernandes / O DIA)

Maia disse que, se for reeleito, em seu novo mandato continuará trabalhando pelo fortalecimento do pacto federativo. Sobre a eleição da mesa diretora, disse não ver problema em receber o apoio de dois partidos antagônicos, como o PT e o PSL.

"Vamos pactuar as agendas importantes para o Brasil - entre o Governo Federal, os estados e os municípios. Pactuando essas agendas, a gente consegue, por exemplo, superar esse momento de dificuldades em dois pontos fundamentais: as contas públicas, começando pela Previdência, e a segurança pública. Independente do partido de cada um, é necessário que a Câmara e o Senado tenham uma relação com a Federação, e que o Congresso possa ser um instrumento de articulação dessa parte da Federação [estados e municípios] com o Governo Federal, para que a gente tenha pautas que saiam da questão ideológica e tenham um objetivo específico, para que o Estado brasileiro como um todo volte a ter capacidade de investir - em segurança, em saúde e em educação", concluiu Maia.

Wellington elogia Maia e diz que apoio dado pelo PSL à sua reeleição não impede PT de buscar diálogo

Ao final da reunião, Wellington afirmou que Rodrigo sempre foi muito solícito com o Piauí e com os demais estados do Nordeste, abrindo espaço para votações de interesse dessas unidades da federação.

"É um prazer para todos nós, que somos lideranças aqui do Piauí, receber o presidente Rodrigo Maia. Eu quero destacar que, durante todo este período em que ele está à frente da Câmara Federal, tanto nas pautas de interesse específico do Piauí como nas pautas de interesse do Fórum dos Governadores - seja o do Nordeste, seja o Fórum do Brasil -, sempre o presidente Rodrigo Maia esteve de portas abertas, contribuindo e ajudando para que pudéssemos ter agilidade em votações e diálogo, quando foi necessário. Por esta razão, para mim foi uma alegria muito grande participar [dessa reunião] com a bancada do Piauí", afirmou Wellington.

Wellington diz que aliança de Maia com o PSL não impede diálogo com o PT (Fotos: Assis Fernandes / O DIA)

Sobre o fato de o PSL já ter declaro apoio à reeleição de Rodrigo Maia, o que poderia dificultar a adesão do PT, Wellington disse que o "diálogo" é o caminho para que haja um entendimento "entre os dois lados".

Na semana passada, a presidente do diretório nacional do PT, Gleisi Hoffmann, chegou a declarar que a aproximação entre o PSL e o presidente da Câmara inviabilizaria um apoio da bancada petista ao deputado do Rio de Janeiro.

Por: Cícero Portela

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