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Partidos estudam fusão com siglas que não atingiram a cláusula de barreiras

Dentre as consequências para os partidos que não ultrapassaram a barreira de desempenho estão ficar sem tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão, além de não ter acesso ao fundo partidário.

11/10/2018 09:05h

O resultado das eleições de domingo (7) também foi decisivo para 14 partidos políticos que não conseguiram ultrapassar a cláusula de barreira – medida aprovada na Reforma Política ocorrida no ano passado. A saída para alguns deles pode ser a união entre duas ou mais siglas, com o objetivo de crescerem proporcionalmente.

Segundo informações da Agência Câmara, que utilizou dados do TSE, as siglas atingidas foram: Rede Sustentabilidade, Patriota, Partido Humanista da Solidariedade (PHS), Democracia Cristã (DC), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido Comunista Brasileiro (PCB), Partido da Causa Operária (PCO), Partido da Mulher Brasileira (PMB), Partido da Mobilização Nacional (PMN), Partido Pátria Livre (PPL), Partido Republicano Progressista (PRP), Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e Partido Trabalhista Cristão (PTC).

PTC vai se reunir em Brasilia para decidir os rumos do partido. (Foto: Elias Fontenele/O DIA)

“A perspectiva era muito grande para que fizéssemos os nove deputados federais, o que não foi possível, só fizemos dois. Em conversa com o vice-presidente nacional do partido ele colocou a necessidade de fazermos uma reunião porque o partido tem essa posição de que possa fundir com os partidos menores, como o PHS, PRP, Patriota. Agora é dialogar muito”, disse o presidente do PTC no Piauí, Evaldo Gomes.

Dentre as consequências para os partidos que não ultrapassaram a barreira de desempenho estão ficar sem tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão, além de não ter acesso ao fundo partidário.

As regras ficarão mais rígidas gradativamente, após cada eleição. Em 2022, os partidos terão de obter pelo menos 2% dos votos válidos, distribuídos em, no mínimo, um terço das unidades da federação, com um mínimo 1% dos votos válidos em cada uma delas; ou ter eleito pelo menos 11 deputados, distribuídos em, no mínimo, um terço das unidades da federação, ou seja, dois parlamentares a mais do que o exigido este ano. 

“Vamos ter uma reunião em Brasília para discutirmos com a executiva nacional como iremos fazer a partir do próximo. Há a possibilidade de fazermos a fusão com outras siglas que também não atingiram a cláusula, mas tudo precisa ser bem estudado, com cuidado”, finalizou Laércio Borges, presidente estadual do PRP. 

Por: Ithyara Borges

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