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Notícias Tecnologia

13 de abril de 2018

Rússia vai proibir Telegram em disputa sobre mensagens codificadas

O Telegram permite que mais de 200 milhões de usuários no mundo, incluindo importantes autoridades russas, se comuniquem via mensagens criptografadas que não podem ser lidas por terceiros

Um tribunal da Rússia ordenou que o acesso ao serviço de mensagens Telegram seja bloqueado no país, no mais recente episódio de confronto entre uma empresa internacional de tecnologia com autoridades russas. A decisão foi tomada uma semana depois que o órgão regulador de comunicações na Rússia, Roskomnadzor, abriu processo para limitar o acesso ao Telegram depois das recusas reiteradas da companhia em dar os serviços de segurança do país acesso às mensagens secretas dos usuários.

Como parte de seus serviços, o Telegram permite que mais de 200 milhões de usuários no mundo, incluindo importantes autoridades russas, se comuniquem via mensagens criptografadas que não podem ser lidas por terceiros. Mas o serviço de segurança federal da Rússia, FSB, tem afirmado que precisa acessar algumas dessas mensagens para dar andamento a tarefas como defesa contra ataques terroristas. O Telegram tem se recusado a cumprir a exigência russa, citando respeito pela privacidade dos usuários.

O fundador e presidente do Telegram, Pavel Durov, afirmou que o aplicativo vai usar sistemas integrados para contornar o bloqueio russo, mas que não poderá garantir 100 por cento de acesso sem que o usuário utilize uma rede virtual privada (VPN).

Pavel Chikov, advogado que representa o Telegram, afirmou que a decisão do tribunal é um alerta para as empresas globais de tecnologia sobre os perigos de operarem na Rússia. "Eles demonstraram mais de uma vez que o sistema judiciário está a serviço dos interesses de autoridades. Eles não se importam mais nem sobre manter aparências básicas", disse o advogado.

Projeto de impressora que não usa tinta recebe investimento milionário

Sob a marca Inkless, a impressora usa um laser infravermelho para carbonizar a superfície do papel e gravar as informações

á pensou em quanto você gasta com cartuchos de impressão? Por mais baratos que sejam, eles se tornam despesas constantes na vida de qualquer um que tenha uma impressora. E uma alternativa para acabar com esses gastos pode estar mais perto da realidade. A Tocano, startup que desenvolveu uma técnica de impressão sem tinta, recebeu um financiamento anjo de 1,2 milhão de euros. O valor servirá para ajudar a empresa a atingir o que eles chamam de “performance de impressão competitiva”.

O método da startup permite imprimir documentos em preto e branco sem a necessidade de cartuchos ou de papéis especiais. Sob a marca Inkless, a impressora usa um laser infravermelho para carbonizar a superfície do papel e gravar as informações. A imagem abaixo mostra um protótipo da impressora e um exemplo de uma impressão:

Foto: Divulgação

Atualmente, alguns aparelhos prometem realizar a tarefa de forma parecida, mas existem exigências como usar somente papéis compatíveis. Segundo os desenvolvedores, a Inkless é capaz de imprimir a cor preta em tons tão escuros quanto os das impressoras convencionais. A Tocano foi fundada em 2015 por dois estudantes da Delft University of Technology, na Holanda. Hoje, a startup tem uma equipe de oito funcionários e faz parte de uma incubadora.

Apesar do investimento, a empresa entende que até o final do ano será necessária uma nova rodada para, de fato, construir seu primeiro produto comercial. Detalhes como o valor para venda ainda não foram definidos.

Porém, a empresa já sabe que seu primeiro produto se concentrará no setor industrial. A ideia é reduzir os gastos com etiquetas de códigos de barras e prazos de validade, por exemplo. Só depois é que o produto deverá ser levado para outros segmentos, incluindo os usuários individuais.

12 de abril de 2018

Gigantes da internet sabem por onde você anda e com quem fala

Facebook, Apple, Google, Microsoft e Twitter coletam informações até do celular.

O Facebook pode até ser a bola da vez, devido ao vazamento dos dados de 87 milhões de seus usuários, mas não é a única empresa que coleta, processa e usa em plataformas conectadas as informações de bilhões de pessoas em todo o mundo.

Ele está acompanhado de outras gigantes de tecnologia como Apple, Google, Microsoft e Twitter, que não sabem só por onde você anda, que lugares frequenta ou com quem fala. Conhecem sua opinião sobre assuntos íntimos, da política à orientação sexual. E ainda trabalham para refinar mais suas lupas tecnológicas, para conseguir, por exemplo, definir a classe social de alguém usando detalhes como qualidade do celular usado.

“Os serviços delas são gratuitos, são quase como se fossem um pote de mel. Em troca deles, damos os dados sobre nós”, afirma Danilo Doneda, professor do Instituto de Direito Público (IDP) e especialista em privacidade e proteção de dados.

Fabio Malini, professor e pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cultura da Universidade Federal do Espírito Santo (LABIC/UFES), concorda com a ideia. Acrescenta, porém, que essas companhias não deixam de seguir seus usuários pelo mundo virtual quando seus aplicativo são fechados ou o celular é colocado no bolso.

“Todo e qualquer movimento das pessoas deixa rastros digitais, desde o que acessa em um site de notícias até que tipo de gosto ela tem por algum produto.”

Os especialistas consultados pelo G1 classificaram as informações usadas por essas empresas em três categorias:

Cedidas pelo usuário;

Coletadas a partir do que o usuário faz em serviços conectados;

Inferidas a partir das informações disponíveis.

O que você diz a seu respeito?

Ao criar uma conta em algumas das plataformas de grandes empresas, seja no Facebook ou no Twitter, qualquer pessoa cede informações corriqueiras sobre si, como nome, endereço de e-mail, endereço residencial, número de telefone. Em alguns casos, cedem também o número do cartão de crédito.

“Quanto a isso há um certo nível de transparência”, diz Doneda. Só que a coleta de dados não para por aí. Compreende ainda as informações tiradas dos aparelhos usados para navegar nesses serviços.

O que seu celular diz sobre você?

Todas essas empresas conseguem identificar onde uma pessoa está, usando sensores dos aparelhos, como o GPS, ou combinando uma série de recursos, como conexão via Bluetooth, o endereço IP do dispositivo e até conexões a redes de Wi-Fi ou a torres de celular. Sabem ainda o modelo de smartphone, computador ou TV usados, se os sistemas operacionais já foram atualizados e até a qualidade da rede móvel.

Twitter Places terá suporte para todos os browsers. (Foto: Divulgação)

O objetivo aqui, dizem as companhias, é permitir que algumas funções operem. “Poderemos utilizar e armazenar informações sobre a sua localização para fornecer funcionalidades dos nossos serviços, tais como permitir a você tuitar com a sua localização”, exemplifica o Twitter.

Aquelas que possuem plataformas mais abrangentes, como sistemas operacionais, exercem essa coleta de forma mais ampla. O Google, dono de Android (celulares e tablets) e ChromebookOS (computadores), sabe para quem você liga, a que horas foi e quanto durou a chamada. O mesmo vale para os envios de SMS. O Facebook também guardas essas informações, desde que chamadas e SMS tenham partido de seus aplicativos.

A Apple, dona do iOS (celulares e tablets), WatchOS (relógio) e MacOS (computadores), não deixa claro se faz isso, mas diz que se houver “consentimento explícito” pode “coletar dados sobre como você usa seu dispositivo e os aplicativos”. As duas, assim como a Microsoft, dona do Windows e do Office, sabem quais compromissos foram agendados pelas pessoas.

O que suas ações dizem sobre você?

Essas empresas também criam uma ideia sobre as pessoas analisando como se comportam em suas ferramentas.

O Facebook coleta “curtidas” e “reações” dadas a publicações, assim como as páginas que os usuários escolhem seguir. O Google reúne, por exemplo, as pesquisas feitas na web, os endereços e trajetos buscados no Maps, informações sobre e-mails enviados e recebidos pelo Gmail, vídeos vistos e pesquisados no YouTube e até informações sobre as fotos guardadas em sua nuvem.

A Apple reúne todas as interações com o iCloud, iTunes Store, App Store, Mac App Store, App Store para Apple TV e iBooks Stores. Todas dispõem de cookies, códigos presentes em navegadores para registrar sites visitados na web.

“A [assistente pessoal] Cortana pode fazer recomendações personalizadas com base em seu histórico de navegação e pesquisa”, exemplifica a Microsoft uma das aplicações da lista de páginas visitadas por seus clientes.

Para dar mais nuance à visão que possuem de seus usuários, essas empresas costumam ainda fazer acordos com outras companhias que mantêm informações das quais não dispõem. Malini lembra que, até o fim de março, por exemplo, o Facebook mantinha uma parceria com a Serasa Experian, que também ocorria na Austrália, EUA e Reino Unido. A Serasa mantém, por exemplo, um banco de dados de pessoas que estão com o nome sujo e outras informações financeiras.

“Alguns interesses, a própria plataforma consegue aferir. Para outros, a empresa vai ter que se associar a grandes bases de dados, como o Serasa”, diz o professor. O objetivo era segmentar as pessoas por faixas de renda, a fim de melhorar o envio de anúncios.

Feirão Limpa Nome da Serasa; empresa reúne dados financeiros de pessoas e tem cadastro de inadimplentes (Foto: Fabio Tito/G1)

Inteligência

Só que essas empresas não se dão por satisfeitas apenas reunindo detalhes pessoais espalhados pelas pessoas internet afora. Elas também processam e estudam esses dados para produzir descobertas.

“A gente usa essas plataformas de forma tão intensa que elas acabam tendo oportunidade de aprender coisas. Alguns estudos mostram que uma análise de ‘curtidas’ é capaz de revelar a orientação política e até preferência sexual”, diz Doneda.

Algumas das descobertas surpreenderiam os próprios donos dos dados. “Eles conseguem inferir coisas muito íntimas como, por exemplo, que a grande maioria das pessoas gosta de Kitkat é de direita.”

O estudo mencionado é o da Universidade de Cambridge que apontou ser possível chegar à orientação sexual ou política, religião, estabilidade emocional de uma pessoa, ou até se consome drogas ou bebidas alcóolicas em excesso, sem ter que perguntar a ela. Basta apenas um escrutínio de suas “curtidas” no Facebook.

“O significado das ‘curtidas’ pode ser usado para entender a psicologia por trás do que as pessoas fazem”, explicou à CNN o pesquisador David Stillwell, um dos autores do documento.

Os especialistas criaram um sistema que esquadrinhou perfis e “curtidas” de 58.466 pessoas. As previsões foram confrontadas com entrevistas e testes de personalidade.

Os acertos foram altos. Usar o modelo para identificar se alguém é cristão ou muçulmano apresentou 82% de assertividade. Adivinhar se um sujeito é democrata ou republicano chegou à resposta certa em 85% dos casos. Já a orientação sexual de um homem foi descoberta em 88% das vezes.

O modelo levava em conta muitos parâmetros, mas Stillwell deu exemplos sobre como a análise combinada de “curtidas” a páginas aparentemente desconexas os levou a ajudou em algumas conclusões.

Curtir o musical “Wicked” e a atriz Kathy Griffin seriam um forte indicativo de que o homem é gay. Também foi possível descortinar ainda a personalidade dos entrevistados. Pessoas espontâneas curtiam “Wes Anderson” e tópicos como “assassinato em série”, enquanto as competitivas gostavam de “Sun Tzu” e “Eu odeio todo mundo”.

“Minha maior preocupação é que as pessoas não percebem o que é possível, elas imaginam que comportamentos frívolos como curtir algo qualquer não tem poder de dizer o que quer que seja sobre elas”, diz.

O pesquisador adverte, no entanto, que julgar alguém por uma preferência isolada é um erro, já que sua equipe levou em conta a totalidade das curtidas das pessoas antes de tirar conclusões.

Sem liberdade

Enquanto uma pessoa normal teria dificuldade para concatenar tantas informações esparsas, as empresas não só já possuem seus dossiês sobre seus usuários como criam novas formas de tirar mais dos dados que já possuem.

O Facebook, por exemplo, pediu o registro da patente de um algoritmo que posiciona alguém em determinada classe social com base em informações como modelo do celular, uso de internet e histórico de viagens.

Apple, Facebook, Google, Microsoft e Twitter usam não só os dados que os usuários fornecem, mas todos os hábitos de consumo dos usuários para enviar conteúdo. Algumas delas tentam ir além e fazer essas sugestões com base no estado emocional das pessoas. Para os especialistas ouvidos pelo G1, isso pode limitar a liberdade de escolha.

“A manipulação dos dados pessoais equivale à manipulação da própria pessoa, porque esses dados não são algo que podem ser separados dela, são uma projeção”, diz Doneda.

“Uma manipulação dos dados pessoais pode restringir a nossa liberdade a tal ponto de muitas das nossas opções e nossos direitos acabem sendo prejudicados.”

WhatsApp vai ganhar etiquetas para facilitar a organização de mensagens

Assim que a nova atualização com a novidade for liberada, a opção estará disponível ao pressionar por alguns segundos uma mensagem

Embora a ferramenta de marcação de mensagens do WhatsApp, representada pelo botão em formato de estrela, seja uma solução útil para salvar conteúdos importantes compartilhados no mensageiro, ela pode se tornar muito confusa à medida em que uma quantidade enorme de conversas é guardada em um único local.

Em uma possível substituição a esta função, o WhatsApp adicionou uma nova guia em seu site de ajuda que explica com detalhes uma função chamada "Etiquetas". Assim que a nova atualização com a novidade for liberada, a opção estará disponível ao pressionar por alguns segundos uma mensagem; então, menu localizado na parte superior, junto aos recursos "responder", "encaminhar" e "compartilhar", aparecerá.

Nele, o usuário poderá criar até 20 etiquetas diferentes e organizar as conversas mais importantes por categorias, assuntos ou palavras-chave definidos pelo próprio usuário, de forma a garantir mais rapidez, praticidade e conveniência ao navegar pelas mensagens salvas no aplicativo móvel.

Umas vez armazenadas, as mensagens podem ser encontradas por meio da ferramenta de busca, bastando iniciar a procura com o "#" seguido do nome da etiqueta desejada. Além disso, um índice completo com todas as etiquetas adicionadas à conversa também poderá ser acessado a partir do toque na foto do conteúdo ou ícone de grupo.

O WhatsApp ainda não informou quando o novo sistema de etiquetas será implementado no app, mas o mais provável é que a atualização seja liberada de forma gradual nas próximas semanas.

10 de abril de 2018

Google começa a banir aplicativos de identidade falsa da Play Store

O mais interessante é que a Gigante das Buscas deixou bem claro que não vai adiantar dizer que o app em questão é só uma "brincadeirinha", pois ele será removido da mesma forma

A Google está realmente determinada a transformar a loja de apps do Android em um lugar mais organizado e seguro. A companhia acaba de anunciar que, a partir de agora, fica proibida a publicação de aplicativos que visem ajudar os usuários a criar identidades falsas de quaisquer tipos dentro da Play Store. Tal ação visa exterminar os populares softwares que geram RGs, CPFs, CNHs e até passaportes falsos — com uma qualidade gráfica duvidável, mas ainda assim perigosa.

O mais interessante é que a Gigante das Buscas deixou bem claro que não vai adiantar dizer que o app em questão é só uma "brincadeirinha", pois ele será removido da mesma forma. "Não são permitidos apps que ajudem os usuários a enganar outras pessoas, incluindo, entre outros, apps que gerem ou facilitem a geração de RGs, CPFs, passaportes, diplomas, cartões de crédito e carteiras de motorista. A declaração do app como uma 'brincadeira', 'para fins de entretenimento' ou outro sinônimo não o isenta da aplicação das nossas políticas", explicou a empresa.

A novidade faz parte de uma onda de reformulações que a Google está aplicando em suas políticas de uso em diversas plataformas. Recentemente, por exemplo, ela também proibiu quaisquer extensões que prometem minerar criptomoedas de entrar na Chrome Web Store, marketplace de plugins para o navegador Google Chrome e para o sistema operacional Chrome OS.

Novo projeto da Microsoft usa NFC para misturar mundo real com o virtual

O gadget também consegue reconhecer e reproduzir uma imagem tridimensional no programa

A Microsoft revelou em vídeo no YouTube seu mais novo projeto. Chamado de Zanzibar , o produto é um pequeno tapete com o qual se pode criar interações entre plataformas digitais e físicas, com sensores de toque, gestos e volume. O vídeo mostra algumas aplicações em que um usuário coloca vários objetos em cima do tapete ligado a um tablet da empresa. O Zanzibar consegue identificar a mão do usuário sobre o aparelho e até alguns centímetros acima dele. Além disso, caso se tenha um objeto volumétrico, como um cilindro, o gadget também consegue reconhecer e reproduzir uma imagem tridimensional no programa.

O protótipo foi feito por um time da empresa em laboratórios no Reino Unido e combina a tecnologia NFC e plataforma multitouch para criar o ambiente digital em relação ao físico. "A esteira incorpora uma cobertura escalável e localizada de NFC e tem a capacidade de energizar e se comunicar com várias camadas de até 30 mm acima da superfície".


Zanzibar MS. Foto: Reprodução

Entre as aplicações possíveis, há uma demonstração relacionada a games. O usuário interage com um jogo de cartas ao estilo Yu-Gi-Oh em que, quando se colocam as cartas de um personagem sobre o tapete, aparece uma animação digital na tela. Outra possibilidade é a combinação de realidade aumentada com a plataforma, em que o Zanzibar funcionaria como um ambiente interativo. Pelo vídeo, não é possível ver se há uma interação com o HoloLens, também da Microsoft.

Por fim, os pesquisadores também propõem a utilização do Zanzibar como ferramenta para educação e alfabetização. Em um dos exemplos, há um usuário adicionando letras ao tapete para formar a palavra "carro", enquanto uma inteligência artificial soletra a formação do vocábulo e passa o significado do termo.

O projeto é utilizado em teste de ferramentas, o que significa que não necessariamente pode vir a se transformar em um produto final. "O Project Zanzibar tem sido explorado e os pesquisadores estão contentes em compartilhar sua publicação com a comunidade HCI. A Microsoft Research expande os limites da pesquisa em diversas áreas, embora nem todos os projetos possam ser encaminhados para além do estágio de protótipo da pesquisa", finaliza.

Novo projeto da Microsoft usa NFC para misturar mundo real com o virtual

O gadget também consegue reconhecer e reproduzir uma imagem tridimensional no programa

A Microsoft revelou em vídeo no YouTube seu mais novo projeto. Chamado de Zanzibar , o produto é um pequeno tapete com o qual se pode criar interações entre plataformas digitais e físicas, com sensores de toque, gestos e volume. O vídeo mostra algumas aplicações em que um usuário coloca vários objetos em cima do tapete ligado a um tablet da empresa. O Zanzibar consegue identificar a mão do usuário sobre o aparelho e até alguns centímetros acima dele. Além disso, caso se tenha um objeto volumétrico, como um cilindro, o gadget também consegue reconhecer e reproduzir uma imagem tridimensional no programa.

O protótipo foi feito por um time da empresa em laboratórios no Reino Unido e combina a tecnologia NFC e plataforma multitouch para criar o ambiente digital em relação ao físico. "A esteira incorpora uma cobertura escalável e localizada de NFC e tem a capacidade de energizar e se comunicar com várias camadas de até 30 mm acima da superfície".


Zanzibar MS. Foto: Reprodução

Entre as aplicações possíveis, há uma demonstração relacionada a games. O usuário interage com um jogo de cartas ao estilo Yu-Gi-Oh em que, quando se colocam as cartas de um personagem sobre o tapete, aparece uma animação digital na tela. Outra possibilidade é a combinação de realidade aumentada com a plataforma, em que o Zanzibar funcionaria como um ambiente interativo. Pelo vídeo, não é possível ver se há uma interação com o HoloLens, também da Microsoft.

Por fim, os pesquisadores também propõem a utilização do Zanzibar como ferramenta para educação e alfabetização. Em um dos exemplos, há um usuário adicionando letras ao tapete para formar a palavra "carro", enquanto uma inteligência artificial soletra a formação do vocábulo e passa o significado do termo.

O projeto é utilizado em teste de ferramentas, o que significa que não necessariamente pode vir a se transformar em um produto final. "O Project Zanzibar tem sido explorado e os pesquisadores estão contentes em compartilhar sua publicação com a comunidade HCI. A Microsoft Research expande os limites da pesquisa em diversas áreas, embora nem todos os projetos possam ser encaminhados para além do estágio de protótipo da pesquisa", finaliza.

08 de abril de 2018

Sites de checagem de fatos e notícias ganham destaque em ano eleitoral

Em ano de campanha, é comum o uso das redes sociais para proliferar informações inverídicas no intuito de se autopromover. Entenda como se dá o trabalho de checagem de notícias pelas agências.

Com a inserção das plataformas virtuais, as pessoas, hoje em dia, possuem inúmeras fontes de informação e o grande fluxo de dados que circulam pela web levou ao surgimento de uma modalidade de informação chamada de “fake news”, ou notícias falsas. O termo, vindo do inglês, é um dos mais mencionados nos meios digitais nos últimos tempos e , em ano eleitoral, isso tende a aumentar: com a disputa pelo poder, é mais comum do que se pensa a criação e circulação de informações falsas nas redes, que são bastante utilizadas por partidos e candidatos nas campanhas eleitorais.

Com o objetivo de dar mais clareza às informações que circulam e combater as fakes news, existem agências que trabalham com o jornalismo de ‘Fact-checking’, uma modalidade especializada na checagem de fatos. A fiscalização e a qualificação das agências que trabalham no segmento é feita pela International Fact-Checking Network (IFCN) do Instituto Poynter, que confere às empresas um selo de qualidade e a habilitação para atuar. Atualmente, em todo o mundo, a IFCN possui 46 agencias verificadas. Destas, duas são brasileiras, a Agência Lupa e a Aos Fatos.

O Portal O Dia conversou com a jornalista Natália Leal, subeditora da agência Lupa. Em entrevista exclusiva, ela conta que a principal dificuldade de trabalhar com checagem de fatos no Brasil é a transparência. “Nós trabalhamos com a verificação de discursos oficiais. Muitas vezes o acesso aos dados públicos é uma barreira. Por exemplo, a fonte usada não é verdadeira, nomes podem estar errados ou a tabela de dados está desatualizada. Além disso, trabalhamos com o banking, que é a verificação de vídeo, fotos tiradas de contexto, correntes ou boatos que circulam na internet”, explica.

Etiquetas utilizadas pela Agência Lupa.

Uma das ações realizadas pela agência Lupa é o “tuitaço”, uma espécie de checagem de “ao vivo”, como por exemplo, no julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula, na última quarta-feira (04). “O monitoramento dos dados começou no dia anterior, para sabermos qual era o conteúdo compartilhado e o grau da veracidade dos fatos. Checamos e retuitamos com a etiqueta de verdadeiro ou falso”, disse.

Questionada sobre qual a expectativa para as eleições deste ano, a jornalista comenta que o cenário atual aponta para a circulação de muita informação mal apurada. “Estamos vivendo um momento de grande polarização política. As vezes por não concordar com uma notícia queremos classifica-la como falsa, porém, uma coisa não está ligada a outra. E tudo isso tem impacto nas eleições, por isso a necessidade de checagem”, afirma.

Mecanismos de defesa

Recentemente, as gigantes Google e Facebook, em parceria com veículos de comunicação, anunciaram projetos para combater as fake news. Um exemplo de ferramenta é o Google Digital News Initiative (DNI), que tem como objetivo desqualificar as informações falsas compartilhadas na plataforma e fortalecer a qualidade das notícias, tanto na criação, quanto na distribuição.

No Brasil, a agência Aos Fatos criou o robô Fátima, que no último dia 01 de abril – conhecido como o Dia da Mentira – ganhou o desafio criado pelo site Catraca Livre para combater fakes news nas redes sociais. O robô, que tem uma conta oficial no Twitter ajuda os internautas a checarem os fatos, dando dicas e mostrando fontes confiáveis de informação.

Google e Facebook, em parceria com veículos de comunicação, anunciaram projetos para combater as fake news.

No último dia 02, foi comemorado o Dia Internacional da Checagem. Para comemorar a data a Agência Lupa em parceria com Facebook, lançou o Projeto Lupe, desenvolvido para checagem dos conteúdos relacionados às eleições deste ano no Brasil. “O projeto consiste em um robô especializado em checagem. Seu algoritmo identifica os conteúdos mais compartilhados na internet e com acesso ao nosso banco de verificação de dados, ele classifica automaticamente o que é verdadeiro ou falso e informa ao público”, conta Natália Leal.

Investir nestas ações e ferramentas de checagem de informações é de suma importância para o atual cenário brasileiro e mundial, sobretudo no que diz respeito ao período eleitoral. É isto que afirma o especialista em Tecnologia da Informação, Lucas Aguiar. “Nenhum sistema é 100% eficaz, ainda mais quando se trata de um volume tão grande de dados. No entanto, é um trabalho de combate que precisa ser feito”, explica.

Mas uma observação deve ser feita, segundo o especialista em TI: barrar a proliferação das fake news não é somente trabalho de empresas de tecnologia, e sim uma ação coletiva. Para Lucas, não adianta, por exemplo, o Google barrar notícias falsas, se as pessoas continuarem compartilhando em outras mídias. Trata-se mais de um trabalho de reeducação do uso das mídias que de reformulação delas.

04 de abril de 2018

App de paquera gay compartilhou status de HIV de usuários

Denúncia aponta que seria possível identificar os usuários do serviço; empresa afirma que informações eram protegidos ao serem enviadas para companhias contratadas para melhorar o programa.

O aplicativo de relacionamentos gay Grindr compartilhou dados de usuários, inclusive os status de HIV, com outras empresas.

A denúncia foi originalmente feita pela ONG norueguesa SINTEF e publicada pelo site Axios. A informação sobre HIV era enviada pelo Grindr junto com dados de GPS, telefone e e-mail do usuário, para duas companhias contratadas para monitorar como o programa é usado e desenvolver formas de aprimorá-lo.

O SINTEF explicou que, desta forma, seria possível identificar os usuários. "O status de HIV estava ligado a todo resto, esse é o principal problema", disse a organização ao site BuzzFeed.

Aplicativo de relacionamentos Grindr (Foto: Divulgação)

O Grindr confirmou que, de fato, compartilhava estes dados com as empresas Apptimize e Localytics e, em um comunicado enviado à BBC Brasil, defendeu que essa é uma prática comum na indústria de aplicativos para lançar novas funcionalidades e resolver problemas.

"Qualquer informação que fornecemos a nossos parceiros de software, inclusive o status de HIV, é criptografada, e em nenhum momento compartilhamos dados sensíveis como o status de HIV com anunciantes", disse a empresa.

Antoine Pultier, cientista da SINTEF que detectou o envio desses dados, explicou à BBC Brasil que conseguiu "quebrar a criptografia" usada para garantir a segurança das informações. "Criamos dois usuários falsos e, com a ajuda de um computador, um programa e dois celulares, interceptamos a transmissão das informações."

O Grindr não esclareceu se dados de usuários brasileiros também eram compartilhados com terceiros. Diante da polêmica, a empresa anunciou ter parado de enviar essas informações para outras empresas.

"Esse é mais um incidente de uma série que faz aumentar ainda mais a preocupação com a forma como dados pessoais são coletados, armazenados e usados por várias plataformas", diz Carlos Affonso, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio).

"Neste caso, a diferença é que ser portador do vírus HIV é uma das informações mais sensíveis que se pode ter, e isso requer um tratamento especial."

Testes

O Grindr foi criado em 2009 e é o aplicativo de encontros para o público gay mais popular atualmente, com 3,6 milhões de usuários em todo o mundo.

Entre os dados que eles podem escolher colocar em seu perfil, que é público para qualquer pessoa que tenha o programa, estão o status de HIV, dizendo se são soropositivos ou não, se estão se medicando para conter a contaminação ou fazendo um tratamento de prevenção conhecido como PrEP. O usuário também pode informar a última data em que foi testado.

Neste caso, a empresa compartilhou dados para testar uma nova função que alerta o usuário para fazer o exame de HIV a cada três a seis meses.

"Quando o teste foi completado, qualquer informação relacionada ao status de HIV foi removido da Apptimized e estamos discutindo sua remoção da Localytics", disse a companhia.

Uma análise da SINTEF mostrou que o Grindr compartilhou a posição exata de GPS do usuário, sua tribo (com qual grupo do universo gay o dono do perfil mais se identifica), orientação sexual, status de relacionamento, etnia e telefone.

A companhia diz que os serviços fornecidos pelas duas empresas são usados por milhares de empresas e que essas práticas são um padrão do mercado de aplicativos. Também destaca que o compartilhamento de dados ocorre sob confidencialidade contratual e que as empresas são obrigadas a garantir a segurança das informações e a privacidade dos usuários.

"Nenhuma informação é vendida a terceiros", disse Scott Chen, diretor de tecnologia do Grindr, ao BuzzFeed.

'Claúsula genérica'

Mas críticos da empresa dizem que o caso levanta questões sobre sua política de privacidade. Esses termos dizem que, ao tornar seu perfil público, o usuário torna públicas também as informações de saúde, como o status de HIV, incluídas ali.

O Grindr disse que "encoraja fortemente seus usuários a examinar com rigor como e onde seus dados são compartilhados".

O Conselho do Consumidor da Noruega abriu um processo por violação de privacidade contra a empresa por conta do compartilhamento dessas informações, alegando que a lei europeia exigiria uma permissão em separado para que os dados fossem enviados para terceiros. O conselho diz que mencionar isso apenas nos termos de uso não é suficiente.

Carlos Affonso Souza, do Instituto de Tecnologia e Sociedade ITS-Rio, também defende que a empresa deveria ter sido mais específica sobre o uso de dados sensíveis, como o status de HIV.

Ele explica que cem países do mundo já têm alguma legislação de proteção de dados pessoais - o Brasil não está entre eles - e que, na maioria dos caso, dados ligados a posições políticas, ideológicas e de intimidade recebem maior proteção.

"Normalmente, exige-se um consentimento explícito para que eles sejam coletados e sobre a finalidade disso. Não basta uma cláusula genérica", afirma o especialista.

Souza também argumenta que o fato de o usuário informar seu status voluntariamente e de forma pública em seu perfil "em determinado contexto e uma comunidade fechada" não significa que ele gostaria de ter essa informação compartilhada com terceiros.

"Imagine se essas informações vazam, e recrutadores passam a consultá-las antes de contratar alguém? Pode levar a uma grande discriminação", diz Souza.

Patrimônio pessoal

Nas últimas semanas, o Facebook tem enfrentado uma crise pela forma como uma consultoria política Cambridge Analytica coletou e usou os dados de 50 milhões de seus usuários. A empresa está sendo investigada pelo possível impacto desses serviços sobre as eleições americanas e a votação que determinou a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit.

Mas o Grindr diz haver "uma grande diferença entre compartilhar dados com uma empresa de software e ter os dados coletados por terceiros como a Cambridge Analytica". "Não é isso que está ocorrendo aqui", afirmou.

Souza, do ITS-Rio, afirma que, ainda que haja diferença entre os casos, incidentes assim "deixam claro que devemos ter mais atenção com o que compartilhamos".

Ele defende que os brasileiros devem ter ainda mais cuidado, pelo fato de estarem entre os principais usuários desses serviços e, ao mesmo tempo, não haver no país uma legislação específica para essa questão.

"O perigo no Brasil é enorme, porque não temos uma lei nem uma cultura de proteção de dados, mas há um número expressivo de brasileiros nestas plataformas", diz.

"Seus dados são parte de seu patrimônio. Assim com você não emprestaria seu patrimônio para quem você não conhece, também não deve ceder seus dados para terceiros com base em regras vagas ou misteriosas."

03 de abril de 2018

Toyota chama quase 120 mil unidades do Corolla por 'airbag mortal'

Cerca de 65 mil unidades possuem falha no câmbio e outras 53 mil andam com 'airbags mortais'.

A Toyota anunciou nesta terça-feira (3) dois recalls do Corolla em uma tacada só. O primeiro é mais um para a lista dos chamados "airbags mortais", fabricados pela Takata. O segundo, menos perigoso, ocorre por uma falha no controle eletrônico do câmbio CVT.

No total, 119.598 unidades são afetadas. Os proprietários devem agendar o conserto gratuito em uma concessionária da marca. Em caso de dúvida, é possível ligar para o SAC por meio do telefone 0800 7030206.

Toyota Corolla XRS 2013 (Foto: Divulgação)

Airbags mortais

Este é pelo menos o sétimo chamado do modelo devido ao mesmo problema desde 2013. O defeito provocou o maior recall da história da indústria e está ligado a 22 mortes no exterior - nenhum acidente foi identificado no Brasil.

Desta vez, a marca japonesa substituirá o airbag do passageiro de 53.635 unidades produzidas em 2013.

CHASSIS ENVOLVIDOS

Código alfanumérico 9BRBD48E* - D26020000 a E2642203

Código alfanumérico 9BRBL42E* - D4759577 a E4789205

Quando o airbag é acionado em um acidente, poderá ocorrer a ruptura da carcaça do insuflador do airbag, com a projeção de fragmentos metálicos contra os ocupantes, podendo causar danos graves e até fatais.

O problema ocorre devido a degradação de um componente após longos períodos de exposição a grandes variações de temperatura e umidade, informou a fabricante.

Outros recalls do Corolla por "airbags mortais"

2013 - Ano/modelo 2002 e 2003

2014 - Ano/modelo 2002 e 2003

2015 - Ano/modelo 2003 a 2007

2015 - Ano/modelo 2007 e 2011

2016 - Ano/modelo 2007 a 2015

2017 - Ano/modelo 2010 a 2014

Falha no câmbio

A Toyota detectou uma programação incorreta na Unidade de Controle Eletrônico (ECU), que controla a transmissão CVT de 65.963 modelos GLi 1.8., fabricados entre 2013 e 2017.

A falha pode provocar aparecimento de luz de advertência no painel de instrumentos e na limitação da velocidade em até 60 km/h.

De acordo com a fabricante, poderá ocorrer a redução da velocidade de condução limitada a 60 km/h, mas não há risco de danos materiais, nem pessoais, aos ocupantes do veículo ou a terceiros.

CHASSIS ENVOLVIDOS

Corolla GLi 1.8 CVT- 2013 a 2017

Código alfanumérico 9BRBL3HE* - J0104446 a J0125110

Código alfanumérico 9BRBLWHE* - F0001003 a H0104445

A reprogramação da unidade de controle e o reparo da transmissão, caso necessário, começam em 16 de abril. Os proprietários devem agendar o atendimento gratuito em uma concessionária.

Empresa cria bot inteligente para auxiliar consumidores em seus direitos

Solução atua como uma espécie de Procon individual; Batizado de Haroldo, bot pode ser acessado via Facebook Messenger

 inteligência artificial pode se tornar uma grande aliada de consumidores em busca de direitos. Pelo menos é a ideia da empresa Hurst com a criação do robô Haroldo, especialista em direito do consumidor.

A solução visa facilitar a vida de pessoas que se sentem lesadas por determinada corporação, mas acabam não indo atrás dos seus direitos seja por falta de tempo e recursos, ou simplesmente porque o valor não valeria a pena.

O chatbot funciona por meio do Facebook e está pronto para atender as demandas de consumidores e, inclusive, apresenta causas comuns a vários consumidores, uma tendência no mercado brasileiro.

Arthur Farache, diretor da Hurst, explica que a solução ajuda as pessoas a recuperarem danos causados por empresas e identifica causas comuns, o que acaba reunindo pessoas que têm queixas contra uma mesma organização. "É uma alternativa privada para solução de conflitos que envolvem milhares de consumidores lesados", diz.

Como funciona


Foto: Reprodução

A empresa explica que o processo é simples. Primeiro, o consumidor conta sua história conversando por mensagens ao Haroldo ou escolhe uma das causas pré-programadas para aderir. Estes últimos são casos que têm boas chances de sucesso, por afetarem muitas pessoas e empresas. "Escolhemos aquelas causas em que as pessoas muitas vezes deixaram seus direitos para trás, porque os custos de transação e o tempo não valem para a compensação final individual", conta Farache.

Os consumidores apenas aceitam os termos de uso que transferem o direito à indenização. Tudo é assinado eletronicamente, sem papel. A partir daí, a equipe da Hurst assume o processo, desde a contratação de advogados e presença em audiências a todos os seus custos. "Nós permitimos que os clientes busquem reparação de danos sem custo ou perda de tempo, apenas por um bate-papo de Facebook. Eles não precisam pagar nada adiantado, nem fazer nada durante o processo. A Hurst assume todos os custos, contrata os advogados e executa tudo o que for necessário. No final, o consumidor recebe seu ressarcimento atualizado, pagando apenas uma taxa de 30%", ressalta.

Os casos que atingem muitas pessoas são selecionados via robôs de pesquisa (crawlers) que vasculham Diários de Justiça e site de Tribunais, utilizando técnicas de inteligência artificial (kmeans e lógica fuzzy), e identificam processos que possuam potencial de bons retornos. "A Hurst é a solução privada para o acesso à Justiça. É como se fosse um PROCON, só que particular, com pessoas especializadas e experientes", finaliza.

02 de abril de 2018

31 de março de 2018

Empresa quer que consumidores façam compras a partir da câmera do celular

Companhia vem desenvolvendo o aplicativo SupermARket, capaz de reconhecer produtos fotografados, dar informações a respeito deles e vender a partir da internet.

 A Onlayers quer que consumidores passem a fazer compras de supermercado tirando fotos com seus celulares.

A companhia vem desenvolvendo o aplicativo SupermARket, capaz de reconhecer produtos fotografados, dar informações a respeito deles e vender a partir da internet.

O plano da companhia é espalhar por terminais de ônibus e estações de metrô painéis com imagens de produtos para serem capturadas pelas câmeras dos clientes.

Alexandre Boneto, sócio da companhia, diz que esse serviço será usado por quem não tem tempo ou não gosta de ir ao mercado.

Também favorecerá compras de impulso. O consumidor, de passagem pela estação, vai ver a imagem, lembrar que falta aquele produto em casa e já fazer a compra, diz.

A ideia é atender supermercados de bairro. Os painéis deverão ficar próximos às lojas e destacar produtos que são vendidos com frequência nelas.

Alexandre conta já ter três redes de supermercado clientes, que participaram do desenvolvimento do serviço. Os primeiros painéis devem ser instalados ainda neste semestre, segundo Alexandre.

Futuro

A compra a partir de fotos é apenas o primeiro passo para o projeto de Alexandre de fazer as compras serem baseadas em realidade aumentada, ou seja, misturando elementos da realidade com imagens e informações projetadas virtualmente.

Ele conta querer usar a tecnologia para criar supermercados em realidade aumentada em locais abertos, em especial parques.

A partir da tela do celular ou de óculos inteligentes, as pessoas verão, sobrepostas ao cenário real, gôndolas de um supermercado no qual poderão fazer suas compras sem precisar de carrinhos nem sacolas.

Alexandre diz acreditar que a iniciativa irá atrair clientes tanto pela comodidade como também pelo interesse deles por novidades.

A OnLayer foi criada há um ano e meio, com o objetivo de levar obras de arte digitalmente a partir da tecnologia de realidade aumentada. A companhia cria, por exemplo, exposições que só podem ser vistas pelo celular quando o espectador está em determinado lugar.

A empresa vem ampliando os segmentos com os quais trabalha. Hoje, tem projetos em áreas como medicina e educação, além do varejo.

26 de março de 2018

Facebook diz que coleta de ligações e SMS foi liberada por usuários

'Você está sempre no controle da informação que compartilha com o Facebook', diz a empresa.

Após muitas pessoas relatarem que o Facebook têm coletado por anos o histórico de chamadas telefônicas e de SMS, a rede social informou neste domingo (25) que os próprios usuários liberaram acesso a essas informações, mas que os dados estão “seguramente armazenados” e que a empresa “não vende essas informações a terceiros”.

“Você deve ter visto reportagens recentes de que o Facebook tem registrado o histórico de ligações de pessoas e SMS de texto sem a permissão das pessoas. Mas isso não é o caso”, informou o Facebook.

A tentativa da empresa de amenizar a situação ocorre depois de usuários baixarem os dados que a rede social armazenava sobre eles e se surpreenderem com a extensão das informações coletadas. Eles descobriram que o estoque continha não só histórico mas também metadados de mensagens enviadas e recebidas pelo celular. Essas não são informações do conteúdo da mensagem, mas dados adicionais, como:

- nomes de contatos;

- números de telefones;

- duração de cada ligação.

- dia e horários de ligações;

- darem conta de que havia.

Essas pessoas tomaram essa atitude após o escândalo envolvendo a forma como o Facebook vir à tona. Em sua manifestação, a empresa diz que a coleta dos dados foi autorizada pelos usuários quando entraram em aplicativos como Messenger e Facebook Lite para Android.

O recurso entrou em funcionamento em 2015 no Messenger e depois foi implantado na versão leve do Facebook.

Isso permite, diz o Facebook, uma melhor experiência em suas plataformas, já que essa é uma das formas de mostrar à pessoas sugestões de conhecidos na rede social.

“Quando esse recurso é habilitado, enviar seus contatos também nos permite usar informações como quando você fez uma ligação, enviou uma mensagem de texto ou recebeu uma das duas”, afirma a rede social.

Para afastar a sombra da polêmica que nasceu com a revelação de que a Cambridge Analytica obteve dados de mais de 50 milhões de usuários, o Facebook afirma ainda que não vende os históricos de SMS e ligações coletados.

“Sua informação está seguramente armazenada e nós não vendemos essas informações a terceiros. Você está sempre no controle da informação que compartilha com o Facebook.”

O escândalo do Facebook

Em 17 de março, os jornais "New York Times" e "Guardian" revelaram que os dados de mais de 50 milhões de usuários do Facebook foram usados sem o consentimento deles pela Cambridge Analytica. A empresa de análise de dados acessou esse grande volume de dados após um teste psicológico que circula na rede social coletar as informações. Os dados recolhidos não eram apenas os de usuários que fizeram o teste, mas também os de seus amigos.

O escândalo cria dúvidas quanto à transparência e à proteção de dados dos usuários do Facebook. A rede social comunicou que investigaria o caso. O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, reconheceu que a emprese cometeu erros.

A empresa Cambridge Analytica trabalhou ainda com a equipe responsável pela campanha de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, nas eleições de 2016. Também foi contratada pelo grupo que promovia a saída do Reino Unido da União Europeia.

Nesta sexta-feira (23), uma revista na sede da Cambridge Analytica durou cerca de sete horas. A batida foi do órgão regulador encarregado da proteção de dados privados na Grã-Bretanha. Nos Estados Unidos, usuários estão processando o Facebook e a Cambridge Analytica.

O Ministério Público do Distrito Federal comunicou na terça-feira passada (20) que abriu um inquérito para apurar se o Facebook compartilhou dados de usuários brasileiros com a Cambridge Analytica. O ex-sócio da Cambridge Analytica no Brasil disse que a empresa não tinha banco de dados de brasileiros.

O escândalo que envolve o Facebook foi prejudicial para os ativos da empresa na Bolsa de Valores. Os papéis da empresa chegaram a cair 9,15%. A empresa perdeu mais de US$ 50 bilhões em valor de mercado em apenas dois dias.

Facebook vai priorizar notícias locais no feed de usuários em todos os países

A empresa afirma que as notícias locais ajudam as pessoas a se conectarem sobre os problemas mais próximos e descobrirem o que está acontecendo em sua região

O Facebook anunciou nesta segunda-feira (26) que vai expandir globalmente a iniciativa de priorizar notícias locais no feed (página inicial) dos usuários da rede social. A mudança vigora desde o início do ano nos Estados Unidos.  "Hoje, estamos expandindo essa atualização para pessoas de todos os países, em todos os idiomas. Agora, pessoas de todo o mundo verão mais notícias no Facebook de fontes locais cobrindo sua cidade atual e outras cidades com as quais possam se preocupar", escreveu a empresa em comunicado.

O Facebook afirma que as notícias locais ajudam as pessoas a se conectarem sobre os problemas mais próximos e descobrirem o que está acontecendo em sua região, mostrando assuntos que têm impacto direto na comunidade.

Segundo a empresa, com a atualização, publicações locais que cobrem múltiplas cidades próximas terão mais facilidade para atingir uma audiência de moradores da região.

"Consideraremos uma publicação como local para várias cidades se as pessoas nessas cidades tiverem maior probabilidade do que as pessoas de fora dessas cidades de ler artigos do domínio da publicação. Ao expandir o escopo do que pode ser considerado local para as pessoas, estamos incluindo outras cidades com as quais as pessoas podem se interessar e conectando pessoas a editores locais dessas cidades."


Foto: Reprodução

O Facebook tem recebido duras críticas por falhar no controle de disseminação de notícias falsas em sua rede, e a empresa enfrenta atualmente a pior crise desde sua criação, após revelações de que a Cambridge Analytica, consultoria de dados que prestou serviços à campanha de Donald Trump, teria obtido dados de 50 milhões de usuários do Facebook e usado as informações para direcionar mensagens políticas aos eleitores americanos.

"Continuaremos nosso trabalho para priorizar notícias de alta qualidade no feed de notícias, incluindo notícias de fontes amplamente confiáveis, informativas e relevantes para as comunidades locais", afirmou o Facebook.

Na contramão da iniciativa, porém, o Facebook anunciou no início do ano que seu algoritmo passaria a privilegiar no feed de notícias conteúdo publicado por amigos e familiares do usuário, em detrimento ao distribuído por empresas, como as que produzem jornalismo profissional.

Pesquisa revela que 49% da Geração Z têm o celular como “melhor amigo

Comportamento pode acarretar dependência emocional e graves prejuízos na convivência com os outros

Um estudo realizado no Brasil e em mais três países revelou que dados importantes sobre o comportamento da 'Geração Z'  brasileira, que considera pessoa nascidas entre os anos de 1998 e 2002, em relação ao aparelho. De acordo com o levantamento em 2017, 49% desse público considera o smartphone “seu melhor amigo”.

 Realizado entre os dias 30 de novembro e 26 de dezembro do ano passado, a pesquisa ouviu 4.418 usuários com idade entre 16 e 65 anos e também investigou comportamentos e hábitos de utilização de celulares entre diferentes gerações para compreender o impacto do smartphone nas relações com o usuário, com outras pessoas e com o ambiente físico e social. O que se constatou é que 36% dos entrevistados brasileiros afirmaram priorizar o smartphone em vez de passar mais tempo com amigos, família ou pessoas importantes.

A psicóloga Denisdeia Sotero que o comportamento é considerado “problemático”, e que pode ser superado com a ajuda tanto com um profissional quanto com o auxílio da família e dos amigos. “Isso implica cada vez mais em um distanciamento social, que também é uma consequência do grau de união familiar, o cultivo do afeto é fundamental nesse processo. Implica também em situações de solidão, que pode levar a um quadro depressivo”.


36% dos entrevistados afirmaram priorizar o mundo virtual, em vez de ficar com os amigos. Foto: Moura Alves/ODIA

Também foi avaliado o reconhecimento da Geração Z sobre a necessidade de equilibrar o uso o do smartphone, concluindo que 60% dessa faixa de jovens brasileiros têm essa consciência mas querem ao mesmo tempo aproveitar de um convívio social. Além disso, somente 48% dos mesmos entrevistados afirmaram ser importante ter uma vida separada do celular. “O uso de smartphone precisa ser de maneira equilibrada, sem que a pessoa não esqueça que o mundo virtual não condiz a toda realidade”, alerta a psicóloga.

Outras dados

A pesquisa ainda identificou outros comportamentos ligado ao uso do smartphone que impactam nas relações interpessoais da Geração Z. Um deles é a verificação compulsiva, quando o usuário sente a necessidade de visualizar o celular constantemente, sendo que 48% dos entrevistados afirmaram fazer isso com mais frequência do que gostariam e 42% concordam que se sentem forçados a ter esse comportamento.

Considerando o mesmo público, avaliou-se também que 33% concordam que passam tempo demais utilizando o smartphone, 30% respondeu que estaria mais feliz se gastasse menos tempo com o aparelho. Outro problema detectado foi a superdependência emocional: ao perder o celular muitas pessoas entram m pânico. Sessenta e nove por cento dos entrevistados brasileiros declararam se preocupar com a possível perda do dispositivo.


24 de março de 2018

Novo método para buscar vida extraterrestre é desenvolvido por cientistas

Um astrofísico espanhol desenvolveu um método para buscar sinais que permitiriam verificar se existem seres inteligentes como os humanos em outros sistemas solares

Será que existe vida inteligente em outros planetas? Esta questão, que tem servido de inspiração para filmes e novelas, pode já ter uma resposta. Um astrofísico espanhol desenvolveu um método para buscar sinais que permitiriam verificar se existem seres inteligentes como os humanos em outros sistemas solares.

Há décadas que a humanidade quer saber se existe vida inteligente em outros planetas. As missões a Marte organizadas pela NASA fazem parte desse caminho. Entretanto, até hoje só foram encontrados indícios e estamos longe de encontrar vida inteligente semelhante ao ser humano.  Assumindo a dificuldade desta tarefa, um cientista espanhol do Instituto Astrofísico das Ilhas Canárias desenvolveu um método para buscar sinais que permitam verificar se existe vida inteligente em outros sistemas solares.


Segundo o cientista a humanidade está perto de descobrir se existe vida inteligente em outro planeta. Foto: Reprodução/projetotelescópio

Em seu estudo, publicado na revista The Astrohpysical Journal, o cientista mostrou diferentes simulações para determinar qual seriam as marcas que um desenvolvimento tecnológico sofisticado deixariam em um sistema solar com vida inteligente.

"A ideia do artigo é mostrar quais seriam os vestígios que um planeta com muitos satélites artificiais em seu redor deixaria. O artigo revela diferentes simulações desses vestígios em diferentes cenários", explicou à Sputnik Mundo o pesquisador Héctor Socas, do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias. 

Segundo ele, os cientistas que procuram outros planetas habitáveis devem prestar atenção a esses vestígios.  Socas propôs analisar as informações coletadas por meio das tecnologias que já existem, como os satélites encarregados de buscar planetas fora do Sistema Solar. A única dúvida é que se tomam os seres humanos como referência, mas estes seres, se existirem, não serão necessariamente como nós.

De acordo com o cientista, hoje a humanidade está "à beira de encontrar vida extraterrestre" através de futuros grandes telescópios, que permitirão analisar a atmosfera de outros planetas. 

"Na composição química de outros planetas há determinados elementos que chamamos de biomarcadores, que podem revelar com absoluta certeza a existência de vida", explicou ele.  Para o cientista, nas próximas décadas esses telescópios permitirão encontrar vida extraterrestre.

23 de março de 2018

Após alerta do FBI e CIA, Best Buy deixa de vender aparelhos da Huawei

Decisão da rede varejista deverá dificultar ainda mais a atuação da marca chinesa no mercado norte-americano

A rede varejista Best Buy anunciou nesta semana que não irá mais vender smartphones da fabricante chinesa Huawei nos EUA. Como revelado inicialmente pela CNET e depois confirmado pelo Wall Street Journal, a Best Buy planeja parar de vender o Mate 10 Pro nas suas lojas físicas e também no seu site uma vez que o estoque atual acabar. Segundo os jornais, a rede varejista parou de encomendar novos dispositivos da fabricantes e interromperá as vendas nas próximas semanas. 

Isso deixa poucas lojas como opções para quem quiser comprar aparelhos da Huawei nos EUA – e nenhuma delas permite que os usuários testem os dispositivos antes de comprá-los. Como a Huawei é uma marca relativamente desconhecida no mercado americano, uma presença nas prateleiras da Best Buy era algo importante, no sentido de ganhar maior visibilidade junto aos consumidores locais.


Foto: Divulgação

A Bloomberg ainda revelou que a linha de smartphones mais baratos Honor também faz parte da decisão da Best Buy, assim como os smartwatches e laptops da Huawei. 

Ano difícil

Esse é apenas mais um percalço para a Huawei nos EUA neste ano.  Pouco antes de um anúncio na CES 2018, em janeiro, a operadora AT&T retirou uma oferta para vender os aparelhos Mate 10 Pro nas suas lojas - o que foi seguido pela rival Verizon. 

Depois, em fevereiro, oficiais da FBI, CIA e NSA, pediram para os americanos não comprarem aparelhos da companhia asiática – e também da conterrânea ZTE. No alerta, as agências afirmam que a Huawei poderia estar usando dados sensíveis para o governo chinês – o que foi negado pela companhia.

Mas não é de hoje que os EUA veem a Huawei com preocupação. Fundada por um ex-engenheiro do Exército Popular de Libertação da China, a Huawei já foi descrita pelos políticos americanos como "um braço do governo chinês". Em 2014, a empresa, que também desenvolve hardware de infraestrutura de comunicações, foi proibida de fazer ofertas para contratos do governo. 

Vale notar que a Huawei deverá apresentar o seu novo smartphone top de linha P20 no próximo dia 27 de março. Após as notícias desta semana, no entanto, é difícil pensar que o dispositivo será lançado nos EUA.

Por que isso importa

A Huawei vem lutando para conseguir entrar no mercado dos EUA há anos, mas isso parece praticamente impossível agora. Já é difícil o bastante fazer isso sem o suporte das operadoras, mas a Best Buy é uma das maiores redes de lojas daquele país. Agora a Huawei terá de se basear na Amazon e em outras plataformas on-line para vender os seus smartphones no mercado americano.

22 de março de 2018

Novas regras do Facebook incluem auditorias em aplicativos suspeitos

O comunicado da empresa explica que a rede social colabora na criação de apps, para ampliar a conexão com amigos e familiares

O Facebook anunciou nesta quarta-feira (21) seis mudanças nas regras dos usos de aplicativos. "Essas medidas incluem agir sobre potencial abuso que tenha acontecido no passado e colocar fortes proteções em vigor para prevenir abusos no futuro", diz o Facebook.

As modificações surgem após o aplicativo "thisisyourdigitallife" ter capturado dados de 50 milhões de pessoas, que foram usados para favorecer a eleição de Donald Trump para presidência dos Estados Unidos. Os dados foram manipulados pela consultoria Cambridge Analytica.

A rede social diz que terá um padrão mais rigoroso para que os desenvolvedores criem apps e lista seis medidas:

1. Investigação de todos os apps que tiveram acesso a grandes quantidades de informações antes da mudança feita em 2014 para reduzir o acesso a dados, além de auditoria nos apps de atividade suspeita.

2. Informar as pessoas que foram afetadas por apps que fizeram mau uso de seus dados, como o "thisisyourdigitallife".

3. Se alguém não usar um app por três meses o acesso será desabilitado.

4. Mudança nos dados que um app pode pedir para logar a partir do Facebook. Apenas nome, foto de perfil e endereço de email serão fornecidos.

5. Destacar na página da rede social quais são os apps usados pelas pessoas.

6. Recompensar quem identificar vulnerabilidades no apps.

O comunicado da empresa explica que a rede social colabora na criação de apps, para ampliar a conexão com amigos e familiares.  "Mesmo com essas mudanças, temos visto uso abusivo de nossa plataforma e uso indevido de dados das pessoas, e nós sabemos que precisamos fazer mais", diz o comunicado.

Queremos garantir a integridade das eleições, diz Zuckerberg citando o Brasil

O executivo previu ainda que haverá uma "versão 2.0" daquilo que ocorreu na eleição de Donald Trump e que as redes sociais precisam estar atentas a esses movimentos

O presidente executivo e cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, disse na noite desta quarta-feira (21) em entrevista à rede CNN que está comprometido em fazer tudo que for preciso para garantir a integridades das eleições de 2018.  Zuckerberg citou as eleições do Brasil e da Índia, como desafios.

Ao responder a pergunta sobre como o Facebook está lutando conta a intromissão eleitoral o cofundador da rede social destacou a atividade de robôs russos nas eleições francesas também a proliferação de notícias falsas na eleição pelo Senado americano no estado do Alabama. 

"Implantamos algumas novas ferramentas de inteligência artificial que construímos para detectar contas falsas que tentavam espalhar fake news e encontramos muitas contas diferentes vindo da Macedônia", disse.

Zuckerberg disse que muito trabalho precisa ser feito para evitar que países, como a Rússia, possam interferir nas eleições. O executivo também destacou as fake news como um problema a ser combatido.  "Há uma grande eleição na Índia este ano, há uma grande eleição no Brasil, há grandes eleições em todo o mundo. Você pode apostar que estamos realmente comprometidos em fazer tudo o que precisamos para garantir que a integridade dessas eleições no Facebook seja garantida".

O executivo reconheceu o erro de sua empresa ao acreditar na Cambridge Analytica, a consultoria política que desviou dados de usuários. Zuckerberg previu ainda que haverá uma "versão 2.0" daquilo que ocorreu na eleição de Donald Trump e que as redes sociais precisam estar atentas a esses movimentos, admitindo que em 2016 ele e sua equipe não estavam preparados.

21 de março de 2018

Cofundador do WhatsApp incentiva usuários a deletarem Facebook

The New York Times revelou que a Cambridge Analytica, consultoria que participou da campanha de Donald Trump, obteve dados sigilosos de 50 milhões de usuários do Facebook

O cofundador do aplicativo de mensagens WhatsApp Brian Acton incentivou os usuários do Facebook a deletarem suas contas na plataforma, em meio à pior crise vivida pela rede social desde sua criação. Em postagem no Twitter na terça-feira (20), Acton escreveu: "It is time. #deletefacebook" ("É hora. #deletefacebook").

A hashtag circulou pelo Twitter nos últimos dias, após o jornal The New York Times revelar que a Cambridge Analytica, consultoria que participou da campanha de Donald Trump, obteve dados sigilosos de 50 milhões de usuários do Facebook e usou as informações para ajudar a eleger o presidente americano em 2016.

A manifestação de Acton tem peso porque ele e Jan Koum, fundador do WhatsApp, venderam o aplicativo para o Facebook em 2014 por cerca de US$ 20 bilhões. Mesmo depois da venda, Acton trabalhou até 2017 no WhatsApp.

Segundo o jornal, o acesso às informações no Facebook era feito através do aplicativo thisisyourdigitallife, da empresa GSR (Global Science Research), que pagava usuários para responderem uma série de perguntas e, em troca, a pessoa consentia que o programa tivesse acesso às suas informações no Facebook, como localização e likes.

O aplicativo, porém, não avisava que além dos dados dos usuários, também captava as informações de todos os amigos, chegando ao total de 50 milhões de pessoas. Esses dados foram vendidos então pela GSR para a Cambridge Analytica.

Os detalhes do esquema foram revelados por um ex-funcionário da Cambridge Analytica, e o roubo de dados teria acontecido entre 2014 e 2015. O governo dos EUA, de acordo com a Bloomberg e o Wall Street Journal, questiona o Facebook sobre a legalidade do repasse de dados.

19 de março de 2018

Como as robôs Alice, Sofia e Monica ajudam o TCU a caçar irregularidades

Robôs analisam editais, atas de preços e até relatórios dos auditores do tribunal

Os auditores do Tribunal de Contas da União recebem pontualmente às 19h um e-mail de Alice. São os resumos das centenas de contratações federais publicadas naquele dia. Prestativa, ela já indica quais podem conter irregularidades. Diferente do que seria de esperar, Alice não é um servidor público megaprodutivo. Ela é um robô, usado pelo TCU para caçar fraudes e outras irregularidades em licitações.

“Esse tipo de trabalho poderia ser feito por humanos, mas seria muito custoso porque são, em média, 200 editais por dia”, diz Wesley Vaz Silva, diretor da Secretaria de Fiscalização de Tecnologia da Informação do TCU.

“A gente precisa saber o que está acontecendo, saber o que está sendo contratado, saber que obras estão sendo feitas, saber como a política pública está sendo contratada.”

Sede do Tribunal de cotnas da União (TCU), em Brasília.Foto: Divulgação/TCU

Alice trabalha ainda com Sofia e Monica, outras duas companheiras robóticas que como ela não têm braços, pernas ou corpos de metal. São um conjunto de linhas de código que “vivem” nos sistemas do TCU. Elas “leem” o grande volume de texto produzido e analisado pelo tribunal para encontrar incongruências, organizar melhor as informações e apontar correlações.

As três robôs já são usadas por servidores da Controladoria Geral da União, Ministério Público Federal, Polícia Federal e tribunais de contas dos Estados. Depois de dicas delas, licitações com falhas já foram canceladas e compras públicas enviesadas tiveram que ser refeitas.

Alice

No ar desde fevereiro de 2017, Alice é um acrônimo para Análise de Licitações e Editais. O robozinho lê editais de licitações e atas de registro de preços publicados pela administração federal, além de alguns órgãos públicos estaduais e estatais. Para isso, coleta informações do Diário Oficial e do Comprasnet, o sistema que registra as compras governamentais. A partir daí, ela elabora uma prévia do documento e aponta aos auditores se há indícios de desvios. Verifica, por exemplo:

  • se um edital exige dos participantes certidões que o TCU não considera pré-requisitos, como documentos de regularidade junto ao CREA;
  • se a licitação está prestes a entregar uma contratação para alguma empresa impedida de contratar junto à administração pública;
  • se as empresas concorrentes têm sócios em comum.

“Esses dados não são em si irregularidades, mas indícios que apontam para o auditor olhar o edital de maneira mais detalhada”, diz Silva.

A auditora federal Tania Lopes Pimenta Cioato foi uma das primeiras a ter contato com Alice, ainda em sua fase de piloto, em novembro de 2016. "Eu recebo por dia entre 30 e 40 editais e entre 15 e 20 atas”, diz.

Marcelo Rodrigo Braz, o titular da Secretaria de Fiscalização de Tecnologia da Informação do TCU, responsável pelos robôs, diz que o principal trunfo é "evitar que a irregularidade ocorra". "O maior ganho que a gente tem é que os órgãos retiram, anulam ou cancelam os editais e fazem outro da forma correta", diz Braz.

A Alice já ajudou auditores a frear contratações públicas irregulares pelo país. Em Goiás, dois editais de uma obra foram suspensos no ano passado. Em Roraima, o órgão público foi obrigado a refazer o edital. Ela também já constatou editais irregulares do Itamaraty e de reformas com recursos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Há também exemplos dos parceiros do TCU. O Ministério Público da Paraíba começou a ter contato com as plataformas em junho de 2017. “A gente usa a Alice como indicador. Ele cruza os editais diários e identifica a potencialidade”, diz Octávio Celso Gondim Paulo Neto, promotor do MP-PB.

Sofia e Monica

Enquanto Alice faz sugestões do que investigar, Sofia não é tão contida. Ela aponta erros nos textos dos auditores, sugere correlações de informações e indica outras fontes de referência.

“A Sofia é um robozinho que vai no texto do auditor e tenta achar algo que pode ser alguma coisinha que ele deixou passar ou alguma informação que ele devia saber”, comenta o diretor sobre o trabalho do robô, cujo nome é uma abreviação para Sistema de Orientação sobre Fatos e Indícios para o Auditor.

Por exemplo: em um texto que propõe punição a uma empresa, ela pode indicar se há sanções contra a companhia ou se ela consta em processos no tribunal. Ou ainda apontar se a empresa possui outros contratos com a administração pública.


Um dos robôs usados pelo TCU, a Alice lê todos os editais publicados no dia e avisa quais possuem indício de irregularidade. Foto: Divulgação/TCU

"A Sofia é um botãozinho no Word", explica Cioato. Ao apertá-lo, ela lista informações associadas aos números de CNPJ, do processo e de CPF incluídos no texto. Diz até se algum dos envolvidos já morreu.

Trabalhando há 10 anos no TCU, a auditora diz que os dois robozinhos ajudam. “Se fosse alguma burocracia, mais um processo obrigatório de trabalho, alguém poderia dizer que dificulta, mas não. Facilita muito”, diz ela.

Já Monica é um painel que mostra todas as compras públicas, incluindo as que a Alice deixa passar, como contratações diretas e aquelas feitas por meio de inexigibilidade de licitação (quando um serviço ou produto possui apenas um fornecedor).

‘Cérebro’

Alice, Sofia e Monica são interfaces de um sistema maior, chamado de Laboratório de Informações de Controle (Labcontas). Ele funciona como o “cérebro” das robôs e é de onde elas tiram as informações em que baseiam suas sugestões e pitacos. Ele reúne 77 bases de dados, como:

  1. Registro de contas governamentais;
  2. Lista de políticas públicas;
  3. Composição societária de empresas;
  4. Contratações que possuem recursos públicos;
  5. Servidores públicos processados por instâncias de controle.

“No Labconta, essas informações estão colocadas em um local único e de forma integrada. Isso nos permite ver em perspectiva o impacto de uma coisa sobre a outra”, explica Silva. Além disso, o sistema possui tecnologias que permitem o cruzamento da informação de uma base com os dados de outra.

É ao Labconta que os promotores mais recorrem. Extraíram de lá, por exemplo, informações usadas para identificar no ano passado 320 pessoas que recebiam benefícios indevidos do Instituto de Previdência do Município de João Pessoa (IMP/JP).

A partir de uma denúncia, o MP-PB garimpou no sistema dados a partir das matrículas de todos os 5 mil servidores do órgão. Descobriu que alguns deles não tinham vínculo com o IPM, mas recebiam contribuições previdenciárias mesmo assim.

“Se a gente fosse fazer isso na mão, certamente iria enlouquecer”, diz Paulo Neto, promotor do MP-PB. “Eu acho que esse é o futuro do combate à corrupção.”

Dentro do TCU, o uso do Labconta é considerado uma revolução. Na área que investiga benefícios previdenciários e trabalhistas, por exemplo, conseguir dados como o de aposentadorias era uma maratona que demorava alguns dias. Até quatro meses já foram consumidos nesse tipo de análise.

"O que mudou foi a tempestividade. Antes, a gente fazia um trabalho desses a cada dois anos. Agora, a gente recebe as bases atualizadas mês a mês", diz Rodrigo Hildebrand, auditor federal do TCU.

A quantidade de dados também aumentou. Até a implantação do Labcontas, há quatro anos, o TCU analisava com mais frequência três tipos de benefícios previdenciários: pensão por morte, benefícios rurais e aposentadoria por idade. O sistema permitiu a análise de todos os 96 benefícios.

Com isso, diz Hildebrand, conseguem detectar mais facilmente pagamentos irregulares de seguro-defeso (uma espécie de seguro-desemprego para pescadores artesanais) e de Bolsa Família.

"Na administração pública, toda informação que é trabalhada está em base de dados. Se o auditor não tiver acesso a essa informação para que ele possa trabalhar, o trabalho de auditoria é completamente inviabilizado", diz o secretário Marcelo Rodrigo Braz.

Futuro

Silva diz que nenhuma das plataformas estão concluídas e melhorias ainda estão nos planos. A Alice, por exemplo, ainda deve ganhar habilidade para observar outros detalhes. Os técnicos chamam isso de “regras”. Hoje a Alice não olha dispensa de licitação, mas isso já está no radar.

Outras melhorias são tornar os apontamentos do robô mais precisos, incluir mais bases de dados e levar todas as aplicações a outros órgãos públicos.

Cheio de novidades, Fitbit OS 2.0 começa a ser liberado para o smartwatch Ionic

É importante ressaltar que, como a própria Fitbit explica, a atualização está sendo liberada de forma progressiva e, por enquanto, só atenderá 10% dos dispositivos Ionic disponíveis no mercado

Recentemente, a Fitbit anunciou o Versa, seu mais novo smartwatch focado em atividades físicas. Uma das maiores novidades do produto é seu software — ele sairá de fábrica equipado com o Fitbit OS 2.0, nova versão do sistema operacional próprio da marca. Porém, caso você seja dono de um relógio mais antigo da fabricante, não há motivos para se preocupar: a Fitbit começou a liberar tal atualização para usuários do Ionic, que é um de seus modelos mais populares.

Foto: Reprodução/Canal Tech

O update traz uma série de novidades bacanas, incluindo uma interface completamente remodelada e gestos simplificados para acessar menus importantes. O novo painel Today, por exemplo, agrupa uma série de informações sobre sua saúde, incluindo histórico de exercícios, gráficos de desempenho e orientações automatizadas sobre o que fazer para atingir seus objetivos. Além disso, atendendo aos pedidos, o Fitbit OS 2.0 finalmente traz integração com o Deezer para reproduzir músicas via streaming.

É importante ressaltar que, como a própria Fitbit explica, a atualização está sendo liberada de forma progressiva e, por enquanto, só atenderá 10% dos dispositivos Ionic disponíveis no mercado. Sendo assim, caso você seja dono de um desses smartwatches, mantenha a calma e aguarde: a compilação deve chegar à sua unidade ao longo das próximas semanas.





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