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Tesouro Nacional nega interferência em operações de crédito no Piauí

Informação tinha sido repassada pelo governador Wellington Dias, ao justificar a escolha do Banco Plural.

09/10/2019 06:44h - Atualizado em 09/10/2019 16:47h

O Banco Central e a Secretaria do Tesouro Nacional negam ter participado do entendimento junto ao governo do Piauí que resultou na escolha do banco Brasil Plural para a contratação de duas operações de crédito que, juntas, chegam a R$ 2,7 bilhões. A informação tinha sido repassada pelo governador Wellington Dias, ao justificar a escolha do banco. 

Respondendo a questionamentos do deputado estadual Gustavo Neiva (PSB), as duas instituições informaram que não participaram das tratativas e que a escolha é de responsabilidade do governo estadual. 



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“Informamos que esta Secretaria não participou de tratativas a respeito da contratação das operações de credito descritas no expediente em questão, sendo que a definição de critérios para escolha de instituições financeiras credoras inserem-se na órbita da autonomia dos entes da federação, conforme disposto na Constituição Federal de 1988”, diz a nota enviada ao deputado. 

Após receber a resposta da Secretaria do Tesouro Nacional, Gustavo Neiva afirmou que a oposição deve procurar o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado, em busca de maiores esclarecimentos. “Isso comprova que as dúvidas que a oposição sempre levantou sobre essa operação de crédito se confirmaram. Estaremos acionando o Ministério Público e o Tribunal de Contas, que são órgãos de controle externo, que possuem um corpo técnico capacitado para aprofundar esses questionamentos e dar uma resposta à sociedade piauiense”, disse o parlamentar. 


A oposição pediu informações sobre o Banco Plural à Secretaria do Tesouro Nacional - Foto: Elias Fontinele/O Dia

Entenda 

O Banco Brasil Plural foi a instituição escolhida pelo governo do Estado para a contração de duas das quatro novas operações de crédito aprovadas recentemente pela Assembleia Legislativa, que chegam à R$ 2,7 bilhões. A oposição questiona o lastro financeiro do banco, que possui em ativos apenas R$ 700 milhões, valor bem abaixo do solicitado nas operações. 

Em diversas oportunidades, os membros da equipe econômica do governo do estado justificaram que o banco utiliza recursos de fundos de investimentos internacionais para realizar a operação de crédito, o que explica o fato do patrimônio ser menor do que o valor emprestado. 

Por: Natanael Souza, do Jornal O Dia

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