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Wellington inicia discurso de posse no 4º mandato homenageando Lula

Governador petista afirmou que ex-presidente não pôde participar da disputa presidencial porque "não deixaram".

01/01/2019 17:41h - Atualizado em 01/01/2019 19:04h

Logo no início do seu primeiro discurso após ser empossado para o quarto mandato à frente do Poder Executivo piauiense, o governador Wellington Dias (PT) lembrou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso desde o dia 7 de abril na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pela Justiça Federal, no caso do triplex do Guarujá (SP).

Wellington disse que Lula foi injustamente retirado da disputa presidencial deste ano, que culminou com vitória do candidato do PSL, o ex-deputado federal e agora presidente empossado Jair Bolsonaro.

O governador reeleito Wellington Dias assina termo de posse em seu quarto mandato como governador do Piauí (Foto: Francisco Gilásio / CCom)

"Tenho gratidão especial a Deus, por me permitir chegar a este posto mais uma vez, escolhido de forma democrática pelos piauienses [...] Gratidão aos líderes de cada município. Líderes municipais, líderes estaduais, líderes federais, líderes do setor público e líderes do setor privado, líderes partidários, líderes sociais. A todos e a todas meu agradecimento sincero, em nome de um líder. Um líder que não pôde estar conosco na convenção [partidária], não pôde estar conosco nas caminhadas, nos comícios. Um líder que não esteve fisicamente. Que não esteve porque não deixaram. Ele que também poderia ter sido votado para presidente da República. Ele que certamente era um forte candidato. Mas um líder que esteve em cada lugar, no coração de muitas pessoas, pelo que já fez pelo Piauí e pelo Brasil. Este líder é Luiz Inácio Lula da Silva", afirmou Wellington.

O governador Wellington Dias discursa pela primeira vez após tomar posse para seu quarto mandato (Foto: Raoni Barbosa / CCom)

O petista reconheceu que ainda há muitos problemas no estado, mas disse que nos últimos 16 anos o Piauí avançou bastante, e destacou a gestão financeira. 

"Temos problemas? Claro que temos. Se não tivesse, eu mesmo já teria pendurado as chuteiras. Mas o Piauí hoje já não é mais aquele Piauí. É referência em gestão financeira. É um dos estados que tem maior capacidade de investimentos deste país", afirmou.

Na tribuna da Assembleia Legislativa do Piauí, Wellington também avaliou que o estado conquistou importantes avanços na saúde e na educação públicas. 

Governador citou avanços observados no Piauí desde 2003, quando teve início seu primeiro mandato (Foto: Jorge Henrique Bastos / CCom)

"É o primeiro estado do país a oferecer ensino técnico em todos os seus municípios, e o ensino superior já chegou a 80% dos municípios. Há atendimento médico em várias regiões, com média e alta complexidade, com UTIs e cirurgias. Alunos da rede estadual conquistando vagas nas melhores universidades e conquistando medalhas nacionais e internacionais", acrescentou.

Wellington ainda citou as PPPs, uma das principais bandeiras da sua última gestão, bem como a implantação de parques de geração de energia eólica e solar. 

"As parcerias público-privadas, principalmente neste último mandato, foram premiadas e se tornaram referência mundial. O Piauí da energia renovável - eólica e solar, especialmente. Nosso estado já é o quarto maior produtor do país de energia eólica e o terceiro maior de energia solar. E seremos, certamente, o segundo ou primeiro em energia solar, disputando com a Bahia", destacou. 

Wellington Dias e Regina Sousa são conduzidos ao plenário da Assembleia por comissão de deputados estaduais (Foto: Jorge Henrique Bastos / CCom)

Expansão do ensino superior - A despeito dos recorrentes protestos de estudantes e professores da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), que criticam a precariedade da instituição, por conta do orçamento reduzido, Wellington afirmou que uma das suas metas para esta nova gestão é levar o ensino superior a todos os 224 municípios. 

Reforma administrativa - Wellington também falou sobre a reforma administrativa que deve realizar nas próximas semanas, ressaltando que, nesta nova gestão, os gestores do seu governo terão que cumprir metas pré-estabelecidas nas áreas de atuação das suas respectivas pastas.

"Devemos apresentar a esta Casa, nos próximos dias, mais do que uma simples reforma administrativa. Quero apresentar um organograma bem adequado à missão do nosso programa de governo. E, para isso, teremos uma equipe de gestores com o perfil adequado para as metas em cada área, e com um contrato de metas a cumprir com o governador. É o governador que assume aqui hoje um contrato com o povo para os próximos quatros, e cada gestor [assume] um contrato de compromisso para sua área. São medidas, como eu disse, não apenas para manter, mas para ampliar investimentos. Para garantir a continuidade de obras importantes e estruturantes, bem como a conclusão de outras", afirmou.

O petista disse que pretende fortalecer a política fiscal, para atrair mais investimentos no estado, e se comprometeu a avançar com a regularização fundiária.

Falou também que pretende reduzir a mortalidade de vida, aumentar a renda e a expectativa de vida da população, "tudo isso para colocar o Piauí nas condições de chegar em 2022 com um IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] alto".

"Entregaremos o Piauí com um índice de desenvolvimento igual ou acima de 0,7 em 2022. Alto desenvolvimento humano. Vocês vão me ouvir muito firmar esse compromisso, que não é só meu, é um compromisso de Estado", concluiu Wellington.

Por: Cícero Portela

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