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Notícias Tecnologia

18 de julho de 2019

Instagram deixa de mostrar número de curtidas das postagens

Instagram deixa de mostrar número de curtidas das postagens

Mudança põe tema entre os mais discutidos na internet

Usuários da rede social Instagram no Brasil perceberam uma importante mudança. Entre os recursos da plataforma o número de “curtidas”, também conhecidas como “likes” que uma publicação recebe, não fica mais visível para todos os usuários. O tema foi um dos mais discutidos do dia em outra rede social, o Twitter, e esteve entre os mais buscados no Google.

A mudança no Brasil está entre os testes anunciados em abril deste ano durante um evento de desenvolvedores do Facebook, empresa controladora do Instagram.

A experiência faz parte de uma série de medidas que o Instagram vem anunciando nos últimos meses para combater práticas nocivas na rede, como o discurso de ódio ou o bullying na web. Tais ações são uma resposta a críticas recebidas pela plataforma de que sua arquitetura e lógica de funcionamento favoreceriam um ambiente prejudicial ao bem-estar de seus integrantes.

Um estudo da Sociedade Real para a Saúde Pública , realizado em 2017, apontou o Instagram como a pior rede social para o bem-estar e a saúde mental de adolescentes. Segundo o estudo, o Instagram tem impactos importantes em adolescentes, provocando ansiedade, depressão e solidão, além de outros efeitos como na autoimagem dos jovens a partir da lógica das fotos.

Felipe Neto , empresário com canais populares em redes sociais, esteve entre os que vocalizaram essa análise. Ele afirmou que a medida pode mudar a forma como a internet funciona. “O Instagram virou uma rede social tão de fomento à vaidade, ao ego que se transformou em um vírus. É um lugar muito mais negativo do que positivo. Tirar os likes vai ser interessante. Vai ser interessante tirar as disputas”, comentou em um vídeo postado em seus canais. 

Além dos testes retirando a visibilidade pública das curtidas, a empresa anunciou algumas outras ações voltadas a coibir essas práticas. Neste mês, em uma nota, o diretor Adam Mosseri informou a implantação de uma ferramenta que usa Inteligência Artificial para questionar o usuário sobre seu conteúdo antes de postá-lo, se o sistema considerar que este pode ser ofensivo.

“Testes preliminares desse recurso mostraram que ele encoraja algumas pessoas a rever os comentários e compartilhar algo que gere menor dano, uma vez que elas tiveram a chance de refletir”, disse Mosseri no comunicado, divulgado no dia 8 de julho.

13 de julho de 2019

Anatel autoriza reajuste de tarifa de telefonia fixa

Anatel autoriza reajuste de tarifa de telefonia fixa

Os aumentos variam de 0,7% a 6,76%, a depender da empresa.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou o reajuste dos planos básicos de telefonia fixa pelas concessionárias do serviço (Oi, Telefônica, Claro, Sercomtel e Algar). Os aumentos variam de 0,7% a 6,76%, a depender da empresa.

A Anatel regula apenas as tarifas das chamadas concessionárias, empresas que assumiram o direito de explorar o serviço utilizando infraestrutura da União antes controlada pelo extinto Sistema Telebrás. Nesse caso, a lei impõe uma série de obrigações, entre elas a normatização das tarifas pela agência. Outras companhias podem oferecer o serviço, mas como “autorizatárias” e sem ter seus planos sujeitos a esse tipo de regras por parte do órgão.

Serviço é cada vez menos utilizado pela população (Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil)

Pela decisão do Conselho Diretor da Anatel, o reajuste ficará em 6% para a Oi (ligações locais em todo o país, à exceção de São Paulo), 4,9% para a Telefônica (ligações locais no estado de São Paulo), 6% para a Claro (chamadas de longa distância), 6,7% para a Sercomtel (ligações locais em cidades do Paraná) e 0,7% para a Algar (ligações locais em nove estados, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste).

A direção da Anatel também definiu o reajuste de cartões de telefones públicos, mais conhecidos como “orelhões”. A modalidade mais simples, de 20 créditos, passará a custar R$ 2,66.

Apesar da presença muito mais forte da telefonia móvel (com 228 milhões de acessos ativos em maio de 2019), de acordo com a Anatel havia no mesmo período cerca de 35,9 milhões de linhas ativas. A evolução recente, no entanto, mostra declínio do serviço: em maio de 2018, eram 38,8 milhões de telefones fixos em funcionamento.

12 de julho de 2019

Claro incorpora oferta de produtos e serviços da NET

Claro incorpora oferta de produtos e serviços da NET

Marca oferecerá soluções que reúnem conectividade dentro ou fora de casa e conteúdo em todas as telas

A partir de agora, a NET está na Claro. Os serviços residenciais de TV por assinatura, telefonia e banda larga da NET passam a ser incorporados ao portfólio da Claro, consolidando a oferta multisserviço da marca que nasceu no Brasil e hoje está presente em vários países.

“A Claro, que é líder em telecomunicações na América Latina e a operadora que mais cresce no mercado móvel brasileiro, passa agora a deter também a liderança em TV por assinatura e banda larga no país. Ao concentrar os investimentos e atuação mercadológica, fica ainda maior e mais forte, com presença global e portfólio completo de serviços”, destaca o presidente da Claro, José Antônio Félix.

A NET deixa de ser uma marca com atuação independente e passa a integrar o portfólio da Claro dando nome aos serviços voltados ao segmento residencial. 

Os produtos e serviços voltados a pequenas e médias empresas passam a ser também consolidados no portfólio da Claro Empresas. Já no segmento corporativo, a Embratel segue sendo a marca da Claro dedicada às soluções que incluem aplicações em nuvem, segurança digital, IoT e serviços de TI.

Para tranquilidade e conforto dos clientes, os planos e canais de atendimento permanecem os mesmos. Lojas, sites e aplicativos serão atualizados para facilitar a interação e comunicar a novidade. 

O Claro Clube passa a ser um programa integrado de benefícios para todos os clientes da Claro. O Claro Clube oferece descontos para teatro e cinema, além de permitir acúmulo de pontos e troca por aparelhos, serviços, passagens, e outros benefícios.


Comunicação reforça posicionamento da Claro

A Claro planejou uma estratégia de comunicação integrada com o objetivo de posicionar a companhia para oferecer as melhores e mais inteligentes soluções para seus clientes. 

“É uma Claro muito mais completa, que oferece a melhor conectividade ao cliente, na fibra e no 4.5G. Que permite falar ou navegar, dentro ou fora de casa, no Brasil ou no exterior. E leva o melhor conteúdo para todas as telas. Uma Claro pronta para fazer o próximo novo acontecer”, afirma Paulo Cesar Teixeira, CEO da unidade de Consumo e PME da Claro.

Para representar o movimento de transformação, o apresentador Tiago Leifert será o porta-voz da comunicação que explica a ampliação da marca ao assumir também o portfólio de serviços residenciais. 

Nesta ação, a esfera da Claro se expande ao receber os produtos da NET, em uma solução simples e visual, que entrega a mensagem de forma direta e objetiva. A mesma animação será a nova assinatura, reforçando a ideia de integração do portfólio e ampliação e alcance da marca. 

Confira o filme da campanha: https://www.youtube.com/watch?v=YqgwbLAaj0U 


Um movimento planejado e pronto para o futuro

A Claro e a NET fazem parte da mesma empresa desde 2015. Antes disso, em 2011, haviam lançado o Combo Multi, oferta integrada de serviços das duas marcas. A consolidação de toda a oferta de serviços na marca Claro é um movimento alinhado às tendências tecnológicas apontadas para o setor.

Em breve, o Brasil terá a chegada do 5G, a mais nova tecnologia de conectividade móvel que promete transformar definitivamente a forma como as pessoas se relacionam, trabalham e se divertem.  A tecnologia 5G permitirá velocidades de conexão móvel muito maiores, com tempo de resposta muito menor. Com milhões de pessoas e dispositivos conectados, haverá um salto em automação e operação autônoma de máquinas, viabilizados pelo uso intensivo de aplicações baseadas em inteligência artificial. 

Aplicações avançadas de realidade virtual e realidade aumentada também farão parte do dia a dia, enriquecendo as experiências de educação e entretenimento, que se tornarão interativas e imersivas.

Tudo isso chegará através das redes móveis, que precisarão multiplicar a quantidade de antenas de transmissão e conectá-las via fibra óptica para garantir capacidade de transmissão necessária. 

A Claro está preparada para o 5G e para levar o futuro a seus clientes: “Estamos juntando conteúdo, tecnologia de ponta, fibra óptica e mobilidade, um passo fundamental e definitivo para preparar a Claro para continuar levando o novo para os nossos clientes. O mundo continuará evoluindo numa velocidade sem precedentes, assim como nossas soluções”, afirma Marcio Carvalho, diretor de Marketing da Claro.

10 de junho de 2019

Saiba proteger seu WhatsApp de hackers e entenda como o ataque acontece

Saiba proteger seu WhatsApp de hackers e entenda como o ataque acontece

A adoção de medidas como a autenticação em dois fatores podem ajudar a reduzir os riscos, embora não exista uma forma de garantir 100% de segurança.

Alguns passos simples podem ampliar a segurança no uso do WhatsApp e do Telegram e a prevenir golpes que podem levar ao roubo da conta no mensageiro -e a uma baita dor de cabeça.

Por sua popularidade, os aplicativos são alvo de frequentes ataques de hackers. A adoção de medidas como a autenticação em dois fatores (entenda abaixo como ativar o recurso) podem ajudar a reduzir os riscos, embora não exista uma forma de garantir 100% de segurança.

Tudo começa com o mais básico: atenção redobrada. Quando uma conta do WhatsApp é ativada num aparelho novo, o app manda um SMS para o número de telefone cadastrado com um código de confirmação de 6 dígitos. A mensagem identifica se tratar de um código ligado ao mensageiro e que não deve ser repassado.

Golpistas precisam desse código para poder ativar a conta roubada em seus celulares, e vão tentar ludibriar a vítima de diferentes formas para consegui-lo. Ou então, tentar métodos mais sofisticados, como clonagem de chip (para receber o SMS no lugar do alvo).

Mês passado, por exemplo, a empresa de cibersegurança Kaspersky Lab identificou um ataque direcionado a usuários que anunciavam em serviços de vendas online. Os criminosos, em posse dos dados pessoais das vítimas (como o telefone), entram em contato como se fossem a plataforma de vendas.

No contato, os hackers alegam um suposto problema no anúncio e dizem que, para regularizar, é necessário que o anunciante passe para eles um código que chegará por SMS. Nesse momento, o golpista inicia o processo de ativação do WhatsApp em seu telefone, mas usando o número do alvo.

A vítima, então, recebe o código de confirmação do WhatsApp em seu próprio celular e repassa o dado para os golpistas, acreditando se tratar de algo realmente ligado à plataforma de vendas. Com essa informação, os criminosos conseguem fazer a ativação requerida pelo Whats e transferir a conta. Pronto, roubo feito.

O método, no entanto, varia. Criminosos podem roubar o WhatsApp de um amigo do alvo e entrar em contato com a nova vítima se passando pela pessoa conhecida. Aí, então, pedir o tal código. Por isso, NUNCA se deve passar esse número que chega por SMS a terceiros.

Outra dica é ativar a verificação em duas etapas. Com ela, o usuário cria uma sequência numérica que será exigida toda vez que sua conta do WhatsApp for ativada num novo telefone, além do número enviado por SMS. Dessa forma, um criminoso que conseguisse roubar o primeiro código seria travado nessa barreira.

Para ativar a verificação em duas etapas, vá em "Configurações > Conta > Verificação em duas etapas > Ativar" e siga o procedimento que será apontado na tela. Periodicamente, o WhatsApp vai pedir essa senha para dar acesso ao aplicativo como uma espécie de lembrete.

O processo de ativação no Telegram é parecido. Vá em "Configurações > Privacidade e Segurança > Verificação em Duas Etapas" e siga o procedimento, configurando a senha, uma dica para se lembrar e um email de recuperação.

O Telegram enviará uma mensagem ao endereço de email configurado com um código de confirmação, que deverá ser inserido no aplicativo para concluir o processo de ativação do recurso de segurança.

A segurança do próprio telefone também é importante. Mantê-lo com senha, aplicativos e sistema operacional atualizados é fundamental. Apps especializados (os famosos antivírus) podem ajudar a criar algumas barreiras adicionais contra eventuais ataques.

Fui roubado, e agora?

Nesses casos, o WhatsApp orienta a entrar no aplicativo com seu número de telefone e confirmar o código de seis dígitos recebido por SMS. Nessa hora, é necessário ter acesso à linha telefônica.

Com a nova ativação, a conta será desligada em outros celulares em que esteja sendo usada –o telefone dos criminosos, no caso.

No processo, será também necessário digitar o código de verificação em duas etapas, se ele estiver configurado. Se o usuário tiver esquecido a combinação, deverá esperar uma semana antes de obter acesso à conta novamente.

Como o ataque pode acontecer?

De acordo com Fabio Assolini, pesquisador de segurança da Kaspersky Lab, existem cinco técnicas possíveis das quais criminosos podem se aproveitar para roubar uma conta no WhatsApp -e, em sua avaliação, uma delas pode ter sido usada para hackear o telefone do ministro Sergio Moro (Justiça).

- Acesso físico: com o celular em mãos, um atacante pode obter as informações que quiser ou então instalar programas maliciosos no telefone sem que o dono saiba, possibilitando acesso remoto aos dados, gravação de conversa, etc;

- Ataque remoto: a distância, o atacante se aproveita de alguma vulnerabilidade em programas ou sistemas do celular -e pode, assim como no caso do acesso físico, instalar algo para conseguir acesso aos dados do telefone. Exemplo disso foi o caso revelado pelo próprio WhatsApp em maio, quando hackers conseguiram instalar um software de vigilância em telefones a partir de uma falha do aplicativo;

- SIM Swap: é o golpe da moda. Ele depende de uma pessoa com acesso aos sistemas das operadoras de telefonia, que transfere o número associado ao chip da vítima para outro chip, dos criminosos. Com isso, os atacantes conseguem receber os SMS enviados para o telefone e, assim, a conta no WhatsApp –e a outros sistemas que enviem códigos por mensagem de texto, inclusive banco. É fácil de perceber, porque o telefone da vítima "morre": para de receber e fazer ligações, se conectar à internet e alguns aplicativos podem parar de funcionar;

- Engenharia social: é o nome formal dado à técnica na qual os golpistas tentam enganar o usuário para passar o código verificador de alguma forma. É uma alternativa mais simples e barata do que o SIM Swap, já que não é necessária uma pessoa com acesso ao sistema das operadoras;

- Protocolo SS7: é o mais sofisticado de todos, e mais incomum. Depende de criminosos com conhecimento técnico sobre o protocolo SS7, usado por empresas de telefonia para o tráfego de informação. Vulnerabilidades no protocolo foram usadas pelos EUA para espionar o governo Dilma, exemplifica Assolini. É possível espelhar a linha telefônica de modo imperceptível para o usuário -o celular continua funcionando normal, mas a comunicação chega também para os criminosos.

Devido a essas vulnerabilidades, Assolini critica o fato de aplicativos mensageiros usarem o número de telefone como forma de unir uma pessoa a sua conta.

"Esses programas de comunicação têm uma falha de design. Enquanto não tratarmos de forma correta, vão continuar existindo casos assim", alerta. "Números de telefone não foram criados para te dar acesso a uma plataforma."

Por mais que ajudem, medidas como a autenticação de duas etapas ainda podem ser burladas em investidas um pouco mais elaboradas, avalia. Por isso, para uma segurança mais robusta, a recomendação seria migrar para outro aplicativo, que ofereça acesso não atrelado ao número de telefone. A recomendação de Assolini é o Threema (à venda por R$ 9,49 para Android e R$ 10,90 para iPhone).

22 de maio de 2019

Facebook apaga fake news e contas de extrema-direita

Facebook apaga fake news e contas de extrema-direita

Nos últimos três meses, ONG descobriu páginas suspeitas na rede social na França, Alemanha, Itália, no Reino Unido, na Polónia e Espanha.

Estudo da organização não governamental (ONG) Avaaz identificou mais de 500 contas do Facebook usadas para disseminar notícias falsas. A rede de contas de extrema-direita publicava discursos de ódio e pretendia “espalhar mensagens de supremacia branca”, segundo a edição online do jornal britânico The Guardian.

Apesar dos esforços constantes do Facebook, a rede social tem sido invadida por publicações de desinformação e redes de contas falsas que pretendem tornar virais as chamadas fake news.

Nos últimos três meses, a ONG descobriu páginas suspeitas na rede social na França, Alemanha, Itália, no Reino Unido, na Polónia e Espanha.

A rede social eliminou contas que tinham cerca de 6 milhões de seguidores e em que proliferavam notícias falsas e discursos de ódio.


Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A maioria foi descoberta por publicar e partilhar, por meio de perfis falsos, conteúdo desinformativo e de incitamento ao ódio. A Avaaz está investigando ainda, no entanto, centenas de outras contas, com mais de 26 milhões de seguidores, que podem ser expostos a conteúdos suspeitos.

Essas redes eram muito mais populares do que as páginas oficiais dos grupos populistas de extrema-direita e anti-União Europeia (UE) naqueles países, de acordo com o The Guardian.

“As páginas têm altos níveis de interação. Não importa quantos seguidores tem, se não houver interações”, disse Christoph Schott, diretor de campanha do grupo Avaaz. "Eles têm mais de 500 milhões de visualizações apenas nas páginas apagadas, o que é mais do que o número de eleitores na UE", acrescentou.

Armas de destruição em massa

A Avaaz encontrou, até agora, mais de 550 páginas e grupos, assim como 328 perfis que partilhavam notícias falsas. Embora o Facebook as tenha apagado, a maioria dessas páginas foi visualizada cerca de 533 milhões de vezes, em apenas três meses

19 de maio de 2019

Relatório aponta problemas que afetam

Relatório aponta problemas que afetam "saúde" da internet

Avanço da inteligência artificial (IA) preocupa especialistas em todo o mundo

O quão “saudável” é a internet no mundo? De que maneira os desenvolvimentos recentes impactam e melhoram (ou pioram) a “saúde” da web? Segundo a Fundação Mozilla, mudanças na inteligência artificial, na publicidade digital e na coleta e no processamento de dados são necessárias, afetam o estado da rede mundial de computadores e precisam ser discutidas pela sociedade.

As tendências estão no relatório “Internet Health Report 2019”, uma compilação de estudos e análises para identificar periodicamente os principais problemas da internet, mapear o que influencia esse ecossistema e discutir estratégias a serem adotadas por diversos atores (como governos, empresas e organizações da sociedade) para enfrentá-los e construir o que a fundação chama de uma web “mais saudável”.

Uma das principais preocupações é com o avanço da inteligência artificial (IA), cada vez mais disseminado no ambiente online hoje. “Sem necessariamente saber, qualquer um que use internet hoje está interagindo com alguma forma de automatização de IA”, registra o relatório.

Segundo o estudo, é preciso entender essas tecnologias, decidir o que se quer para elas e prestar atenção aos riscos. Grandes empresas de tecnologia vêm direcionando os avanços no tema a partir de sua imensa base de dados (como as plataformas Amazon, Facebook, Google e Microsoft). Entre as inovações dessas companhias estão sistemas de reconhecimento facial vendidos a governos para repressão, ainda que haja registros de erros graves nesses sistemas e riscos à privacidade.

Em abril deste ano, o Google anunciou a criação de um “conselho de ética” para supervisionar o desenvolvimento dessas soluções técnicas. A iniciativa foi recebida com críticas tanto de trabalhadores quanto de indivíduos e organizações, que apontaram a falta de efetividade no projeto. Diante disso, a companhia abandonou a proposta.

Um caso citado como exemplo no relatório foi a decisão de um grupo de pesquisadores (OpenAI, IA aberta, no termo em inglês) de não divulgar uma tecnologia de IA que podia escrever automaticamente textos realistas baseados no conteúdo existente na web. A decisão ocorreu pelo receio dos pesquisadores com usos negativos do sistema. 

Os autores defendem uma maior autonomia dos indivíduos em relação a esta tecnologia.

15 de maio de 2019

Usuários de smartphone devem atualizar WhatsApp, orienta empresa

Usuários de smartphone devem atualizar WhatsApp, orienta empresa

Pedido é feito após falha em segurança.

O WhatsApp divulgou hoje (14) recomendações a usuários para que atualizem o aplicativo em seus smartphones. O motivo da orientação diz respeito a uma falha na segurança que teria permitido o acesso de hackers e a instalação de pequenos programas maliciosos (spywares) para coletar informações dos usuários.

A ação teria utilizado um software de espionagem semelhante aos desenvolvidos pela empresa israelense NSO Group, que comercializa soluções deste tipo junto a governos. Por meio do programa, os hackers teriam como acessar informações dos smartphones dos usuários de forma remota.


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“O WhatsApp incentiva as pessoas a atualizarem o nosso aplicativo para a versão mais recente, assim como manter o sistema operacional dos dispositivos atualizados, a fim de proteger contra possíveis ataques destinados a comprometer as informações armazenadas em dispositivos móveis”, destacou a empresa em resposta à Agência Brasil.

Para atualizar o programa, a pessoa deve desinstalar o WhatsApp e baixar a última versão disponível na loja de aplicativos do seu smatphone (como a Play Store, do Google, ou a Apple Store, da empresa de mesmo nome).

A empresa orienta ainda os usuários a manterem os sistemas operacionais atualizados, pois a ação dos invasores pode se beneficiar dessa vulnerabilidade.

O WhatsApp é a maior rede social de troca de mensagens do mundo, com mais de 1,5 bilhão de usuários. No Brasil, o último número divulgado dava conta de uma base de cerca de 130 milhões de pessoas.

14 de maio de 2019

'Foi um susto e um horror', diz mulher que teve Whats hackeado

'Foi um susto e um horror', diz mulher que teve Whats hackeado

A companhia recomenda avisar amigos e família no caso de a conta ser acessada por terceiros.

A consultora de moda Claudia Romano, 47, conta ter passado um grande susto na semana passada ao ter sua conta de WhatsApp invadida.

Era um dia corrido, em que ela trabalhava no lançamento de uma nova loja, recebendo muitas ligações e mensagens. 

De uma mulher desconhecida, recebeu link com convite para se juntar a um grupo de maquiagem que ela estaria montando. Apressada, Romano selecionou a mensagem do link e clicou em responder para perguntar quem era a interlocutora. A tela do telefone ficou escura.

Quando conseguiu usar o celular novamente, tentou então fechar o aplicativo do WhatsApp e abrir outra vez. Foi informada que havia acabado de entrar com uma senha de acesso e só poderia pedir uma nova depois de seis horas.

Romano entendeu o que isso significa poucos minutos depois. Recebeu em casa uma ligação do marido perguntando se havia algo errado. Ele tinha acabado de receber uma mensagem da esposa pedindo que depositasse dinheiro na conta de uma amiga que estaria com a mãe internada.

Logo outros amigos ligaram. Percebendo o potencial da confusão, Romano pediu a seus filhos que avisassem os demais familiares para não acreditar em nenhuma mensagem que viesse dela.

"Meu filho mandou uma mensagem no grupo da família avisando que meu celular foi hackeado. Dois minutos depois, a pessoa que invadiu meu celular disse, se passando por mim, que já estava tudo resolvido."

Romano buscou ajuda imediatamente em uma loja de sua operadora de celular. Recebeu a orientação de procurar o suporte do WhatsApp, que cancelou o acesso a sua conta.

Mesmo com o problema resolvido, Romano preferiu não voltar a usar o número de celular antigo. Mandou mensagens para as pessoas conhecidas explicando o que aconteceu e colocou avisos em seus perfis nas redes sociais. A confusão toda durou cerca de duas horas, diz.

"O pior foi o susto e a possibilidade de alguém falar em meu nome, o que é um horror. Tenho credibilidade, dá medo de que as pessoas acreditem no que estão falando em meu nome."

Em sua avaliação, seu erro foi ter agido precipitadamente ao responder a mensagem da desconhecida.

O WhatsApp não comentou o caso específico, mas lembrou que há uma página com informações de segurança na área de perguntas frequentes de seu site.

A empresa recomenda nunca compartilhar o código de verificação da conta, que a empresa manda por SMS para validar a identidade de um usuário.

A companhia recomenda avisar amigos e família no caso de a conta ser acessada por terceiros.

Para recuperar uma conta roubada, a companhia recomenda acessar o aplicativo e solicitar um novo código de verificação de seis dígitos. Quando ele é inserido, a outra pessoa que está usando seu número é desconectada, explica a empresa.

O ataque sofrido por Romano não tem ligação direta com a vulnerabilidade identificada pela empresa nesta semana e que levou a companhia a pedir que todos os usuários atualizem o aplicativo para a versão mais recente.

Renato Opice Blum , coordenador do curso de direito digital e proteção de dados do Insper, recomenda que, para evitar problemas do tipo, usuários habilitem a opção de dupla autenticação para uso do WhatsApp.

Com ela, a verificação da identidade do usuário passa a ser feita em duas etapas. Além do código via SMS, o aplicativo passa a solicitar também uma senha de seis dígitos criada pelo usuário no processo.

"A dupla autenticação tem de ser regra. Assim, se você sofre um ataque, dificulta muito a vida do invasor."

Opice Blum  diz que é importante manter o aplicativo sempre atualizado e, em caso de problemas, entrar em contato com a operadora de telefonia e o WhatsApp para buscar uma solução breve.

Também recomenda registrar um Boletim de Ocorrência, para o caso de ser necessário buscar reaver algum prejuízo futuro.

Dispositivo auxilia deficientes visuais a reconhecerem pessoas e objetos

Dispositivo auxilia deficientes visuais a reconhecerem pessoas e objetos

Com uma câmera inteligente, o aparelho consegue fazer a leitura das informações à sua frente e, por meio de áudio, repassar ao usuário.

Um aparelho que pretende mudar a vida das pessoas com deficiência visual. Esta é a finalidade de um dispositivo de inteligência e visão artificial desenvolvido para pessoas cegas ou com baixa visão. O OrCam MyEye possui aproximadamente o tamanho de um pen drive e é um dispositivo que fica acoplado aos óculos. Com uma câmera inteligente, ele consegue fazer a leitura fácil das informações à sua frente e, por meio de áudio, repassar ao usuário.

No Piauí, há apenas três desses dispositivos, que se encontram na biblioteca da Associação dos Cegos do Piauí (Acep) e estão disponíveis para o público gratuitamente. A advogada Camila de Sousa Marques é uma das pessoas que já fez uso deste aparelho e conta como ele mudou sua vida.

“Eu não tenho [o aparelho], mas usei o da Associação dos Cegos, dentro das dependências da instituição. Eu utilizava para estudar, inclusive para a segunda fase da prova da OAB. Levava meus livros para a instituição e utilizava o equipamento lá. Fui treinada e usava com a supervisão de um professor. É fácil usar, basta posicionar o objeto na frente da câmera, ele tira uma foto e, a partir do banco de dados dele, ele analisa e fornece a informação do que está aparecendo lá, como um produto, pessoa ou texto”, comenta.


Camila de Sousa usou o dispositivo para estudar para as provas da OAB e o resultado foi positivo. Foto: Assis Fernandes/ODIA

Segundo Camila de Sousa Marques, o dispositivo visa dar mais autonomia para a pessoa com deficiência, garantindo que ela consiga desenvolver qualquer atividade. Graças ao aparelho, a jovem conseguiu estudar para o Exame da Ordem e logrou êxito. Para Camila, a popularização do dispositivo daria a possibilidade de mais pessoas com deficiência visual serem incluídas na sociedade, inclusive assumindo funções em cargos públicos.

“Uma pessoa que em deficiência procura mais autonomia e meios que possam torná-la o mais independente possível, esses óculos possibilitam isso. Eu conseguia ler as páginas sozinha e a emoção de abrir um livro, de ler, ver as cores e até mesmo por conta da minha profissão, é indescritível. É uma nova janela que se abre para as pessoas com deficiência, uma oportunidade de inclusão. Seria de fundamental importância ter esse dispositivo nas bibliotecas públicas. Imagina o quanto tornaria uma pessoa independente se ela trabalhasse em um órgão público? Seria incrível. Inclusive, o dispositivo lê escritos manuais, ou seja, o chefe pode deixar um bilhete para mim e eu vou poder ler”, pontua.

O presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência da OAB-PI destaca que a instituição tem o interesse em discutir com os órgãos públicos a possibilidade de adquirir mais aparelhos, para que mais pessoas possam ter acesso de forma gratuita. “Nós vamos conversar com os órgãos públicos, até porque temos uma Secretaria de Inclusão da Pessoa com Deficiência do Piauí, então fazer com que esse órgão público possa adquirir esse equipamento e colocar à disposição das pessoas com deficiência do Estado, para que elas possam progredir”, ressalta.

O dispositivo

O aparelho pesa apenas 22,5g e pode ser acoplado à armação de quaisquer óculos. Ele lê a informação disponível de forma prática, fácil e instantânea em qualquer superfície, de perto ou de longe e a reproduz em áudio, discretamente, no ouvido do usuário. Também faz leituras, mesmo offline, de textos e números. Além disso, consegue identificar cores e tonalidades, reconhecer pessoas e gêneros, rostos, informar a data e a hora com o simples gesto de girar o pulso, cédulas de dinheiro (reais e dólares) e identificar produtos pelo código de barras. E tudo isso em três idiomas: português, inglês e espanhol.

09 de maio de 2019

Google irá incorporar realidade aumentada a ferramenta de buscas

Google irá incorporar realidade aumentada a ferramenta de buscas

Para desenvolver novos modelos tridimensionais, o Google anunciou parcerias com a agência espacial americana NASA.

O Google anunciou que seu buscador passará a incorporar recursos de realidade aumentada a partir do fim deste mês. Com a tecnologia, é possível fazer com que objetos virtuais tridimensionais interajam com o ambiente do usuário por meio da câmera do celular.

Em uma demonstração durante o Google I/O, sua conferência para desenvolvedores, uma funcionária da empresa fez uma busca por "tubarão branco". Após clicar na opção de realidade aumentada, a câmera do celular foi acionada e um modelo interativo de tubarão apareceu na imagem como se estivesse flutuando sobre o palco.

Pelo menos no começo, o serviço terá conteúdo limitado. Para desenvolver novos modelos tridimensionais, o Google anunciou parcerias com a agência espacial americana NASA, com a startup de educação em anatomia Visible Body, e com marcas como New Balance, Samsung, e Volvo.


Foto: Divulgação/Google

A empresa também demonstrou novas funcionalidades do aplicativo Google Lens, que usa a câmera do celular para pesquisar informações sobre o entorno do usuário.

Uma das novidades é a possibilidade de usar o app para analisar cardápios de restaurantes. Com a imagem do menu, ele mostra quais pratos são mais populares e como foram avaliados por frequentadores. Também é possível apontar a câmera para uma nota fiscal e dividir automaticamente a conta.

A mesma tecnologia será usada para tornar interativos outros materiais físicos. A empresa anunciou parcerias com o museu De Young, de San Francisco, e com a revista de gastronomia "Bon Appetit".

07 de maio de 2019

Google lança versões mais baratas de seu smartphone Pixel

Google lança versões mais baratas de seu smartphone Pixel

Os smartphones estarão disponíveis em 13 países. Não há previsão de lançamento no Brasil, onde, até hoje, nenhum dos Pixel foi oficialmente vendido.

O Google lançou nesta terça-feira (7) dois novos celulares, o Pixel 3a e o Pixel 3a XL. Com preços a partir de US$ 399 e US$ 479 (R$ 1.580 e R$ 1.897), respectivamente, eles devem competir numa faixa intermediária, abaixo do Pixel 3, topo de linha lançado em outubro do ano passado que custa ao menos US$ 799 (R$ 3.165).

Os smartphones estarão disponíveis em 13 países. Não há previsão de lançamento no Brasil, onde, até hoje, nenhum dos Pixel foi oficialmente vendido.

Um dos atrativos dos novos aparelhos é ter a mesma câmera dos Pixel 3, considerada por analistas uma das melhores do mercado, por um preço mais baixo. Eles também incluem uma entrada para fones de ouvido, eliminada das versões mais caras.

A principal diferença entre as duas novas versões é o tamanho da tela, de 5,6 polegadas no Pixel 3a e 6 polegadas no 3a XL.

A venda de aparelhos mais baratos é vista como uma tentativa de o Google aumentar sua participação no mercado de smartphones, no qual vem enfrentando dificuldades. Na semana passada, em reunião com acionistas, a empresa apontou queda nas vendas do Pixel no primeiro trimestre em relação ao ano anterior. 

Este é o segundo lançamento desde que o Google concluiu a aquisição de uma parte da divisão de celulares da taiwanesa HTC por US$ 1,1 bilhão (R$ 4,35 bilhões), em janeiro de 2018. No negócio, anunciado pela primeira vez em setembro de 2017, os americanos ficaram com 2.000 funcionários da companhia taiwanesa.

O anúncio também é um passo em direção à consolidação dos investimentos do Google no mercado de celulares, que, ao longo dos anos, foi inconstante.

De 2010 a 2015, a empresa teve a linha Nexus, em que fazia parcerias com fabricantes para desenvolver smartphones com sua visão. Em 2012, pareceu que dobraria a aposta no segmento ao adquirir a divisão de celulares da Motorola por US$ 12,5 bilhões (R$ 49,5 bilhões). Menos de dois anos depois, contudo, vendeu-a para a chinesa Lenovo por US$ 2,9 bilhões (R$ 11,5 bilhões), mantendo apenas o portfólio de patentes da pioneira americana.

Além da sequência de prejuízos milionários da Motorola, um dos motivos aventados à época para a mudança de curso foi que a aquisição havia colocado o Google em concorrência com seus principais clientes, os fabricantes de smartphone que usam o sistema operacional Android, hoje com mais de 2,5 bilhões de usuários ativos.

Em 2016, foi lançado o primeiro celular Pixel e desde então a lista de eletrônicos "made by Google" vem aumentando. A empresa já lançou laptops, caixas de som inteligentes, fones de ouvido, equipamentos de realidade virtual, entre outros.

Mas crescer no mercado de smartphones, dominado pelo duopólio Apple-Samsung, tem sido um desafio. A empresa não divulga números, mas um levantamento da IDC estimou que em 2017, foram vendidos apenas 3,9 milhões de aparelhos Pixel em um mercado de 1,5 bilhão de celulares inteligentes.

*O jornalista viajou a Mountain View a convite do Google.

14 de abril de 2019

WhatsApp, Facebook e Instagram voltam após apagão global

WhatsApp, Facebook e Instagram voltam após apagão global

As reclamações acerca de todos os serviços começaram antes das 8h.

WhatsApp, Facebook, Messenger e Instagram voltaram a funcionar após ficarem fora do ar por cerca de duas horas na manhã deste domingo (14). Todos os serviços pertencem à empresa de Mark Zuckerberg.

As reclamações acerca de todos os serviços começaram antes das 8h. Pouco mais de uma hora depois, alguns usuários já relatavam sinais de retorno no WhatsApp, o mais afetado de todos, mas ainda de forma intermintente. Perto das 10h, o sistema estava regularizado.

Antes disso, às 8h45, Facebook, Messenger e Instagram passaram a funcionar nas versões para celular, mas os sites para computador só voltaram mais tarde.

Os relatos de instabilidade, segundo o site Downdetector, que coleta relatos de usuários sobre problemas em diferentes sistemas, se espalharam por todo o mundo.

Outro site que recebe reclamações de usuários sobre indisponibilidade de serviços, o Outage Report, também registrava problemas globais nos serviços.

O Facebook não se pronunciou ainda em seus canais oficiais. A Folha de S.Paulo entrou em contato e aguarda resposta da empresa.

Como de praxe, os usuários foram para o Twitter reclamar e buscar informações. Ao procurar pelos nomes dos serviços na rede social, assim como no Downdetector, aparecem relatos de problemas pelo globo -e em vários idiomas.

FUSÃO

Os serviços que ficaram offline neste domingo estão no centro de uma grande fusão planejada pelo Facebook para este ano. A empresa diz que vai integrar os aplicativos de mensagem permitindo que um usuário do Facebook consiga conversar com alguém que só usa o WhatsApp.

De acordo com anúncio oficial feito pela empresa em março, a interoperabilidade também se estenderá ao SMS.

06 de abril de 2019

Dessalinizador de baixo custo garante água potável no semiárido

Dessalinizador de baixo custo garante água potável no semiárido

O modelo já atendeu a cerca de 300 famílias e está disponível em um banco de tecnologias online para ser replicado em qualquer parte do país.

Um dessalinizador solar de baixo custo de implantação e manutenção, com capacidade para produzir água potável sem uso de eletricidade e livre de produtos químicos, é alternativa para famílias do semiárido da Paraíba, que enfrentam longas estiagens e sofrem com escassez de água de boa qualidade. O modelo já atendeu a cerca de 300 famílias e está disponível em um banco de tecnologias online para ser replicado em qualquer parte do país e ajudar a solucionar a falta de acesso à água potável.

Resultado da parceria da Cooperativa de Trabalho Múltiplo de Apoio às Organizações de Autopromoção e da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o dessalinizador aproveita o potencial solar da região e atende a assentamentos de agricultores familiares desde 2015. O modelo foi reconhecido como tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil (FBB), chegando a ser premiado pela entidade em 2017.

“A ideia [do dessalinizador] parte do princípio de que vivemos no semiárido. Os poços que a gente perfura, quase em sua totalidade, têm água salobra, água salgada, o que não serve para o consumo humano. Então, desenvolvemos junto com a UEPB essa tecnologia para exatamente fazer com que essa água salgada se tornasse uma água ideal para o consumo humano”, contou Jonas Marques de Araújo Neto, presidente da cooperativa.

“O primeiro impacto que o dessalinizador gerou foi maior solidariedade ainda entre eles [agricultores], porque um dessalinizador desse serve para quatro ou cinco famílias, não é uma questão individual. Dá uma média de 80 litros de água por dia, que é distribuída entre eles. Nós [da cooperativa] não temos o menor poder sobre isso, eles é que têm o verdadeiro poder e eles é quem dizem como vai ser dividida essa água”, disse, ao acrescentar que esse modelo fortalece a comunidade.


Foto: Fundação Banco do Brasil

Além disso, ele destacou a importância do consumo de água potável para a saúde. “Você chega em um hospital público e pergunta: ‘depois dessa história do dessalinizador, quantas crianças apareceram aqui com dor de barriga, com subnutrição?’. Eles vão dizer para você, sem sombra de dúvida, que diminuiu muito”.

Outro benefício da implementação dessa tecnologia é que as pessoas conseguem manter seu modo de vida no semiárido, desenvolver as atividades e sustentar as famílias sem precisar migrar para conseguir oferta de água potável, nem recorrer a subempregos nos centros urbanos. “Isso faz com que as pessoas consigam ficar nas suas terras, consigam habitar o semiárido”.

O dessalinizador consiste em uma caixa construída com placas pré-moldadas de concreto e cobertura de vidro que deixa passar a radiação solar. Dessa forma, a construção possibilita o aumento da temperatura dentro da caixa e a evaporação da água armazenada em uma lona encerada, conhecida como lona de caminhão.

Tecnologias sociais

Responsável por um Banco de Tecnologias Sociais – uma base de dados com mais de 900 soluções para problemas sociais nascidas da sabedoria popular e do conhecimento científico – a fundação já beneficiou cerca de 130 mil pessoas no país, em 444 municípios, por meio de um total de 389 projetos, de acordo com relatório divulgado pela instituição na última semana. Os projetos tiveram investimento total de R$ 156,3 milhões.

Todas as tecnologias sociais do banco fazem referência aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU). As inscrições estão abertas para certificação de novas tecnologias sociais até o dia 21 deste mês, com a possibilidade de concorrerem a prêmios em dinheiro. Podem participar entidades sem fins lucrativos, do Brasil ou de outros países da América Latina ou do Caribe.

03 de abril de 2019

Com aumento de chuva, Comitê do Setor Elétrico se reúne nesta quarta

Com aumento de chuva, Comitê do Setor Elétrico se reúne nesta quarta

A bandeira verde está em vigor desde janeiro deste ano.

Após o volume maior de chuvas registrado em março, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico se reúne hoje (3) para avaliar as condições do suprimento energético no país. O calor intenso no início do ano, especialmente em janeiro, levou o comitê, responsável pelo monitoramento das condições de abastecimento e pelo atendimento ao mercado de energia, a acionar usinas termelétricas para evitar queda maior no nível dos reservatórios das hidrelétricas.

As termelétricas, que têm maior custo de operação, foram desligadas no fim de fevereiro, com o aumento no volume de chuva. Havia a expectativa de que um acionamento mais duradouro pudesse causar impacto na fixação da bandeira tarifária em abril. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária na cor verde, sem custo para os consumidores, para o mês de abril. A bandeira verde está em vigor desde janeiro deste ano.


Foto:Arquivo/Agência Brasil

De acordo com a agência reguladora, abril é um mês de transição entre as estações úmida e seca nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN). A agência informou que a previsão hidrológica para o mês indica a tendência, verificada em março, de recuperação do nível dos reservatórios. "Essa conjuntura favorável aponta para a manutenção da produção hidrelétrica e do nível de risco hidrológico (GSF) em patamares condizentes com o perfil de bandeira verde", disse a Aneel.

Mesmo com a manutenção, a Aneel estuda reajustar o preço das bandeiras tarifárias amarela e vermelha, nos patamares 1 e 2. A iniciativa consta de proposta de consulta pública, anunciada em fevereiro pela agência e encerrada segunda-feira (1º). 

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado, segundo a agência, para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. A adoção de cada bandeira, nas cores verde (sem cobrança extra), amarela e vermelha (patamar 1 e 2), está relacionada aos custos da geração de energia elétrica. Na amarela há o acréscimo de R$ 1 a cada 100 kWh (quilowatts-hora). Na vermelha no patamar 1, o adicional nas contas de luz é de R$ 3,00 a cada 100 kwh; já no 2, o valor extra sobe para R$ 5,00.

Pela proposta, os custos adicionais com as bandeiras tarifárias serão reajustados entre maio deste ano e abril de 2020. Com isso, o adicional da bandeira amarela pode passar de R$ 1,00 para R$ 1,50, de R$ 3,00 para R$ 3,50 na vermelha patamar 1 e de R$ 5,00 para R$ 6,00 no patamar 2. Os valores propostos pela área técnica da Aneel ainda podem ser alterados.