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Google lança versões mais baratas de seu smartphone Pixel

Os smartphones estarão disponíveis em 13 países. Não há previsão de lançamento no Brasil, onde, até hoje, nenhum dos Pixel foi oficialmente vendido.

07/05/2019 17:27h

O Google lançou nesta terça-feira (7) dois novos celulares, o Pixel 3a e o Pixel 3a XL. Com preços a partir de US$ 399 e US$ 479 (R$ 1.580 e R$ 1.897), respectivamente, eles devem competir numa faixa intermediária, abaixo do Pixel 3, topo de linha lançado em outubro do ano passado que custa ao menos US$ 799 (R$ 3.165).

Os smartphones estarão disponíveis em 13 países. Não há previsão de lançamento no Brasil, onde, até hoje, nenhum dos Pixel foi oficialmente vendido.

Um dos atrativos dos novos aparelhos é ter a mesma câmera dos Pixel 3, considerada por analistas uma das melhores do mercado, por um preço mais baixo. Eles também incluem uma entrada para fones de ouvido, eliminada das versões mais caras.

A principal diferença entre as duas novas versões é o tamanho da tela, de 5,6 polegadas no Pixel 3a e 6 polegadas no 3a XL.

A venda de aparelhos mais baratos é vista como uma tentativa de o Google aumentar sua participação no mercado de smartphones, no qual vem enfrentando dificuldades. Na semana passada, em reunião com acionistas, a empresa apontou queda nas vendas do Pixel no primeiro trimestre em relação ao ano anterior. 

Este é o segundo lançamento desde que o Google concluiu a aquisição de uma parte da divisão de celulares da taiwanesa HTC por US$ 1,1 bilhão (R$ 4,35 bilhões), em janeiro de 2018. No negócio, anunciado pela primeira vez em setembro de 2017, os americanos ficaram com 2.000 funcionários da companhia taiwanesa.

O anúncio também é um passo em direção à consolidação dos investimentos do Google no mercado de celulares, que, ao longo dos anos, foi inconstante.

De 2010 a 2015, a empresa teve a linha Nexus, em que fazia parcerias com fabricantes para desenvolver smartphones com sua visão. Em 2012, pareceu que dobraria a aposta no segmento ao adquirir a divisão de celulares da Motorola por US$ 12,5 bilhões (R$ 49,5 bilhões). Menos de dois anos depois, contudo, vendeu-a para a chinesa Lenovo por US$ 2,9 bilhões (R$ 11,5 bilhões), mantendo apenas o portfólio de patentes da pioneira americana.

Além da sequência de prejuízos milionários da Motorola, um dos motivos aventados à época para a mudança de curso foi que a aquisição havia colocado o Google em concorrência com seus principais clientes, os fabricantes de smartphone que usam o sistema operacional Android, hoje com mais de 2,5 bilhões de usuários ativos.

Em 2016, foi lançado o primeiro celular Pixel e desde então a lista de eletrônicos "made by Google" vem aumentando. A empresa já lançou laptops, caixas de som inteligentes, fones de ouvido, equipamentos de realidade virtual, entre outros.

Mas crescer no mercado de smartphones, dominado pelo duopólio Apple-Samsung, tem sido um desafio. A empresa não divulga números, mas um levantamento da IDC estimou que em 2017, foram vendidos apenas 3,9 milhões de aparelhos Pixel em um mercado de 1,5 bilhão de celulares inteligentes.

*O jornalista viajou a Mountain View a convite do Google.

Fonte: Folhapress
Por: Bruno Fávero*

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