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Notícias Tecnologia

26 de abril de 2018

WhatsApp vai revelar tudo que sabe sobre você; entenda

Requisição de dados no WhatsApp, recurso chega para atender às exigências da nova lei de privacidade europeia, que entra em vigor dia 25 de maio.

O WhatsApp prepara o lançamento de uma ferramenta para que o usuário baixe todas as informações sobre ele salvas pelo mensageiro. O recurso é similar ao utilizado pelo Facebook e pelo Google, empresas que notoriamente agregam grande quantidade de dados sobre os usuários. Quando entrar em funcionamento, a opção deverá deixar mais claro quais detalhes sobre o internauta são armazenados pelo serviço.

O movimento é similar ao do Instagram, que também corre para se adequar à nova lei de proteção de dados na União Europeia. A medida entra em vigor no dia 25 de maio. O recurso, que deve chegar nas próximas semanas, foi descoberto por meio da central de dúvidas do aplicativo de chat.

Por que o WhatsApp decidiu mudar?

O mensageiro corre com mudanças que o deixem adequado ao GDPR – sigla para General Data Protection Regulation, ou Regulamento Geral de Proteção de Dados". Uma das novidades está na idade mínima, que passou para 16 anos na Europa. Ela permanece em 13 anos no restante do mundo. Só no Brasil, o serviço tem mais de 120 milhões de usuários.

A nova ferramenta, chamada "Request Account Info" ("Solicitar informações da conta", em tradução livre), vem para dar mais transparência sobre como os dados pessoais são utilizados online, uma das exigências da GDPR. 

Quem pode pedir o arquivo com os dados?

Todos os usuários. O WhatsApp vai liberar a função para todos os países e sistemas em que o mensageiro está disponível. O recurso será lançado em uma próxima versão do app, prevista para as próximas semanas.


Página de FAQ do WhatsApp sobre nova ferramenta de requisição de dados. Foto: Reprodução/WhatsApp

Quais dados são entregues pelo WhatsApp?

A função permitirá solicitar e exportar um relatório das informações e configurações da conta no WhatsApp. A empresa citou como exemplos a foto de perfil e nomes dos grupos. O relatório não incluirá as mensagens, cujo conteúdo deve ser recuperado por meio do backup com Google Drive ou exportando o chat por email.

Onde será possível pedir o arquivo de dados?

Para ver a ferramenta, o usuário deverá acessar as configurações gerais do WhatsApp e entrar no menu "Conta", onde constará a opção "Solicitar informações da conta". Em seguida, bastará um toque em "Solicitar relatório". A tela será atualizada, passando a exibir a mensagem "solicitação enviada".

Quanto tempo leva para o arquivo ficar pronto?

O relatório demora aproximadamente três dias para ficar pronto. Enquanto a solicitação estiver pendente, ações como excluir a conta, alterar o número do telefone, mudar de dispositivo ou fazer um novo registro cancelarão o pedido. Se a solicitação for cancelada, o usuário poderá pedir o relatório novamente. Contudo, o WhatsApp não permite que o próprio usuário cancele o relatório de informações.

Como fazer o download do relatório?

Quando o relatório estiver pronto, o aplicativo exibirá uma notificação no celular dizendo algo como "O relatório de informações da sua conta está pronto para download". A tela do recurso informará em quanto tempo o usuário deverá baixar o relatório antes que ele seja excluído dos servidores do WhatsApp, o que foi indicado na FAQ como "aproximadamente algumas semanas".

Após este período, o usuário deverá entrar nas configurações, acessar o menu "Conta", tocar em "Solicitar informações da conta" e, então, dar um toque em "Fazer download do relatório". O arquivo será baixado no celular no formato ZIP, no qual será incluso um arquivo HTML para visualização fácil e um JSON para transferência para outros apps.

Depois que o arquivo for baixado, o usuário terá que tocar em "Exportar relatório" e então selecionar um dos aplicativos externos que aparecerem na bandeja de compartilhamento, como o Gmail ou o Chrome, por exemplo.

É preciso pagar para receber o arquivo?

Nenhuma taxa é cobrada para receber o arquivo. Após fazer o download do relatório, o usuário poderá exclui-lo permanentemente do smarphone, sem que nenhuma informação da conta seja alterada.

MPF multa Microsoft por coletar dados sem consentimento de usuários

Ação civil pública alega que Windows 10 coleta dados pessoais sem a expressa autorização dos usuários; prática desrespeita Marco Civil, diz MPF

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nota nessa quarta-feira (25/4) para informar a ação contra a Microsoft que visa impedir que o Windows 10 continue coletando dados pessoais sem o expresso consentimento dos usuários. A ação civil pública, ajuizada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, requer ainda que a fabricante pague multa de pelo menos R$ 10 milhões por danos morais já causados.

O MPF alega que, atualmente, a opção padrão de instalação e atualização do sistema operacional permite que a empresa obtenha diversas informações sobre os consumidores, como geolocalização, conteúdo de e-mails, hábitos de navegação e histórico de buscas realizadas na internet.

Segundo a nota, “o procedimento viola inúmeros princípios constitucionais, como a proteção da intimidade, além de direitos relativos às relações de consumo. O MPF pede que a coleta de dados deixe de ser feita de forma automática pelo software, e que sejam incluídos alertas aos usuários sobre as consequências de autorizarem a transferência de informações.”

Ainda, o MPF explica que o fornecimento de detalhes sobre os internautas durante o uso do Windows 10 está previsto, sem alarde, no Termo de Licença do produto e na Política de Privacidade, dois documentos extensos normalmente não acessados pelos consumidores.

“Neste ponto, a Microsoft desrespeita o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/14), segundo o qual a coleta de informações pessoais depende de consentimento expresso do usuário, devendo ocorrer de forma destacada das demais cláusulas contratuais. O procedimento também fere o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), que exige dos produtos e serviços a comunicação adequada e clara sobre os riscos que apresentem”, diz.


Foto:Divulgação

Alerta

O procurador Pedro Antônio de Oliveira Machado, autor da ação, alerta que inúmeros órgãos públicos da União utilizam o sistema operacional da Microsoft, entre eles a Justiça Eleitoral, Justiça Federal, diversos ministérios e o próprio MPF.

Segundo a Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação da instituição, é necessária uma análise constante por técnicos e analistas capacitados para evitar que atualizações do Windows 10 modifiquem as configurações e passem a permitir o envio de dados não controlados pelo MPF, o que colocaria em risco inclusive informações sigilosas e sensíveis, envolvendo investigações por todo o Brasil.

Ante a gravidade da situação, a Procuradoria requer que a empresa promova, em até 15 dias, a adequação do software, para que, como regra, não mais esteja programado para coletar informações pessoais de seus usuários

Outro lado

Procurada pela Computerworld Brasil, a Microsoft afirmou, por meio de nota, que ainda não foi oficialmente citada e, portanto, não teve acesso a todos os dados e está impossibilitada de responder oficialmente a questionamentos específicos. 

Frente à divulgação do MPF, a companhia lista três esclarecimentos. São eles:

- A segurança e a privacidade dos dados dos usuários do Windows e de seus produtos e serviços são uma prioridade para a Microsoft;

- A coleta e uso pela Microsoft de dados pessoais se dá mediante o consentimento e conforme controle do usuário, para fim de prestação do próprio serviço ou de interesse dos usuários, de acordo com a política de privacidade;

- Dados de forma anônima podem ser coletados para aprimoramento da segurança e do desempenho do sistema operacional Windows e na melhoria da experiência de usuário, de acordo com a legislação aplicável.

“A Microsoft tem operações no Brasil há 29 anos e sempre prezou pelo cumprimento das leis brasileiras. A empresa se coloca à disposição do Ministério Público Federal para eventuais esclarecimentos sobre o funcionamento do Windows 10”, diz a empresa.

25 de abril de 2018

Pela 1ª vez, cientistas observam mega fusão de 14 galáxias

Feito foi publicado nesta quarta-feira (25) na revista 'Nature'. Algumas das 14 galáxias estão formando estrelas até 1.000 vezes mais rápido que a Via Láctea.

Uma equipe internacional de cientistas descobriu uma concentração de 14 galáxias que estão prestes a se fundir. A megafusão foi publicada nesta quarta-feira (25) na revista "Nature" e está localizada a 12,4 bilhões de anos-luz de distância. Pela 1ª vez, cientistas conseguiram observar o processo em formação.

A aglomeração deve se tornar um dos elementos mais massivos do universo moderno, sendo 10 trilhões de vezes superior à massa do Sol. Ainda, galáxias dentro do aglomerado estão produzindo estrelas a um ritmo incrível, relatam os autores. Algumas das 14 galáxias estão formando estrelas até 1.000 vezes mais rápido do que a Via Láctea.

"Com o tempo, as 14 galáxias que observamos irão parar de formar estrelas e se aglutinar em uma única galáxia gigantesca", afirmou Scott Chapman, astrofísico da Universidade Dalhousie (Canadá), em nota.

Representação artística das 14 galáxias observadas no universo distante. Essas estruturas devem se fundir com o tempo, afirmam pesquisadores (Foto: NRAO/AUI/NSF; S. Dagnello)

"O fato de que isso está acontecendo tão cedo na história do universo representa um desafio para a nossa compreensão atual do modo como as estruturas se formam", continuou o especialista.

Cientistas pontuam que, na história do universo, a matéria começou a se aglomerar em concentrações cada vez maiores, dando origem às galáxias. Já as aglomerações de galáxias, por sua vez, são conhecidas como "protoclusters" e modelos computacionais atuais indicavam que aglomerados tão grandes quanto os observados agora poderiam ter demorado muito mais para evoluir.

"Como essa galáxia ficou tão grande tão rapidamente é um mistério", diz Tim Miller, candidato a doutorado na Universidade de Yale (EUA) e coautor do estudo, em nota.

Os astrônomos perceberam que as galáxias estão em processo de fusão pela alta massa em um espaço confinado. Um outro ponto é a alta taxa de formação de estrelas, que fornece evidências para a fusão.

Importância do achado

A observação desses processos no universo podem fornecer descobertas interessantes para a ciência. É sabido, por exemplo, que esses aglomerados de galáxias transbordam um gás superaquecido que pode atingir temperaturas de 1 milhão de graus celsius.

Uma hipótese apresentada para o porquê de haver esse gás é que, com a velocidade de formação das estrelas nesse aglomerado, há a emissão de gás quente. Como esse gás não é denso o suficiente para formar estrelas, ele acaba sendo emitido dentre os espaços vazios nas galáxias.

A observação do aglomerado de galáxias foi possível com a utilização do radiotelescópio ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array). Localizado no deserto do Atacama (Chile), o instrumento foi construído por meio de uma colaboração internacional e é atualmente o maior radiotelescópio do mundo.

24 de abril de 2018

Netflix, Amazon e produtoras de cinema estão processando serviço de streaming

No processo, as empresas reclamantes pedem o fechamento imediato da plataforma, com o cancelamento de todas as assinaturas vigentes, a interrupção nas vendas de dispositivos e multas de US$ 150 mil por cada conteúdo protegido por direito autoral

Um grupo de empresas formado pela Netflix, Amazon e diversos estúdios de cinema como a Disney, Columbia Pictures e 20th Century Fox, está processando o serviço online Set TV por quebra de direitos autorais e transmissão de conteúdo pirateado. A ação, aberta na última semana na Justiça do estado americano da Califórnia, exige compensações pela brecha de copyright e também o fim imediato do funcionamento da plataforma.

Praticamente desconhecido no Brasil, mas relativamente popular nos Estados Unidos, o Set TV serve como alternativa para quem não deseja abrir mão da TV paga. Em vez de assinaturas comuns - e caras - com empresas do setor, a plataforma oferece, por US$ 20 mensais, acesso a mais de 500 canais à cabo, com nomes de peso como HBO, ESPN e Showtime fazendo parte do pacote, bem como retransmissoras locais e estaduais de canais mesmo de fora da região do usuário.

Só com essa descrição já dá para perceber que há algo de estranho na relação entre o preço e a quantidade de conteúdo oferecido. E é justamente nesse quesito que o processo se concentra, com o serviço de streaming sendo acusado de retransmitir ilegalmente, através da internet, os canais pagos que são de propriedade de empresas de telecom.

Além de fornecer o serviço online, a Set TV também vende um set-top box que permite tanto o acesso aos serviços da própria empresa quanto o download de aplicativos. É aqui que o processo entra em uma segunda etapa de exigências, acusando a companhia de promover o streaming ilegal de produções que vão desde títulos exclusivos de serviços de streaming até filmes que ainda estão sendo exibidos nos cinemas.

Foto: Reprodução

Todo esse esquema, ainda de acordo com os documentos registrados na Justiça americana, acontece maquiado de uma aparência de legalidade aos clientes e potenciais usuários da Set TV. Aplicativos estão disponíveis para praticamente todos os sistemas operacionais e dispositivos, sempre com interface amigável e funcional, como as disponíveis em plataformas legítimas, além de serviços de suporte e aceitando métodos tradicionais de pagamento.

No processo, as empresas reclamantes pedem o fechamento imediato da plataforma, com o cancelamento de todas as assinaturas vigentes, a interrupção nas vendas de dispositivos e multas de US$ 150 mil por cada conteúdo protegido por direito autoral que esteja sendo retransmitido ilegalmente. Como estamos falando de mais de 500 canais e diversas outras opções, esse total pode, rapidamente, chegar à marca das centenas de milhões de dólares.

A ação foi movida pela Aliança pela Criatividade e Entretenimento (ACE, na sigla em inglês), uma associação que reúne plataformas de streaming e estúdios de cinema e TV. Normalmente, nomes como Netflix e Amazon não conversam bem com canais convencionais ou fornecedoras de televisão por assinatura, mas quando o assunto é a proteção das propriedades intelectuais, as companhias encontram força nos números, principalmente em casos como este, com centenas de violações. Um processo gigantesco tem mais força do que várias pequenas ações.

A ACE, recentemente, estampou as páginas do noticiário de tecnologia por conta de dois outros processos semelhantes a este. Demonstrando estar em uma verdadeira batalha contra a pirataria, a associação também moveu ações contra a Tickbox e a Dragonbox, fabricantes de caixas para TV baseadas no Kodi, um software de central multimídia que permite desde a reprodução de filmes a partir de pendrives até o acesso legítimo ou irregular a canais de televisão e serviços de streaming.

Até o momento em que essa reportagem foi escrita, o Set TV continua funcionando e aceitando assinaturas. A companhia ainda não se pronunciou sobre o processo judicial.

Facebook divulga regras para publicação de conteúdo na plataforma

As regras não incluem procedimentos no qual um governo veta determinado conteúdo

Uma pessoa que já matou outra pode ter uma conta no Facebook, mas caso cometa um segundo assassinato, será expulsa da rede social. A regra faz parte do código que estabelece o que pode ou não ser feito na plataforma, que foi pela primeira vez divulgado em detalhes nesta terça-feira (24).  As informações foram reveladas pela própria empresa, que disponibilizou aos usuários informações sobre o que é autorizado em um documento de 27 páginas. São essas regras que os 7.600 moderadores seguem na hora de definir se determinado conteúdo deve ou não ser deletado, por exemplo.

Os usuários da rede social já tinham acesso a uma versão resumida destas regras, mas agora poderão acessar todos os detalhes do que é proibido. Notícias falsas e o vazamento de informações privadas não fazem parte do documento.

No caso de homicídio, a regra estabelece que será considerado "um assassino em série todo indivíduo que tenha cometido dois ou mais homicídios em diversos incidentes ou locais". Já quem comete um homicídio com quatro ou mais mortes é classificado como "assassino em massa".

Ambos, em série ou em massa, devem ser expulsos da plataforma. Condenações na Justiça ou acusações de autoridades policiais são usadas para definir se a pessoa cometeu os crimes, diz o documento. 

Também são proibidos de estar na rede social terroristas, pessoas ligadas a grupos de ódio, responsáveis por tráfico humano (incluindo escravidão e prostituição) e acusados de participar de violência organizada ou de atividades criminosas. 


Foto: Divulgação

O documento também deixa mais claro quais tipos de imagens com nudez estão liberadas. São proibidas, por exemplo, fotos que mostrem nádegas nuas, com uma exceção: elas podem ser usadas em montagens com figuras públicas. 

Já seios femininos nus estão liberados apenas nos contextos de amamentação, parto, saúde (como campanhas de prevenção contra o câncer de mama) e em protestos, além de representações artísticas. No geral, a maior parte do conteúdo sexual é proibido, exceto se usado em contexto educativo, de denúncia ou de humor.

A regra é ainda mais dura em caso de imagens com menores. O Facebook considera como nudez qualquer "ausência de roupas do pescoço aos joelhos para crianças que já não são mais bebês". Xingar menores também está vetado.  Imagens de pessoas feridas por canibalismo também são proibidas, salvo se estiverem em um contexto médico –neste caso, devem vir com um aviso de que o conteúdo é violento. 

A vice-presidente de política de produtos e de contraterrorismo do Facebook, Monika Bickert, disse que a decisão de publicar os detalhes das novas regras faz parte de um esforço da empresa em ser mais transparente. Ela afirmou que as regras são atualizadas a cada duas semanas.  "Quando você vem para o Facebook, deve entender onde desenhamos estes limites, o que é OK e o que não é", afirmou a jornalistas na sede da companhia, na Califórnia. Segundo ela, a decisão de publicar o documento não está ligada ao escândalo de vazamentos de dados de 87 milhões de usuários. 

Alguns dos novos detalhes nunca tinham sido feitos públicos e outros deixam mais claras regras já conhecidas. A compra e venda de drogas (legais ou ilegais) e armas, por exemplo, sempre foi proibida, mas agora também se sabe que os usuários não devem usar a rede social para confessar se já usaram drogas ilegais, a não ser caso estejam falando sobre reabilitação.

Material obtido a partir da invasão de computadores também é proibido, a não ser se ele trouxer informações jornalísticas relevantes.  As regras não incluem procedimentos no qual um governo veta determinado conteúdo. Nestes casos -como a proibição de criticar a família real na Tailândia- o conteúdo é bloqueado apenas no país onde a regra existe, mas continua disponível no resto do mundo. 

Admirável mundo cognitivo: como a AI promete revolucionar o setor da saúde

Poderemos usufruir de tratamentos mais avançados, da busca pela cura de doenças, de consultas mais ágeis, dinâmicas e de um ambiente de saúde altamente tecnológico e informativo

A força da quarta revolução industrial caminha com passos firmes e propósito em direção ao futuro visando a entrega de soluções que melhorem o dia a dia de empresas de todos os segmentos, a vida em sociedade e a satisfação de anseios e necessidade da população global. Neste contexto, vemos emergir a Inteligência Artificial como o próximo elemento transformador dos ambientes de trabalho, das estruturas organizacionais e, porque não, da forma como lidamos com a saúde.

Mas a própria IA, por meio de pesquisas desenvolvidas em todo o mundo, traça suas rotas de transformação e desenvolvimento. Dentro dessas rotas, a computação cognitiva surge como um importante pilar capaz de oferecer uma verdadeira revolução em Healthcare.

Caracterizada, de modo bastante sintético, pelo potencial de autoaprendizagem de máquinas que, por meio de algoritmos baseados em data minding, são capazes de interpretar dados, linguagem e desenvolver tomadas de decisão de modo semelhante ao raciocínio humano, a computação cognitiva desponta como um farol no âmbito da oferta de novos serviços, tratamentos e pesquisas em saúde, bem como, nos planos organizacionais de clínicas, centros médicos e laboratórios e até mesmo no suporte a médicos e profissionais da área.

Foto: Reprodução

Não é por menos, pois, que a Gartner apontou em outubro do ano passado, a necessidade de que empresas considerem o uso de tecnologias de computação cognitiva dentro de uma megatendência de Inteligência Artificial, que, segundo a consultoria, devem ser o ramo tecnológico mais inovador na próxima década. Mas como a Computação Cognitiva pode mudar os parâmetros do Healthcare? Comento alguns pontos no tópico a seguir.

O uso de Computação Cognitiva em Healthcare

Imaginemos cenários onde pesquisadores utilizam o potencial da computação cognitiva para analisar, por exemplo, bancos de dados sobre doenças e ter a contribuição de máquinas na geração de insights. Podemos pensar ainda em um plano mais organizacional, como o compartilhamento, busca e parametrização de informações sobre pacientes e clínicas, e, em última instância, contribuir para uma tomada de decisões mais assertiva de profissionais, médicos e gestores de saúde.

Vale salientar aqui que não estamos falando de cases hipotéticos, mas, sim, de realidades que já vem sendo implantadas por diferentes organizações ao redor do mundo.

Estamos vendo o surgimento de um movimento, de um admirável mundo cognitivo que só tende a se expandir em escala global e os maiores beneficiados seremos nós, enquanto sociedade, que poderemos usufruir de tratamentos mais avançados, da busca pela cura de doenças, de consultas mais ágeis, dinâmicas e de um ambiente de saúde altamente tecnológico e informativo.

Foto: Reprodução

Sem dúvidas, este ambiente conta com desafios. Para que possamos promover maior acesso e difusão de tais tecnologias cognitivas, temos de nos colocar como agentes de mudança, líderes aptos a promover uma maior inserção de clínicas, hospitais, laboratórios e todo o setor de Healthcare no contexto da inovação e da Inteligência Artificial. Há, certamente, um longo caminho a se percorrer, mas as sementes da transformação já dão frutos surgem neste novo cenário de saúde cognitiva. 

A abertura para o avanço 

Ainda segundo a Gartner, em pesquisa divulgada pelo Jornal Valor Econômico, somente a Inteligência Artificial deve impulsionar quase 3 trilhões de dólares em criação de valor até 2021, mobilizando boa parte do orçamento focado em inovação de companhias globais. Neste sentido, é mais do que premente a necessidade de que o setor de Healthcare invista no caminho transformador da computação cognitiva, abrindo espaço para uma revolução sem precedentes que beneficiará pacientes, pesquisadores e empresas do setor.

Afinal de contas, o novo mundo da união entre inteligência humana e inteligência de máquinas já chegou. Ganharão aqueles que souberem liderar este novo ambiente de inovação, dinamismo e insights gerados em uma velocidade cada vez mais exponencial.   

23 de abril de 2018

Sons tatuados na pele, uma nova onda nos Estados Unidos

Essa é uma “Soundwave Tattoo”, um tipo de tatuagem criada e lançada no ano passado por Nate Siggard em Los Angeles

Hanna Washlake aproxima o celular de uma tatuagem no antebraço, e ele começa a tocar uma gravação com a voz de sua mãe: “Estou orgulhosa de você, te amo muito”. Essa é uma “Soundwave Tattoo”, um tipo de tatuagem criada e lançada no ano passado por Nate Siggard em Los Angeles.

Trata-se de uma onda sonora pintada permanentemente na pele que pode ser lida e reproduzida por um aplicativo de celular. Sua empresa se chama Skin Motion. As tatuagens quase sempre têm um significado especial registrado num pedaço de pele. Alguns eternizam um amor, um filho, os pais, ou um grupo musical, por meio de uma palavra, um símbolo, uma foto… E agora, um som. Hanna, de 24 anos, dedicou sua 35ª tatuagem a sua mãe.

“Eu disse basicamente, sem dar muitos detalhes, ‘me manda uma gravação de algo que você quer que eu escute sempre’, para poder fazer e lhe dar de presente de dia das mães”, no próximo 13 de maio.

Tiffany García foi responsável por tatuar a onda sonora, que Hanna começou a reproduzir sem parar. “Oi, Hanna, sou eu, sua mãe. Estou muito orgulhosa de você, te amo muito e sempre te amarei. Mamãe te ama”, diz a mensagem completa. “É encantador ter sua voz comigo. Ela não será eterna, mas poderei escutar sua voz sempre que quiser”, explicou .


Foto: Divulgação

A inspiração 

Um comentário da namorada de Siggard, Juliana Damiano, foi a origem desta ideia. Siggard, que já trabalhava há dez anos como tatuador, estava tatuando a onda sonora da música “Tiny Dancer”, de Elton John, quando Damiano lhe disse: “Não seria maravilhoso se pudéssemos escutar essa tatuagem?”.

Ele viu o potencial e tatuou em si mesmo o primeiro protótipo. Em seguida, subiu na internet. Os sons, que podem ter no máximo 30 segundos, são variados. O de Siggard inclui um “Te amo” da namorada, seguido dos sons do seu bebê balbuciando.

Outra mulher tatuou o som do latido de seu cachorro. “A maioria das pessoas faz algo baseado em motivos extremamente sentimentais, às vezes têm um áudio de uma criança, ou uma pessoa querida, ou, vai saber, o som de seu carro preferido, e querem ter ele sempre consigo, é importante para elas”, explicou García, membro de uma rede de mais de 300 tatuadores de Skin Motion, em Torrance, 35km ao sul de Los Angeles.

Funciona assim: o usuário sobe um som no site da empresa; a página gera a onda a ser levada ao tatuador especializado, que passará a imagem para a pele.

No aplicativo 

O aplicativo lê apenas ondas, não funciona com outras formas, ou imagens, e elas têm que ser tatuadas em uma superfície plana, como o antebraço. Quando a tatuagem for ativada, deve-se pagar pelo serviço de reprodução. São 40 dólares no primeiro ano e, depois, 10 dólares anuais. Pode-se ter mais de uma, mas cada tatuagem precisa de uma ativação diferente e, portanto, de pagamentos separados.

Receita Federal promove leilão com lotes de iPhone, MacBook e GoPro

Leilão online tem eletrônicos mais baratos; produtos devem ser retirados pessoalmente no Rio de Janeiro

Receita Federal leiloa uma série de produtos apreendidos no Aeroporto Internacional Galeão – Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro. Os lotes contam com equipamentos eletrônicos, como celulares e câmeras de ação. Os trâmites começam a partir de segunda-feira (23) e seguem até dia 3 de maio, quando está previsto para acontecer o pregão.

A maioria dos lotes é destinada a pessoas jurídicas, mas é possível encontrar alternativas voltadas para o consumidor final. Há, inclusive, uma opção que traz a câmera GoPro Hero 4 Silver e um iPhone 6 Plus, com o lance mínimo de R$ 800 – para fins de comparação, o preço oficial dos dois aparelhos juntos sai por volta de R$ 3 mil.

Como funciona o leilão?


Foto: Divulgação/Receita Federal 

Estão disponíveis 41 lotes e o pregão é feito de forma online. Em primeiro lugar, os participantes dão sugestões de valor por cada lote. Só passa para a próxima fase o consumidor que der um lance até 10% menor do que a melhor proposta.

Após concluir a etapa online, os produtos devem ser retirados no próprio Aeroporto Galeão ou no depósito dos Correios, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Um lote voltado para pessoa jurídica, contendo um MacBook de 12 polegadas, um Mac mini, um smartwatch, além de quatro iPhones e uma GoPro Hero 4 Silver traz o lance mínimo de R$ 30 mil. É importante citar que só o notebook da Apple custa mais de R$ 10 mil no Brasil.

Vale reforçar que a Receita Federal não se responsabiliza pelo frete. O próprio participante deve ir até o local para retirar os aparelhos. Também não há qualquer tipo de garantia em relação aos possíveis defeitos de funcionamento.

Os leilões da Receita Federal são uma oportunidade para quem deseja pagar mais barato em eletrônicos. No entanto, eles podem afastar as pessoas por conta da burocracia. É preciso ter um certificado digital, além de passar por algumas etapas até conseguir pegar os produtos arrematados.

19 de abril de 2018

App faz criança interagir com o “diabo” e ameaça de estupro

Nas conversas, o chat robô incentiva os usuários a cometerem suicídio e faz bullying e ameaças. Pais devem ficar em alerta.

Um aplicativo está causando polêmica nos últimos dias e virou o principal assunto em grupos de pais e mães. Disponível para Android e Iphone (iOS), o Simsimi conquistou crianças ao promover um diálogo em tempo real com um personagem amarelo com fisionomia divertida. Contudo, apesar do visual “fofinho”, as mensagens trocadas no decorrer da interação são assustadoras e preocupantes. Isso porque, entre os assuntos das conversas estão incentivos ao suicídio, ofensas e ameaças de estupro.

O app desenvolvido pela empresa Simsimi Inc. pode ser baixado de forma gratuita na Play Store ou Apple Store. O aplicativo consiste em um chat robô capaz de conversar com os usuários e que utiliza recursos da tecnologia de inteligência artificial para aprender as respostas dos usuários e, assim, aumentar a base de dados, criando respostas com piadas e até mesmo ofensas.

App faz criança interagir com o “diabo” e faz ameaças de estupro. (Foto: Reprodução/Simsimi)

O Simsimi já possui mais de 50 milhões downloads na Play Store e possui classificação etária para maiores de 16 anos. Mesmo informando uma idade inferior, ao fazer o cadastro no aplicativo, é possível fazer o download e usar livremente. Nas informações do app está o alerta para conteúdos que contém violência, conteúdo sexual e drogas, o que não tem impedido os pequenos de baixarem e utilizarem o app, como é o caso de uma criança que utilizou o Simsimi e recebeu ameaças de morte.

App faz criança interagir com o “diabo” e faz ameaças de estupro. (Foto: Reprodução/Simsimi)

Em um relato no Facebook, a mãe conta que o chat robô ameaçou matar a criança e toda a sua família. “Esse app é como se fosse um amigo virtual, daí a criança vai interagindo com esse tal amigo, até que chega uma hora que ele se diz o demônio e que vai matar a criança e toda sua família. A criança quer sair do jogo, ele diz que vê a criança pela câmera frontal”, diz a mãe que não foi identificada.

Após uma série de boatos a respeito do aplicativo, a gerente de projetos em tecnologia, Bárbara Lima, decidiu baixar e testar a ferramenta. Bárbara Lima é mãe de um menino de três anos e conta que se surpreendeu com o conteúdo encontrado. “Recebi mensagens muito pesadas e ofensivas, principalmente para crianças”, declarou. Após o ocorrido, a gerente de projetos decidiu alertar outras mães sobre o aplicativo específico. 

App incentiva usuário a cometer suicídio. (Foto: Reprodução/Simsimi)

Dicas

O site Techtudo publicou algumas dicas para as mães e pais que desejarem proteger os filhos de conteúdos ofensivos no aplicativo. Veja as dicas:

1. Remover termos ofensivos e palavrões

Para isso, acesse a opção “Configuração”. Em seguida, em “Usar palavras ruins”, arraste o “termômetro” para baixo até “Quase nunca”. No entanto, isso não significa que palavrões e termos obscenos deixarão de ser exibidos, mas aparecerão em menor frequência.

2. Proteger nomes

Na janela do chat, clique no ícone de três pontinhos no lado superior direito da tela. No menu que surgir, vá em “Nome Proteger (Beta)”. Escreva os nomes que o app não deve usar nas conversas nos campos "Seu nome" e clique em "OK". Caso forem nomes comuns ou de artistas, a ferramenta não removerá e vai sugerir o envio de um e-mail para a fabricante com a solicitação.

3. Reportar uma frase

Caso receba uma resposta desagradável, basta pressionar o balão referente à frase por alguns segundos, e acessar o recurso “Phrase Info”. Nessa área, é possível reportar o item ao clicar em “Não diga Isso!”.

Depois informe sobre o problema e, em seguida, clique em “Aconselhe SimSimi a não dizer isso”. Caso haja mais denúncias, o termo deverá ser removido do sistema.

4. Apagar conversa e excluir app

Para apagar uma conversa, acesse novamente o menu lateral e selecione “Retirar conversa”. Por fim, vá em “Apagar.

Os usuários preocupados podem desinstalar o aplicativo no Android e também no iPhone. Vale lembrar que a aplicação não é indicada para menores de 16 anos. Portanto, se o seu filho não tem a idade apropriada, o recomendado é excluir o aplicativo do aparelho. Como o programa não solicita dados de login nem utiliza informações de serviços terceiros, como Facebook ou Gmail, não há a opção de excluir a conta.

Copa terá narração especial em estádios para deficientes visuais

O serviço já foi testado na última Copa das Confederações, quando quatro narradores trabalharam nas quatro cidades-sede utilizadas no torneio

 A Copa do Mundo na Rússia terá uma novidade em Mundiais: uma narração especial para deficientes visuais. Trata-se de uma ferramenta em que um profissional especializado em audiodescrição relata tudo o que acontece durante o jogo para quem não consegue captar todos os detalhes. O objetivo do Comitê Organizador Local é oferecer 200 kits de fones de ouvido em cada uma das 64 partidas da Copa. Seu uso será gratuito e reservado para quem tem qualquer tipo de limitação visual.

O serviço já foi testado na última Copa das Confederações, quando quatro narradores trabalharam nas quatro cidades-sede utilizadas no torneio. Segundo dados oficiais, 234 espectadores usaram a ferramenta nas 16 partidas disputadas na Copa das Confederações.

"É importante destacar que todos os torcedores que usaram o serviço de audiodescrição estavam sentados com os demais espectadores no estádio. Ou seja, pessoas cegas ou com deficiência visual não ficaram isoladas e tiveram a mesma experiência dos demais", disse Dmitri Grigoriev, chefe da divisão de serviços ao espectador do comitê local.


Foto: Reprodução

Para oferecer tal ferramenta, profissionais da comunicação estão fazendo cursos teóricos e práticos na Universidade Russa de Economia Plekhanov. O responsável pelas aulas é Pavel Obiukh, que é deficiente visual.

"Atualmente, as narrações de rádio são muito similares às da televisão. Os comentaristas preenchem as pausas do jogo com informações genéricas, mas um espectador que não pode ver o jogo está interessado nos detalhes do ambiente. No nosso caso, o objetivo é descrever tudo que acontece e deixar as conclusões para o torcedor", explicou Obiukh ao site oficial da Fifa.

Dos 12 estádios que receberão as partidas da Copa, apenas dois terão a audiodescrição em russo e inglês: a Arena Luzhniki, em Moscou, e o estádio Krestovsky, em São Petersburgo. O primeiro será palco de sete jogos, incluindo a abertura e a final da Copa, enquanto o segundo receberá sete jogos, entre eles uma semifinal e o segundo jogo do Brasil, contra a Costa Rica, no dia 22 de junho.

Nas demais arenas, o serviço de audiodescrição será exclusivo em russo, voltado para os torcedores locais.

18 de abril de 2018

GOOGLE oferece cursos gratuitos em Teresina; veja a programação

As inscrições para o evento já estão abertas e os interessados contarão com duas turmas de Treinamento de Marketing Digital.

O Google anunciou na semana passada a ampliação do Cresça com o Google, uma iniciativa gratuita que oferece ferramentas e treinamentos para capacitação de pessoas e empresas em habilidades digitais. A nova etapa do projeto se inicia em Teresina/PI nos dias 25 e 26 de abril no Theresina Hall.

As inscrições para o evento já estão abertas e os interessados contarão com duas turmas de Treinamento de Marketing Digital no dia 25, uma no período da manhã, das 8h às 12h, e outra pela tarde, das 18h às 22h. Já no dia seguinte, o Google oferecerá, das 8h às 12h, a Capacitação para Mulheres e no período vespertino, das 18h às 22h, o Treinamento Digital para Professores.

O programa tem como objetivo ajudar profissionais e estudantes a acessarem o melhor conteúdo e ferramentas do Google para aprimorarem suas habilidades, carreiras e negócios, auxiliando o público a se manter atualizado e preparado para o mercado de trabalho. Em um piloto no último ano, foram treinadas mais de 5 mil pessoas em Salvador e Recife. Com a expansão, espera-se treinar presencialmente 20 mil pessoas de abril a julho em três diferentes capitais do país.

Além de treinamentos de conceitos básicos sobre marketing digital, os cursos propõem a inclusão das mulheres no meio profissional ao ensiná-las sobre liderança feminina e técnicas de negociação. Também está prevista a formação para professores, abordando temas como segurança online e cidadania digital, e ainda dicas sobre como utilizar o YouTube Edu na sala de aula. 

Mais detalhes dos cursos

Treinamento de Marketing Digital - Manhã

Em um mundo digital, o mercado de trabalho muda muito rápido. Para sobreviver você precisa se manter atualizado. Aprenda sobre conceitos básicos de marketing digital incluindo temas como estratégia, websites, links patrocinados, mídias sociais, ferramentas e soluções digitais do Google.

Womenwill - Capacitação para Mulheres

Capacitação para o desenvolvimento pessoal e profissional das mulheres, com temas como liderança feminina, técnicas de negociação, finanças pessoais, ferramentas e soluções digitais do Google.

Formação Digital para Professores

Curso para professores e educadores sobre segurança on-line e cidadania digital, com sugestões de atividades para aplicação dos conceitos em salas de aula. E aprenda também a usar o YouTube EDU como suporte didático para seus alunos e receba dicas para utilizar o YouTube para produzir seu próprio conteúdo.

Gostaríamos de contar com a sua presença na abertura e nos treinamentos. Para participar, basta responder este e-mail com celular e RG.

Programação

25 de abril

8h às 12h | Abertura + Treinamento de Marketing Digital 

18h às 22h | Treinamento de Marketing Digital 

26 de abril

8h às 12h | Capacitação para Mulheres 

18h às 22h | Treinamento Digital para Professores 

Local: Theresina Hall 

17 de abril de 2018

Facebook admite coletar dados de pessoas sem perfil na rede social

Essa foi uma das perguntas a que Zuckerberg não soube responder quando passou por audiências no Congresso dos EUA.

O diretor de Gestão de Produto do Facebook, David Baser, reconheceu nesta terça-feira (17) que o Facebook usa utiliza suas diversas ferramentas de marketing para compilar dados de pessoas que não têm conta na rede social. Para ele, trata-se de uma prática comum no setor.

No texto, Baser comentou as "cerca de 40 perguntas" que o presidente da empresa, Mark Zuckerberg, deixou sem resposta em sua audiência declaração perante o Congresso dos Estados Unidos na semana passada para esclarecer como a rede social assegura a privacidade de seus 2,1 bilhões de usuários.

O executivo tentou responder quatro delas. Ao tratando da questão "Quando o Facebook obtém dados sobre pessoas de outros sites ou apps?", Baser afirmou:

"Quando você visita um site ou aplicativo que usa nossos serviços, nós recebemos informações, até quando você está desconectado ou não possui uma conta do Facebook."

A coleta de dados pela rede social foram de sua plataforma é feita quando um internauta:

- Em sites de outras empresas, "curte" ou "compartilha" algum conteúdo no Facebook;

- Usa sua conta na rede social para se registrar em um site ou aplicativo;

- Acessa um serviço que é cliente de anunciantes do Facebook.

De acordo com Baser, essa prática é habitual no setor e é feita por outras grandes empresas.

"Twitter, Pinterest e Linkedin têm botões de 'curtir' e de 'compartilhar' similares, para ajudar as pessoas a divulgarem coisas. De fato, a maioria das páginas da internet e aplicativos enviam a mesma informação para várias empresas a cada visita", afirmou.

O diretor diz que o Facebook consegue incluir informações sobre endereço IP do usuário, navegador ou tipo de sistema operacional utilizado, "porque nem todos os sistemas e dispositivos operam com as mesmas caraterísticas". Os dados são usados para que o Facebook melhore seu "conteúdo e publicidade".

Estas esclarecimentos acontecem depois da semana passada, quando Zuckerberg compareceu ao Senado e na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos para dar explicações pelo escândalo de Cambridge Analytica.

A consultoria política, que trabalhou para a equipe de Donald Trump durante a campanha presidencial norte-americana de 2016, usou as informações dos usuários do Facebook para desenvolver um programa destinado a antecipar as decisões dos eleitores para conseguir influenciá-los.

16 de abril de 2018

NASA lançará hoje satélite "caçador de planetas" habitáveis

Satélite TESS será lançado por foguete Falcon 9 da SpaceX

NASA lançará nesta segunda-feira (16) o Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), satélite que tem como objetivo buscar planetas em outro sistemas além do nosso. O lançamento ocorrerá a partir das 19h30 (horário de Brasília)no Cabo Canaveral, na Flórida. A agência espacial norte-americana transmitirá o evento ao vivo nas redes sociais. 

“Nós esperamos que o TESS descubra uma série de planetas cuja composição atmosférica, que armazena pistas potenciais para a presença de vida, possa ser precisamente mensurada por futuros observadores”, afirma George Ricker, líder do projeto e pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

O satélite é equipado com quatro câmeras que cobrem 85% do céu, que foi dividido em 26 setores que podem ser observados individualmente pelos pesquisadores. O primeiro ano da missão deve mapear os 13 setores do céu ao sul e o segundo ano, os outros 13 ao norte. Durante 13,7 dias, o TESS deverá ficar orbitando ao redor da Terra. Até o 60º dia após o lançamento, os equipamentos da nave serão testados e, só então, ela iniciará sua missão inicial de dois anos.


Os últimos ajustes antes de TESS ser colocada dentro do foguete Falcon9 da Spacex. Foto: Reprodução/Nasa

A missão

Para encontrar exoplanetas habitáveis, o satélite permanecerá à procura de trânsitos astronômicos, que ocorrem quando um planeta passa em frente de uma estrela. A observação desse fenômeno facilita a descoberta de exoplanetas por satélites como o TESS. A sonda Kepler, que terá sua missão encerrada em alguns meses por falta de combustível, descobriu mais de 2.600 exoplanetas usando essa técnica, por exemplo.

“Com a sonda Kepler, nós aprendemos que há mais planetas do que estrelas no nosso céu, e agora TESS abrirá nosso olhos para a variedade de planetas ao redor das estrelas mais próximas”, explica Paul Hertz, diretor do setor de astrofísica da agência espacial americana.

O novo satélite se concentrará em observar estrelas que estejam a menos de 300 anos-luz de distância e que sejam de 30 a 100 vezes mais brilhantes do que os alvos da Kepler. É por meio do estudo da variação do brilho desses astros que os cientistas poderão determinar a massa, densidade e composição atmosférica dos exoplanetas.

“Nós seremos capazes de estudar planetas individualmente e começar a falar sobre diferenças entre eles. As descobertas do satélite TESS serão assuntos fantásticos para pesquisas das próximas décadas”, afirma Stephen Rinehart, cientista que supervisiona o projeto. "É o início de uma nova era para a pesquisa de exoplanetas."

Caso o satélite encontre um exoplaneta com atmosfera rica em água e outras moléculas chaves, essa será uma pista de que o objeto pode abrigar vida. “Eu não acho que nós sabemos de tudo o que TESS pode realizar”, diz Rinehart. “Para mim, a parte mais empolgante de qualquer missão é a do o resultado inesperado, aquele que ninguém havia previsto."

Marca queridinha inova com notebook gamer barato

Conheça o notebook em detalhes e veja se vale a pena importar o computador

A Xiaomi apresentou o Mi Gaming Laptop, primeiro notebook gamer da marca, com um conjunto de especificações técnicas que posicionam o modelo em igualdade com uma série de laptops de fabricantes como Dell, Acer, Asus e Samsung.

Vendido no exterior por preços atrativos e com design mais comportado, o novo aparelho da fabricante chinesa pode ser uma opção interessante para o consumidor disposto a importar uma máquina com ficha técnica poderosa. Para ajudar na decisão, o TechTudo trouxe três pontos positivos e três negativos do Mi Gaming Laptop.

Foto: Reprodução/Xiaomi

PONTOS POSITIVOS

1. Design

No geral, notebooks para jogos apresentam design chamativo e tendem a sacrificar a portabilidade para oferecer saídas de ar mais generosas. Isso contribui para computadores pesadões e com um aspecto bem diferente dos estilos mais refinados de ultrabooks e notebooks premium.

A Xiaomi, no entanto, conseguiu contornar parte dessas tendências com o Mi Gaming Laptop. Embora o computador tenha teclado com iluminação RGB, o aspecto geral e o design do notebook são mais discretos e sóbrios do que alternativas de outras marcas.

2. Especificações

Na ficha técnica, o Mi Gaming Laptop reserva um conjunto interessante de componentes, com placas de vídeo Geforce GTX 1060 no modelo mais caro, e a 1050 Ti na alternativa mais em conta. A máquina pode ter de 8 a 16 GB de RAM DDR4, processadores Intel i5 e i7 de sétima geração e armazenamento distribuído em SSD e HD ao mesmo tempo – o que deve garantir alta performance do disco de estado sólido. Além disso, ele oferece amplo espaço para arquivos em um disco convencional de 1 TB.

3. Preço

Sem as taxas alfandegárias, que podem ser cobradas ao importar o produto, os preços são muito competitivos em comparação com os modelos gamer presentes no mercado brasileiro. O Inspiron Gaming da Dell, por exemplo, tem configurações parecidas e seu preço de entrada é aproximadamente R$ 3.800. O Mi Gaming Laptop com 1050 Ti sai por 770 euros na Europa, ou R$ 2.230 em conversão direta. Com a GTX 1060, o preço vai a 1.150 euros, ou R$ 4.825.

PONTOS NEGATIVOS

1. Só importando

Como a Xiaomi não atua no mercado brasileiro, o usuário precisa importar o notebook. Portanto, podem aparecer alguns custos adicionais, subindo o valor do produto. Despesas com o frete e possíveis cobranças alfandegárias são dois exemplos de como o preço pode acabar sendo maior que o previsto.

2. Há opções no mercado brasileiro

O mercado nacional tem uma série de opções bem parecidas com o que a Xiaomi criou: processadores de sétima geração e placas 1050 Ti estão bastante presentes nas fichas técnicas de uma série de notebooks gamer de diversas marca, como Acer, Asus, Dell, Samsung, Lenovo e Avell. O Acer VX5, por exemplo, tem a GTX 1050 e sai por R$ 3.400, enquanto a primeira geração do Odyssey da Samsung, com a GTX 1050 Ti, é encontrada no Brasil por R$ 3.600.

3. Teclado em padrão internacional

Isso não chega a ser um grande problema para o usuário gamer, ou mesmo uma questão própria do Mi Gaming Laptop, já que mesmo modelos vendidos no Brasil podem ter teclado internacional. Entretanto, é importante lembrar desse detalhe se o uso do notebook for voltado para trabalho ou atividades escolares.

No padrão internacional, o teclado não atende às especificações da ABNT, dificultando o acesso a teclas usadas com frequência no nosso idioma. A localização de acentos e a ausência do "Ç" são alguns dos principais problemas para nós brasileiros.


15 de abril de 2018

'Futuro será doloroso para o Facebook', diz historiador britânico

"O Facebook não é mais amado, e essa tempestade de más notícias vai afetar muito seu crescimento", analisa Ferguson.

Ninguém mais curte o Facebook. Seus "dias de glória já chegaram ao fim" e o "futuro será doloroso" para a maior rede social do mundo. Nem mesmo a carinha vermelha de raiva da plataforma é capaz de expressar o que o historiador britânico Niall Ferguson, com 30 mil seguidores ali, sente em relação ao Facebook no rastro do depoimento de seu criador, Mark Zuckerberg, a senadores e deputados americanos em Washington na semana passada.

O autor de uma série de livros sobre assuntos como a história do dinheiro, a ascensão do poder e da influência das civilizações ocidentais e, por último, um volume sobre o que chama de falso mito da promessa de um mundo hiperconectado não desgrudou os olhos de Zuckerberg durante a audiência do executivo no Congresso.

A sabatina do empresário foi o clímax de semanas de críticas severas ao Facebook –desde que foi revelado que dados pessoais de 87 milhões de usuários da plataforma haviam sido desviados por uma consultoria política para manipular as eleições americanas a favor de Donald Trump. "O Facebook não é mais amado, e essa tempestade de más notícias vai afetar muito seu crescimento", diz Ferguson. "Os mais jovens já não entram mais no Facebook, e a empresa ainda vai sofrer uma perda de impulso, que é o que acontece quando um negócio trai consumidores."

Historiador britânico Niall Ferguson. Foto: Beowulf Sheenan / Divulgação 

Mas tudo isso vai demorar. Na opinião de Ferguson, Zuckerberg saiu vitorioso de sua visita ao Congresso, fazendo concessões mínimas. "Já ouvimos suas promessas e desculpas outras vezes", afirma o historiador. "Mas parece que ele está caminhando para aceitar uma versão diluída de proteção de dados na tentativa de evitar regras mais duras. Só fiquei surpreso quando ele respondeu sim à pergunta sobre se ele se sentia responsável pelo conteúdo publicado na plataforma."

Isso porque seria "explosiva", na visão do autor, uma mudança no entendimento sobre o que são as redes sociais. Na lei americana atual, empresas de tecnologia não são consideradas responsáveis pelo que é publicado em suas plataformas, mas Zuckerberg parece ter aberto o caminho para que as regras sejam revistas.

"De repente, o Facebook poderia ser responsabilizado por um volume de conteúdo impossível de monitorar, mesmo que por 10 mil ou 20 mil trabalhadores", avalia Ferguson. "Isso teria impacto em seu modelo de negócios."

Esse impacto em potencial já causou pânico entre os acionistas do Facebook, que perdeu o equivalente a quase R$ 300 bilhões em seu valor de mercado desde o início do escândalo e virou alvo de investidores e usuários na Justiça, além de campanhas a favor do boicote da firma –a cotação das ações em Wall Street, no entanto, disparou após o primeiro depoimento do empresário aos congressistas.

Mas Ferguson, que define como "grudenta" a relação do Facebook com seus usuários, descarta a possibilidade de um êxodo da plataforma. O impacto mais sério, na verdade, pode começar do outro lado do Atlântico. As regras mais duras de proteção à privacidade e a dados pessoais nas redes já em vigor na Europa podem agora ser importadas para os EUA e ameaçar o Vale do Silício.

Golpe duplo

O historiador, que prevê para o Facebook o mesmo destino da Microsoft (titã que amargou duas décadas como alvo de ações antitruste), acredita que as audiências de Zuckerberg no Congresso foram um primeiro passo nessa direção e que todo o espectro político americano sente ódio do "big tech", as gigantes da tecnologia.

"O fato é que a direita e a esquerda estão prontas para massacrar as redes sociais e, num primeiro momento, Zuckerberg virou o bode expiatório dos políticos e eleitores decepcionados. Enquanto a esquerda vai pelo caminho de regras antitruste, a direita quer impor regras que restrinjam como essas plataformas podem ser usadas contra suas metas", afirma ele. 


Ilustrativa. Gif: Reprodução/Blooberg/Khylin Woodrow

Ferguson lembra ainda que o clima já hostil às redes sociais parece ter um viés liberal, com censura a conservadores –um aplicativo ligado ao Movimento Brasil Livre foi retirado do ar no Brasil, por exemplo– num esforço para fechar o cerco sobre discursos de ódio, o que poderia arranhar mais a imagem do Facebook.

"É preciso ser neutro. Eles não podem correr o risco de parecer enviesados porque isso daria margem para que sejam ainda mais regulados pelos governos", afirma o autor. Olhando para as próximas eleições no horizonte, Ferguson diz que "ninguém deve subestimar" o poder de fogo das redes sociais na política.

Ele acredita que o fato de Jair Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto pelo PSL, ter 2 milhões de seguidores a mais no Facebook do que o ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva é um sinal de vitória dos mais conservadores. "Existem dois tipos de político no planeta hoje", diz o autor. "Há os que entendem o poder do Facebook e aqueles que perdem as eleições."

13 de abril de 2018

Rússia vai proibir Telegram em disputa sobre mensagens codificadas

O Telegram permite que mais de 200 milhões de usuários no mundo, incluindo importantes autoridades russas, se comuniquem via mensagens criptografadas que não podem ser lidas por terceiros

Um tribunal da Rússia ordenou que o acesso ao serviço de mensagens Telegram seja bloqueado no país, no mais recente episódio de confronto entre uma empresa internacional de tecnologia com autoridades russas. A decisão foi tomada uma semana depois que o órgão regulador de comunicações na Rússia, Roskomnadzor, abriu processo para limitar o acesso ao Telegram depois das recusas reiteradas da companhia em dar os serviços de segurança do país acesso às mensagens secretas dos usuários.

Como parte de seus serviços, o Telegram permite que mais de 200 milhões de usuários no mundo, incluindo importantes autoridades russas, se comuniquem via mensagens criptografadas que não podem ser lidas por terceiros. Mas o serviço de segurança federal da Rússia, FSB, tem afirmado que precisa acessar algumas dessas mensagens para dar andamento a tarefas como defesa contra ataques terroristas. O Telegram tem se recusado a cumprir a exigência russa, citando respeito pela privacidade dos usuários.

O fundador e presidente do Telegram, Pavel Durov, afirmou que o aplicativo vai usar sistemas integrados para contornar o bloqueio russo, mas que não poderá garantir 100 por cento de acesso sem que o usuário utilize uma rede virtual privada (VPN).

Pavel Chikov, advogado que representa o Telegram, afirmou que a decisão do tribunal é um alerta para as empresas globais de tecnologia sobre os perigos de operarem na Rússia. "Eles demonstraram mais de uma vez que o sistema judiciário está a serviço dos interesses de autoridades. Eles não se importam mais nem sobre manter aparências básicas", disse o advogado.

Projeto de impressora que não usa tinta recebe investimento milionário

Sob a marca Inkless, a impressora usa um laser infravermelho para carbonizar a superfície do papel e gravar as informações

á pensou em quanto você gasta com cartuchos de impressão? Por mais baratos que sejam, eles se tornam despesas constantes na vida de qualquer um que tenha uma impressora. E uma alternativa para acabar com esses gastos pode estar mais perto da realidade. A Tocano, startup que desenvolveu uma técnica de impressão sem tinta, recebeu um financiamento anjo de 1,2 milhão de euros. O valor servirá para ajudar a empresa a atingir o que eles chamam de “performance de impressão competitiva”.

O método da startup permite imprimir documentos em preto e branco sem a necessidade de cartuchos ou de papéis especiais. Sob a marca Inkless, a impressora usa um laser infravermelho para carbonizar a superfície do papel e gravar as informações. A imagem abaixo mostra um protótipo da impressora e um exemplo de uma impressão:

Foto: Divulgação

Atualmente, alguns aparelhos prometem realizar a tarefa de forma parecida, mas existem exigências como usar somente papéis compatíveis. Segundo os desenvolvedores, a Inkless é capaz de imprimir a cor preta em tons tão escuros quanto os das impressoras convencionais. A Tocano foi fundada em 2015 por dois estudantes da Delft University of Technology, na Holanda. Hoje, a startup tem uma equipe de oito funcionários e faz parte de uma incubadora.

Apesar do investimento, a empresa entende que até o final do ano será necessária uma nova rodada para, de fato, construir seu primeiro produto comercial. Detalhes como o valor para venda ainda não foram definidos.

Porém, a empresa já sabe que seu primeiro produto se concentrará no setor industrial. A ideia é reduzir os gastos com etiquetas de códigos de barras e prazos de validade, por exemplo. Só depois é que o produto deverá ser levado para outros segmentos, incluindo os usuários individuais.

12 de abril de 2018

Gigantes da internet sabem por onde você anda e com quem fala

Facebook, Apple, Google, Microsoft e Twitter coletam informações até do celular.

O Facebook pode até ser a bola da vez, devido ao vazamento dos dados de 87 milhões de seus usuários, mas não é a única empresa que coleta, processa e usa em plataformas conectadas as informações de bilhões de pessoas em todo o mundo.

Ele está acompanhado de outras gigantes de tecnologia como Apple, Google, Microsoft e Twitter, que não sabem só por onde você anda, que lugares frequenta ou com quem fala. Conhecem sua opinião sobre assuntos íntimos, da política à orientação sexual. E ainda trabalham para refinar mais suas lupas tecnológicas, para conseguir, por exemplo, definir a classe social de alguém usando detalhes como qualidade do celular usado.

“Os serviços delas são gratuitos, são quase como se fossem um pote de mel. Em troca deles, damos os dados sobre nós”, afirma Danilo Doneda, professor do Instituto de Direito Público (IDP) e especialista em privacidade e proteção de dados.

Fabio Malini, professor e pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cultura da Universidade Federal do Espírito Santo (LABIC/UFES), concorda com a ideia. Acrescenta, porém, que essas companhias não deixam de seguir seus usuários pelo mundo virtual quando seus aplicativo são fechados ou o celular é colocado no bolso.

“Todo e qualquer movimento das pessoas deixa rastros digitais, desde o que acessa em um site de notícias até que tipo de gosto ela tem por algum produto.”

Os especialistas consultados pelo G1 classificaram as informações usadas por essas empresas em três categorias:

Cedidas pelo usuário;

Coletadas a partir do que o usuário faz em serviços conectados;

Inferidas a partir das informações disponíveis.

O que você diz a seu respeito?

Ao criar uma conta em algumas das plataformas de grandes empresas, seja no Facebook ou no Twitter, qualquer pessoa cede informações corriqueiras sobre si, como nome, endereço de e-mail, endereço residencial, número de telefone. Em alguns casos, cedem também o número do cartão de crédito.

“Quanto a isso há um certo nível de transparência”, diz Doneda. Só que a coleta de dados não para por aí. Compreende ainda as informações tiradas dos aparelhos usados para navegar nesses serviços.

O que seu celular diz sobre você?

Todas essas empresas conseguem identificar onde uma pessoa está, usando sensores dos aparelhos, como o GPS, ou combinando uma série de recursos, como conexão via Bluetooth, o endereço IP do dispositivo e até conexões a redes de Wi-Fi ou a torres de celular. Sabem ainda o modelo de smartphone, computador ou TV usados, se os sistemas operacionais já foram atualizados e até a qualidade da rede móvel.

Twitter Places terá suporte para todos os browsers. (Foto: Divulgação)

O objetivo aqui, dizem as companhias, é permitir que algumas funções operem. “Poderemos utilizar e armazenar informações sobre a sua localização para fornecer funcionalidades dos nossos serviços, tais como permitir a você tuitar com a sua localização”, exemplifica o Twitter.

Aquelas que possuem plataformas mais abrangentes, como sistemas operacionais, exercem essa coleta de forma mais ampla. O Google, dono de Android (celulares e tablets) e ChromebookOS (computadores), sabe para quem você liga, a que horas foi e quanto durou a chamada. O mesmo vale para os envios de SMS. O Facebook também guardas essas informações, desde que chamadas e SMS tenham partido de seus aplicativos.

A Apple, dona do iOS (celulares e tablets), WatchOS (relógio) e MacOS (computadores), não deixa claro se faz isso, mas diz que se houver “consentimento explícito” pode “coletar dados sobre como você usa seu dispositivo e os aplicativos”. As duas, assim como a Microsoft, dona do Windows e do Office, sabem quais compromissos foram agendados pelas pessoas.

O que suas ações dizem sobre você?

Essas empresas também criam uma ideia sobre as pessoas analisando como se comportam em suas ferramentas.

O Facebook coleta “curtidas” e “reações” dadas a publicações, assim como as páginas que os usuários escolhem seguir. O Google reúne, por exemplo, as pesquisas feitas na web, os endereços e trajetos buscados no Maps, informações sobre e-mails enviados e recebidos pelo Gmail, vídeos vistos e pesquisados no YouTube e até informações sobre as fotos guardadas em sua nuvem.

A Apple reúne todas as interações com o iCloud, iTunes Store, App Store, Mac App Store, App Store para Apple TV e iBooks Stores. Todas dispõem de cookies, códigos presentes em navegadores para registrar sites visitados na web.

“A [assistente pessoal] Cortana pode fazer recomendações personalizadas com base em seu histórico de navegação e pesquisa”, exemplifica a Microsoft uma das aplicações da lista de páginas visitadas por seus clientes.

Para dar mais nuance à visão que possuem de seus usuários, essas empresas costumam ainda fazer acordos com outras companhias que mantêm informações das quais não dispõem. Malini lembra que, até o fim de março, por exemplo, o Facebook mantinha uma parceria com a Serasa Experian, que também ocorria na Austrália, EUA e Reino Unido. A Serasa mantém, por exemplo, um banco de dados de pessoas que estão com o nome sujo e outras informações financeiras.

“Alguns interesses, a própria plataforma consegue aferir. Para outros, a empresa vai ter que se associar a grandes bases de dados, como o Serasa”, diz o professor. O objetivo era segmentar as pessoas por faixas de renda, a fim de melhorar o envio de anúncios.

Feirão Limpa Nome da Serasa; empresa reúne dados financeiros de pessoas e tem cadastro de inadimplentes (Foto: Fabio Tito/G1)

Inteligência

Só que essas empresas não se dão por satisfeitas apenas reunindo detalhes pessoais espalhados pelas pessoas internet afora. Elas também processam e estudam esses dados para produzir descobertas.

“A gente usa essas plataformas de forma tão intensa que elas acabam tendo oportunidade de aprender coisas. Alguns estudos mostram que uma análise de ‘curtidas’ é capaz de revelar a orientação política e até preferência sexual”, diz Doneda.

Algumas das descobertas surpreenderiam os próprios donos dos dados. “Eles conseguem inferir coisas muito íntimas como, por exemplo, que a grande maioria das pessoas gosta de Kitkat é de direita.”

O estudo mencionado é o da Universidade de Cambridge que apontou ser possível chegar à orientação sexual ou política, religião, estabilidade emocional de uma pessoa, ou até se consome drogas ou bebidas alcóolicas em excesso, sem ter que perguntar a ela. Basta apenas um escrutínio de suas “curtidas” no Facebook.

“O significado das ‘curtidas’ pode ser usado para entender a psicologia por trás do que as pessoas fazem”, explicou à CNN o pesquisador David Stillwell, um dos autores do documento.

Os especialistas criaram um sistema que esquadrinhou perfis e “curtidas” de 58.466 pessoas. As previsões foram confrontadas com entrevistas e testes de personalidade.

Os acertos foram altos. Usar o modelo para identificar se alguém é cristão ou muçulmano apresentou 82% de assertividade. Adivinhar se um sujeito é democrata ou republicano chegou à resposta certa em 85% dos casos. Já a orientação sexual de um homem foi descoberta em 88% das vezes.

O modelo levava em conta muitos parâmetros, mas Stillwell deu exemplos sobre como a análise combinada de “curtidas” a páginas aparentemente desconexas os levou a ajudou em algumas conclusões.

Curtir o musical “Wicked” e a atriz Kathy Griffin seriam um forte indicativo de que o homem é gay. Também foi possível descortinar ainda a personalidade dos entrevistados. Pessoas espontâneas curtiam “Wes Anderson” e tópicos como “assassinato em série”, enquanto as competitivas gostavam de “Sun Tzu” e “Eu odeio todo mundo”.

“Minha maior preocupação é que as pessoas não percebem o que é possível, elas imaginam que comportamentos frívolos como curtir algo qualquer não tem poder de dizer o que quer que seja sobre elas”, diz.

O pesquisador adverte, no entanto, que julgar alguém por uma preferência isolada é um erro, já que sua equipe levou em conta a totalidade das curtidas das pessoas antes de tirar conclusões.

Sem liberdade

Enquanto uma pessoa normal teria dificuldade para concatenar tantas informações esparsas, as empresas não só já possuem seus dossiês sobre seus usuários como criam novas formas de tirar mais dos dados que já possuem.

O Facebook, por exemplo, pediu o registro da patente de um algoritmo que posiciona alguém em determinada classe social com base em informações como modelo do celular, uso de internet e histórico de viagens.

Apple, Facebook, Google, Microsoft e Twitter usam não só os dados que os usuários fornecem, mas todos os hábitos de consumo dos usuários para enviar conteúdo. Algumas delas tentam ir além e fazer essas sugestões com base no estado emocional das pessoas. Para os especialistas ouvidos pelo G1, isso pode limitar a liberdade de escolha.

“A manipulação dos dados pessoais equivale à manipulação da própria pessoa, porque esses dados não são algo que podem ser separados dela, são uma projeção”, diz Doneda.

“Uma manipulação dos dados pessoais pode restringir a nossa liberdade a tal ponto de muitas das nossas opções e nossos direitos acabem sendo prejudicados.”

WhatsApp vai ganhar etiquetas para facilitar a organização de mensagens

Assim que a nova atualização com a novidade for liberada, a opção estará disponível ao pressionar por alguns segundos uma mensagem

Embora a ferramenta de marcação de mensagens do WhatsApp, representada pelo botão em formato de estrela, seja uma solução útil para salvar conteúdos importantes compartilhados no mensageiro, ela pode se tornar muito confusa à medida em que uma quantidade enorme de conversas é guardada em um único local.

Em uma possível substituição a esta função, o WhatsApp adicionou uma nova guia em seu site de ajuda que explica com detalhes uma função chamada "Etiquetas". Assim que a nova atualização com a novidade for liberada, a opção estará disponível ao pressionar por alguns segundos uma mensagem; então, menu localizado na parte superior, junto aos recursos "responder", "encaminhar" e "compartilhar", aparecerá.

Nele, o usuário poderá criar até 20 etiquetas diferentes e organizar as conversas mais importantes por categorias, assuntos ou palavras-chave definidos pelo próprio usuário, de forma a garantir mais rapidez, praticidade e conveniência ao navegar pelas mensagens salvas no aplicativo móvel.

Umas vez armazenadas, as mensagens podem ser encontradas por meio da ferramenta de busca, bastando iniciar a procura com o "#" seguido do nome da etiqueta desejada. Além disso, um índice completo com todas as etiquetas adicionadas à conversa também poderá ser acessado a partir do toque na foto do conteúdo ou ícone de grupo.

O WhatsApp ainda não informou quando o novo sistema de etiquetas será implementado no app, mas o mais provável é que a atualização seja liberada de forma gradual nas próximas semanas.

10 de abril de 2018

Google começa a banir aplicativos de identidade falsa da Play Store

O mais interessante é que a Gigante das Buscas deixou bem claro que não vai adiantar dizer que o app em questão é só uma "brincadeirinha", pois ele será removido da mesma forma

A Google está realmente determinada a transformar a loja de apps do Android em um lugar mais organizado e seguro. A companhia acaba de anunciar que, a partir de agora, fica proibida a publicação de aplicativos que visem ajudar os usuários a criar identidades falsas de quaisquer tipos dentro da Play Store. Tal ação visa exterminar os populares softwares que geram RGs, CPFs, CNHs e até passaportes falsos — com uma qualidade gráfica duvidável, mas ainda assim perigosa.

O mais interessante é que a Gigante das Buscas deixou bem claro que não vai adiantar dizer que o app em questão é só uma "brincadeirinha", pois ele será removido da mesma forma. "Não são permitidos apps que ajudem os usuários a enganar outras pessoas, incluindo, entre outros, apps que gerem ou facilitem a geração de RGs, CPFs, passaportes, diplomas, cartões de crédito e carteiras de motorista. A declaração do app como uma 'brincadeira', 'para fins de entretenimento' ou outro sinônimo não o isenta da aplicação das nossas políticas", explicou a empresa.

A novidade faz parte de uma onda de reformulações que a Google está aplicando em suas políticas de uso em diversas plataformas. Recentemente, por exemplo, ela também proibiu quaisquer extensões que prometem minerar criptomoedas de entrar na Chrome Web Store, marketplace de plugins para o navegador Google Chrome e para o sistema operacional Chrome OS.

Novo projeto da Microsoft usa NFC para misturar mundo real com o virtual

O gadget também consegue reconhecer e reproduzir uma imagem tridimensional no programa

A Microsoft revelou em vídeo no YouTube seu mais novo projeto. Chamado de Zanzibar , o produto é um pequeno tapete com o qual se pode criar interações entre plataformas digitais e físicas, com sensores de toque, gestos e volume. O vídeo mostra algumas aplicações em que um usuário coloca vários objetos em cima do tapete ligado a um tablet da empresa. O Zanzibar consegue identificar a mão do usuário sobre o aparelho e até alguns centímetros acima dele. Além disso, caso se tenha um objeto volumétrico, como um cilindro, o gadget também consegue reconhecer e reproduzir uma imagem tridimensional no programa.

O protótipo foi feito por um time da empresa em laboratórios no Reino Unido e combina a tecnologia NFC e plataforma multitouch para criar o ambiente digital em relação ao físico. "A esteira incorpora uma cobertura escalável e localizada de NFC e tem a capacidade de energizar e se comunicar com várias camadas de até 30 mm acima da superfície".


Zanzibar MS. Foto: Reprodução

Entre as aplicações possíveis, há uma demonstração relacionada a games. O usuário interage com um jogo de cartas ao estilo Yu-Gi-Oh em que, quando se colocam as cartas de um personagem sobre o tapete, aparece uma animação digital na tela. Outra possibilidade é a combinação de realidade aumentada com a plataforma, em que o Zanzibar funcionaria como um ambiente interativo. Pelo vídeo, não é possível ver se há uma interação com o HoloLens, também da Microsoft.

Por fim, os pesquisadores também propõem a utilização do Zanzibar como ferramenta para educação e alfabetização. Em um dos exemplos, há um usuário adicionando letras ao tapete para formar a palavra "carro", enquanto uma inteligência artificial soletra a formação do vocábulo e passa o significado do termo.

O projeto é utilizado em teste de ferramentas, o que significa que não necessariamente pode vir a se transformar em um produto final. "O Project Zanzibar tem sido explorado e os pesquisadores estão contentes em compartilhar sua publicação com a comunidade HCI. A Microsoft Research expande os limites da pesquisa em diversas áreas, embora nem todos os projetos possam ser encaminhados para além do estágio de protótipo da pesquisa", finaliza.

Novo projeto da Microsoft usa NFC para misturar mundo real com o virtual

O gadget também consegue reconhecer e reproduzir uma imagem tridimensional no programa

A Microsoft revelou em vídeo no YouTube seu mais novo projeto. Chamado de Zanzibar , o produto é um pequeno tapete com o qual se pode criar interações entre plataformas digitais e físicas, com sensores de toque, gestos e volume. O vídeo mostra algumas aplicações em que um usuário coloca vários objetos em cima do tapete ligado a um tablet da empresa. O Zanzibar consegue identificar a mão do usuário sobre o aparelho e até alguns centímetros acima dele. Além disso, caso se tenha um objeto volumétrico, como um cilindro, o gadget também consegue reconhecer e reproduzir uma imagem tridimensional no programa.

O protótipo foi feito por um time da empresa em laboratórios no Reino Unido e combina a tecnologia NFC e plataforma multitouch para criar o ambiente digital em relação ao físico. "A esteira incorpora uma cobertura escalável e localizada de NFC e tem a capacidade de energizar e se comunicar com várias camadas de até 30 mm acima da superfície".


Zanzibar MS. Foto: Reprodução

Entre as aplicações possíveis, há uma demonstração relacionada a games. O usuário interage com um jogo de cartas ao estilo Yu-Gi-Oh em que, quando se colocam as cartas de um personagem sobre o tapete, aparece uma animação digital na tela. Outra possibilidade é a combinação de realidade aumentada com a plataforma, em que o Zanzibar funcionaria como um ambiente interativo. Pelo vídeo, não é possível ver se há uma interação com o HoloLens, também da Microsoft.

Por fim, os pesquisadores também propõem a utilização do Zanzibar como ferramenta para educação e alfabetização. Em um dos exemplos, há um usuário adicionando letras ao tapete para formar a palavra "carro", enquanto uma inteligência artificial soletra a formação do vocábulo e passa o significado do termo.

O projeto é utilizado em teste de ferramentas, o que significa que não necessariamente pode vir a se transformar em um produto final. "O Project Zanzibar tem sido explorado e os pesquisadores estão contentes em compartilhar sua publicação com a comunidade HCI. A Microsoft Research expande os limites da pesquisa em diversas áreas, embora nem todos os projetos possam ser encaminhados para além do estágio de protótipo da pesquisa", finaliza.

08 de abril de 2018

Sites de checagem de fatos e notícias ganham destaque em ano eleitoral

Em ano de campanha, é comum o uso das redes sociais para proliferar informações inverídicas no intuito de se autopromover. Entenda como se dá o trabalho de checagem de notícias pelas agências.

Com a inserção das plataformas virtuais, as pessoas, hoje em dia, possuem inúmeras fontes de informação e o grande fluxo de dados que circulam pela web levou ao surgimento de uma modalidade de informação chamada de “fake news”, ou notícias falsas. O termo, vindo do inglês, é um dos mais mencionados nos meios digitais nos últimos tempos e , em ano eleitoral, isso tende a aumentar: com a disputa pelo poder, é mais comum do que se pensa a criação e circulação de informações falsas nas redes, que são bastante utilizadas por partidos e candidatos nas campanhas eleitorais.

Com o objetivo de dar mais clareza às informações que circulam e combater as fakes news, existem agências que trabalham com o jornalismo de ‘Fact-checking’, uma modalidade especializada na checagem de fatos. A fiscalização e a qualificação das agências que trabalham no segmento é feita pela International Fact-Checking Network (IFCN) do Instituto Poynter, que confere às empresas um selo de qualidade e a habilitação para atuar. Atualmente, em todo o mundo, a IFCN possui 46 agencias verificadas. Destas, duas são brasileiras, a Agência Lupa e a Aos Fatos.

O Portal O Dia conversou com a jornalista Natália Leal, subeditora da agência Lupa. Em entrevista exclusiva, ela conta que a principal dificuldade de trabalhar com checagem de fatos no Brasil é a transparência. “Nós trabalhamos com a verificação de discursos oficiais. Muitas vezes o acesso aos dados públicos é uma barreira. Por exemplo, a fonte usada não é verdadeira, nomes podem estar errados ou a tabela de dados está desatualizada. Além disso, trabalhamos com o banking, que é a verificação de vídeo, fotos tiradas de contexto, correntes ou boatos que circulam na internet”, explica.

Etiquetas utilizadas pela Agência Lupa.

Uma das ações realizadas pela agência Lupa é o “tuitaço”, uma espécie de checagem de “ao vivo”, como por exemplo, no julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula, na última quarta-feira (04). “O monitoramento dos dados começou no dia anterior, para sabermos qual era o conteúdo compartilhado e o grau da veracidade dos fatos. Checamos e retuitamos com a etiqueta de verdadeiro ou falso”, disse.

Questionada sobre qual a expectativa para as eleições deste ano, a jornalista comenta que o cenário atual aponta para a circulação de muita informação mal apurada. “Estamos vivendo um momento de grande polarização política. As vezes por não concordar com uma notícia queremos classifica-la como falsa, porém, uma coisa não está ligada a outra. E tudo isso tem impacto nas eleições, por isso a necessidade de checagem”, afirma.

Mecanismos de defesa

Recentemente, as gigantes Google e Facebook, em parceria com veículos de comunicação, anunciaram projetos para combater as fake news. Um exemplo de ferramenta é o Google Digital News Initiative (DNI), que tem como objetivo desqualificar as informações falsas compartilhadas na plataforma e fortalecer a qualidade das notícias, tanto na criação, quanto na distribuição.

No Brasil, a agência Aos Fatos criou o robô Fátima, que no último dia 01 de abril – conhecido como o Dia da Mentira – ganhou o desafio criado pelo site Catraca Livre para combater fakes news nas redes sociais. O robô, que tem uma conta oficial no Twitter ajuda os internautas a checarem os fatos, dando dicas e mostrando fontes confiáveis de informação.

Google e Facebook, em parceria com veículos de comunicação, anunciaram projetos para combater as fake news.

No último dia 02, foi comemorado o Dia Internacional da Checagem. Para comemorar a data a Agência Lupa em parceria com Facebook, lançou o Projeto Lupe, desenvolvido para checagem dos conteúdos relacionados às eleições deste ano no Brasil. “O projeto consiste em um robô especializado em checagem. Seu algoritmo identifica os conteúdos mais compartilhados na internet e com acesso ao nosso banco de verificação de dados, ele classifica automaticamente o que é verdadeiro ou falso e informa ao público”, conta Natália Leal.

Investir nestas ações e ferramentas de checagem de informações é de suma importância para o atual cenário brasileiro e mundial, sobretudo no que diz respeito ao período eleitoral. É isto que afirma o especialista em Tecnologia da Informação, Lucas Aguiar. “Nenhum sistema é 100% eficaz, ainda mais quando se trata de um volume tão grande de dados. No entanto, é um trabalho de combate que precisa ser feito”, explica.

Mas uma observação deve ser feita, segundo o especialista em TI: barrar a proliferação das fake news não é somente trabalho de empresas de tecnologia, e sim uma ação coletiva. Para Lucas, não adianta, por exemplo, o Google barrar notícias falsas, se as pessoas continuarem compartilhando em outras mídias. Trata-se mais de um trabalho de reeducação do uso das mídias que de reformulação delas.

04 de abril de 2018

App de paquera gay compartilhou status de HIV de usuários

Denúncia aponta que seria possível identificar os usuários do serviço; empresa afirma que informações eram protegidos ao serem enviadas para companhias contratadas para melhorar o programa.

O aplicativo de relacionamentos gay Grindr compartilhou dados de usuários, inclusive os status de HIV, com outras empresas.

A denúncia foi originalmente feita pela ONG norueguesa SINTEF e publicada pelo site Axios. A informação sobre HIV era enviada pelo Grindr junto com dados de GPS, telefone e e-mail do usuário, para duas companhias contratadas para monitorar como o programa é usado e desenvolver formas de aprimorá-lo.

O SINTEF explicou que, desta forma, seria possível identificar os usuários. "O status de HIV estava ligado a todo resto, esse é o principal problema", disse a organização ao site BuzzFeed.

Aplicativo de relacionamentos Grindr (Foto: Divulgação)

O Grindr confirmou que, de fato, compartilhava estes dados com as empresas Apptimize e Localytics e, em um comunicado enviado à BBC Brasil, defendeu que essa é uma prática comum na indústria de aplicativos para lançar novas funcionalidades e resolver problemas.

"Qualquer informação que fornecemos a nossos parceiros de software, inclusive o status de HIV, é criptografada, e em nenhum momento compartilhamos dados sensíveis como o status de HIV com anunciantes", disse a empresa.

Antoine Pultier, cientista da SINTEF que detectou o envio desses dados, explicou à BBC Brasil que conseguiu "quebrar a criptografia" usada para garantir a segurança das informações. "Criamos dois usuários falsos e, com a ajuda de um computador, um programa e dois celulares, interceptamos a transmissão das informações."

O Grindr não esclareceu se dados de usuários brasileiros também eram compartilhados com terceiros. Diante da polêmica, a empresa anunciou ter parado de enviar essas informações para outras empresas.

"Esse é mais um incidente de uma série que faz aumentar ainda mais a preocupação com a forma como dados pessoais são coletados, armazenados e usados por várias plataformas", diz Carlos Affonso, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio).

"Neste caso, a diferença é que ser portador do vírus HIV é uma das informações mais sensíveis que se pode ter, e isso requer um tratamento especial."

Testes

O Grindr foi criado em 2009 e é o aplicativo de encontros para o público gay mais popular atualmente, com 3,6 milhões de usuários em todo o mundo.

Entre os dados que eles podem escolher colocar em seu perfil, que é público para qualquer pessoa que tenha o programa, estão o status de HIV, dizendo se são soropositivos ou não, se estão se medicando para conter a contaminação ou fazendo um tratamento de prevenção conhecido como PrEP. O usuário também pode informar a última data em que foi testado.

Neste caso, a empresa compartilhou dados para testar uma nova função que alerta o usuário para fazer o exame de HIV a cada três a seis meses.

"Quando o teste foi completado, qualquer informação relacionada ao status de HIV foi removido da Apptimized e estamos discutindo sua remoção da Localytics", disse a companhia.

Uma análise da SINTEF mostrou que o Grindr compartilhou a posição exata de GPS do usuário, sua tribo (com qual grupo do universo gay o dono do perfil mais se identifica), orientação sexual, status de relacionamento, etnia e telefone.

A companhia diz que os serviços fornecidos pelas duas empresas são usados por milhares de empresas e que essas práticas são um padrão do mercado de aplicativos. Também destaca que o compartilhamento de dados ocorre sob confidencialidade contratual e que as empresas são obrigadas a garantir a segurança das informações e a privacidade dos usuários.

"Nenhuma informação é vendida a terceiros", disse Scott Chen, diretor de tecnologia do Grindr, ao BuzzFeed.

'Claúsula genérica'

Mas críticos da empresa dizem que o caso levanta questões sobre sua política de privacidade. Esses termos dizem que, ao tornar seu perfil público, o usuário torna públicas também as informações de saúde, como o status de HIV, incluídas ali.

O Grindr disse que "encoraja fortemente seus usuários a examinar com rigor como e onde seus dados são compartilhados".

O Conselho do Consumidor da Noruega abriu um processo por violação de privacidade contra a empresa por conta do compartilhamento dessas informações, alegando que a lei europeia exigiria uma permissão em separado para que os dados fossem enviados para terceiros. O conselho diz que mencionar isso apenas nos termos de uso não é suficiente.

Carlos Affonso Souza, do Instituto de Tecnologia e Sociedade ITS-Rio, também defende que a empresa deveria ter sido mais específica sobre o uso de dados sensíveis, como o status de HIV.

Ele explica que cem países do mundo já têm alguma legislação de proteção de dados pessoais - o Brasil não está entre eles - e que, na maioria dos caso, dados ligados a posições políticas, ideológicas e de intimidade recebem maior proteção.

"Normalmente, exige-se um consentimento explícito para que eles sejam coletados e sobre a finalidade disso. Não basta uma cláusula genérica", afirma o especialista.

Souza também argumenta que o fato de o usuário informar seu status voluntariamente e de forma pública em seu perfil "em determinado contexto e uma comunidade fechada" não significa que ele gostaria de ter essa informação compartilhada com terceiros.

"Imagine se essas informações vazam, e recrutadores passam a consultá-las antes de contratar alguém? Pode levar a uma grande discriminação", diz Souza.

Patrimônio pessoal

Nas últimas semanas, o Facebook tem enfrentado uma crise pela forma como uma consultoria política Cambridge Analytica coletou e usou os dados de 50 milhões de seus usuários. A empresa está sendo investigada pelo possível impacto desses serviços sobre as eleições americanas e a votação que determinou a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit.

Mas o Grindr diz haver "uma grande diferença entre compartilhar dados com uma empresa de software e ter os dados coletados por terceiros como a Cambridge Analytica". "Não é isso que está ocorrendo aqui", afirmou.

Souza, do ITS-Rio, afirma que, ainda que haja diferença entre os casos, incidentes assim "deixam claro que devemos ter mais atenção com o que compartilhamos".

Ele defende que os brasileiros devem ter ainda mais cuidado, pelo fato de estarem entre os principais usuários desses serviços e, ao mesmo tempo, não haver no país uma legislação específica para essa questão.

"O perigo no Brasil é enorme, porque não temos uma lei nem uma cultura de proteção de dados, mas há um número expressivo de brasileiros nestas plataformas", diz.

"Seus dados são parte de seu patrimônio. Assim com você não emprestaria seu patrimônio para quem você não conhece, também não deve ceder seus dados para terceiros com base em regras vagas ou misteriosas."