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Notícias Teresina

20 de janeiro de 2018

Teresina consolida a cultura de viver o carnaval antes dele acontecer

Seja nas ruas ou festas em bares e restaurantes, não faltam opções a cada fim de semana para os teresinenses aproveitarem as prévias carnavalescas.

O ano mal tinha começado quando o primeiro grito de carnaval – expressão que anuncia o início das primeiras festas voltadas a folia de momo – foi dado. Em Teresina, no primeiro fim de semana do ano, a cidade já se dividia entre opções de festas particulares e de rua para anunciar a proximidade do carnaval. Mas o cenário não é exclusivo deste ano: a Capital do Piauí tem se consolidado como um reduto de prévias carnavalescas. Aqui, para quem gosta da folia, o carnaval já começou.

Sejam nas ruas com entrada gratuita ou festas em bares e restaurantes; organizadas de forma independente por grupos de amigos ou familiares, não faltam opções a cada fim de semana.

O fato é que com o cenário de prévias, não só ganha o folião. O mercado formado para atender a demanda das festividades que se espalham pela cidade é fortemente aquecido. Vendedores ambulantes, depósitos de bebidas, lojas de fantasias, empresas de equipamentos de som e estrutura destacam-se em demanda durante o período.

Nesta edição, O Dia traz a opinião de foliões, gestores culturais e artistas para debater a consolidação da cultura de prévias em Teresina. Enquanto o Carnaval da Capital busca oxigenar-se, as prévias já mostraram a que vieram: dar opções aos foliões teresinenses que querem viver o espirito da festa da alegria – mesmo antes dela acontecer de fato.

Os porquês da folia antecipada

Marlon Rodner é coordenador de Música da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, entidade que dá apoio aos bailes pré-carnavalescos e carnavalescos em Teresina, e faz uma avaliação do contexto que levou a Capital do Piauí a ter suas prévias fortalecidas ao longo dos anos. 

“Do carnaval em si, o que temos nos atentado é que a maioria da população teresinense é constituída de filhos de fora e a gente vê que aproveitam a época para voltar para sua cidade. As cidades do interior fazem carnavais e um carnaval diferente do nosso, que leva grandes bandas, enquanto aqui trabalhamos os artistas locais. Nos últimos anos, temos fortalecido os blocos para não deixar a festa ligada só a Avenida e tem sido positivo”, comenta. 

E se Teresina fica esvaziada durante os dias ‘oficiais’ da folia de momo, é natural que festas que antecedem a data oficial ganhem uma maior proporção. Foi assim com o Corso, que atualmente se destaca como a maior prévia carnavalesca da cidade.

Mas nem sempre foi assim. A festa existe a mais de 80 anos na capital e começou de forma tímida. Foi só no final da década de 1990 que o evento ganhou força e só nas décadas seguintes que virou fenômeno do momento. Transformando-se, em 2012, como o maior corso do mundo.

O título foi comprovado com a vinda de um representante do Guinness Book, o livro dos Recordes, que registrou a marca de 343 veículos decorados no desfile, número que consta na publicação até hoje.

“O corso tomou essa proporção que tem hoje se consolidando realmente como um zé pereira, como a grande prévia de Teresina, mas é claro que também temos acompanhado com satisfação a retomada dos bailes carnavalescos dos clubes e festas de rua”, destaca Marlon. (Glenda Uchôa)

A cada ano, um aprendizado

A festa que já reuniu mais de 300 mil pessoas pelas ruas de Teresina exige uma logística única. É por isso que cada ano de realização, o feedback dos entes públicos envolvidos e do próprio folião deixam aprendizado para o que deva ser alterado ou extinto para a próxima edição. Este ano, o Corso terá a presença de paredões de som e cerca de 200 metros de pontos de distribuição sonora.

“Este ano foi decidido teremos a participação de paredões de som que fazem parte da Associação Piauiense dos Amantes de Som Automotivo (APISOM). Também teremos um Bandão tocando frevo e marchinhas distribuído pela Avenida, além de 200 metros de sonorização, com caixas de som instaladas para os locais onde não estiver atingido por essas bandas de fanfarra”, explica Marlon. Neste ano, o Corso acontece dia 3 de fevereiro na Avenida Raul Lopes. (Glenda Uchôa)

“As prévias são a melhor época para extravasar”, afirma foliã 

São sete irmãs e muito mais que o mesmo sangue, elas têm um outro denominador comum: a paixão pelas prévias carnavalescas de Teresina. Conhecidas como ‘As Guimarães’, a família é um verdadeiro reflexo de como as prévias tem ocupado lugar de importância dentro da cultura da cidade.

“A gente passa o ano se preparando para brincar nas prévias da cidade. Somos sambistas de carteirinha, mas as prévias são a melhor época para extravasar. Somos sete irmãs e cinco estão sempre juntas: somos conhecidas como As Guimarães, sempre animando as prévias da Capital”, explica Tatiana Guimarães, a Taty, uma das irmãs apaixonadas pela folia antecipada do carnaval.

Além dos redutos de samba, Taty explica que é presença constante na Banda Bandida, prévia carnavalesca que acontece aos sábados em Teresina. Mas elas não se limitam apenas ao que a Capital oferece - as Guimarães também organizam suas próprias prévias – são os gritos de carnaval - e de independência - feitos anualmente.

Um dos anos, por exemplo, as foliãs organizaram o “Bloco do Cateter”, no período em que uma das irmãs enfrentada um tratamento contra o câncer. Sinal de que nem mesmo uma doença tira o pique da folia, o que faz toda diferença no modo como, mesmo em meio as dificuldades, as irmãs conseguem ver o lado feliz da vida.

Para este ano, Taty lembra que acontecerá o “GuimaFolia”, festa organizada por elas para brincar o período carnavalesco da cidade. “Teresina é linda, é acolhedora, mas ainda não sabe utilizar seu potencial turístico. Mas a animação chama a atenção. A gente vê nos locais que investem em shows... Um exemplo é nosso Corso, que tem uma bela história e cresceu. De todo modo, somos apaixonadas pelas festas da nossa cidade”, confirma a foliã, que guarda em fotos as lembranças das muitas prévias que passou e, certamente, espaço para as muitas que tem por vir. (Glenda Uchôa)

Baile dos artistas e o resgate das marchinhas

As marchinhas animam o público e fazem parte da tradição carnavalesca no Brasil. Por muito tempo, o estilo foi esquecido nas festas da folia de momo, sendo substituída por outras vertentes musicais como axé ou swingueira. No entanto, a tradição vem sendo resgatadas e prévias carnavalescas como o Baile dos Artistas trazem à tona modo tradicional de brincar o período em Teresina.

De acordo com João Vasconcelos, coordenador do Complexo Cultural Clube dos Diários/Theatro 4 de setembro, o baile é a festa de carnaval mais tradicional entre os artistas da cidade e tem como objetivo manter viva as memórias das festividades que historicamente aconteciam na Galeria do Theatro. 

“O outro ponto é que movimentamos a classe artística, que se permite utilizar fantasia mesmo fora do período de carnaval, mas que também convida o público a fazer isso e a brincar esse período de forma tradicional”, destaca.

Nesta edição, que é a quarta consecutiva da festa, uma novidade: as crianças também terão seu momento festivo. “O baile deste ano terá uma novidade, que é o Baile Mirim, às 17horas, no mesmo dia 2 de fevereiro; e para os adultos a festa acontece às 21horas”, explica.

Em ambos os cenários, o baile faz a disputa do rei e rainha da festa, tanto mirim quanto adulto, que participam da competição através da escolha da melhor fantasia ao embalo de muitas marchinhas.

Ao todo, a festa terá 12 horas de duração com a apresentação de quatro bandas e acontece na galeria do Theatro 4 de Setembro no próximo dia 2 de fevereiro. A entrada é a doação de um kilo de alimento. (Glenda Uchôa)

Giro da economia 

Enquanto os foliões aproveitam as prévias para descarregar as energias e apreciar a alegria das opções que se distribuem pela cidade, muitos também utilizam o período para lucrar durante o período. Os vendedores ambulantes são um exemplo claro de que a cultura de prévias faz a economia girar dentro de Teresina.

Há dois anos, João Santos aproveita as prévias da Banda Bandida, Centro da cidade, para garantir uma renda extra para sua família. “As coisas estão difíceis e é com esses bicos que conseguimos equilibrar o orçamento. É o segundo ano que venho e a gente consegue vender cerca de 50 cervejas, além das outras opções, por noite”, considera.

Estabelecida como um carnaval fora de época que acontece de forma aberta ao público, é comum vendedores de bebidas e alimentos se concentrarem ao longo do espaço festivo.

Os bares da redondeza também costumam lotar durante o período, fazendo com que a preparação para a época seja intensa. O folião Pedro Sousa comemora não só a opção do local para se divertir, mas entende isso como um benefício geral para a cidade. “A população tem que se apropriar desses espaços e o poder púbico também. É visível que é bom para quem vem e para quem consegue uma renda através disso”, finaliza.  (Glenda Uchôa)

19 de janeiro de 2018

Empresas de ônibus pressionam motoristas a desviarem de blitz da PRF

O Portal O DIA flagrou o coordenador de tráfego de uma empresa tentando coagir um motorista por ele ter parado na sinalização da polícia.

Após uma série de denúncias sobre irregularidades no transporte público municipal e intermunicipal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizou na manhã desta sexta-feira (19) uma nova blitz para fiscalizar as condições dos transportes de passageiros remunerados, incluindo coletivos municipal, intermunicipal e vans.


PRF ficou em um local estratégico para evitar que motoristas desviasse a rota (Foto: Moura Alves/ODIA)

Dessa vez, o local escolhido foi mais estratégico, na descida da ponte da Frei Serafim, para evitar que os motoristas desviassem a rota. De acordo com o inspetor Tony Carlos, passageiros denunciaram que os motoristas estavam sendo orientados a agirem dessa forma. “Nos contaram que eles receberam mensagens e ligações das empresas para não passar em frente à PRF, por isso dessa vez mudamos o local da blitz, pois aqui na descida da ponte não tem como eles desviarem caminho”, disse.

A tentativa de burlar a fiscalização foi comprovada pelo Portal O DIA, que flagrou o coordenador de tráfego de uma empresa de transporte coletivo de Teresina tentando coagir um motorista por ele ter parado na sinalização da PRF. A reportagem tentou falar com o fiscal, mas não conseguiu.

O motorista de outro coletivo também confirmou que recebia ordens da empresa para desviar caminho. “É verdade sim, inclusive fiz isso ontem (18). Eles foram informados sobre a fiscalização, e o fiscal me perguntou porque eu parei. Informei que não iria desobedecer às autoridades”, disse, sem identificar.

Passageiros tiveram que descer dos ônibus (Foto: Moura Alves/ODIA)

O Portal O DIA entrou com a empresa, que negou a tentativa de coação aos motoristas. De acordo com o gerente da Cidade Verde, Sofiere Silva, a orientação é que os motoristas parem na blitz e forneçam todas as informações solicitadas. “Isso é obrigação”, conclui.

Segundo os dados da PRF, durante a manhã foram vistoriado cerca de 35 ônibus. Desses, 11 foram recolhidos por irregularidades com os pneus, problemas com o tacógrafo, além de veículos com o para-brisa trincado. Um ônibus com a porta amarrada com corda também foi flagrado pela polícia.

Transporte intermunicipal

A situação precária também realidade no transporte intermunicipal. Maria Ferreira, de 32 anos, vinha de uma consulta médica com sua filha de um ano quando o ônibus em que estava, que ia de Teresina para Cajaíba, foi parado pela PRF. “A menina já está doente, ainda pega uma quentura dessas é complicado. A cobradora disse que está vindo outro ônibus, mas só Deus sabe quando. Daqui lá para casa é mais de 1h de viagem”, reclama.


Maria das Neves precisa esperar 3h para pegar o ônibus intermunicipal (Foto: Moura Alves/ODIA)

A dona de casa Maria das Neves, de 54 anos, relata que os ônibus estão em péssima condição há um bom tempo. “Pagamos R$ 5 para andar nisso. São todos assim, nenhum escapa. Minha preocupação é como vou chegar em casa. Esse ônibus só passa de 3 em 3 horas”, contou revoltada. 

Inscrição de ambulantes para o Corso inicia-se próxima segunda (22)

No ato da inscrição, ambulantes receberão fichas com informações importantes sobre instalações

É grande a expectativa para uma das festas mais celebradas pela população de Teresina: o Corso 2018. E todo ano uma parte da população aproveita o evento para garantir uma renda extra. Por isso, a Prefeitura de Teresina, juntamente com a Superintendência de Desenvolvimento Urbano Leste (SDU), fará as inscrições de ambulantes e vendedores que pretendem usar o espaço e comercializar bebidas e comidas na área que corresponde à Avenida Raul Lopes, zona Leste da cidade.

As inscrições, que se iniciam no dia 22 e seguem até o dia 26 desde mês, serão realizadas no novo prédio da SDU Leste, localizado na Avenida Zequinha Freire, número 370, Bairro Uruguai, em frente ao Condomínio Delta do Parnaíba - nas mediações do balão da Uninovafapi. As inscrições acontecem no horário das 8h às 13h. Maiores informações podem ser obtidas através do número (86) 3215-7883.

Segundo o superintendente da região, João Pádua, o cadastro do ambulante mostra o compromisso que ele tem com a cidade, agindo corretamente inclusive com o meio ambiente. “É importante frisar que teremos também, no local das inscrições, a presença da equipe da Secretaria do Meio Ambiente e da Vigilância Sanitária dando orientações aos ambulantes quanto aos cuidados com o ambiente que será utilizado, a coleta seletiva do lixo e também como proceder no manuseio dos alimentos”, disse o gestor.

Conforme informações da ficha de inscrição, que será disponibilizada no ato na inscrição, a SDU Leste ressalta observações importantes que devem ser seguidas pelos ambulantes, tais como: as barracas só poderão ser ocupadas a partir do dia 01 de fevereiro, não havendo reserva antecipada de áreas; não poderão ser vendidas bebidas em garrafas de vidro; a Prefeitura não disponibilizará pontos de energia, estando proibida a utilização da rede pública de forma clandestina; não será permitido obstruir ruas e entradas de condomínios e estabelecimentos comerciais e cada barraqueiro será responsável pela limpeza de sua área ocupada, entre outras observações.


18 de janeiro de 2018

Prefeitura interdita Avenida Henry Wall de Carvalho para obra de adutora

A interdição será realizada a partir das 6h até as 23h, no sentido Bairro/Centro.

Para dar continuidade ao serviço da adutora da Águas de Teresina, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) comunica que, no próximo sábado (20), no sentido Bairro/Centro, haverá a interdição total na Avenida Henry Wall de Carvalho, no trecho entre a Empresa White Martins e a Avenida Juarez Távora.

A interdição será realizada a partir das 6h até as 23h, no sentido Bairro/Centro. Neste dia, os ônibus que vierem da zona Sul com destino ao Centro da cidade deverão dobrar à direita na Avenida Juarez Távora, em seguida, à esquerda na Quadra 49, seguindo até a Rua 19 de Novembro, retornando a Avenida Henry Wall de Carvalho.

De acordo com o gerente de Planejamento da Strans, Denilson Guerra, somente no sábado haverá a interdição, por isso as linhas da Zona Sul farão um percurso diferente, entretanto, os usuários podem ficar tranquilos, pois não haverá mudança nos pontos de parada. “O serviço será realizado no domingo (21), por isso a expectativa é que o transtorno seja o menor possível, mas, mesmo assim, alertamos para que as pessoas evitem a área interditada”, reforçou.

Guerra acrescenta que foi feita toda uma programação para evitar transtorno para as pessoas. “Pedimos a colaboração das pessoas para que o serviço seja feito sem causar maiores problemas, pois a obra está sendo realizada para melhorar a vida de todos”, finalizou.

Moradores da ocupação Alto do Vale protestam em frente à Defensoria

Os manifestantes aguardam a ocorrência de uma audiência que acontece ainda hoje para resolução da atual situação da comunidade

Os moradores da ocupação Alto do Vale, localizada no bairro Vale do Gavião, estão protestando em frente à Defensoria Pública do Estado do Piauí, localizada no bairro Nossa Senhora de Fátima, desde as 8h da manhã de hoje. 

Na terça-feira (16), os manifestantes suspenderam o acampamento que estava montado em frente à Prefeitura de Teresina e decidiram, em reunião, optar pelo protesto. São mais de 200 pessoas que participam da ocupação.

Segundo Douglas Bezerra, um dos manifestantes, a exigência é de que a prefeitura solicite a suspensão da ordem de despejo pelo menos temporariamente. “A prefeitura diz ter provas de que a terra pertence a uma proprietária individual, mas não há clareza quanto a isso. Com a ordem de despejo, muitas famílias vão ficar desamparada. Se essas famílias tiverem que sair de lá, elas precisaram de um tempo e a prefeitura precisa dizer para onde elas vão”, diz.

Douglas disse ainda que a comunidade não está disposta a desocupar as terras sem uma explicação da Prefeitura ou sem um preparo prévio de para onde irão. “As pessoas estão dispostas a permaneceram nas terras e pode haver o risco de enfrentamento caso a prefeitura não se mova, já que a responsabilidade quanto a isso é deles”, conta.

Para a comunidade, a responsabilidade em resolver a situação é da Prefeitura, já que o prefeito possui o poder de suspender a ordem de despejo.“É possível suspender a ordem de despejo decretando interesse social na área, até se ter a certeza de que a terra realmente pertence a essa proprietária ou até que a população seja encaminhada para outro local”, diz Douglas.

Em audiência realizada hoje, foi decidida a não permanência dos ocupantes no terreno de propriedade da Prefeitura por ser área de preservação ambiental. Contudo, de acordo com a Prefeitura, os moradores poderão continuar no local até a próxima audiência com o Ministério Público, que deverá acontecer na quarta-feira (24).

O que diz a Prefeitura

Segundo a assessoria da Prefeitura, não existe a possibilidade de os moradores continuarem no local por ser uma área verde de preservação e por pertencer a uma proprietária individual.

Ainda segundo a assessoria, a decisão de manter os moradores no terreno não cabe ao prefeito, já que se trata de uma propriedade particular, que foi reivindicada pela proprietária, com reintegração de posse já concedida pela justiça e que deve ser cumprida imediatamente, cabendo apenas ao proprietário do terreno a decisão de quanto tempo os moradores terão para deixar o local.

As famílias foram orientadas a fazer o cadastro no Minha Casa, Minha Vida. Além disso, foi sugerido que uma outra parte das famílias sejam realocadas na ocupação Dandara.

Casos de afogamentos reduzem, mas ainda preocupam bombeiros

Segundo o major Veloso, a falta de informação é a principal causa de mortes no mar

O período de férias e feriados prolongados deixam o Corpo de Bombeiros em alerta para o risco de afogamentos. Segundo a corporação, casos desta natureza têm reduzido no Piauí, mas ainda preocupam as autoridades.

“Atualmente, houve uma redução dos afogamentos no Piauí e a mídia foi uma grande aliada ao noticiar os cuidados que as pessoas devem ter juntamente com o Corpo de Bombeiros”, conta o major José Veloso.

Segundo a corporação, há 15 anos, chegou-se a registrar 72 óbitos por afogamento no Estado. Atualmente, as ocorrências estão entre 50 a 60 casos registrados. “Considerando o crescimento demográfico, é uma estatística que revela melhora”, avalia.

Contudo, é importante ficar atento aos perigos e às precauções para evitar acidentes e até tragédias em um momento de diversão. Um dos possíveis acidentes é o afogamento de crianças. Muitas vezes, os pais ou responsáveis se distraem de certos cuidados, como não deixar seu filho na banheira, mesmo com água rasa e colocar rede de proteção comunidadeem piscinas. Para banhar em piscinas, riachos e lagoas, as crianças devem estar acompanhadas sempre por um adulto. Além disso, é importante o uso do salva-vidas.

“A avaliação do risco depende muito do conhecimento acerca do perigo. O bebê é capaz de se acidentar na banheira, por exemplo; ele pode simplesmente cair e não ter o reflexo de levantar”, exemplifica o major José Veloso, do Corpo de Bombeiros.

Falta de informação é a principal causa de mortes

Apesar da vulnerabilidade das crianças, os adultos não estão livres de sofrerem acidentes aquáticos. Segundo o major Veloso, a falta de informação é a principal causa de mortes no mar. “A ausência de conhecimento sobre o local onde o banhista irá nadar, o comportamento das águas dos rios, do mar e das piscinas se diferem entre si. É importante conhecer onde se está entrando”, alerta.

E sem esse conhecimento prévio do local, o banhista pode se deparar com a presença de pedras no fundo das cachoeiras e riachos, o que inviabiliza o mergulho, não havendo altura para isto. As pedras nas laterais do mar também exigem atenção redobrada dos turistas, bem como a profundidade desses ambientes.

“São várias as possibilidades que temos de correnteza, redemoinhos, coroas dos rios. As pessoas, aparentemente, buscam áreas arriscadas, infelizmente”, lamenta o major.

Outro importante fator que pode levar ao afogamento é a ingestão de bebidas alcoólicas e de comidas pesadas. “Os reflexos e a resistência corporal diminuem ao ingerir álcool. Já em relação às comidas, quando se faz a digestão, o corpo fica sonolento, dificultando a ação de nadar”, explica.

Primeiros socorros

Em caso de afogamento, o oficial aconselha cuidados de primeiros socorros. “É importante realizar o hisparmos da glande, ou seja, retirar a água que entrou na garganta e, assim, liberar as vias respiratórias; pode ser puxando a língua. No caso de ainda continuar sem respiração, é importante realizar o procedimento boca-boca”, aconselha.

Para entrar em contato com o Corpo de Bombeiros, a população deve ligar para o número 193. “É importante revelar o tempo de resposta o mais rápido possível para que possamos atender e salvar a vida”, indica.

17 de janeiro de 2018

Manifestantes fazem novo protesto contra o aumento da tarifa

Desta vez em menor número, os manifestantes pediam a revogação do aumento e passe livre para estudantes e trabalhadores desempregados.

Em uma nova manifestação, realizada no final da tarde desta quarta-feira (17), estudantes e usuários do sistema de transporte coletivo de Teresina foram às ruas novamente para protestar contra o aumento da tarifa de ônibus na capital. Desta vez em menor número, os manifestantes pediam a revogação do aumento e passe livre para estudantes e trabalhadores desempregados. Com o aumento da tarifa, fixada por meio de Decreto Municipal, os valores chegam a R$ 3,60 para a passagem inteira e em R$ 1,15 para a passagem estudantil.

Manifestantes fazem novo protesto contra o aumento da tarifa. (Foto: Elias Fontenele/O Dia)

Ainda na tarde hoje (17), também foi realizada uma aula pública no Instituto Federal de Educação (IFPI), cujo promotor de Justiça Fernando Santos ministrou uma palestra sobre transporte público. Após a aula, por volta das 16h, os estudantes começaram a se concentrar na Praça do Fripisa, no Centro de Teresina, e de lá saíram em caminhada para a Frei Serafim, principal avenida da capital.

De acordo com a coordenadora-geral do Sindicato dos Docentes do IFPI (Sindifpi), a professora Alyne Sousa, a reivindicação ao passe livre se justifica porque Teresina tem uma das maiores tarifas de ônibus do Brasil, se considerado o percurso feito pela maioria da frota. “Se justifica porque isso já acontece em várias Unidades da Federação, como em Brasília, onde temos um percurso entre o plano piloto e as cidades satélites com mais de 30 km. Então, é inadmissível que aqui não tenha”, afirma a docente.

Coordenadora-geral do Sindicato dos Docentes do IFPI (Sindifpi), a professora Alyne Sousa. (Foto: Elias Fontenele/O Dia)

Além disso, a coordenadora-geral do Sindifpi destaca que o aumento da passagem não condiz com a realidade do trabalhador teresinense. “Nós vivemos em um dos estados em que a renda per capita é a mais baixa, que a população está sendo assolada com toda essa crise, com o desemprego e ainda é punida com um aumento de tarifa”, revela a professora Alyne Sousa.

Denúncia

Nesta quarta-feira (17), o suplente a vereador de Teresina, Ismael Silva, publicou em uma rede social uma suposta proposta do Sindicato Patronal, feita aos cobradores, motoristas e demais funcionários das empresas que prestam serviço de Transporte Coletivo em Teresina. 

Entre as mudanças, a proposta prevê que os trabalhadores deverão ressarcir a empresa de ônibus em caso de assaltos aos coletivos e os motoristas ficarão responsáveis pelo pagamento de todas as multas de trânsito. Além disso, durante as licenças, os trabalhadores não terão direito ao Cartão Eletrônico e terão que pagar pelos planos de saúde. Outro ponto da proposta, é o reajuste salarial aos trabalhadores correspondente a 1,8%.

Vale lembrar que os gastos com pagamentos de salários e outros custos com os trabalhadores que prestam serviço ao sistema de transporte coletivo estão inclusos na planilha de custos do sistema, que é utilizada para justificar o aumento anual da tarifa de ônibus.

Contraponto

O SETUT informou, por meio da sua assessoria de imprensa, que não irá se manifestar até que o processo de negociação entre a classe patronal e laboral seja concluído.

Veja a publicação na íntegra:

Hoje o meu manifesto de indignação é em relação à Proposta do Sindicato Patronal, feita aos Cobradores, Motoristas e demais funcionários das Empresas que prestam serviço de Transporte Público em Teresina.

É um absurdo enorme conviver com esse tipo de proposta absurda, imunda, imoral e vil. Já não bastasse o aumento da tarifa do Transporte Público, “pesando” no bolso do cidadão, agora querem mexer, inclusive, com os poucos direitos que restam aos trabalhadores da categoria. 

Dentre os absurdos, a proposta prevê que os trabalhadores deverão ressarcir a Empresa, em caso de assaltos aos ônibus; ficarão responsável pelo pagamento de todas as multas de trânsito; durante suas licenças não terão direito ao Cartão Eletrônico nem terão seus Planos de Saúde pagos pela Empresa, além do ínfimo reajuste salarial de 1,8%.

E agora? Como a Prefeitura, o SETUT e a STRANS justificam o reajuste da tarifa do transporte público? Em partes, não era pra favorecer o trabalhador desta categoria?

Com a palavra, o Ministério Público do Trabalho - MPT!

 Veja galeria de fotos do protesto:

(Créditos: Elias Fontenele/O Dia)


Caso de babá psicopata é verdadeiro, mas ocorreu há dois anos

O assunto mais discutido nos grupos de mães no whatsaap é o caso da menina-vampira que bebeu sangue de crianças e agora é babá em Teresina.

O print de uma conversa no whatsaap e de um relato no instagram sobre uma babá psicopata é o assunto mais discutido nos últimos dois dias, em todos os grupos de mães do Piauí.

A história remete a um crime ocorrido no ano de 1998, na cidade de Floriano, onde uma jovem de 17 anos, identificada como Ema (iniciais do nome completo), matou com um machado a tia e uma criança de dois anos. A outra vítima, uma menina de quatro anos, sobreviveu, mas ficou com sequelas. Após o crime, Ema bebeu o sangue das vítimas.

O caso teve grande repercussão na época e a jovem foi chamada de menina-vampira. Psiquiatras a diagnosticaram com psicopatia severa e incurável.

De acordo com os prints que estão amedrontando as mães em Teresina, a jovem estaria solta e trabalhando como babá. O Portal O DIA buscou informações sobre a história e descobriu que ela é verdadeira, porém não é recente. A mãe que fez o alerta no instagram realmente havia contratado Ema para cuidar do seu bebê, mas há dois anos.

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A mulher falou com o Portal O DIA sem se identificar. Ela conta que a intenção era relatar sua história em um grupo de amigas no whatsaap, mas jamais esperava que o caso ganhasse tanta repercussão. “As pessoas ficam compartilhando e me perguntando como foi isso. E eu tenho que explicar toda hora que não é um fato recente”, desabafa.

Atualmente, não existem informações sobre Ema e nem registro de que ela ainda more em Teresina ou seja babá de alguma criança. “Essa moça trabalhou pra mim por seis meses e eu gostava muito, mas quando descobri esse passado e fiquei com medo. Porém, antes de eu afastá-la, ela mesma pediu pra sair”, conta a mãe.

A história

Em 2010, o escritor Enéas Barros lançou o livro “15:50 - A história da Menina-Vampiro do Piauí”, em que relata com detalhes o caso. Ele teve acesso a todo o inquérito, entrevistou autoridades policiais e psiquiatras, além de testemunhas e da própria autora do crime. “Ela relatou nos depoimentos à polícia que bebeu três copos e meio de sangue tirado da cabeça das vítimas”, disse o escritor.

Segundo ele, a moça ficou presa por 11 anos, mas nunca foi julgada. Por isso, conseguiu a liberdade através de um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça. “Hoje ela não deve nada. Quando cometeu o crime ainda era menor e ficou presa ilegalmente. De todo modo, fica a advertência, porque o psiquiatra me disse que não havia cura para a psicopatia. Mas ela pode ser tratada ”, afirma Enéas.

O livro baseado em fatos reais está disponível na livraria Entrelivros, localizada na Dom Severino, e no Nova Aliança, na rua Olavo Bilac.

Carnaval 2018: Rei e Rainha com deficiência serão escolhidos hoje (17)

A coroação acontecerá no Teresina Shopping, a partir das 19h. O evento é aberto ao público. Ao todo, 18 pessoas se inscreveram, sendo nove homens e nove mulheres

O carnaval neste ano acontece em fevereiro, mas as comemorações já começaram em Teresina. E nesta quarta-feira (17), serão escolhidos o Rei e Rainha com Deficiência do carnaval da cidade. A coroação acontecerá no Teresina Shopping, a partir das 19h. O evento é aberto ao público. Ao todo, 18 pessoas se inscreveram para participar do concurso, sendo nove homens e nove mulheres.


Candidatos ao posto de Rei e Rainha com deficiência do carnaval de Teresina. Foto:Divulgação/PMT

Pela manhã desta quarta, os candidatos realizaram um ensaio geral para decidir o tempo e a ordem das apresentações. “A intenção é mostrar que não é porque se tem algum tipo de limitação que a pessoa precisa deixar de viver e aproveitar. É um momento festivo, mas também cultural”, disse Suelania Barros, gerente de Proteção Social Básica (GPSB) da Semcaspi, uma das organizadoras do evento.

Nesta quinta-feira (18), será o concurso de escolha para  Rei e Rainha da Terceira idade. Na sexta (19), ocorre a escolha da Rainha Trans do carnaval de Teresina. E no sábado (20), serão definidos o Rei e Rainha do Carnaval na capital. 

Os eventos que já fazem parte do calendário do teresinense é organizado com o apoio da da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

Mochila adequada pode evitar problemas ósseos em crianças

Fisioterapeuta alerta para as medidas da bolsa em relação ao peso da criança e à quantidade de material levado na mochila

Durante o período de volta às aulas, os pais devem ficar atentos ao peso e às medidas da mochila de seus filhos. No mercado, há uma variedade de cores e modelos, no entanto, se a bolsa não for escolhida com cuidado, pode acarretar em problemas ósseos.

Viviane Teles, mãe de uma criança de 6 anos, conta que sempre procura comprar mochila com rodinhas. “Eu sempre procuro amenizar o peso, mas, às vezes, os livros ficam muito pesados. Sempre compro de rodinhas que é pra não usar nas costas, justamente pra não prejudicar a coluna do meu filho”, comenta.


O excesso de peso pode ocasionar lesões no musculoesqueléticas e dores de uma forma geral. Foto: Moura Alves/ODIA

A fisioterapeuta Liana Piava aconselha os pais a terem cuidado na hora de comprar o produto. “As crianças querem as mochilas coloridas, as que estão na moda, mas os pais devem ficar atentos à questão da estrutura da mochila e à quantidade de peso dentro da mochila”, adverte.

De acordo com a fisioterapeuta, o excesso de peso pode ocasionar lesões no musculoesqueléticas e dores de uma forma geral. “A mochila deve ser apropriada para a idade, para que a criança não fique em uma postura errada, pois o sistema muscular da criança ainda não está completamente desenvolvido. Além disso, qualquer peso acima do ideal pode causar uma deformidade”, explica.

A especialista informa também que, na mochila, não deve ser carregado mais do que 10% do peso corporal da criança. Por exemplo, uma criança que possui 30 quilos não deve carregar mais que 3 kg nas costas.

O tipo de mochila e o uso da mesma também são importantes. “As mochilas de costas devem ser colocadas com as duas alças nos ombros da criança e elas não devem ultrapassar a região do bumbum, de forma que não sobrecarregue a região torácica e nem a lombar”, esclarece.

Liana Paiva explica ainda que as mochilas com rodinhas também são ótimas alternativas, desde que usadas de maneira correta. “As mochilas com rodinhas distribuem o peso para a criança puxar, mas deve observar a altura da criança com a altura da mochila pra fazer a adequação. Para que o peso seja distribuído”, alerta.

Operação da PF investiga concessão de bolsas irregulares na UESPI

Policiais chegaram à Universidade por volta das 5h e começaram pelo NEAD. Depois seguiu para o Palácio Pirajá, onde apreenderam documentos do PARFOR

O reitor da Universidade Estadual do Piauí, Nouga Cardoso, argumentou que a administração nunca havia recebido denúncia formal a respeito das supostas irregularidades investigadas no âmbito do Nead e Parfor. Em coletiva à imprensa, ele reforçou que solicitou, ainda no mês de outubro, investigação por parte dos órgãos de controle, após informações publicadas na imprensa. "O inquérito foi instaurado no mês de novembro, justamente um mês após a nossa provocação. Portanto, não acolhemos com surpresa a visita da PF", disse Nouga.


O reitor da universidade, Nouga Cardoso, concedeu uma coletiva a imprensa para falar sobre o assunto. Foto: Moura Alves/ODIA

Ele não citou nomes de possíveis envolvidos nas supostas concessões irregularidades de bolsas do Capes e revelou que ninguém foi afastado durante esse período de investigação. "Para a administração, todos são idôneos até que se prove o contrário", alegou.

A UESPI também não instaurou processo administrativo interno, segundo o reitor, porque não havia denúncia formal.

Atualizada às 11h40

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI), está sendo investigada pela Polícia Federal (PF) por irregularidades no uso dos recursos destinados à instituição através da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A Operação denominada Curriculum, investiga a aplicação de recursos do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) e da Universidade Aberta do Brasil (UAB), através do Núcleo de Ensino à Distância (NEAD) da Uespi O UAB tem o objetivo de expandir a oferta de programas de educação superior, por meio de iniciativas de educação a distância. Já o PARFOR visa à formação inicial e continuada de profissionais do magistério para as redes públicas da educação básica.

A operação foi denominada de Curriculum e tem por objetivo investigar o uso ilegal de recursos federais. Foto: Assis Fernandes/ODIA

Os policiais iniciaram a operação às 5h da manhã, pela sede do NEAD, depois seguiram para o Palácio Pirajá, onde apreenderam documentos e computadores do PARFOR. O prédio foi interditado das 7h às 9h30. Nesse horário, os funcionários foram impedidos de entrar no local.

O suposto desvio ocorria quando algumas pessoas, que não atendiam aos pré-requisitos básicos para ministrar aulas, recebiam bolsas da Capes. Os recursos nos valores entre R$ 1.100 e R$ 1.300, que deveriam ser destinados para quem dava aula no Nead ou no Parfor, seriam pagos para quem ministrava cursos de extensão ou oficinas comuns dentro da Uespi, o que indica a possível ocorrência de desvio de finalidade na aplicação da verba pública.

De acordo com uma fonte que não quis se identificar, algumas pessoas estariam ministrando, há mais de dois anos, cursos que não eram do Nead ou do Parfor e recebendo o dinheiro da bolsa.

A operação foi realizada pela Polícia Federal do Piauí, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal. Levantamentos realizados pela CGU detectaram irregularidades como: bolsistas cadastrados sem que tenham participado de processo seletivo e bolsistas sem a formação acadêmica e a experiência profissional exigidas pelos programas, sendo alguns deles familiares de servidores da UESPI suspeitos de terem sido favorecidos.  Só em 2016, foram constatados pagamentos irregulares no valor de R$ 276.585,00.

O material apreendido será analisado e os envolvidos intimados a prestarem esclarecimentos sobre as irregularidades. 

Por conta das investigação o Palácio Pirajá ficou interditado das 07h às 9h30 da manhã. (Foto: Assis Fernandes/ODIA)

Nota da Uespi

Em nota, a Universidade Estadual do Piauí informou que investigação foi solicitada pela instituição à Controladoria Geral do Estado e também à Controladoria Geral da União, em meados do ano passado. “Atendendo esta solicitação da UESPI, os órgãos de controle de contas acionaram a Polícia Federal para realizar as buscas necessárias de averiguação solicitada, ocorridas na manhã desta quarta-feira”, diz a nota.

A Administração destaca também que, além de ter solicitado de ofício, está colaborando com a investigação e que é a maior interessada na transparência e na correta aplicação dos recursos públicos. A vice-reitora Bárbara Melo acompanha os policiais federais durante a operação. Às 11h haverá coletiva de imprensa com o reitor Nouga Cardoso.

16 de janeiro de 2018

Estudantes realizam novo protesto contra aumento da tarifa amanhã (17)

Manifestantes deverão se concentrar a partir das 16h na Praça do Fripisa. No mesmo dia, agentes de trânsito irão paralisar as suas atividades.

Estudantes e usuários do sistema de transporte coletivo de Teresina estão programando uma nova manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus. O protesto, que deverá acontecer nesta quarta-feira (17), está programado para iniciar às 16 horas, na Praça do Fripisa, localizada no Centro de Teresina. No mesmo dia, agentes da Superintendência Municipal de Trânsito deverão paralisar as suas atividades em toda a capital.

Durante reunião realizada na última quinta-feira (11), na sede do Sindicato dos(as) Servidores(as) Públicos(as) Municipais de Teresina (Sindserm), entidades sindicais, do movimento estudantis e popular elaboraram uma programação para os próximos atos públicos contra o aumento. De acordo com o presidente do Sindserm, Sinésio Soares, até o início das aulas, os atos deverão ser realizados semanalmente. 

Estudantes fecham cruzamento da Frei Serafim com a Coelho de Resende, no dia 9 de janeiro. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

“Apesar de termos conseguido um número que nos surpreendeu no primeiro ato, a construção deve ser feita semanalmente, e quando soubemos da paralisação dos agentes de trânsito, por causa do plano de cargos, decidimos marcar a próxima para esta quarta-feira”, explica. Antes da concentração na praça do Fripisa, haverá um debate no Instituto Federal do Piauí (IFPI), localizado na rua Álvaro Mendes, para discutir as planilhas do transporte coletivo e as supostas fraudes nas licitações no sistema de transporte de Teresina.

Sobre o episódio que envolveu a depredação do prédio onde está situada a sede do PSDB, atual partido do prefeito Firmino Filho, na última manifestação, o presidente do Sindserm esclarece que as ações devem ser vistas como um “efeito colateral”. “Quando se inicia o processo contra o aumento, existe o que chamamos de efeito colateral. Na verdade, nós entendemos que essa é a forma como o cidadão se manifesta e achamos que violenta é a forma como os governantes tomam suas decisões. Não tem nada mais violento do que impedir o direito de ir e vir das pessoas”, destaca o presidente, fazendo alusão ao aumento da tarifa, que corresponde atualmente a quase 20% do salário mínimo.

Estudantes realizam novo protesto contra aumento da tarifa amanhã (17). (Foto: Jailson Soares/O Dia)

Paralisação dos agentes

Em nota, o Sindserm anunciou a paralisação de 48 horas, contados na próxima quarta (17) e quinta-feira (18), dos agentes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) da capital piauiense. “A suspensão das atividades é referente a falta de avanços reais nas negociações por parte da Prefeitura Municipal de Teresina (PMT) em referência a melhores condições de trabalho, falta do reajuste salarial e o projeto de Plano de Carreira, Cargos e Salários”, informa o documento.

Veja a nota na íntegra:

Agentes de Trânsito de Teresina paralisam atividades por 48 horas

O Sindicato dos(as) Servidores(as) Públicos(as) Municipais de Teresina (SINDSERM) anunciou a paralisação de 48 horas, contados na próxima quarta (17) e quinta-feira (18), dos agentes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) da capital piauiense. A suspensão das atividades é referente a falta de avanços reais nas negociações por parte da Prefeitura Municipal de Teresina (PMT) em referência a melhores condições de trabalho, falta do reajuste salarial e o projeto de Plano de Carreira, Cargos e Salários.

A Revisão Geral Anual dos Salários é prevista pelo artigo Nº 37 da Constituição Federal que garante o reajuste dos agentes de trânsito. Além disso, a categoria luta para o envio do projeto do Plano de Carreira, Cargos e Salários para votação na Câmara Municipal de Teresina (CMT) desde o ano passado.

Em ofício enviado ao prefeito Firmino Filho, o SINDSERM ressalta que enviou avaliações da pauta incluindo os impactos financeiros sem que a PMT apresentasse uma contraproposta.

Reuniões foram marcadas com os secretários de administração e de finanças que acabaram protelando os encontros com a categoria. "Por outro lado, embora nossa Comissão de Negociação tenha flexibilizado ao retirar do plano alguns pontos solicitados pela SEMA, não houve nenhum avanço por parte da administração municipal no sentido de enviar o Projeto para votação na Câmara Municipal", diz o ofício do SINDSERM que informa sobre a paralisação.

O movimento ocorrerá nos dois dias e na quinta-feira, a partir das 10h, haverá uma Assembleia Setorial em frente ao Palácio da Cidade para avaliar a continuidade das ações.

Celso Barros Neto fala sobre os problemas que afligem o judiciário e a OAB

O Conselheiro Federal da OAB,Celso Barros Coelho Neto, fala sobre a atual gestão da Ordem no Piauí e os problemas que afligem a advocacia.

Entrevistamos o advogado Celso Barros Coelho Neto, Conselheiro Federal da OAB sobre a atual gestão da Ordem no Piauí, os problemas que afligem a advocacia e o judiciário brasileiro, notadamente em nosso Estado, com altas custas e taxas de ingresso na Justiça.

O senhor ocupa a função de Conselheiro Federal da OAB, formado por 81 representantes de todo o país que atuam em Brasília. Quais os fatos mais marcantes nessa atual administração na sua opinião?

Os dois pedidos de impeachment de Dilma Russelff e de Michel Temer foram momentos tensos no Conselho Federal. Ao invés de nos debruçarmos sobre temas específicos da advocacia nos deparamos de repente  com duas situações que naqueles momentos exigiam uma resposta da OAB. E a OAB se posicionou pelos impeachment em sessões que duraram mais de 10 horas. Esses dois momentos dividiram opiniões mas a OAB não poderia jamais se omitir. 

E sobre o presidente da OAB Nacional Cláudio Lamachia, qual a sua avaliação?

O presidente Cláudio Lamachia é um homem fiel às melhores tradições da OAB e honra a instituição, além disso, é um gestor altamente organizado e centrado e sem ligações políticas e isso faz com que ele sempre haja com independência. Essa deve ser a tônica da OAB e ele faz com autenticidade.

O país passa ultimamente por uma série de investigações contra a corrupção, assim como a Operação Lava Jato. Qual a posição da OAB diante disso tudo?

A OAB, conforme impõe a Lei Federal n. 8906, é uma instituição que tem dentre suas finalidades e objetivos defender a Constituição, as Leis e o Estado democrático de Direito. Vale dizer, obviamente, que é contra a corrupção, os corruptos e os corruptores e, por isso, reconhece a importância dessas ações contra a corrução. Porém, toda e qualquer operação, investigação e julgamento deve observar o devido processo legal e a ampla defesa de quem é acusado, assim como as prerrogativas dos advogados que defendem os acusados não podem ser violadas e qualquer violação de prerrogativa de advogado é inadmissível! Esses princípios são espécies de garantias que servem desde o caso de um pequeno furto ao de maior monta contra a Administração Pública. Sendo assim, toda e qualquer espécie de prisão há de ser fundamentada, sob pena de nulidade e de contaminação do próprio processo criminal, por mais que haja a configuração do crime. 

O que o senhor destaca na atual gestão de Chico Lucas?

São inúmeros destaques que fica até difícil de elencar aqui; mas destaco a performance do presidente Chico em viver intensamente a OAB no dia a dia, ao sair do gabinete, ir aos fóruns, ir à praça pública, viajar constantemente para o todo interior do Estado e procurar ser sempre mais conhecedor da advocacia e do Piauí. O projeto “presidência itinerante” é um marco da gestão por aproximar o advogado da OAB. Do lado estruturante, a melhoria dos espaços de trabalho para os advogados com o OAB OFFICE é marcante. Basta acessarmos o site da OAB do Piauí que todos os dias veremos o dinamismo da gestão e a gama de ações empreendidas nas mais diversas áreas. Chico Lucas, sem dúvidas, é a maior liderança da advocacia piauiense e inovou com novos conceitos e novas formas de agir na OAB dialogando mas, sobretudo, sem perder a combatividade! 

A Justiça estadual é lenta e também muito cara e a OAB enfrenta uma luta constante contra esses problemas. Como está atualmente isso sendo tratado?

A Comissão de Relação com o Judiciário da OAB do Piauí, presidida pelo Advogado Einstein Sepúlveda, da qual eu faço parte, tem realizado marcantes e intensos trabalhos em consonância com o presidente Chico Lucas, como, por exemplo, ao representar na Corregedoria os juízes com baixa produtividade (poucos julgamentos) e a solicitar maior número de juízes e servidores e visando também o funcionamento dos dois turnos do judiciário estadual (que inclusive é proposta desta gestão da OAB do Piauí). A OAB nacional  ajuizou, por iniciativa da OAB do Piauí, no ano passado junto ao Supremo Tribunal Federal uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI n. 5661) contra as altas custas judiciárias estaduais e essa Ação está pendente de julgamento. Foram, portanto, grandes enfrentamentos recentes feitos que demonstraram a independência e altivez da atual gestão, contudo sem perder o diálogo respeitoso e franco com o Tribunal de Justiça. Para se ter uma ideia, a OAB tinha uma famigerada “taxa da OAB” cobrada via site do Tribunal de Justiça quando do ajuizamento das ações judiciais e isso reforçava sua arrecadação em mais de R$ 1.600.000,00 por ano; A OAB/PI, em um ato de coragem e independência, renunciou essa taxa e mesmo com a alta queda da receita os investimentos continuaram e não houve falta nos serviços para a advocacia e para a sociedade. 

Há muitas faculdades de Direito e inúmeros jovens se tornam bachareis se tornam advogados após lograrem êxito no Exame de Ordem. Como a OAB lida com o crescente número de advogados?

Digo sempre que a democracia necessita dos advogados e quanto mais advogado mais a sociedade terá Justiça, pois não se faz Justiça sem advogado. O jovem advogado deve buscar se qualificar imediatamente e, para isso, a OAB conta com o seu braço cultural que é a Escola da Advocacia que tem feito trabalho relevante ao oferecer inúmeros cursos de extensão (muitos gratuitos ou com a inscrição com 1kg de alimento) e de pós-graduação levando a cultura ao advogado. Também destaco o papel da CAAPI que manteve os mesmos serviços existentes e nesses dois anos apresentou ainda mais serviços à disposição da classe, tais como o transporte gratuito CAAPITransfer para os Fóruns e novos planos de saúde e convênios com descontos no comércio em todo o Piauí.

A publicidade da advocacia é um dos problemas que a entidade enfrenta, pois já se teve notícia de advogado fazendo propaganda até em carro de som no Piauí. Como a OAB avalia isso? O senhor é favor da publicidade?

Certamente houve apuração desse fato pelo Tribunal de Ética (TED) e tal propaganda foi retirada  e o advogado sofreu punição disciplinar. O TED tem como membros advogados ciosos das limitações à publicidade e vêm fazendo uma política de conscientização dessas limitações. As limitações são essenciais para proteger a advocacia e não torná-la uma atividade comercial ou um produto. Sou a favor das limitações como forma de igualar todos os advogados na divulgação de seu escritório, de seu nome e de sua especialidade com discrição e moderação. Se for liberada a publicidade teríamos, por exemplo, propagandas em emissoras de televisão e as grandes bancas de advocacia dominariam o mercado com o poder influenciador das grandes mídias.

O atual grupo que administra a OAB do Piauí é presidido por Chico Lucas e conseguiu uma vitória histórica contra o grupo anterior que administrou a entidade por uma década. Como o senhor avalia aquela eleição de 2015, vez que a sua participação foi essencial no processo?

Chico Lucas foi um fenômeno de votos naquela eleição. Um ciclo que administrou a OAB se encerrou naquele instante e daí a sua eleição com o nosso apoio e com o apoio dos mais variados segmentos da advocacia foi realmente um fato histórico e a união até hoje está dando governabilidade à gestão da OAB do Piauí.

Norberto Campelo em 2006 também foi outro fenômeno por ter também encerrado um ciclo que administrou a OAB por muitos anos?

Há uma diferença nesse caso. Em que pese a grande vitória do Dr. Norberto em 2006 ele fez uma política de médio prazo ao tentar sem êxito a presidência em 2003 e aglutinar um grupo de advogados, ou seja, houve um percurso maior que culminou na vitória de 2006.  Fenômenos como o de Chico Lucas em 2015, ao meu ver, não se repetem com frequência, pois costumam acontecer quando encerram ciclos políticos. Isso ocorre na OAB e nos governos! Por exemplo, no Piauí nas eleições para governador há dois casos práticos: a eleição de Mão Santa em 1994 e a de Wellington Dias em 2002, sendo a de Mão Santa, mais fenomenal pelo contexto da época, como todos sabem. 

As eleições da OAB serão em novembro agora. Qual a perspectiva do senhor diante do cenário que se avizinha? O senhor será candidato a presidente? 

As eleições serão de 15 a 30 de novembro e a nossa grande missão é de unir ainda mais a classe. Há um calendário eleitoral e devemos respeitá-lo para não tratar de candidatura nesse instante e, por isso, posso afirmar que participaremos do pleito visando construir ainda mais para a advocacia, pois há inúmeros projetos de gestão que devem ser continuados e me proponho a executá-los trabalhando com todo entusiasmo e idealismo. 

Há algumas críticas quanto a forma de representação dos cargos da OAB pois a Chapa que ganha uma eleição ocupa todos os cargos e o advogado deve exercer a profissão há mais de 5 anos para ser candidato (cláusula de barreira). Qual a sua opinião quanto a isso? 

Já fomos vítimas desse sistema. Em 2012 quando fui candidato a presidente da OAB do Piauí o nosso grupo obteve cerca de 45% dos votos válidos e ficamos com 0% de representação na OAB, ou seja, sem qualquer cargo institucional. Tenho sempre dito no Conselho Federal que isso é uma fórmula retrógada que inibe a representação democrática. Infelizmente, não houve ambiente para se mudar isso para o pleito deste ano e o sistema ficará o mesmo. Contudo, muito brevemente será revisto pois já há forte movimento para se alterar a Lei Federal 8.906 e se adaptar à nova realidade democrática. Quanto à cláusula de barreira sou a favor do ingresso dos jovens na política de classe o quanto antes, pois não há diferença entre o jovem e o experiente advogado. Defendo um sistema em que 20% dos cargos sejam ocupados sem a cláusula de barreira em que o candidato a cargos na OAB não necessite ter os 5 anos de profissão. Isso fará com que haja o ingresso dos jovens com destacado e obrigatório espaço político na classe e uma salutar composição na chapa. Para haver essa mudança, contudo, depende de revogação do art. 63 da referida lei que é o Estatuto da OAB.

Família pede ajuda pela internet para tratamento do filho com tumor

Os pais de Miguel abandonaram o emprego para dedicação total e exclusiva aos cuidados com a saúde do filho

Com apenas dois anos de idade, Miguel Heitor Cavalcante de Sousa tem lutado pela vida. Em maio de 2017 ele foi diagnosticado com um tumor maligno de grau três no cérebro. A criança já havia passado por uma cirurgia para a retirada total do tumor, porém a doença voltou há cerca de quatro meses, ainda mais agressiva.


Miguel, durante o início do tratamento (Foto: imagem cedida pela família)

Lidia Kelly Calvacante de Oliveira, a mãe de Miguel, conta que hoje o filho passa por um tratamento de quimioterapia em um hospital particular, com o plano de saúde custeado pela família, que tem ajudado financeiramente no tratamento da criança. 

Os pais precisaram parar de trabalhar para dedicar o tempo aos cuidados de Miguel. “Meu marido e eu somos autônomos, trabalhávamos em casa e vendíamos salgados para festas. Após o diagnóstico havíamos voltado a trabalhar, mas com a volta do tumor, ficamos sem condições e sem tempo para o trabalho e decidimos dedicar todo o nosso tempo para ficar com o nosso filho”, relata Lidia.

O tumor de Miguel é grave e os médicos afirmam que ainda há poucas chances da realização de uma nova cirurgia. “Os médicos nos deram poucas esperanças, disseram que ele poderia morrer, quer faça ou não a cirurgia. Por isso, optamos por tentar a quimioterapia, como uma maneira de tentar prolongar a vida”, conta a mãe.


Miguel durante o atual tratamento de quimioterapia (Foto: imagem cedida pela família)

Com o novo tratamento, o tumor de Miguel reduziu cerca de três centímetros, considerado pela família como uma vitória. “Os médicos ainda estão pessimistas com o quadro dele e descartam a possibilidade de uma nova cirurgia pelos riscos de hemorragia, de sequelas graves e até mesmo de morte”, conta Lidia.

A mãe relata que o que a família busca agora é lutar pela vida Miguel e estar ao lado dele a qualquer custo. “Queremos curtir e aproveitar o tempo, já que não sabemos até quando ele vai ficar conosco. Nossa luta é grande. Paramos a nossa vida para ficar perto e disponível para ele, para termos sempre a sensação de que estivemos com ele até o fim”, revela.

AJUDA VIRTUAL

As pais de Miguel têm recebido ajuda financeira de parentes e amigos. Foram feitas rifas e “vaquinhas” entre amigos, que sempre apoiam para ajudar a custear o tratamento.

Foram feitos também pedidos de ajuda pela internet. É possível depositar qualquer valor na conta bancária de Lídia como uma forma de ajudar a manter o tratamento de Miguel.

Agência 2776

Operação 023

Conta 6118-7

Lidia Kelly Cavalcante de Oliveira

Caixa Econômica Federal

Vítima fala sobre tiroteio na Banda Bandida: “pisaram na minha cabeça”

Paulo Roberto conta que estava com a esposa e o filho de um ano, quando começou a discussão com o cabo do Exército

Uma das vítimas do tiroteio do último sábado (13), na prévia de carnaval da Banda Bandida, Paulo Roberto Rodrigues da Costa, publicou em suas redes sociais um vídeo contando sua versão sobre os acontecimentos que ocorreram na festa. O homem de 35 anos passou por duas cirurgias e, por conta dos tiros, perdeu parte do intestino. 

No vídeo, que tem cerca de 51 segundos, Paulo Roberto aparece deitado no leito do HUT (Hospital de Urgência de Teresina), onde permanece internado. Segundo Paulo, ele estava se divertindo na festa com sua esposa e seu filho de 1 ano, quando os acusados se aproximaram. “Ele ficou olhando para minha esposa, perguntei se ela conhecia ele e ela disse que não. Depois ele chegou mais perto caçando conversa e perguntou o que eu tava olhando, aí dei um murro nele. Quando me afastei só ouvi os disparos. O primeiro tiro foi na minha perna”, conta.


Vídeo mostra momento de desespero durante tiroteio na Banda Bandida no último sábado (13) 


Por ter sido atingido na perna, Paulo narra que caiu no chão e viu quando um dos acusados deu a arma para o outro. “Depois disso eles ainda deram mais tiros, e pisaram na minha cabeça”, completa. 

Os suspeitos do crime foram identificados como Wanderson Lima Fonseca, cabo do 2ª Batalhão de Engenharia e Construção (2º BEC), que ainda segue foragido, e Francisco Felipe Marques que foi preso em flagrante no momento em que tentava deixar o local.

Com o tiroteio, três pessoas ficaram feridas. Jardel de Oliveira, de 25 anos, foi levado ao hospital e liberado no mesmo dia. Paulo Roberto Rodrigues da Costa, de 35 anos, segue internado no HUT. A terceira vítima não teve a identidade revelada.

Confira o relato de Paulo Roberto:


Paralisação de agentes da Strans deve reduzir aplicação de multas

A categoria reivindica o plano de carreira, cargos e salários e o reajuste anual, que está em atraso, além de melhores viaturas para trabalhar

Os agentes da Superintendência Municipal de Trânsito de Teresina (Strans) confirmaram, por meio do SINDSERM (Sindicato dos(as) Servidores(as) Públicos(as) Municipais de Teresina), a paralisação dos serviços por 48 horas, a começar pela próxima quarta-feira (17) e quinta-feira (18).  Com isso, a aplicação de multas será reduzida na capital. A categoria reivindica o plano de carreira, cargos e salários e o reajuste anual, que está em atraso, além de melhores viaturas para trabalhar. 


Os agentes de trânsito afirmam que as reivindicações irão durar até obterem uma resposta concreta do prefeito. Foto: Arquivo ODIA

De acordo com o representante dos agentes de trânsito, Biro Santos, 70% da categoria irá parar. “A paralisação permanece até o prefeito conversar de verdade com os agentes, pois desde o ano passado que marcam reuniões e nada é decidido de fato. Vamos todos parar, funcionará apenas os 30% que a lei manda”, afirma.

A Revisão Geral Anual dos Salários é prevista pelo artigo 37 da Constituição Federal, que garante o reajuste dos agentes de trânsito. Segundo a categoria, o salário está defasado deste 2016.

Em ofício enviado ao prefeito Firmino Filho, o SINDSERM ressalta que enviou avaliações da pauta, incluindo os impactos financeiros, e a PMT não apresentou uma contraproposta. Na quinta-feira, a partir das 10h, haverá uma Assembleia Setorial em frente ao Palácio da Cidade para avaliar a continuidade da greve.

O outro lado

Procurada pelo ODIA, a Prefeitura Municipal de Teresina (PMT), explicou que o Plano de Cargos e Carreiras dos agentes de trânsito está em avaliação na Secretaria de Administração, que elabora estudos completos da situação, pois todas as ações realizadas têm impacto na folha de pagamento e é preciso ser feito com cautela para que não seja ultrapassado os limites com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Sanfonia, o festival piauiense para impulsionar o forró pé de serra

Festival deverá ocorrer no dia 27 de fevereiro a 1º de Março na Praça de eventos do Teresina Shopping

Acontece nesta terça-feira, 16, o lançamento do 1º Sanfonia – Festival de Forró Pé de Serra do Piauí -, a partir das 10h, no Palácio da Cultura (sede da Secretaria Estadual de Cultura). Segundo os organizadores, o evento tem como principal objetivo revelar novos compositores desse ritmos nordestino e impulsionar essa cultura em todo o Estado. O Festival deverá ocorrer no dia 27 de fevereiro a 1º de Março na Praça de eventos do Teresina Shopping.

Os compositores interessados podem inscrever suas composições a partir de hoje, até o dia 16 de fevereiro. Além solenidade de abertura, consta da programação do evento a apresentação da Orquestra Sanfônica de Teresina no Teatro Sulica. O 1° Sanfonia é uma realização da Colônia Gonzaguiana com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura, através do Sistema de Incentivo Estadual à Cultura – SIEC.

Ainda de acordo com os idealizadores do festival, o projeto visa repassar a cultura do Forró Pé de Serra para as próximas gerações, no sentido que essa manifestação popular nordestina não venha a desaparecer, já que o mercado fonográfico tem sido invadido pelos chamado "forró mecânico" - que foge à autenticidade do ritmo que foi difundido por Luís Gonzaga e outros grandes nomes da música regional. 

"Pé de Serra"

Em meados da década de 1940, no Nordeste, surgiu o famoso Forró Pé de Serra. A principal característica desse ritmo é que ele possui como fonte de inspiração o universo rural do sertanejo. Geralmente, esse ritmo é tocado por trios de zabumba, além de sanfona e triângulo. A maioria das danças tem passos básicos e variações simples, entre elas, podemos destacar: o giro simples da dama. No Brasil, o Forró Pé de Serra é representado por vários artistas. É possível destacar: Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Genival Lacerda e Adlemario Coelho.

Atualmente, existem versões para a origem histórica do termo “Forró”. Entre elas, a mais conhecida afirma que o termo apareceu, pela primeira vez, no fim do século XIX. Ele surgiu nas construções das estradas de ferro no Nordeste, onde alguns ingleses moravam. Naquela época, os ingleses faziam várias festas, porém poucas eram abertas à população. 

Quando o acesso era liberado para o público geral, na entrada havia um cartaz com a seguinte frase: “For All”, ou seja, “para todos”. Acredita-se que o termo Forró surgiu como variação da pronúncia dessa expressão. A segunda versão é muito semelhante a primeira. No entanto, a principal diferença é em relação aos responsáveis pela festa que, nesse caso, eram os soldados norte americanos. Os eventos ocorriam durante a Segunda Guerra Mundial(1939 – 1945).

População busca metrô para fugir do preço de ônibus

Mesmo sendo mais barato, sistema sofre com as críticas dos passageiros, que cobram maior rotatividade e acessibilidade

Existência de apenas um metrô, falta de acessibilidade e de manutenção regular. Estas são algumas das reclamações dos usuários do sistema ferroviário de Teresina que, apesar do contexto, é um dos aliados da população diante do aumento da passagem de ônibus.

Francisco Pereira, por exemplo, chegou à estação do metrô ontem (15) pela manhã e recebeu a notícia que o veículo estava parado no bairro Dirceu Arcoverde, na zona Sudeste da Capital. “Estou esperando aqui as duas viagens, pelo jeito só volta à tarde e não posso esperar mais”, disse.


Edisio Vila esperava o metrô ontem, quando foi avisado que o veículo não passaria. Foto: Assis Fernandes/ODIA

Já o passageiro Edisio Vila questiona a gestão do sistema. “É bom, mas está uma porcaria, muito mal gerenciado. As manutenções deveriam acessibilidadeser aos finais de semana, por exemplo, para que no meio da semana não tenham essas demoras constantes”, reclama Edisio Vila.

Mesmo diante das reclamações, os teresinenses têm usado o metrô para fugir dos altos preços dos ônibus. “Não há qualidade nos ônibus, são antigos e cobram preços absurdos. Com isso, tem muita gente que prefere o metrô, pois custa menos”, avalia a estudante Kelly Cristina Andrade.

Kelly Cristina usa o metrô desde que as passagens de ônibus subiram em janeiro. “O metrô passa em frente à minha casa, eu não vou deixar de pagar R$ 0,80 para pagar R$ 3,60”, explana. Ela ainda diz que o percurso feito pelo metrô é mais ágil que o do ônibus. “O ônibus roda bem mais que o metrô, que é bem mais rápido”, acrescenta.

Para o aposentado Edisio Vila, uma das alternativas viáveis para melhorar o metrô de Teresina é investir no setor ferroviário. “Aumentar a rotatividade, não tem metrô, só tem um. Quando quebra, acaba. Por exemplo, tem que investir em linhas, na acessibilidade. Não há meios de um cadeirante utilizar o metrô, por exemplo”, argumenta.

Problema histórico

Segundo a historiadora Michelly Alcântara, a explicação para esses problemas estruturais está na história do setor ferroviário brasileiro. “No país, os investimentos no serviço ferroviário tiveram sua época de estagnação durante o governo de Juscelino Kubitschek, em que houve maiores aplicações na priorização do transporte rodoviário, devido a exigências das empresas automotivas internacionais e como forma de aquecer e crescer a economia do fordismo no Brasil”, explica.

15 de janeiro de 2018

150 pessoas protestam por direito à moradia em frente à Prefeitura de Teresina

Os manifestantes são moradores da ocupação Alto do Vale na Região do Vale do Gavião

Alegando despejo pela Prefeitura, os moradores da ocupação Alto do Vale, localizada no bairro Vale do Gavião, realizam uma manifestação em frente à Prefeitura de Teresina, e afirmam que só deixaram o local após um posicionamento do prefeito Firmino Filho sobre a ordem de desepejo. Os moradores estão na ocupação desde 2015.

Os manifestantes na frente da Prefeitura de Teresina. Foto: Moura Alves/ODIA

 “Apareceu uma suposta dona afirmando que lá [terreno] é dela, a gente quer que o prefeito apareça e demarque qual é o local que pertence a prefeitura, para gente poder continuar a ficar lá sem risco de despejo”, conta a moradora Maria do Carmo Nascimento.

A principal reinvindicação dos manifestantes é um diálogo com o prefeito Firmino Filho para que mantenha a população da região em suas casas. “A gente quer derrubar essa liminar dessa proprietária. A gente quer falar com o prefeito para que ele dê uma posição sobre isso. Já temos casas construídas no local, queremos nosso direito à moradia”, exige a moradora Flauza Fernandes.

Os manifestantes estavam na porta da prefeitura desde cedo e afirmam que só deixaram o local após uma resposta do prefeito. Foto: Moura Alves/ODIA

Existem 150 famílias habitando atualmente na área do Alto do Vale e, segundo Douglas Bezerra, a população busca desde outubro uma audiência com o prefeito para discutir a situação. “A gente marcou audiência novamente na semana passada, enviamos um oficio, marcamos uma reunião para hoje afim de tratarmos sobre essa situação”, explica. 

Cerca de 150 famílias ocupam a área do Aldo do Vale na zona Lesta da capital. Foto: Assis Fernandes/ODIA

O outro Lado

Em resposta ao ODIA, a Prefeitura Municipal de Teresina explicou que o local da ocupação compreende uma área verde, de propriedade do município, e que, portanto, não pode construída moradia. Outro terreno localizado próximo e que também foi ocupado por populares é de propriedade particular em que o proprietário também solicitou reintegração de posse na Justiça.

 A Prefeitura informa que, a pedido do Ministério Público, foi feito o cadastro das famílias que estavam na área e que um novo encontro com representantes do Ministério Público foi agendado para o dia 23 de janeiro para se discutir a situação dessas famílias.

Fortes chuvas continuam durante o período de janeiro, diz meteorologista

O Piauí está localizado na região nordeste do país e tem clima semiárido no interior e tropical as demais localidades

O período entre janeiro e abril é marcado por fortes chuvas e céus nublados no Piauí. A população aproveita a umidade seja para plantar, aproveitando a chuva para futuras colheitas, ou para curtir o clima  mais agradável nas ruas da cidade. No entanto, segundo a previsão do tempo, as chuvas continuaram, mas terão estiagem por alguns dias.


A previsão, segundo meteorologista, é que as chuvas fortes diminuam na segunda quinzena de janeiro. Foto: Jailson Soares/ODIA

O Piauí está localizado na região nordeste do país e tem clima semiárido no interior e tropical as demais localidades. Os meses de agosto, setembro e outubro são intituladode BR-O-BRÓ, período mais quente do ano. Esse quadro muda com a chegada do mês de janeiro, marcado pelas forte chuvas que se estendem até o período do começo de abril. 

O estudante Diogo Fernando, 20 anos, aproveita os climas frios, já que não é o ano todo que Teresina marca esses graus no termômetro. “Eu acho bom, pois aqui já faz muito calor o ano todo. Muda o clima, a rotina, os horários das pessoas”, conta. Segundo a meteorologista Sônia Feitosa, as chuvas fortes devem durar até o dia 14 de janeiro. “As chuvas irão continuar a acontecer, no entanto, com menos intensidade, ou seja, ainda vai acontecer chuva, mas daqui há dois dias, elas serão chuvas isoladas”, prevê.

A especialista ainda conta que o sul do Estado já está passando pelo período de estiagem. “O Sul do Piauí já está passando por essa transição sem chuvas, Teresina também deve entrar nela a partir do meio da próxima semana, as chuvas irão diminuir”, explica.

Redes sociais: publicações podem ser decisivas em seleção de emprego

Práticas que antes eram consideradas irrelevantes nas redes, se tornaram aspectos avaliados por recrutadores antes de contratar alguém

Fazer postagens nas redes sociais de ações do dia a dia é uma prática comum para a maioria das pessoas, porém o conteúdo dessas publicações de interferir em questões que extrapolam o mundo virtual. Para quem está desempregado e busca por uma oportunidade no mercado de trabalho, é preciso ter atenção no que se publica em determinados sites. Seja para compartilhar a foto de uma refeição, divulgar a própria localização ou para manifestar um posicionamento sobre um determinado assunto, a internet proporciona uma ampla exposição, que se não for dosada, pode ter repercussões nem sempre positivas.


Para quem busca por uma oportunidade no mercado de trabalho, é preciso ter atenção no que se publica no Facebook ou Instagram. Foto: Jailson Soares/ODIA

 Lilian Gomes, professora do curso de Gestão em Recursos Humanos do Instituto Federal do Piauí (IFPI), explica que a maneira como o candidato se comporta nas redes sociais é um dos critérios avaliados na hora de uma seleção de emprego. “As redes sociais são sim para se expor a vida pessoal, porém, sem exageros. Já há alguns anos, os recrutadores tem observado, dentro do processo seletivo, as redes sociais dos candidatos para verificar as postagens. Não somente as fotos mas as opiniões sobre alguns conceitos. Então, por exemplo, se você publica algum comentário machista, racista ou homofóbico, tudo isso pode ser considerado em um momento da seleção”, afirmou Lilian. “As postagens são aspectos analisados tanto no processo de recrutamento, como também quando você já é funcionário”, disse.

Lilian ressalta, no entanto,que o candidato não deve evitar compartilhar a vida pessoal na internet, mas sugere que o conteúdo não extrapole o bom senso e não seja feito em excesso. De acordo com a professora, o conteúdo do que se posta nas redes sociais pode ser analisado tanto no processo de recrutamento como quando a pessoa já é funcionário.

O advogado trabalhista André Saraiva, afirma, no entanto, que esta não é uma prática legal, do ponto de vista jurídico. Ele explica que para o processo de seleção o empregador pode fazer uma análise prévia do conteúdo dos perfis dos candidatos, desde que respeitando a Consolidação das Leis do Trabalho(CLT), mas que isso não pode ser um fator determinante em uma possível rescisão de contrato.

13 de janeiro de 2018

Funcionários da SEMEC reclamam de atraso de dois meses no salário

Servidores reivindicam que a empresa contratada pela Semec regularize os pagamentos dos meses de novembro e dezembro.

O ano começou no aperto para funcionários de uma empresa terceirizada que presta serviços para a Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semec). Isso porque, de acordo com os próprios servidores, o atraso nos salários já chega a dois meses, dificultando até mesmo o pagamento dos custos que os funcionários têm para se deslocar ao trabalho.

Segundo uma funcionária terceirizada que preferiu não ser identificada, os salários dos meses de novembro e dezembro, que, pela lei, deveriam ter sido depositados respectivamente nos meses de dezembro e janeiro, não caíram nas contas dos trabalhadores. Por conta disso, os funcionários reivindicam que a empresa contratada pela Semec regularize os pagamentos.

Funcionários da SEMEC reclamam de atraso de dois meses no salário. (Foto: Reprodução/Google)

“Nós já ligamos para lá diversas vezes, mas eles não nos dão nenhuma informação. Quando nós ligamos, eles dizem para conferirmos nas contas se o dinheiro caiu. E a gente se vira, às vezes sem ter nem o dinheiro da passagem para ir ao banco, e quando chega lá não tem nada”, relata uma das funcionárias.

O portal O Dia tentou entrar em contato com a empresa terceirizada, mas as ligações não foram atendidas.

Por meio da sua assessoria de imprensa, a Semec informou não há notificação de atraso do pagamento por parte da Semec. “Às vezes emperra na Sema [Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos] ou na própria empresa. Mas no que diz respeito ao financeiro da Semec, está regularizado”, informou o órgão.

Arquitetura da cidade: História revelada em detalhes

Teresina é uma cidade relativamente nova. Enquanto se estruturava em seus primeiros anos, outros centros urbanos cresciam exponencialmente


Foto: Jailson Soares

A rotina corrida, talvez, impede que os detalhes sejam notados. Mas eles estão lá interagindo com o contexto urbano e, ao menor olhar apurado e de percepção, se revelam. Os prédios que dão forma a Teresina carregam características não somente estruturais. Seus traços arquitetônicos contam muito sobre o processo de urbanização da capital em seus distintos momentos. Pouca gente imagina, mas é possível acompanhar o desenvolvimento da cidade a partir de um entendimento das suas edificações. 

Teresina é uma cidade, do ponto de vista histórico, relativamente nova. Enquanto se estruturava em seus primeiros anos, outros centros urbanos cresciam exponencialmente. Além disso, o Piauí teve um processo de crescimento do interior para os extremos, em virtude da economia rural. Tudo isso contribui para que a urbanização e os traços arquitetônicos das construções de outras cidades fossem referência, é o que explica a arquiteta Priscila Viana.

“Nossa arquitetura de modo geral, ao longo do tempo, teve influências das grandes capitais, o que não daria para dizer que temos um estilo próprio. Apenas existe identidade quando nos referimos às antigas casas de fazendas, fruto de uma economia rural e quando nos voltamos para a moradia popular com as casas de taipa e palha. Ambas tem influência da matéria prima local e do clima e, portanto são pouco estudadas”, pontua.


Foto: Jailson Soares

Priscila explica que em Teresina é possível ver com frequência fachadas contemporâneas com traços mais limpos – reflexos da urbanização tardia em um comparativo nacional. De acordo com ela, a cidade possui muitos edifícios que representam o modernismo e pós-modernismo, principalmente órgãos públicos. Além disso, alguns prédios seguem os estilos neoclássico e ecletismo. Todos eles retratando períodos diversos da cidade.

“A primeira influência do modernismo foi por volta 1950, período que capital cresceu bastante devido à produção de cera de carnaúba no estado e da chegada de pioneiros no comércio de Teresina. Nessa época pessoas de maior poder aquisitivo que viajavam para cidades onde predominavam esse estilo, passaram adotá-lo em suas residências. Depois disso, em 1960, chegaram os primeiros profissionais com diploma universitário, para atuar no setor na construção civil, e sob forte influência das escolas nacionais, onde se predominava o modernismo, começaram a executar projetos com características modernas, não apenas residências, mas também prédios administrativos da capital”, conta a arquiteta.

O modernismo, portanto, guiou boa parte da urbanização de Teresina. Não tão somente pela conjuntura nacional, que estava inserida nesse contexto estético, mas também, segundo Priscila, pela influência econômica e politica do período, além do processo de modernização das cidades que já estava se passando em todo país. Os principais arquitetos responsáveis por trazer o conceito de modernismo para os prédios da capital foram Luiz Dutra, Anisio Medeiros, Acacio Borsoi, Miguel Caddah e Raimundo Dias. 

Com o surgimento de outros estilos estéticos, os prédios se tornam registro de um período e ajudam a contar e reviver a evolução da cidade. Priscila alerta sobre a preservação dessas construções, mesmo com o aparecimento de novas edificações. “É importante, pois arquitetura é uma obra viva que conta a história de uma cidade ou município, traz lembranças e enriquece culturalmente o local”. 

12 de janeiro de 2018

Trecho da avenida Henry Wall será interditado no fim de semana

No sábado (13), a interdição será no sentido Centro/Sul, e no domingo, (14) a interdição será no sentido Sul/Centro.

Devido a obras da nova adutora, trechos da Avenida Henry Wall de Carvalho, localizada na zona Sul de Teresina, serão interditados neste final de semana. Segundo a Águas de Teresina, no sábado (13), a interdição será no sentido Centro/Sul, e no domingo (14), a interdição será no sentido Sul/Centro. Em nota, a concessionária informou a intervenção será para implementar a adutora de 500 mm na zona Sul da capital que visa ampliar a oferta de água tratada na cidade.

Trecho da avenida Henry Wall será interditado no fim de semana . (Foto: Divulgação/Águas de Teresina)

No primeiro dia (13), os ônibus que vierem do Centro com destino aos bairros da zona Sul vão dobrar à direita na rua A (em frente à empresa White Martins), em seguida dobra à direita na rua D (em frente ao 6º Batalhão de Polícia Militar) e depois dobra à esquerda na rua C acessando em seguida a Avenida Juarez Távora ou a Avenida Henry Wall de Carvalho.

Já no domingo (14), os ônibus que vierem dos bairros com destino ao Centro deverão dobrar à direita na Avenida Juarez Távora, no Parque Piauí, em seguida à esquerda na Quadra 49, seguindo até a Rua 19 de Novembro, retornando a Avenida Henry Wall de Carvalho. De acordo com a Águas de Teresina, agentes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Teresina (Strans) estarão no local para sinalizar e orientar os motoristas.

Conforme a Strans, não haverá mudanças nos pontos de ônibus e, portanto, os usuários podem ficar tranquilos. “Desde o início da obra temos nos planejado para que os incômodos sejam os menores possível e, portanto, executamos a implantação da adutora por trechos buscando minimizar os impactos dessas interdições para quem precisa transitar por essas vias. É uma medida necessária para viabilizar a execução dos serviços e a nova adutora terá um impacto bastante positivo no sistema de distribuição de água na capital”, destaca Cassiano Costa, gerente de engenharia da Águas de Teresina.

A nova adutora terá extensão de 3,2 km para fazer a ligação da Estação de Tratamento de Água (ETA III), localizada no Distrito Industrial, ao centro de reservação do Parque Piauí, situado na BR-316. A oferta de água será ampliada em 540 mil litros por hora. A previsão é de que a obra seja concluída no início de fevereiro. 

Bebê que vivia embaixo da ponte é retirado dos pais e vai morar com a tia

Medida protetiva foi determinada pela juíza da Vara da Infância e da Juventude Maria Luíza de Moura

O casal Diego Sousa Silva e Tamires Gomes da Silva, que estava morando com o filho de um ano embaixo da Ponte Wall Ferraz, teve que entregar o bebê para uma tia. A medida protetiva foi determinada pela juíza da Vara da Infância e da Juventude Maria Luíza de Moura, na última quarta-feira (10).

A ação foi movida inicialmente pelo III Conselho Tutelar de Teresina, após a publicação de uma matéria no Portal O DIA. A defensora pública Karla Cibele Andrade acatou a solicitação e pediu a aplicação de uma Medida Protetiva com Tutela de Urgência Antecipada de Busca e Apreensão.


Diego Sousa Silva e Tamires Gomes da Silva perderam o filho de um ano. (Foto: Moura Alves/ODIA)

No documento encaminhado à justiça, Karla Andrade justificou que o bebê tinha seus direitos violados. “Não é justo que a criança seja forçada a permanecer exposta à situação de mendicância, vulnerabilidade social, falta de moradia, higiene, segurança e saúde e, supostamente, uso de drogas por parte dos pais”, escreveu a defensora pública.

De acordo com o informativo da abordagem social realizada por profissionais da Secretaria Municipal de Trabalho, Cidadania e Assistência Social (Semtcas), o bebê encontrava-se despido e bastante gripado, denotando risco à sua saúde e à sua vida.

As agentes sociais destacaram, ainda, que o Centro Pop havia encaminhado a família para o albergue Casa do Caminho, logo após tomar conhecimento do fato. No entanto, os pais do bebê teriam ficado apenas uma semana, alegando que não se sentiram à vontade com as regras do local e que gostavam de liberdade.

Ao Portal O DIA, o casal afirmou que estava desesperado e que gostaria de rever o filho. Eles também alegam que já saíram debaixo da ponte e estão morando em uma casa, localizada no Parque Vitória, no bairro Pedra Mole.


Mãe chora e diz que queria ter o filho de volta (Foto: Moura Alves/ODIA)

Segundo Tamires Gomes, quando o oficial de justiça chegou para cumprir o mandado de busca e apreensão, o bebê estava brincando no chão. “Mas é porque ele gosta mesmo de brincar. Eu tinha banhado e dado comida. Meu marido já está conseguindo uns serviços e a gente conseguiu uma casa”, disse a mulher.

Bastante emocionada, a mãe lamentou a perda da criança, que foi levada para o município de Alto Alegre. “Nem me despedi do meu filho. Sinto tanta falta dele. Quero meu neném de volta. Queria pelo menos ver ele”, disse, chorando.

Além do pedido de medida protetiva, a defensora pública Karla Andrade solicitou o encaminhamento da família aos serviços oficiais de proteção social, a inclusão em programas de tratamento para dependentes químicos, bem como acompanhamento psicológico e psiquiátrico. 

Com chuvas de ontem, sobe para 10 o número de áreas de risco grave em Teresina

Algumas famílias que estavam nas áreas consideradas graves, já estão sendo transferidas para outros locais

Com as fortes chuvas na capital, o número de áreas de risco grave subiu de sete para dez. Ao todo 56 áreas estão em estado de alerta de alagamento, deslizamento ou desabamento. A Defesa Civil, através do mapeamento da cidade, está intensificando o acompanhamento dessas áreas. Em Teresina, a chuva desta quinta-feira (10), atingiu 27 mm e em alguns bairros da zona sul e sudeste chegou aos 40 mm. 


Ocupação Boa Esperança. Foto: Jailson Soares/ODIA

Segundo o tenente Sebastião Domingos, agente da Defesa Civil, as áreas são classificas por níveis de risco, podendo ser grave, médio e leve. “Tudo depende das chuvas. Se as chuvas se intensificam mais, uma área de risco leve, como por exemplo, Poty Velho ou o Mocambinho que tem o Dique, podem virar uma área risco grave”, explica.

De acordo com a Defesa Civil Municipal, os bairros que estão em alerta e classificados como áreas de risco grave são, Pedro Balzi, Parque Bumerangue, Taboca do Pau Ferrado na zona sudeste. Parque Vitória e Vila Irmã Dulce na zona sul. Vila Apolônia e Dilma Rousseff na zona norte. Parque Laiane, Vila Madre Teresa e Cidade Jardim na zona leste. 

Algumas das famílias que estão nas áreas de risco grave já estão sendo transferidas para outros locais. “Estamos trabalhando com o programa Cidade Solidária, que consiste em uma família acolher a outra. A família que acolhe recebe um auxílio de R$280 e a que é acolhida recebe sexta básica, kits de higiene e em alguns casos colchões”, conta Sebastião Domingos. 

A previsão meteorológica para o final de semana na capital é de pancadas de chuva à tarde e noite deste sábado (13) e domingo (14), chegando a mínima de 24º e máxima de 32º. 

Em manutenção, câmeras não capturam acidente na Frei Serafim

Devido às chuvas que tem caído em Teresina, o sistema de monitoramento da Strans está em manutenção

Apesar da existência do sistema de monitoramento da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) na Avenida Frei Serafim, não foi possível conseguir as imagens da câmera instalada no local para analisar as circunstâncias do acidente entre dois ônibus ocorrido na manhã da última quarta-feira (10). Isto porque, devido a um problema na fibra ótica do equipamento, causado pelas fortes chuvas que tem caído em Teresina, as câmeras não capturam o acidente.


150 pontos da cidade são fiscalizados pelo sistema de monitoramento da Strans em Teresina. Foto: Assis Fernandes

Segundo Alyne Sousa, gerente de Gestão de Trânsito da Strans, exclusivamente a câmera que captura as imagens do cruzamento na Avenida Frei Serafim estava com problemas na fibra ótica e a outra se encontrava virada para o semáforo.

“Em virtude das chuvas ocorridas nos últimos dias, as fibras romperam e as câmeras ficaram sem ter o retorno da imagem, e a outra tinha o retorno do semáforo”, explica.

O sistema

O sistema de monitoramento da Strans está presente em pontos de maior movimentação de Teresina. Segundo a gerente de Gestão de Trânsito, são 150 pontos fiscalizados em toda a cidade. “Esses pontos incluem a Avenida Frei Serafim, Maranhão e Miguel Rosa. Que são as áreas de maior movimentação em Teresina”, conclui.

As câmeras se encontram em operação atualmente em diversos pontos da cidade, incluindo 10 câmeras na Frei Serafim e duas próximas à Prefeitura. Em relação às câmeras com defeito, Alyne Sena afirma que as mesmas já foram enviadas para manutenção. “Constantemente, essas câmeras precisam de reparos e as mesmas já foram enviadas para manutenção”, ressalta.

Chuvas aumentam risco de focos de doenças em terrenos

A dificuldade de identificar os proprietários destes imóveis é um dos entraves na fiscalização e punição dos responsáveis

Com a intensificação das chuvas neste início de ano, cresce também a preocupação com os pontos da cidade onde a água pode se acumular, facilitando a proliferação de criadouros do mosquito Aedes Aegypti, transmissor de doenças como a dengue, zika e chikungunya. Por concentrar uma grande quantidade de entulhos, os terrenos baldios são alvo de denúncias em todas as zonas da cidade.


Entulhos em terreno baldio na zona Norte de Teresina preocupa os moradores do bairro Cabral alvo. Foto: Assis Fernandes/ODIA

Luciano dos Santos, morador da zona Norte da Capital, reclama da situação em que se encontra um terreno próximo à sua residência. Ele afirma que o local é usado como depósito de lixo, o que deixa a população das redondezas em alerta. “A gente tem medo de ficar doente. Já houve vários casos de pessoas que moram aqui próximo que ficaram doentes”, relata.

Paulo de Tarso, que também mora nas proximidades do terreno baldio, conta que funcionários da Prefeitura já fizeram a limpeza do local, no entanto, apenas na parte externa. “É limpo quando a Prefeitura manda alguém, mas só a calçada. Aí dentro tem garrafa, tampa de alguma coisa, o que facilita a proliferação do mosquito da dengue agora no período das chuvas”, afirma.

De acordo com o Código de Postura de Teresina, é do proprietário a responsabilidade de fazer a manutenção e limpeza do terreno. Quem fiscaliza a situação destes locais é a Prefeitura de Teresina, através das Superintendências de Desenvolvimento Urbano de cada zona (SDU), que encaminham fiscais aos imóveis que apresentam acúmulo de lixo e mato alto.

Ministro defende Reforma Tributária para fortalecimento dos municípios no Pi

De acordo com o Kassab, mesmo com a quantidade de tributos pagos, os municípios não conseguem usufruir dos recursos arrecadados, que ficam concentrados em poucas regiões

O Ministro Gilberto Kassab (PSD) defendeu, durante seu discurso de lançamento do programa ‘Internet para todos’, a urgência de uma Reforma Tributária no Brasil. Para o gestor, as alterações na arrecadação dos tributos deve provocar, consequentemente, a melhor redistribuição entre os entes federativos.


O ministro das comunicações visitou Teresina nesta quinta-feira (11). Foto: Jaillson Soares/ODIA

De acordo com o Ministro, mesmo com a quantidade de tributos pagos, os municípios não conseguem usufruir dos recursos arrecadados, que ficam concentrados em poucas regiões. Gilberto Kassab afirmou que as mudanças nas formas de arrecadação e de repasse visam fortalecer, principalmente, os pequenos municípios.

“É evidente que os brasileiros não aguentam mais tanta carga tributária, muito menos a elevação. Ninguém consegue mais pagar impostos. É fundamental que nós tenhamos uma reforma tributária no Brasil para que os recursos sejam distribuídos com mais igualdade entre os municípios e estados”, declarou Kassab.

Alguns parlamentares discutem a Reforma Tributária no Congresso, que não tem previsão de ser votada. Entre os principais pontos defendidos estão um sistema tributário no modelo europeu, baseado em um imposto de renda federal, um imposto sobre valor agregado, um imposto seletivo nos estados e impostos sobre o patrimônio municipais, deslocar parte da tributação sobre o consumo para a renda, além de garantir que os entes federados partilhem suas arrecadações.

11 de janeiro de 2018

Paredões de som serão permitidos no Corso de Teresina até a meia-noite

Associação Piauiense de Amantes de Som Automotivo irá realizar um cadastro, autorizando a participação máxima de 30 paredões de som

Paredões de som irão desfilar durante a edição deste ano do Corso de Teresina. A decisão foi acordada hoje (11), durante uma reunião entre representantes da Fundação de Cultura Monsenhor Chaves, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito - Strans, a Associação Piauiense de Amantes de Som Automotivo – Apisom, e demais autoridades competentes. A proposta agora será avaliada e homologada pelo Ministério Público.

O presidente da Fundação de Cultura Monsenhor Chaves, Luis Carlos Alves, explica que a participação destes paredões de som será regulamentada. “Nós conversamos com a equipe de segurança e trânsito e vamos levar ao Ministério Público um pleito sobre a autorização dos paredões de som no corso. Fizemos uma preliminar e vamos discutir com o promotor do meio ambiente essa participação. É um pleito legítimo, desde que a participação seja normatizada. Eles são organizados e estão dispostos a tornar o corso mais alegre”, comenta.


Participantes de reunião debateram sobre a participação dos paredões de som no corso (Foto: Moura Alves/ODIA)

Segundo o Coronel Jaime Oliveira, diretor de operações da Strans, que esteve presente também na reunião, foi definido que a Associação Piauiense de Amantes de Som Automotivo irá realizar um cadastro dos participantes, autorizando a participação máxima de 30 paredões de som. Ele explica ainda que após passarem pela avenida, os paredões serão concentrados em um local a ser definido com horário limite para ficarem ligados. “Depois do desfile vamos alocar eles em um espaço onde poderão ficaram ligados com som até meia-noite”, detalha. 

Somente serão considerados paredões de som, segundo Rinaldo Race, presidente da Apisom, aqueles que possuem um veículo conduzindo um som em carreta. Os participantes selecionados irão abrir o desfile do corso. “Vamos desfilar antes dos caminhões. Iremos realizar uma filtragem. A proposta é que apenas paredões de som, carretas de puxadas por um veículo, participem. O carro precisa ser emplacado e possuir um condutor especifico que não ingira bebida alcoólica”, diz.

Mais uma reunião deve acontecer, dessa vez com o Ministério Público, junto com o promotor Sávio Carvalho, para a homologação da proposta. Na ocasião serão ainda acertados mais critérios para a participação dos paredões de som no desfle.

O Corso de Zé Pereira acontece no dia 03 de fevereiro, com início do percurso na Avenida Marechal Castelo Branco sentido Avenida Raul Lopes, zona Leste de Teresina. Outra novidade desta edição fica por conta da premiação, que será dividida em quatro categorias, “Caminhão animado”, “Caminhão criativo”, “Caminhão original” e “Caminhão estranho”. Cada vencedor leva o prêmio de R$ 10 mil.

Dividindo opiniões, projeto Caminharthe chega ao fim na Rua Coelho Rodrigues

A intervenção causa polêmica ao criar faixa de pedestre com área de lazer na via e divide a opinião dos teresinenses

 A Rua Coelho Rodrigues, no Centro de Teresina, desde dezembro, está sendo palco para um experimento de mobilidade. O trecho, entre as Praças Rio Branco e João Luís Ferreira, ganhou nova faixa de pedestres e pallets, além de dispor de internet grátis, livros e tendas para dar mais conforto aos pedestres que transitam pelo local. O projeto encerra neste sábado (13) e ainda divide a opinião dos teresinenses.

O autônomo Dilson Vieira, que estava sentado com sua tia e filhos em um dos bancos da rua, aprovou o projeto. “Poderiam colocar mais banquinhos aqui, mais plantas. E deveriam fechar essa avenida aqui, deixar só pros pedestres”, sugere. Todavia, mesmo aprovando a intervenção, ele alega presenciar muitos engarrafamentos no trecho. “O pessoal não em consideração pelos pedestres”, avalia.


Dilson aprova o espaço e diz que pedestres não são respeitados pelos motoristas no Centro. Foto: Moura Alves/ODIA

Para o ator Agnaldo Nunes, o projeto trouxe mais comodidade para os pedestres. “Achei bom, tem mais espaço para os pedestres. A ambientação é bonita, para caminhar. No entanto, para os carros, fica estreito. Acho perigoso os carros se baterem”, adverte.

Apesar das aprovações, há também quem discorde do Caminharthe. “Não tem funcionalidade desde sempre. As pessoas não utilizam, os motoqueiros passam, chutam as plantas, passam pelo canteiro”, conta a vendedora Graciane Mesquita.

Ela acrescenta que a proposta da intervenção é interessante, mas não funciona. “A proposta é boa, mas infelizmente como foi colocado e a maneira como está sendo utilizado é que não é viável”, argumenta. Graciane também reclama da falta de fiscalização dos materiais do espaço e da avenida.

 Finalização

Segundo o arquiteto da Superintendência de Desenvolvimento Urbano Centro/Norte (SDU-Centro/Norte), Rômulo Marques, a partir das 16h de sábado, os materiais do projeto serão retirados da Rua Coelho Rodrigues. 

E ele explica a razão do encerramento do projeto. “Era um teste, houve uma pesquisa levando em consideração os transeuntes e os pedestres e, naquele momento, a rua foi o ideal, mas era apenas um projeto piloto”, esclarece.

Sobre a nova proposta de intervenção do Caminharthe, Rômulo afirma que a Prefeitura está estudando novos locais. “Estamos estudando medidas e a possibilidade de implantar o projeto na Simplício Mendes, na parte do calçadão. Mas não há data e nem definição ainda”, garante.

Fases da Lua não interferem na colheita nem nas pessoas, afirma físico

Estudiosos divergem sobre as influências das fases da Lua no cotidiano

Tradições milenares, passadas de geração para geração, dão conta que as fases da Lua influenciam no humor das pessoas, no crescimento dos cabelos e no plantio dos alimentos, por exemplo. Contudo, a crença popular é contestada por estudiosos, que negam este poder do satélite natural da Terra.

Mesmo com a resistência científica, a autônoma Juraci Nunes só corta seus cabelos na Lua Crescente. “Eu corto na Lua Crescente, pois ajuda a crescer o cabelo. Já a Minguante faz o cabelo parar de crescer”, conta. A superstição de Juraci é passada de mãe para filha. “Eu sempre fiz isso, porque minha mãe fazia e aconselho a minha filha a fazer também”, destaca.

No campo da agricultura, acredita-se que a Lua Minguante é boa para o plantio, ou seja, favorece a colheita. Na fase crescente, acredita-se que as plantas recebem mais energia. Já a Lua Cheia, cultiva e favorece os frutos, os tornando mais saborosos. E a Lua Crescente ainda está diretamente ligada ao fortalecimento das flores, tornando-as mais bonitas.

Apesar destas crenças, o físico Airton Rodrigues afirma que não há influência direta da Lua na vida das pessoas. “Todos os dias, estamos nos modificando, a cada dia que passa envelhecemos, cresce cabelo, é uma questão natural, que não está realmente ligada às fases da Lua”, argumenta.

Airton Rodrigues desenvolve projetos astronômicos no Instituto Federal do Piauí (IFPI), onde grupos de estudantes, em formação em Física, fazem observações de fenômenos astronômicos, inclusive convidando a comunidade para presenciar.

O especialista esclarece ainda que as chuvas e o tempo são explicados mais diretamente pelos movimentos da Terra em torno do Sol, do que pela Lua. “Isso existe, mas não necessariamente em função das fases da Lua. Nós temos tempos chuvosos, tempos secos e tempos intermediários que são determinados pelo movimento da Terra em torno do Sol, do que da Lua em torno do planeta”, pontua.

Assaltos continuam amedrontando passageiros na Praça da Bandeira

Apesar do policiamento ter sido reforçado no final do ano, as rondas já voltaram à programação habitual

Os pontos de ônibus localizados próximo à Praça da Bandeira, no Centro de Teresina, são bastante movimentados, reunindo um grande número de passageiros. Devido ao fluxo intenso, os assaltos e pequenos furtos são constantes no local e a população reclama da ausência de policiamento na região.

Dona Rosemare de Brito trabalha no Mercado Central e pega ônibus diariamente na parada em frente à Praça da Bandeira. Ela diz que já presenciou vários assaltos no local. “Tem muito assalto. De vez em quando, aparece uma viatura, passa e depois vai embora”, comenta, acrescentando que, quando tem alguma ocorrência, “os policiais até vêm, mas os ladrões já têm roubado tudo”.


Fluxo intenso favorece a ocorrência de pequenos assaltos e furtos nas paradas de ônibus. Foto: Moura Alves/ODIA

O estudante Halisson Meideros faz curso no Centro todas as quartas-feiras e afirma que, mesmo não tendo presenciado nenhum assalto, sempre houve as pessoas comentando do perigo do local. “Eu, todas as quartas, estou aqui, nunca presenciei nenhum assalto, mas já vi várias pessoas que dizem que o policiamento deixa a desejar”, conta.

Policiamento

Segundo o major Adão, do 1º Batalhão de Polícia Militar, com o reforço do policiamento na região durante o período de final de ano, não físicohouve registros de roubos no local. “Diariamente, tinha o patrulhamento de 40 a 45 soldados na região durante as festividades de fim de ano. Com isso, não houve nenhuma notificação de furto nas paradas durante esse período. Foi tranquilo”, afirma.

Agora, que o policiamento retomou a programação habitual, o major Adão explica como ocorre o patrulhamento. “Durante a manhã e tarde, há tanto patrulhamento de motos, como de viaturas e a pé de policiais. À noite, como já está uma baixa demanda devido ao horário, o reforço é feito em viaturas e motos”, esclarece.

10 de janeiro de 2018

Teresinense participa de programa musical da Globo

A adolescente Allyne Conrrado foi destaque no The Voice Kids, programa da Globo destinado a descoberta de novos talentos musicais infanto-juvenis

Fora da escola, esporte e música dividem o tempo livre da jovem Allyne Conrado. O que ela não imaginava é que, uma dessas suas paixões, aos 14 anos, tão cedo, lhe levaria tão longe. No último domingo, dia 7, a adolescente foi destaque no The Voice Kids, programa da Globo destinado a descoberta de novos talentos musicais infanto-juvenis. No palco do programa, mesmo não avançado para a próxima etapa da competição, a piauiense teve a certeza do sonho que começava a se realizar. 

Allyne Conrrado durante sua apresentação no The Voice Kids. Foto: Reprodução/ Tv Globo

O esporte surgiu por acaso e logo rendeu motivos para muitas comemorações. Allyne atualmente joga handball como pivô e armadora direita, mas antes só se aventurava em brincadeiras na escola. Seu treinador a descobriu durante uma partida de queimada, no intervalo das aulas, e lhe apresentou o esporte. Hoje ela coleciona vitórias. Em casa, guarda com muito zelo as medalhas de vice-campeã brasileira escolar e de bi-campeã piauiense de handball feminino infantil.

Já a música, parece ter a escolhido. Allyne nunca assistiu a uma aula de canto e, como ela mesmo diz, “não sabia o que era nota musical”. Mas foi dentro de casa que encontrou sua principal referência e inspiração. “Meu avô sempre gostou de cantar, e eu via, e achava bonito. Então comecei a cantar com ele, música sertaneja de raiz, fui gostando e cantando por brincadeira”, conta, orgulhando-se ao dizer que aprendeu sozinha a tocar instrumentos como Violão, Triângulo e Ukulele.

A jovem aprendeu sozinha a tocar Violão, Ukulele e Triângulo. Foto: Asis Fernandes/ODIA

Publicamente, Allyne começou a cantar na igreja, e foi lá onde participou do seu primeiro festival de música. Depois disso as coisas começaram a fluir, segundo ela. A jovem passou a se direcionar mais para a música e novas oportunidades foram surgindo. Um tio, que é produtor musical, também lançou a ideia de cantar em eventos. Allyne começou a participar de bandas e a cantar quando em festa. Recentemente voltou a participar de outro concurso, o Cante Teresina, no Teresina Shopping, onde ganhou a segunda colocada.

A participação de Allyne no The Voice Kids aconteceu depois de muito incentivo de familiares e amigos próximos, que acompanhavam a relação dela com a música. A inscrição no programa aconteceu através de um vídeo, no começo de 2017. Meses depois, ela participou da primeira seletiva em Recife, em março. Por lá passou por teste de tom, entrevista e sessão de fotos.

A confirmação de que ela havia sido selecionada para as gravações veio em setembro. Allyne e o tio foram a São Paulo fazer mais teste, ver figurino e ensaios. Em novembro gravou a participação no programa. “Na hora eu fiquei com muito frio e nervosa. Eu nunca tinha visto aquilo tudo na vida, nunca tinha pensando nisso. É muito difícil de descrever. É uma emoção que faz a gente não enxergar o que está acontecendo. Eu só conseguia olhar para as cadeiras e para o público”, lembra.

 No palco do programa Allyne cantou a música “Esse tal de Roque Enrow”, de Rita Lee. Ela não avançou na competição, mas considera ter chegado lá, uma vitória. “Quero poder estudar mais, principalmente canto, param 2019 dar a volta por cima. O (Carlinhos) Brown falou que preciso voltar novamente. E é isso que quero, quero estudar e me esforçar, fazendo shows e apresentações, ganhando experiência e aprendendo”, finalizou a jovem.

Prefeituras recebem hoje mais de R$ 55 milhões no primeiro FPM do ano

A cidade obteve aumento do coeficiente, que era de 0,8 em 2017 e passou para 1,0 em 2018. Consequentemente, Demerval Lobão terá elevação no seu repasse de FPM

Entrou em vigor, desde o dia 1º, os novos coeficientes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que foram alterados por conta das mudanças provocadas por nova estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e por Retificação Normativa 162/2017 do Tribunal de Contas da União (TCU). A medida só afetou um município piauiense, Demerval Lobão.

A cidade obteve aumento do coeficiente, que era de 0,8 em 2017 e passou para 1,0 em 2018. Consequentemente, Demerval Lobão terá elevação no seu repasse de FPM. Outros quatro municípios (Anísio de Abreu, Beneditinos, Sigefredo Pacheco e União) estavam próximos das faixas de mudança do FPM, na faixa de até 500 habitantes, mas não tiveram alteração em seus coeficientes.

Com isso, as prefeituras piauienses recebem hoje (10) o valor de R$ 55.862.873,30 milhões, já considerando o valor da retenção constitucional de 20% para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), repasses para saúde (15%) e Pasep (1%).

O valor bruto do primeiro decênio do ano aumentou quando comparado com o montante recebido no mesmo período do ano passado. Em 2017, as prefeituras do Piauí receberam em janeiro R$ 80.407.932,29. Neste ano, o valor, sem os descontos constitucionais, chegou a R$ 87.285.739,53.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) orienta maior atenção dos gestores para a organização das finanças municipais, uma vez que o FPM oscila ao longo do ano, influenciado por fatores macroeconômicos que alteram a arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e também do Imposto sobre a Renda (IR), principais componentes do Fundo. 

Período chuvoso: animais peçonhentos invadem residências

Por conta das chuvas, cobras e aranhas saem do seu habitat em busca de abrigos secos

O período que compreende os meses de janeiro a abril caracteriza-se pelas fortes chuvas na Capital e, em consequência disso, os relatos de aparecimento de animais peçonhentos em residências aumentam. Por conta das águas, bichos como cobras, aranhas e escorpiões procuram abrigos secos para se alojarem. Assim, é importante que os moradores tomem cuidados para evitar sustos.

Morando há cinco anos em um condomínio próximo à beira do rio, Caroline Costa relata que, em seu apartamento, já apareceram, diversas vezes, aranhas e escorpião, além de já ter visto cobras no condomínio. “No condomínio, aparece quase sempre; na última vez, achei um escorpião no ralo do 1° andar”, conta.


Caroline fotografou escorpião que encontrou em seu apartamento. Foto: Arquivo Pessoal

Porém, o constante aparecimento de animais peçonhentos onde Caroline mora se deve também à localização do condomínio. “No fundo do nosso terreno, tem uma área de preservação ambiental e, com o período chuvoso, só tende a aumentar o aparecimento dos bichos”, diz Caroline.

Devido à esta situação, a moradora revela que toma certos cuidados para evitar o aparecimento desses animais em seu apartamento. “Eu sempre dedetizo tudo e mantenho as portas e janelas fechadas. Além de tomar cuidado com os calçados e com as roupas dentro do armário abafado”, finaliza.

Segundo Oriana Bezerra, gerente do Centro de Zoonoses de Teresina, os incidentes com animais peçonhentos ocorrem o ano todo, mas em época de chuva, é que eles saem em busca de locais secos. Ela explica que condomínios próximos a matas são os mais propensos ao aparecimento desses animais por conta do encharcamento causado na região.

“É questão de sobrevivência para eles. Quando chove muito, que encharca, eles procuram um local mais seco”, explica Oriana. Neste sentido, a especialista recomenda a capina do imóvel, caso se localize próximo à zona ambiental, de pelo menos dois metros entre o terreno do imóvel e o exterior.

Apesar das chuvas constantes, Oriana afirma que o aparecimento de certos animais peçonhentos, como o escorpião, não tem relação com a chuva. Ela explica que, geralmente, esse tipo de animal se abriga em restos de materiais de construção e saem em busca de alimentos. “Mesmo com chuva, ele ainda vai estar protegido por pedras, telhas. O que vai fazê-lo aparecer é a procura por alimentos e não por causa da chuva. Ele gosta de se alimentar com baratas, então o que pode atrair escorpião é caixa de gordura aberta, onde se alojam baratas”, explica.

Período chuvoso aumenta casos de acidentes domésticos com animais peçonhentos. Foto: Reprodução

Zoonoses dá dicas de prevenção

A gerente do Centro de Zoonoses recomenda ainda que sejam mantidos limpos quintais, jardins e terrenos baldios, não acumulando entulho e lixo doméstico. Aparar a grama dos jardins e rebocar paredes também são passos importantes para evitar surpresas com animais peçonhentos. Além disso, sacudir roupas e olhar dentro de sapatos antes de calçar também são medidas de prevenção.

Outras medidas que podem custar ao bolso do morador, mas que fazem a diferença nesse período, é o nivelamento da fossa séptica. “É um custo que muitas pessoas consideram caro, mas que só é preciso ser feito uma vez e podem prevenir, e muito, o aparecimento de quaisquer animais peçonhentos”, esclarece. Além disso, aconselha-se nivelar também as portas e janelas e afastar os móveis da parede.

Em caso de aparecimento de animais peçonhentos em casa, Oriana Bezerra indica procurar o Centro de Zoonoses. “Deve-se procurar o Centro de Zoonoses, que iremos até o local. No controle de animais peçonhentos, nós não usamos inseticida porque os abrigos desses animais já os protegem”, conclui.


Acidente entre ônibus deixa passageiros feridos no centro de Teresina

Segundo a Policia Militar, o acidente foi causado por uma colisão lateral entre os dois veículos

Um acidente envolvendo dois ônibus na manhã desta quarta-feira (10) está congestionando o trânsito no centro de Teresina. O acidente aconteceu por volta das 7h30min, no cruzamento da Avenida Frei Serafim com a rua Coelho de Resende.  Samu (Serviço de Atendimento Móvel), Policias Militares, corpo de bombeiros estão no local.


Acidente na avenida Frei Serafim deixa trânsito mais lento no centro de Teresina. Foto: Moura Alves

Segundo informações da Polícia Militar, o acidente foi causado por uma colisão lateral entre os dois coletivos, o 610- Monte Castelo, com o Timon/Shopping.  Parte dos passageiros que estavam dentro dos ônibus sofreram ferimentos leves. Não houve vítima fatal. 

De acordo com o HUT (Hospital de Urgência em Teresina), entre os feridos está uma mulher grávida de 13 semanas, que sofreu trauma abdominal e uma pancada na cabeça. Foi realizado um ultrassom, e aparentemente está tudo normal. Ao todo 14 passageiros ficaram feridos, e ficarão em observação no hospital por seis horas.

Com a colisão, o para-brisa do ônibus 610- Monte Castelo quebrou e sacou fora, espalhado vidro por todo local. O outro coletivo envolvido no acidente, além de ter a lateral amassada , também ficou com os vidros das janelas quebradas.

Por conta do acidente, o trecho entre os cruzamentos da Avenida Frei Serafim com a rua Pires de Castro e Coelho de Resende, está interditado no sentido leste-centro. Para ter acesso ao centro da capital, os motoristas que trafegam nesse sentido devem fazer o retorno na Pires de Castro, o que está deixando o trânsito mais lento.

                                                                   
                                                                                                        Bombeiros prestam socorros aos passageiros dos ônibus. Foto: ODIA


Ônibus Timon/Shopping. O acidente aconteceu entre o cruzamento da Av. Frei Sefarim com a rua Coelho de Resende. Foto: Moura Alves/ODIA

09 de janeiro de 2018

Estudantes fazem manifestação contra aumento da tarifa de ônibus

Os protestos iniciaram na Praça do Fripisa, a partir das 16h. Usuários protestam contra os novos valores de tarifa fixados pelo Prefeito Firmino Filho.

Estudantes e usuários do sistema de transporte coletivo de Teresina programaram uma manifestação para protestar contra o aumento da tarifa de ônibus na capital. Em um evento criado no Facebook, mais de 1,3 mil pessoas mostraram interesse em participar do protesto, que iniciou às 16h30 na Praça do Fripisa, localizada no centro de Teresina. Com carro de som, cartazes e entoando palavras de ordem, os estudantes pediram a diminuição do valor da tarifa integral, o afastamento do Prefeito Firmino Filho e o passe livre para estudantes. (Veja vídeos e galeria de fotos ao final desta reportagem)

Por volta das 17h, os manifestantes saíram da Praça do Fripisa e iniciaram um percurso pelo centro de Teresina. Estão presentes no protesto estudantes do IFPI, UFPI, UESPI e representantes de movimentos estudantis. Fátima Brenda, aluna do IFPI, garantiu que a intenção não é fazer vandalismo. "A gente não está aqui pra fazer vandalismo. Vândalo é quem está lá no governo, aumentando a passagem do trabalhador", enfatiza a jovem.

Durante o protesto, os estudantes bloquearam a avenida Frei Serafim e parte dos seus cruzamentos. Ao final da manifestação, os estudantes impediram a passagem dos carros entre a avenida Coelho de Resende e a Frei Serafim. A Guarda Municipal e agentes da Strans tiveram que desviar o percurso dos carros. 

Estudantes fecham cruzamento da Frei Serafim com a Coelho de Resende. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

Devido ao risco de depredação, a rota dos ônibus foi desviada do local da manifestação. Em nota, o SETUT informou ao O Dia que não houve nenhuma redução extra, além da redução normal em 17% que iniciou no dia 23 de dezembro e vai até o dia 18/02, por causa do período de férias. Contudo, durante a manifestação não foi possível ver nenhum ônibus nas proximidades da avenida Frei Serafim.

Uma viatura da Polícia Militar esteve no local e tirou fotos dos manifestantes. Segundo informações da PM e da Strans, alguns manifestantes depredaram a sede do PSDB, localizada na avenida Pires de Castro, e um veículo que estava estacionado em frente ao local.

Fotos: Jailson Soares/ODIA

O protesto tem como objetivo barrar o aumento da tarifa, fixada por meio de Decreto Municipal nos valores de R$ 3,60 para a passagem inteira e em R$ 1,15 para a passagem estudantil. Para o usuário que utiliza o transporte coletivo para se deslocar de casa para o trabalho de segunda à sábado, pagando duas passagens no valor da tarifa integral, os custos com transporte passam a representar 15,5% do salário mínimo.

Lucas Sousa, presidente da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas, afirmou que a manifestação tem como objetivo mostrar para a prefeitura que o aumento da tarifa não condiz com a realidade do transporte coletivo. "Quem votou pelo aumento dentro do Conselho Municipal não usa ônibus. O que a gente percebe é que a única justificativa para esse aumento é enriquecer os empresários donos das empresas", diz o estudante.


Estudante Fátima Brenda. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

Durante reunião do Conselho Municipal de Transporte, responsável por deliberar sobre os novos valores da tarifa, o estudante Hector Martins, representante do DCE/UFPI e membro do Conselho, afirmou que a nova tarifa está fora da realidade do trabalhador e dos estudantes de Teresina. O estudante foi uma das duas pessoas a votar contra o aumento. 

Estudantes se concentram na Praça do Fripisa, antes da manifestação. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

De acordo com o superintendente da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (Strans), Carlos Daniel, equipes da Strans estarão acompanhando a manifestação para diminuir os transtornos para a população que precisar trafegar pela região. Já de acordo com a Polícia Militar, o efetivo de policiais militares para acompanhar a manifestação será disponibilizado de acordo com a necessidade.

(Fotos: Jailson Soares/ Vídeos: Nathalia Amaral)







Câmeras e drones vão auxiliar a segurança do Corso neste ano

Evento terá uma equipe de 800 policiais militares, 100 policiais civis, 107 agentes de trânsito e 50 policiais da PRF.

Este ano o carnaval acontecerá dia 13 de fevereiro, mas as comemorações começam bem antes em Teresina, no dia 3 de fevereiro, no Corso. As instituições envolvidas na organização do evento se reuniram na manhã desta terça-feira (09), na sede da Secretária de Segurança do Piauí, para definir o plano de segurança da festa que acontece uma semana antes do Carnaval. 


Foto: Assis Fernandes/ODIA

A novidade deste ano será a implantação de câmeras no percurso, uso de drones, além do aumento de iluminação nas margens do rio. “Todo esse aparato ajuda tanto para facilitar o trabalho dos policias, quanto para oferecer tranquilidade ao público que participa da festa”, conta Luis Carlos, presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves.

Estavam presentes na reunião o secretário de segurança Fábio Abreu, o presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves Luiz Carlos Alves, além de representantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, SAMU (Serviço de Atendimento Móvel), Corpo de Bombeiros e Strans.

Foto: Assis Fernandes/ODIA

De acordo com o secretário Fábio Abreu, o principal objetivo é manter a tradição do Corso com segurança para a população. “É de suma importância a integração e o trabalho coletivo de todas essas instituições. A preocupação principal é garantir a segurança antes, durante e depois do evento”, afirma.

Com uma equipe com 800 policiais militares, 100 policiais civis, 107 agentes de trânsito e 50 policiais da PRF, o evento terá três postos de atendimento médico, um posto de comando, localizado debaixo da Ponte Estaiada, e cerca de 15 elevados da PM, ao longo do percurso. 

O corso terá início às 17h, mas a concentração dos caminhões será a partir das 06h da manhã na Avenida Duque de Caxias, próximo ao Atacadão. O percurso será o mesmo do ano anterior, na Raul Lopes.

Ambulantes evitam horário de pico para fugir da fiscalização

No caso do flagrante, os fiscais recolhem as mercadorias e, para reavê-las, os ambulantes devem ir à SDU apresentando a nota fiscal de seus produtos e pagar multa, que varia entre R$ 70 e R$ 500

O centro comercial de Teresina é a opção de muita gente para comprar produtos variados e com preços mais acessíveis. E aproveitando a grande movimentação da região, os ambulantes fazem uso das calçadas para fazer do espaço o seu mostruário de produtos. No entanto, tal prática é proibida, regulamentada no Código de Postura do Município.

Para driblar a fiscalização, os ambulantes optam por horários de menor movimentação para trabalhar. É o que conta a comerciante Francimar Araújo, que vende produtos naturais, como cremes e xaropes, no entorno da Praça da Bandeira. A vendedora é uma das poucas que expõem seus itens antes das 11h30.


Comerciantes informais se aglomeram nas proximidades da Praça da Bandeira. Foto: Elias Fontinele/ODIA

Ela ocupa um pequeno espaço da calçada durante toda a semana, de segunda a sábado, e sempre fica atenta à fiscalização, porque seus produtos já foram apreendidos pelos fiscais há um ano. “A gente busca ficar em horários tranquilos, mas sempre estando de olho porque eles recolhem sim”, fala.

Francimar ainda conta que já teve uma loja física no Centro da cidade, mas não conseguiu arcar com os custos do aluguel e, por isso, faz das calçadas sua vitrine há dois anos. Para ela, o comércio na rua não atrapalha a circulação de pessoas.

“Eu acho que não atrapalha o trânsito e a população é a favor da gente, porque estamos trabalhando e é honesto. Sou microempreendedora individual, já tive loja, mas não deu certo e resolvi vir pra cá e está dando certo”, argumenta.

Por sua vez, a ambulante Maria da Cruz e Silva prefere expor as peças de roupa para venda somente aos sábados. Ela monta uma mesa e mostruário próximos das paradas de ônibus, com apoio em um muro e, segundo ela, tem permissão da proprietária do imóvel para ficar instalada no local.

Ela comenta que tenta ficar distante das ruas para não chamar tanta atenção dos fiscais. Maria da Cruz relata que não expõe todos os itens de confecção nos horários de pico e, depois desse período, coloca no mostruário mais roupas. Apesar de nunca ter tido seus produtos recolhidos pela fiscalização, ela afirma que é preciso ficar atenta.

“Eu tento ficar encostada para não ser chamada atenção e não coloco todas as peças de uma vez. Quando fica mais calmo, a rua fica lotada de outros ambulantes”, conta.

Multa 

A proibição de ocupar calçadas, passeios e ruas está estabelecida no Código de Postura do Município. Segundo a Superintendência de Desenvolvimento Urbano Centro/Norte (SDU-Centro/Norte), as pessoas não podem se fixar nesses pontos da cidade porque é considerada ocupação de área pública. Contudo, ambulantes com carrinhos que não estão fixados em um local não se enquadram no regimento de ocupação irregular de área pública.

A SDU-Centro/Norte informa que, em 2017, foram realizadas 13 apreensões no Centro da Capital pelos fiscais que fazem rondas diariamente na região, em horários diferentes e não divulgados para evitar que as pessoas aproveitem e se instalem em períodos que a fiscalização não passaria, por exemplo.

No caso do flagrante, os fiscais recolhem as mercadorias e, para reavê-las, os ambulantes devem ir à SDU apresentando a nota fiscal de seus produtos e pagar multa, que varia entre R$ 70 e R$ 500, de acordo com o tipo de mercadoria apreendida. Quando são casos em que haja ilegalidade penal, a Polícia é quem realiza a interceptação.

08 de janeiro de 2018

Comando da PM suspende portaria que trata sobre investigações de policiais

O anúncio foi feito oficialmente pelo comandante da Polícia Militar, o Coronel Carlos Augusto. Suspensão é válida até que saia o parecer da PGE.

O comando da Polícia Militar do Piauí suspendeu a portaria que regulamentava a investigação de crimes praticados por policiais militares. De acordo com a resolução, esses crimes devem ser investigados por tribunais militares e não pela justiça comum. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (08) pelo Coronel Carlos Augusto, comandante da PM-PI, durante a aula inaugural do curso de formação dos novos policias aprovados no último concurso da corporação.


Coronel Carlos Augusto, comandante da Polícia Militar do Piauí (Foto: Assis Fernandes/ODIA)

Segundo o comandante, o objetivo da suspensão é acabar com qualquer mal-entendido e mostrar para a população que não existe, por parte da Polícia Militar, interesse em proteger, através da portaria, policiais que tenham praticado crimes. “Com essa confusão que tentaram fazer para a opinião pública é que nós submetemos a portaria para a apreciação da Procuradoria Geral do Estado. Não podemos, nesse momento de dificuldade da corporação, por erro de procedimento, deixar nenhuma mancha sobre a PM”, afirma o coronel Carlos Augusto.

A portaria ficará suspensa até que a Procuradoria Geral do Estado, que está de recesso até o dia 20 de janeiro, analise a solicitação de revogação feita pela OAB/PI na última quarta-feira (03). O assunto veio à tona devido à morte da menina Emilly Caetano, de nove anos, que foi morta após ser baleada em uma abordagem policial.


Aula inaugural do curso de formação dos policiais militares (Foto: Assis Fernandes/ODIA)

De acordo com o comandante da PM, a suspensão da portaria não altera praticamente nada com relação ao procedimento de investigação dos policiais Aldo Luís Barbosa Dornel e Francisco Venício Alves, responsáveis pela morte de Emilly. “Os procedimentos são regidos pelo Código Penal Militar e pelo Código de Processo Civil Militar, que somos obrigados e seguir. Poderíamos nem editar a portaria e apenas seguir a lei”, argumenta o coronel.


(Foto: Assis Fernandes/ODIA)

O comandante destaca ainda que os dois policiais foram presos pela Polícia Militar, autuados em flagrante pela corregedoria da instituição. “Tentam passar para a opinião pública que não foi a PM que prendeu, mas todo o inquérito policial e civil está sendo feito. O auto de flagrante foi homologado pela justiça, o que comprova que nós somos competentes para isso”, afirma Carlos Augusto, acrescentando que o titular da ação penal é o Ministério Público e não a Polícia Militar ou a Polícia Civil. “Não existe superioridade de polícia A ou polícia B”, conclui.

Com reajuste, gastos com ônibus representam 15,5% do salário mínimo

Usuários apontam veículos velhos e atrasos como problemas diários do transporte público, e para eles não justifica o aumento da passagem em Teresina

“Eu moro em José de Freitas e, pra estudar, eu pego quatro ônibus por dia”, conta Naiara Félix, de 19 anos. Ela faz licenciatura em História, na Universidade Federal do Piauí, Campus Petrônio Portela. Em uma rotina cansativa, a estudante, que mora em um dos munícipios próximos à capital, passa pela dificuldade de pagar duas conduções de valores diferentes.

Naiara Félix revela que seus pais, que moram em José de Freitas, se desdobram para conseguir pagar seu transporte. Foto: Moura Alves

Com o reajuste, o valor da passagem inteira passou de R$ 3,30 para R$ 3,71 e a meia de R$ 1,05 para R$ 1,18. “Eu pago R$ 5 no ônibus que vem de José de Freitas pra cá, mais a passagem do coletivo aqui, como sou estudante também vou passar a pagar mais, R$ 1,18 agora. Gasto, por dia, em torno de R$ 6 e mais uns centavos”, conta a estudante.

Segundo o economista Fernando Galvão, com o reajuste da passagem, uma pessoa que ganha apenas R$ 954 - valor atual do salário mínimo - e que utiliza duas passagens por dia, pode gastar R$ 148,40 por mês, ou seja, 15,5% do valor do seu salário.

Já uma família que paga duas passagens inteiras e duas meias (supondo que o casal tenha dois filhos, e cada um ganhe um salário mínimo), gasta R$ 296,80 nas inteiras e R$ 94,40 nas meias passagens. “No total, a família vai gastar R$ 391,20 ou 20,5% do salário somente em transporte público”, revela o especialista.

Em uma comparação com a cesta básica, alimentação ínfima e necessária de uma família, o economista afirma: “Se compararmos o percentual dos transportes mais os gastos com a cesta básica, serão gastos 64,8% do salário mínimo. Este percentual altíssimo é apenas o custo do transporte e da comida”, esclarece Fernando Galvão.

Os altos custos de outros produtos como gasolina, gás de cozinha e os serviços de energia elétrica e água são outras despesas que afligem e pesam no bolso do trabalhador, tornando, assim, o novo salário mínimo insuficiente para tantos gastos. “São gastos extremos. Se falarmos de dívidas, vestuário, lazer, educação e saúde, o valor ultrapassa o salário mínimo”, completa o economista.

Frota precária não justifica aumento, avaliam passageiros

Naiara Félix e Rita de Cássia, ambas dependem do transporte público para ir para universidade. Foto: Moura Alves/ODIA

Com as longas esperas e o cansaço do trajeto, Naiara Félix reclama também das condições estruturais dos transportes públicos em Teresina. “Os coletivos que eu pego aqui [Teresina] geralmente são ruins. Tem cadeira quebrada, não tem muito espaço para as pessoas ficarem em pé, poucos assentos”, comenta.

O calor, a chuva e a insegurança nos pontos de ônibus somam-se às preocupações da estudante. Ela diz gastar quase R$ 400 por mês para se locomover entre as duas cidades. “Eu acho um absurdo pagar tanto para um serviço tão escasso, ainda tem o agravante do meu ônibus não fazer integração. Normalmente, eu pago meus passes de ônibus com o dinheiro da ajuda de custo que recebo da universidade”, revela.

Os pais de Naiara Félix residem em José de Freitas e, desde que a filha passou para a universidade, fazem o possível para mantê-la. “Meu pai recebe um salário mínimo, não tem como me manter aqui, ele já fez muito esforço pra pagar meu transporte enquanto eu não conseguia uma bolsa estudantil. É uma situação difícil”, lamenta.

Já a estudante de sociologia Rita de Cássia Sousa sobrevive com os bicos de lavadeira da mãe e a pensão do pai que faleceu. Ela pega quatro ônibus da sua casa, no bairro Promorar, zona Sul de Teresina, até a universidade. “Eu geralmente pego dois ônibus pra vir e dois pra voltar, faço integração. Mas, o ônibus demora, normalmente passo uma hora e meia no trajeto, tirando o trânsito”, conta.

Ela diz gastar geralmente R$ 50 reais por mês com passes na carteira de estudante. “Quem me ajuda com o dinheiro é minha mãe e meu padrasto. Às vezes, ela me dá R$ 10 por semana, às vezes ele me dá. Apesar da situação ser difícil na minha casa, a gente vem dando um jeito”, revela.

Com o aumento da passagem, Rita de Cássia conta que vai ter que pedir mais dinheiro aos seus pais, vai ter que economizar no almoço e no lanche, no lazer e nas xerox da universidade. “Muitas vezes, eu tenho que deixar de comprar alguma coisa pra mim pra poder voltar pra casa. Eu já faço isso, agora vai piorar”, diz.

07 de janeiro de 2018

Em área de risco, famílias lutam por moradia e temem as chuvas

A ocupação Boa Esperança está entre as 56 áreas de risco monitoradas, devido à probabilidade de ocorrer, ao mesmo tempo, desabamento, deslizamento e alagamento

Como na oração de Luiz Gonzaga, as famílias que moram na ocupação Boa Esperança, zona sudeste de Teresina, pedem a Deus pra chover de mansinho. Em casas de taipa localizadas entre morros ou perto de encostas, o período de inverno traz medo.

A região está entre as 56 áreas de risco monitoradas pela Defesa Civil Municipal de Teresina, devido à probabilidade de ocorrer, ao mesmo tempo, desabamento, deslizamento e alagamento.

Fernanda da Costa Silva, de 27 anos, sabe bem o que é morar em um local como esse. Há cerca de um ano, a casa de taipa onde ela vivia com as duas filhas, localizada próxima de um barranco, caiu. “Eram as primeiras chuvas de dezembro. Sempre nesse tempo fica o medo porque a água amolece o barro e derruba as paredes. Foi o que aconteceu”, lembra a moradora.


Na ocupação as casas de taipa estão localizadas entre morros ou perto de encostas. Foto: Jailson Soares/ODIA

A existência de famílias em áreas de risco é um problema social que está diretamente relacionado à especulação imobiliária e à carência de política pública habitacional. Sem ter para onde ir, as famílias se arriscam no espaço precário que conseguem, enquanto outros acumulam terrenos esperando pela regularização para vendê-los depois.

A situação de Fernanda ilustra essa realidade. “Aqui na Boa Esperança tem muitos lotes vazios. As pessoas invadiram e não ocuparam. Agora querem vender por R$ 12 mil, mas eu não tenho esse dinheiro”, lamenta.

Por ser uma ocupação, os terrenos não possuem donos regularizados, o que contribui para as disputas pelos lotes. Segundo Fernanda, o suposto proprietário do local onde ela estava morando depois que a sua casa caiu, foi até lá para tirá-la à força. “Ele chegou com mais três homens e me bateu. Eu acho isso muito injusto. Se ele não tava aqui, é porque não precisa. E eu não tenho onde morar”, reclama.


Engenheira da ocupação Boa Esperança, Jeracinda Gomes.  Foto: Jailson Soares/ODIA

Engenheira da ocupação

As nuvens escuras e o tempo abafado anunciavam a chegada da chuva, enquanto Jeracina Gomes de Sousa, 61 anos, se preparava reforçando o reboco da parede com uma mistura de barro e cal.

Morando à beira de uma encosta, a engenheira da ocupação Boa Esperança acredita que não há motivo para temer. “Eu faço tudo certo aqui. A água vem lá de cima, mas desce pelo lado da casa. Nunca entrou e nem alagou nada”, diz.

É provável que Jeracina use toda essa convicção para disfarçar o medo de ser retirada de onde está. “Aqui não é área de risco. O problema maior é ali pra baixo. Eu não quero sair, não”, afirma, deixando escapar um tom de apelo.

Por se tratarem de ocupações, os terrenos não possuem donos regularizados.Foto: Jailson Soares/ODIA

Áreas de rico em Teresina

A Defesa Civil Municipal destaca pelo menos sete áreas, em Teresina, que oferecem maior risco de desabamento, deslizamento ou alagamento. Além da ocupação Boa Esperança, estão na lista o Parque Vitória, na zona Sul; o Parque Universitário e uma área entre os bairros Pedra Mole e Cidade Jardim, na zona Leste; uma parte do bairro São Joaquim e a Vila Apolônia, na zona Norte; e o Parque Boomerang, na zona rural.


06 de janeiro de 2018

Com início das chuvas, risco de alagamento amedronta teresinenses

Em determinadas ruas da Capital, as águas chegam até a arrancar parte do calçamento, além de causar prejuízos aos moradores.

Quando o período chuvoso inicia, começa também a preocupação com o risco de alagamento em alguns pontos da capital do Piauí. Em determinadas ruas de Teresina, as águas chegam até a arrancar parte do calçamento, além de causar prejuízos à população. Na zona Leste de Teresina, por exemplo, a promessa de construção de uma galeria se arrasta por cinco anos. A obra, que faz parte do Plano de Drenagem e seria uma das principais medidas para solucionar o problema de alagamento na região, chegou a ser iniciada em outubro de 2012, mas apenas 10% da obra foi feita, tendo sido interrompida por diversas vezes. 

Enquanto isso, os moradores e comerciantes daquela região precisam conviver com os prejuízos e transtornos causados pelas águas, além do receio de desmoronamento dos imóveis. Uilson Amanso de Assunção, de 58 anos, é proprietário de um bar localizado na Rua Herbert Parentes Fortes, no bairro São Cristóvão, um trecho que concentra bastante água vinda de outros bairros da região. Segundo ele, os moradores que residem nesta rua ficam bastante apreensivos devido ao volume das águas e a situação preocupa a população todos os anos com a chegada do período chuvoso. 

Uilson afirma que a força das águas arrasta até o aterro de um terreno baldio no bairro São Cristóvão. (Foto: Moura Alves/O Dia)

Ainda de acordo com o comerciante, muitos já se acostumaram com as cenas que presenciam a cada inverno. “Para nós, que somos acostumados com grandes enchentes, ano passado até foi menos intenso o inverno. Na minha casa, já entrou água umas duas vezes, cerca de 40 cm, há uns dois anos. Todo ano é a mesma coisa e a gente sempre acha que pode acontecer de novo”, descreve Uilson. 

Alternativas

O comerciante conta que costuma colocar placas de ferro na entrada dos portões, além de ter colocado uma mureta na porta do estabelecimento, afim de evitar que a água ultrapasse. Apesar disso, ele enfatiza que os meios utilizados não evitam que o imóvel seja invadido. Próximo ao ponto comercial, há um terreno baldio por onde escorre a correnteza. De acordo com Uilson Amanso, tratores contratados pela Prefeitura costumam aterrar o local, porém, a medida não resiste à primeira enxurrada, vez que a força da água é muito intensa.

Para o comerciante, a única intervenção que solucionaria o problema de escoamento seria a construção da galeria da zona Leste, que está parada há anos. “Melhoraria se colocassem a galeria que tanto prometem. Eu moro aqui há sete anos e nunca ficou pronta. Essa seria a solução para que as ruas não ficassem alagadas. A gente fica apreensivo de alguém ser arrastado e até pelas casas, que são antigas e não têm boa estrutura. Pode ser que a terra vá amolecendo e a casa caia. Graças a Deus, nunca aconteceu, mas a gente tem medo”, fala Uilson Amanso, preocupado com a situação das chuvas deste ano.

Ruas de Teresina alagam com a chuva. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

Águas chegam a mais de um metro de altura 

Outro ponto crítico, ainda na zona Leste de Teresina, é na Avenida Pedro Almeida, também no bairro São Cristóvão. O local é um dos mais prejudicados pelas águas, que chegam a mais de um metro de altura. No último ano, os moradores presenciaram diversos carros sendo arrastados pelas águas, além de casas sendo invadidas pela chuva e lama, causando pânico na população. 

O médico aposentado Raimundo José Fortes reside na rua há 40 anos e foi um dos primeiros moradores a se mudar para o local. Ele conta que, na época, comprou o imóvel, mas não sabia que o local era ponto de encontro de água na região. “Quando eu mudei para cá, chovia, mas não chegava a alagar. Mas, depois de alguns anos, aqui passou a ser o encontro das águas que vinham de bairros mais altos. A água já subiu cerca de 1,50m. As pessoas que moravam aqui, na minha época, venderam as casas porque não aguentavam o prejuízo. Eu mesmo comprei sem saber que aqui era uma área que alagava”, lembra. 

Para evitar que a água entre em sua residência, Raimundo José adaptou seu portão e colocou placas de ferro com borrachas que vedam a passagem das águas. Contudo, devido ao grande volume, a enxurrada acaba invadindo o imóvel, chegando a atingir mais de 1 metro de altura, comprometendo móveis e deixando a família do médico apreensiva. “Quando eu mudei para cá, o muro era baixo e coloquei uma grade de proteção, mas como foi alagando, eu fui aumentando o muro e subindo a grade. Hoje, o muro tem quase 1m de altura e, na última chuva, a água ultrapassou. Eu coloco uma borracha entre o portão para vedar e evitar que entre água, mas, mesmo assim, ela entra. Em meia hora, a água sobre muito”, pontua. 

Raimundo José mostra a altura em que a água chega em sua casa e, por isso, já perdeu muitos móveis. (Foto: Moura Alves/O Dia)

O morador conta ainda que aguarda a construção da galeria da zona Leste há cerca de 15 anos. Enquanto isso, vem sofrendo constantemente com as enchentes e perdas materiais. O médico aposentado lembra que todos os anos precisa pintar sua residência devido às manchas que ficam e que revelam a altura das águas e lama. Móveis adaptados Além disso, seus móveis também foram mudados e adaptados para esta situação. Ele explica que utilizava mó- veis feitos de madeira; contudo, as peças foram sendo danificadas e destruídas ao longo dos anos. "Eu já perdi tantos meus móveis que hoje eu só tenho móvel feito de ferro, mármore ou vidro, porque os de madeira já se acabaram. A minha casa quase não tem nada, porque, quando chove, é muito rápido e não dá tempo de subir tudo [os eletrodomésticos]", fala.

Comerciantes lamentam perda

Outro local que também sofre com a forte enxurrada é o trecho entre a Avenida Homero Castelo Branco e a Rua Eustáquio Portela, ainda no bairro São Cristóvão. A via é um dos corredores do intenso volume de água que vem de bairros mais altos e, quem trabalha por ali, conhece bem o impacto e os prejuízos que a correnteza causa. 

O mecânico José Romário dos Santos trabalha no local há apenas um ano, mas já sentiu a força das águas e os transtornos que elas provocam. Ele, que trabalha em uma borracharia, lembra que, no último ano, presenciou pneus sendo arrastados pela correnteza por muitos metros.

Céu "bonito pra chover" em Teresina. (Foto: Arquivo/O Dia)

 Além de pneus, carros também já foram levados com bastante facilidade, devido à força das águas. "Ano passado, eu estava aqui quando começou a chover e a água invadiu a borracharia e arrastou os pneus. A gente amarra os pneus, coloca calços, porque já chegamos a perder alguns, mas não adianta muito", fala. 

Para evitar perdas este ano, a borracharia contratou um funcionário para ficar de plantão em horário especial, afim de garantir que os produtos estejam protegidos em caso de chuva. "Nós fechamos às 17h, mas durante o inverno, deixamos uma pessoa de plantão, para se chover, ela guardar os pneus, porque as águas sobem rápido e se não ficar de alerta, é pego de surpresa", acrescenta José Raimundo. 

Para o mecânico, o transtorno seria solucionado se a galeria que corta boa parte dos bairros da zona Leste fosse concluída. Ele pontua que a obra foi iniciada, mas está parada por anos. Enquanto isso, moradores e comerciantes sofrem com os problemas causados pelas chuvas todos os anos.

Galeria aguarda nova licitação

Com relação à construção da galeria da zona Leste, que está parada há anos, a Superintendência de Desenvolvimento Urbano Leste (SDU/ Leste) informou que a obra faz parte do projeto operacional de execução das galerias da região. A obra, que foi reiniciada na gestão atual, teve cerca de 700 metros de todo o canal aberto executado, mas por desistência da empresa contratada para realizar a obra, os serviços tiveram de ser paralisados. 

No momento, a SDU/ Leste explica que a construção da galeria se encontra em fase de licitação e aguarda a análise das propostas para definir uma nova empresa responsável para dar continuidade à obra. A SDU/ Leste disse ainda que são realizados, periodicamente, os serviços de limpeza e desobstrução dos bueiros da região a fim de facilitar a passagem da água e minimizar os transtornos.

Chuvas arrancam calçamento no Torquato Neto 

O Residencial Torquato Neto, localizado na zona Sul de Teresina, foi entregue em 2013. No local, residem principalmente famílias que moravam em áreas de risco e fazem parte do projeto Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal. Porém, apesar do residencial ter sido entregue novo, a estrutura deixa a desejar, sobretudo com relação ao escoamento das águas da chuva. Assim que as primeiras chuvas iniciaram, do final de 2017 para o início deste ano, parte do calçamento foi danificado e levado pela correnteza. 

A Superintendência de Desenvolvimento Urbano Sul (SDU/Sul) chegou a refazer o calçamento da via, mas não foi suficiente para resistir às chuvas seguintes. Desde então, algumas vias estão intrafegáveis, com enormes buracos e mato, obrigando que os moradores desviem por outras ruas para conseguirem ter acesso ao bairro. A dona de casa Maria Helena Pereira de Oliveira mora no Residencial há quatro anos e conta que o volume de água é bastante intenso quando chove, chegando a subir quase 1 metro, sobretudo na rua onde fica localizada a quadra Q.

Sem a devida infraestrutura de drenagem, ruas chegam a ficar isoladas na zona Sul. (Foto: Moura Alves/O Dia)

A moradora cita que o local fica intrafegável e causa muitos transtornos, danificando o calçamento e deixando a população apreensiva. “A rua que passa na frente da minha casa fica impossível de passar, porque a correnteza é muito forte e fica muito alta, cobrindo a calçada, então como a gente não consegue ver onde pisa, corre o risco de cair. Na verdade, isso acontece na maioria das ruas do Torquato Neto, porque não tem galeria para escoar tanta água, o que acaba danificando muitas ruas”, fala a moradora. 

Ela lembra que, quando o Residencial foi entregue, a estrutura era apropriada, mas logo nas primeiras chuvas, os estragos começaram a aparecer. Na época, equipes da SDU/Sul chegaram a ir ao local para fazer reparos, mas nas chuvas seguintes, o calçamento foi arrancado novamente. Em 2016, a rua ficou completamente destruída e, desde então, não foram feitos mais reparos. “Quando chove, não tem como a gente passar, então quem precisar ir para a outra quadra tem que dar a volta por outra rua, porque não têm condições de seguir na mesma via. Todo mundo é prejudicado, porque precisa andar mais, porque não consegue andar com seu carro na rua, e também a gente fica com receio de acontecer algum acidente”, frisa.

Ruas estão intrafegáveis. (Foto: Moura Alves/O Dia)

 A dona de casa Maria Augusta Alencar Bacelar também reclama das péssimas condições das ruas do Residencial Torquato Neto. Na quadra E, por exemplo, o estrago é tão grande que um quarteirão inteiro está completamente isolado. Isto porque o calçamento cedeu e a rua foi tomada por terra e entulho, com altura de quase 30 cm. “Essa rua é a pior de todas, porque não dá para passar é de jeito nenhum. E quando chove, o volume de água corre todo para lá, o que dificulta ainda mais, porque as pedras são arrastadas. A gente tem medo quando chove, porque a água fica muito forte e tem medo de alguma criança ser levada. Uma vez um senhor foi tentar passar de bicicleta e quase foi levado, imagina uma criança que é pequena”, finaliza.

Algumas vias estão intrafegáveis, com enormes buracos e mato. (Foto: Moura Alves/O Dia)

Para sair do papel, obras precisam de recursos federais

Em 2012, a Prefeitura Municipal de Teresina concluiu o Plano de Drenagem da cidade, que definiu as diretrizes que seriam tomadas e as obras prioritárias para resolver os problemas de drenagem de águas fluviais. Segundo Ítalo Portela Gomes, engenheiro e secretário executivo de Captação de Recurso da Semplan, a partir do plano diretor, foram identificadas algumas bacias prioritárias. Além da galeria da zona Leste, foram localizadas mais oito bacias, sendo duas na zona Leste, quatro na zona Sul, duas na zona Sudeste e a da região do Lagoas do Norte, onde já existe projeto. “Em 2013, captamos recursos para poder desenvolver os projetos, fizemos a licitação em 2014 e estamos em execução dos oito projetos nas mais diversas localidades de Teresina”, disse. 

Segundo Ítalo, em 2016, foi solicitado que a empresa que estava desenvolvendo os projetos dessas bacias de Teresina priorizasse a que fica localizada na região do Portal da Alegria, na zona Sul da cidade, afim de elaborar medidas que minimizassem os prejuízos nos bairros mais críticos, como o Torquato Neto. De acordo com ele, a minuta do plano foi encaminhada para a Caixa Econômica Federal e está bem adiantada, com previsão de que em 45 dias o projeto executivo do Portal da Alegria esteja concluído. 

Obras de galeria na zona norte de Teresina. (Foto: Arquivo O Dia)

“Paralelo a isso, estamos tentando capitar recursos, junto ao Governo Federal, para executar parte das obras do Torquato Neto, mas não temos uma previsão, de fato, quando as obras irão começar”, fala. Ítalo Portela enfatiza ainda que, com base em um levantamento feito pela SDU/Sul, com relação ao quanto foi gasto com reparos e manutenção da região do Portal da Alegria e do Torquato Neto, mostra que os custos foram elevados. 

Entre os anos de 2014 a 2016, foram gastos mais de R$ 1,2 milhão com calçamento, contrato de máquina para fazer terraplanem, asfalto, entre outros, devido aos estragos causados pela chuva. “Apesar dessas medidas, o problema só será resolvido, de fato, com a macrodrenagem na região. A Prefeitura de Teresina não tem como desenvolver com recursos próprios, porque o projeto de drenagem de toda essa cidade supera R$ 4 bilhões e é um valor muito alto”, enfatiza.

Chuvas devem continuar até maio

A preocupação da população com a chegada do período chuvoso não é em vão. Segundo a Meteorologia, essa semana que passou foi a mais crítica, com dias bastante chuvosos em quase todo o Piauí. Outros municí- pios piauienses também estão tendo bastante dias chuvosos, sobretudo na região Centro-Oeste e Sudeste. “No extremo Norte e extremo Sul, vai ter algumas chuvas, está aumentando, estão se concentrado no mês de janeiro e as chuvas devem continuar até maio”, fala a meteorologista Sônia Feitosa. 

Com relação a Teresina, a especialista pontua que em alguns bairros tendem a chover mais que nos outros, principalmente os que ficam mais próximos aos rios, devido à umidade. “Na região e nos municípios que ficam mais perto do Rio Parnaíba, chove mais mesmo devido à umidade que vem da Amazônia. Quando vai se aproximando do Leste e Nordeste do Ceará, daquela região perto de Pernambuco, aí há predominância de massa de ar seco, então perde mais influência da umidade da Amazônia. Às vezes, acontece, por exemplo, de chover mais no Mocambinho do que no bairro de Fátima, mas no outro dia, acontece o inverso”, fala. 

As chuvas, no extremo Sul do Estado, devem acabar primeiro. Já no extremo Norte, deve encerrar mais tarde e se estender até maio.

05 de janeiro de 2018

Intervenção no cruzamento da Miguel Rosa com Gil Martins inicia amanhã (06)

Essa intervenção visa adequar a via ao funcionamento do Corredor Sul

A partir de amanhã (06) será proibida a conversão à esquerda de veículos no cruzamento das avenidas Miguel Rosa com Gil Martins. A intervenção tem como objetivo melhorar o fluxo de veículos e garantir o funcionamento do Corredor Sul, que é composto pelas Avenidas Miguel Rosa, Barão de Gurgueia e Henry Wall de Carvalho, na zona Sul da cidade.

De acordo com José Falcão, diretor de Trânsito e Sistema Viário da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito ( Strans), a partir de agora será proibida a conversão à esquerda neste cruzamento. “Essa intervenção visa adequar a via ao funcionamento do Corredor Sul. Fizemos toda a sinalização no local e a partir de sábado os agentes ficarão orientando os condutores pelos próximos dias até que as pessoas se acostumem com a mudança”, explica.

Falcão ressalta que a mudança vai trazer mais agilidade e segurança na circulação de veículos e pedestres nas avenidas Miguel Rosa e Gil Martins, que são importantes corredores de circulação de veículos na zona Sul e merecem uma mudança para melhorar o trânsito. “Com a implantação dos corredores teremos um transporte público mais ágil e melhor para todos”, acrescenta.

Confira como ficará a nova rota para os veículos conforme os mapas:

· MAPA 01 - Miguel Rosa sentido Norte/Sul para acessar à Avenida Industrial Gil Martins.

- Rota na cor vermelha cruzando a Industrial Gil Martins e dobrando à direita na Rua Professor João Soares, em seguida, à direita na Rua Valença e à direita na Avenida Industrial Gil Martins.

· MAPA 02 - Miguel Rosa sentido Sul/Norte para acessar à Avenida Industrial Gil Martins.

- Rota na cor laranja cruzando a Industrial Gil Martins e dobrando à direita na Rua Beneditinos, seguindo dobrando à direita na Rua Coronel Luis Ferraz e acessando Gil Martins.

· MAPA 03 - Avenida Industrial Gil Martins sentido Leste/Oeste

- Rota na cor rosa, o veículo deverá seguir na Avenida Gil Martins, cruzará Avenida Miguel Rosa, em seguida dobrar à direita na primeira rua e em seguida novamente à direita e pegar à direita a Avenida Miguel Rosa.

· MAPA 04 - Avenida Industrial Gil Martins sentido Oeste/ Leste

- Rota na cor azul, o condutor do veículo deverá cruzar a Avenida Miguel Rosa, em seguida dobrar à direita na Rua Valença, em seguida converter à direita na Rua Beneditos e acessar a Miguel Rosa.

Fardamento escolar não sofre reajuste e se mantém o mesmo em 2018

Nas lojas da região central de Teresina, os valores das blusas variam entre R$ 18,90 e R$ 26, enquanto a calça custa em torno de R$ 60

A farda é um dos itens obrigatórios exigidos pelas escolas e a venda deste produto também movimenta o comércio no início do ano. Lojas e fábricas especializadas em comercializar calças e camisas de farda registram aumento considerável nas vendas neste período, assim como a procura por bordados, que são usados nas fardas de crianças das primeiras séries.

Segundo Alberto Mariano, responsável por uma loja de fardamento no Centro de Teresina, os preços de fardamento não subiram e, até mesmo, chegaram a diminuir. Nas lojas da região central de Teresina, os valores das blusas variam entre R$ 18,90 e R$ 26, enquanto a calça custa em torno de R$ 60.


A procura pelas fardas só deve iniciar no final do mês de janeiro, mais próximo do novo ano letivo. Foto: Moura Alves/ODIA

No entanto, a movimentação pela procura das fardas inicia somente no final do mês de janeiro, quando os pais vão entregar o material escolar e aproveitam para ir às lojas, pesquisar preços e realizar a compra. “Muitos deles deixam para última hora mesmo, eles aproveitam as férias para viajar e vêm comprar depois de passar na escola e deixar o material”, explica Alberto Mariano.

O vendedor ainda fala que é mais comum encontrar o fardamento nas próprias escolas e, geralmente, nestes estabelecimentos, os preços tendem a ser mais altos porque a escola também lucra com a venda dos itens de vestuário.

Além disso, o comércio também lucra com bordados nas fardas de crianças das primeiras séries. O custo desse procedimento varia de R$ 10 e é muito procurado porque os estabelecimentos de ensino exigem a identificação da criança na farda. “Bordado é mais no infantário, porque todos têm que ser bordados para identificar a farda”, informa Alberto.

A autônoma Rosa Castro conta que costuma trocar o fardamento do filho no início do ano, por conta do desgaste, especialmente da calça de farda. Ela comenta que não acha os preços tão altos e é possível encaixar a compra no orçamento de começo de ano, junto com o material escolar.

“É um gasto que é preciso, é uma norma da escola que deve ser cumprida, até porque o acesso à escola só é permitido com a farda. Os preços são normais, não são absurdos, então dá para encaixar”, avalia.

Regulamentação que multa pedestres e ciclistas deve virar lei municipal

Em caso de descumprimento das regras, o pedestre poderá ser multado e deve pagar valor de R$ 44,19 e os ciclistas devem arcar com R$ 130,16

Este ano, os pedestres e ciclistas deverão ficar atentos ao modo como transitam nas ruas. Isto porque, a partir do final do mês de abril, passará a valer a regulamentação que define o modo como ciclistas e pedestres devem circular nas vias. Em caso de descumprimento, o pedestre poderá ser multado e deve pagar valor de R$ 44,19 e os ciclistas devem arcar com R$ 130,16.

As punições já estavam previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), mas não eram praticadas devido à falta de regulamentação. Será multado o pedestre flagrado parado no meio da rua ou atravessando fora da passarela, passagem subterrânea ou faixa, além daqueles que usarem vias sem autorização para festas ou outras atividades que podem atrapalhar o tráfego.

Já o ciclista deverá ser multado caso seja flagrado pedalando sem as mãos, transitando pela calçada quando não há sinalização, andando na contramão ou transportando peso incompatível. A bicicleta também poderá ser removida.

De acordo com coronel Jaime Oliveira, diretor de Operação e Fiscalização da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), será elaborado um projeto de lei municipal, que vai ser encaminhado à Câmara Municipal, para regulamentar essa norma em Teresina. A legislação deve definir os procedimentos de aplicação da penalidade e como será o formulário de multa.

“O Código já diz como deve ser o caso de multa e remoção da bicicleta. Já o pedestre será multado a partir do CPF”, explica, acrescentando que, após sanção da lei, a intenção é realizar, nos primeiros dois meses, trabalhos educativos com a população, com a aplicação de multas educativas.

Para aplicar a sanção, o agente de trânsito deverá preencher um auto de infração – que pode ser eletrônico - com nome completo do pedestre e documento de identificação, além de endereço e CPF. Já os ciclistas serão abordados e notificados da autuação.

Canteiro da Avenida Frei Serafim sofre com falta de manutenção

Árvores sem a devida poda, principalmente no período de chuvas, colocam os transeuntes em perigo, além de ameaçarem a rede elétrica da avenida

Além de ser uma importante via de circulação de veículos, a Avenida Frei Serafim também é conhecida por seu extenso canteiro central, que é percorrido diariamente por inúmeros pedestres. Mas o que já foi um significativo símbolo da cidade e uma área de convívio no Centro de Teresina, hoje encontra-se em situação de abandono e descaso.

A procura por uma lixeira em quase toda a extensão do canteiro central da avenida é uma tarefa quase impossível de ser realizada. Consequência disso é a grande quantidade de lixo que se acumula pelo espaço.


Banco quebrado é sustentado por pedaço de árvore no passeio da via. Foto: Jailson soares/ODIA

O aposentado Emílio Martins, de 78 anos, é maranhense e vem mensalmente a Teresina fazer tratamento de saúde. Ele lembra que essa nem sempre foi a situação do canteiro central da Frei Serafim. “Antigamente, isso aqui era limpo, não tinha essa sujeira toda não. Hoje tá assim, abandonado e feio”, relata.

Além do acúmulo de lixo, outro ponto que chama a atenção são os bancos do passeio. Os que resistem às depredações quase que não oferecem condições de uso, dada as péssimas condições de conservação. “Quase não encontro banco para sentar, todos sujos”, conta Emílio.

A arborização, uma das principais marcas do canteiro central da avenida, também se encontra em estado de abandono. Árvores sem a devida poda, principalmente no período de chuvas, colocam os transeuntes em perigo, além de ameaçarem a rede elétrica da avenida. Além disso, as poucas plantas que ainda ornamentam o canteiro apresentam um aspecto de descuido.

Contraponto

Procurada pela reportagem, a Superintendência de Desenvolvimento Urbano da região Centro/Norte (SDU-Centro/Norte) afirmou ter conhecimento da situação em que se encontra o canteiro central da Avenida Frei Serafim e se prontificou a realizar os reparos emergenciais, como a substituição dos bancos danificados e a instalação de novas lixeiras.

Já a Gerência de Serviços Urbanos da SDU-Centro/Norte, responsável pela manutenção das plantas do canteiro, informou que um problema no sistema de irrigação do local está dificultando a rega das plantas, mas que o serviço está sendo feito de forma manual, com o auxílio de um carro pipa, diariamente.

Passeio pode dar espaço para sete paradas de ônibus

Não bastasse todos os problemas já citados pela população, o canteiro central da Avenida Frei Serafim ainda pode perder parte de seu espaço para abrigar sete novas paradas de ônibus.

Esta não é a primeira vez que se tenta alterar a estrutura do passeio da via, no entanto, uma série de legislações protege a estrutura, principalmente a ambiental, visto que, para execução dessas obras, a Prefeitura teria que realizar a derrubada de várias árvores, causando um grande impacto ambiental.

Procuradas pela reportagem, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) e a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) não prestaram maiores informações sobre o projeto.


Clientes madrugam para aproveitar descontos de até 70% em lojas

Com as ofertas, os lojistas esperam acabar com os estoques de fim de ano e movimentar o comércio até a próxima semana

A temporada de queima de estoque iniciou em Teresina. As lojas estão em liquidação, com mega saldão e produtos pela metade do preço para atrair os clientes que, muitas vezes, aguardam este momento para comprar. Com o Centro movimentado, tem gente que já passa dia e noite na fila em busca dos melhores preços, este é o caso de Maria Lucilene.

Há 5 anos, Maria Luciene comparece à loja que oferece feirão de móveis, tudo com 70% de desconto. Ela conta que passa o dia na fila na companhia de seu sobrinho para chegar primeiro e aproveitar os produtos. “Eu adoro promoção e gosto do que é bom, e o que é bom, é caro; então, tem que aproveitar a promoção. E como sempre comparece muita gente, eu venho pra passar a noite pra escolher melhor o que a gente quer”, revela.

Tradicionais liquidações de início de ano atraem consumidores para o Centro de Teresina. Foto: Assis Fernandes/ODIA

O esquema é feito com a ajuda de toda família. “A gente reveza. No caso, eu [Maria] vou ficar aqui até meio dia, volto pra casa e depois meu marido vem e fica até mais tarde. Logo depois, minhas irmãs vêm e, quando dar umas nove da noite, eu volto e passo a noite até às 6h da manhã, que é o horário do feirão”, explica a compradora.

Com a grande movimentação, os lojistas preparam todas as mercadorias para os clientes. “As vendas do final de ano foram satisfatórias, mas realmente em janeiro há uma maior procura devido aos baixos preços. A gente já entra no clima, já coloca promoções mesmo de verdade. Tem que entrar na ‘vibe’ de promoção”, diz o gerente Francivaldo Cruz.

Com a loja toda pela metade do preço, a vendedora Liliane da Silva comenta, entre o ‘corre corre’ no atendimento, que vendeu mais em janeiro do que no Ano Novo. “Eles [clientes] estão vindo mais agora, depois do Ano Novo, por causa das promoções. A loja anda bem mais cheia”, destaca.

Entre as liquidações e queimas de estoque, o cliente deve ficar esperto com as falsas promoções. Segundo a consumidora Ana Clara Duarte, muitas vezes, os preços são fraudados. “Por ser estoque que sobrou, o preço fica menor e a gente se atrai pra vir comprar, mas muitas vezes o preço que dizem que está na promoção, na verdade, é quanto o produto vale normalmente”, comenta.

Balanço

Segundo Tertulino Passos, presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado do Piauí (Sindilojas/PI), as vendas do Natal e Ano Novo foram satisfatórias. “Estamos fazendo o levantamento com mais lojas, mas podemos afirmar que as vendas cresceram em relação ao saldo do ano passado”, afirma.

Para quem ainda não teve tempo de comprar os produtos em liquidação, o Sindilojas/PI garante que as vendas com preços baixos irão até a próxima semana. “Já têm algumas lojas fazendo promoção esta semana. Mas, as promoções se iniciam efetivamente na próxima semana”, garante.

Supermercados

Além das lojas do Centro de Teresina, os supermercados também estão com promoções para atrair os consumidores que pouparam no fim do ano para aproveitar as ofertas tradicionais do mês de janeiro. A rede Extra, por exemplo, realiza o seu já tradicional Saldão, entre os dias 3 e 7 de janeiro, com ofertas em diversas categorias e condições de pagamentos diferenciadas.

Os descontos nas categorias de Bazar e Eletro podem chegar em até 60% e, para os clientes que optarem por utilizar o cartão do supermercado, o pagamento dos produtos de eletro pode ser feito em 20 vezes sem juros; nos demais cartões, o parcelamento chega a 10 vezes sem juros.

Entre as principais ofertas estão os pneus aro 14, com 50% de desconto na compra da segunda unidade, e as bicicletas e brinquedos, com 20% de desconto. Já em Eletro, todos os fogões, micro-ondas e fornos elétricos estarão com 25% de desconto.