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Piauí: Militares aposentados custam três vezes mais que os ativos

Os dados são de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) publicado pelo O Globo nesta semana.

28/09/2019 08:14h - Atualizado em 29/09/2019 17:35h

Considerando a folha de pagamento de 2018, o Piauí gasta três vezes mais com policiais militares e bombeiros inativos do que com os profissionais destas categorias que estão em atividade, é o que revela um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) publicado pelo O Globo nesta semana.

Os dados revelam que no ano passado, o Estado destinou cerca de R$ 300 milhões para pagamento de policiais militares e bombeiros da ativa, enquanto o valor alocado para custeio de aposentadorias e pensões para este setor superou os R$ 910 milhões, totalizando ao menos R$ 1,2 bilhão em despesas.

O fenômeno se repete em todas as unidades da federação. Foto: Arquivo Reprodução O Dia

Segundo constatouo levantamento do IPEA, este é um fenômeno que se repete em todas as unidades da federação. Para o Instituto, essa diferença entre as folhas acontece porque, enquanto os gastos com ativos têm se mantido, de certo modo, constante desde 2014, com crescimento de apenas 1% em 2018, as despesas com inativos dispararam em aproximadamente 3%.

Uma alternativa a este cenário para tentar diminuir o impacto dessas despesas nas contas dos governos estaduais, é a inclusão de policiais militares e bombeiros no projeto de reforma da Previdência das Forças Armadas, proposta pelo secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.

No entanto, O Globo apurou que o Governo do Piauí resiste à esta medida, pois entende que esta reforma prevê regras mais brandas em relação a que discorre sobre a aposentadoria de civis. A estimativa do IPEA é que mesmo incluído na proposta das Forças Armadas, o Piauí economizaria cerca de R$ 820 milhões em dez anos.

Edição: Nathalia Amaral
Por: Breno Cavalcante, do Jornal O Dia

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