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Sem consenso, Assis e Dudu vão disputar a presidência do PT

O acirramento na disputa pelo comando do PT é visto com restrições por lideranças da sigla

19/08/2019 17:43h - Atualizado em 20/08/2019 12:26h

Apesar das inúmeras tentativas de consenso, a definição do comando estadual do Partido dos Trabalhadores vai ser feita através do voto. A eleição, marcada para o próximo dia 08 de setembro, vai colocar frente a frente o deputado federal Assis Carvalho, atual presidente, e o vereador Edilberto Borges, o Dudu.

O lançamento oficial da candidatura de Dudu à presidência do PT, realizado final da tarde desta segunda-feira (19), pôs fim de vez à expectativa de uma união de forças em prol de um consenso. O vereador garante que não desistirá da disputa e promete acionar a justiça para garantir que os 2500 novos filiados, ligados a seu grupo político, tenham o direito de votar na eleição interna de setembro.

“A partir do momento em que se quer tirar 2500 filiados, já mostra o nível que querem uma eleição. Não vamos parar. vamos a todos os meios, nem que seja a Justiça, porque não vamos permitir que, em detrimento da vontade e imposição de alguns, o PT não possa ter na sua totalidade dos votantes a liberdade de ir votar”, declarou Dudu.

Já o deputado federal Assis Carvalho, vê a disputa com naturalidade. Apesar de ter articulado uma tentativa de consenso, ele tem dito à interlocutores que já esperava a oficialização da candidatura de Dudu.

O acirramento de ânimos na disputa interna pelo comando estadual do PT é visto com restrições pelo deputado estadual Franzé Silva(PT). O parlamentar foi escalado pelo governador Wellington Dias(PT) para buscar um consenso entre as duas chapas, e chegou à promover um almoço com a presença de lideranças ligadas à Assis e Dudu.

“Estávamos com uma coisa bem alinhado, em termos de sair com um consenso, mas nos últimos dois dias houve retrocesso”, disse Franzé, que também não descarta a possibilidade de deixar a composição da chapa de Assis Carvalho. “Ainda vamos discutir isso com o grupo de apoio que nós temos”, pontou. 

Por: Natanael Souza

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