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Notícias Teresina

26 de maio de 2018

Intervenções na mobilidade urbana em Teresina penalizam espaço para ciclistas

Dados da União de Ciclistas do Brasil revela que a implementação do sistema de transporte Inthegra acabou por extinguir 25% a estrutura cicloviária da Capital.

Carlos Augusto, aos 66 anos de idade, traz na memória uma cidade que viu mudar e se expandir de perto. Para ele, sempre foi especialmente fácil notar a nova via que surgia, a Avenida que se tornava pavimentada ou criada nas diferentes zonas da cidade, por acompanhar tudo enquanto pedalava por Teresina. Essa experiência de transitar de bicicleta pela cidade, não o faz titubear ao afirmar: “como ciclistas, somos esquecidos pelo poder público”, considera.

A impressão do senhor se converte em números. Teresina, que até ano passado tinha pouco mais de 40 quilômetros de malha cicloviária - entre ciclovias e ciclofaixas -, por conta das recentes intervenções para implementação do novo sistema de transporte público urbano da capital, o Inthegra, teve cerca de 25% de sua estrutura cicloviária extinta.

Essa redução de espaços se deve ao estreitamento de cerca de dez quilômetros de ciclovias referentes às Avenidas Presidente Kennedy, na zona Leste, e Miguel Rosa, na zona Sul de Teresina, que foram estreitadas para dar lugar aos corredores exclusivos de ônibus.


“Como ciclistas, somos esquecidos pelo poder público”, diz o senhor Carlos Augusto (Foto: Jailson Soares/O Dia)

Os dados são da pesquisa levantada pelo membro da União de Ciclistas do Brasil (UCB) e arquiteto, Luan Rusvell.

Outro grande déficit acrescido a esta realidade foi a retirada total da ciclovia presente na Avenida Duque de Caxias, na zona Norte de Teresina, uma das principais rotas de circulação das pessoas que utilizam o transporte não motorizados na Capital.

“Desde criança que ando em Teresina de bicicleta e sempre vejo que as mudanças nunca vêm para melhorar a realidade do ciclista. Estamos sempre expostos e, agora, com ciclovias que disputam lugar com pedestres, árvores e postes”, destaca o aposentado Carlos Augusto.

A Prefeitura de Teresina, desde 2015, possui um Plano Diretor Cicloviário no qual aponta diretrizes para o cenário. Entre os aspectos destacados estão a prioridade no sistema viário para modos de transporte movidos a propulsão humana (seguido pelo transporte coletivo e, por último, pelo transporte individual motorizado).


Foto: Jailson Soares/O Dia

O documento também aponta o investimento neste setor como forma de redução das desigualdades e promoção da inclusão social, equidade no uso do espaço público de circulação, além da integração entre os modos e serviços de transporte urbanos.

Em um período de crise de combustíveis, se torna urgente discutir outras formas de transporte dentro da cidade. As ciclovias, de certa forma negligenciadas dentro das intervenções urbanas, agora se mostram como opção mais que viável para a promoção de um transporte independente e socialmente positivo.

Expostos: Ciclistas relatam insegurança

Luis Cláudio é pai de três fi­lhas e se esforça para participar das atividades da vida diária de todas. É dele a responsabili­dade, por exemplo, de sempre deixar duas delas na escola, a Jordânia, de 9 anos, e Bianca, 12 anos. E para fazer isso, Luis usa seu meio oficial de loco­moção: a bicicleta. Como pai, trabalhador e usuário de um veículo não motorizado, ele fala do medo que grande par­te dos ciclistas também apon­tam: a insegurança no trânsito.

A sensação, segundo os usuá­rios do transporte, é de estarem expostos dentro da malha viá­ria da cidade. Isso porque nem todas as zonas de Teresina pos­suem ciclovias ou ciclofaixas destinadas a essa categoria de condutor, o que acarreta, in­variavelmente, que muitos dos ciclistas disputem espaços nas vias com carros e motocicletas.

“Pensaram nas paradas e es­queceram os ciclistas. É claro que ter um transporte público que funcione é muito impor­tante, mas nós não poderíamos ser negligenciados. A bicicleta é um meio que promove a saúde da população e não é in­centivada dentro do arranjo da cidade”, destaca Luis Cláudio.


"É claro que ter um transporte público que funcione é muito impor­tante, mas nós não poderíamos ser negligenciados", diz Luís Cláudio (Foto: Jailson Soares/O Dia)

Ele costuma percorrer cerca de 20 quilômetros, diariamen­te, com o uso da bicicleta. Ao transportar as filhas, o cuida­do é redobrado, mas mesmo assim situações de risco são comuns no cotidiano da famí­lia. “Vamos do Parque Piauí ao bairro Três Andares e o cui­dado é enorme, mas estamos expostos. Nas ciclovias que existem, temos que disputar o lugar com pedestres, árvores, postes e elas não estão interli­gadas”, acusa.

Os apontamentos de Luis também são compartilhados por Altemar Dutra, que não se sente seguro dentro da malha viária da Capital. Para ele, pou­co adianta utilizar as ciclovias, já que para chegar ao Centro da Cidade, seu objetivo diário, ele sempre tem de sair do local destinado aos ciclistas.

“As ciclovias vão se compli­cando no percurso. Em algu­mas partes, ainda tem material da construção dos terminais que inviabiliza nossa passa­gem. É hora de ter mais aten­ção para quem anda de bicicle­ta em Teresina”, solicita.

Novas ciclofaixas estão em locais desertos, diz ciclista

Os ciclistas que residem no bairro Primavera, zona Nor­te de Teresina, e precisam se deslocar para o Centro, por exemplo, costumavam passar pela Avenida Duque de Ca­xias, e utilizar as ciclovias ao longo de toda a via. Contudo, desde que foram iniciadas as obras de construção do corre­dor exclusivo do novo sistema de integração de transporte público da região, essas vias destinadas aos ciclistas foram extintas.

Quem precisa transitar to­dos os dias pelo local sente a dificuldade que é dividir o espaço na avenida com carros, motocicletas e ônibus. Jairo Paulo Araújo dos Santos (30) passa pela via praticamente todos os dias e enfatiza que o passeio exclusivo para os ci­clistas era o principal meio de locomoção para quem faz uso desse transporte.


Foto: Jailson Soares/O Dia

“Eu me sentia mais seguro andando pela ciclovia, porque a gente não tinha que ficar se preocupando com os carros, mas agora que tiraram ficou muito ruim, porque temos que desviar dos veículos e é perigoso. Colocaram as faixas de ciclistas em outras mais para dentro do bairro [aveni­das Roraima e União], mas essa é o nosso caminho prin­cipal”, comenta.

Ele enfatiza que mudar a rota das pessoas não é mui­to favorável, sobretudo para vias com pouca movimenta­ção de pedestres e veículos, sujeitando os ciclistas a ris­cos como assaltos. “O cor­reto mesmo é a gente pegar a avenida principal, que é a que a gente usa todo dia, desde sempre. Mas eles tira­ram esse privilégio da gente. Eu mesmo não vou deixar de andar pela avenida que sem­pre ando para ir por outra mais longe e mais perigosa”, enfatiza.

O autônomo Josimar Go­mes (50) reside no bairro Mocambinho e também passa pelo local diariamente. Ele co­menta que a ciclovia era bas­tante utilizada e os usuários foram muito prejudicados, beneficiando apenas os moto­ristas. O morador ainda acres­centa que tem receio de andar na mesma via que os carros, mas prefere se arriscar do que ir para outras ruas menos movimentadas.


Foto: Jailson Soares/O Dia

“Eu tenho medo, mas a gen­te anda porque é o jeito. A op­ção que deram foi andarmos por outras ruas, no morro, mas é deserta e perigosa. De­viam ter aprimorado a avenida de um jeito que a gente não fossemos prejudicados, mas só querem beneficiar os moto­ristas”, argumenta.

Contraponto

Em nota, a Superintendên­cia Municipal de Transporte e Trânsito (Strans) informa que as ciclovias da Avenida Duque de Caxias foram transferidas para as ruas perpendiculares por conta da implantação do Corredor Norte e que faixas estão sendo pintadas com for­ma de orientar os ciclistas.

25 de maio de 2018

Voos da Gol entre Teresina e Brasília são cancelados

Em razão da falta de combustível no Aeroporto Internacional de Brasília, os aviões permanecem no pátio, sem condições de decolar.

Passageiros que aguardavam embarque de Teresina para Brasília e de Brasília para Teresina na manhã desta sexta-feira (25), foram obrigados a adiar a viagem. Isto porque dois voos da  Gol Linhas Aéreas, entre a Capital Piauiense a Capital Federal, tiveram que ser cancelados devido à falta de combustível para abastecer as aeronaves no aeroporto JK, em Brasília. Os voos que cancelados são o 01718, previsto para sair de Brasília às 11h45min, com destino a Teresina; e o voo 01723, saindo de Teresina às 12h15min, com destino a Brasília.

Embora ainda não haja falta de combustível no aeroporto de Teresina, em Brasília, este é um problema que vem sendo observado desde as primeiras horas de hoje. Isto acaba prejudicando qualquer voo que precise passar pela Capital Federal, porque uma vez que a aeronave pouse, ela precisa ser reabastecida para uma nova vigem e o querosene que abastece os aviões está em falta no aeroporto internacional JK.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

Por meio de nota, a Gol Linhas aéreas informo que está trabalhando para minimizar os impactos da crise aos seus clientes, ampliando as medidas de contingência em toda sua operação.

Os passageiros impactados pelos cancelamentos da Gol Linhas Aéreas poderão procurar a companhia a fim de remarcar suas viagens, sem a cobrança de taxas e de acordo com a disponibilidade. Ou ainda, solicitar reembolso ou crédito integral de suas passagens, pelos canais de atendimento: site (www.voegol.com.br), aplicativo ou pelo telefone da Central de Atendimento 0300 115 2121 e 0800 704 0465.

A Gol Linhas Aéreas reiterou que está trabalhando para manter sua operação dentro da normalidade e ressalta que segue os mais rigorosos padrões de Segurança - valor número um da companhia.

Setut reduz frota para garantir circulação de ônibus na segunda-feira

A quantidade de ônibus circulando em Teresina reduzirá 30% das 9h às 11h e das 14h às 16h durante esta sexta-feira. Há risco não haver ônibus na próxima semana caso greve persista.

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina (Setut) anunciou que estará retirando 30% da sua frota de ônibus de circulação das 9h às 11h e das 14h às 16h nesta sexta-feira (25). A medida de contingência é necessária para economizar o consumo de óleo diesel pelos veículos e garantir que na segunda-feira (28) haja ônibus circulando nas ruas da Capital. É isto o que explica um dos membros da diretoria do Sindicato.

De acordo com Hebert Miúra, caso a frota não seja reduzida hoje, há risco de na próxima semana o estoque de combustível dos ônibus zerar e não haver condições de colocar nenhum veículo nas ruas. “Se continuar como está, sem nenhuma interferência, a frota inteira vai ter que parar, então a gente espera que a população compreenda que se trata de uma medida emergencial para garantir ao menos o funcionamento do sistema até que esta situação se resolva”, explicou Herbert.


Foto: Moura Alves/O Dia

A retirada de ônibus das ruas vai afetar todas as zonas de Teresina, já que foi uma decisão tomada em conjunto com representantes de todos os consórcios operacionais da Capital. O Setut explica que nos horários de pico, a frota vai operar em sua totalidade e que a redução será somente nos horários de menor fluxo de passageiros, para evitar superlotação nas paradas de ônibus.

Ainda ontem, a empresa Taguaur, que opera na zona Sudeste, havia anunciado que reduziria sua frota como medida para economizar o consumo de combustível diante da crise de abastecimento.

Consumo alto e combustível em falta

Segundo levantamento do Setut, os 450 ônibus que compõem a frota da Capital consomem por mês um 1,65 milhão de litros de óleo diesel por mês. Este estoque já está em falta, uma vez que os caminhões tanque, carregados de combustível, não estão conseguindo sair do posto da Petrobras em Teresina por conta do bloqueio formado pelos motoristas de aplicativo desde ontem. Eles também protestam contra o aumento na gasolina.

Preço dos alimentos deve subir com escassez de produtos à venda

Com poucos produtos em estoque, os comerciantes devem subir os preços para reduzir os prejuízos.

Com a quantidade de produtos reduzida nos estoques dos permissionários da Nova Ceasa, muitos comerciantes es­tão aumentando o preço de alguns alimentos, caracterizando a oferta da lei e da procura. “Eu conversei com alguns comer­ciantes e uns disseram que vão deixar o preço que ainda está, mas outros já aumentaram. É questão de mercado, se um não tem uma mercadoria e o outro tem, esse vai aumentar”, explica Marcos Massaranduba, gerente de Mercado da Nova Ceasa.

Quem trabalha nos galpões comenta que poucos cami­nhões conseguiram chegar à central e que as mercadorias que tinham em estoque estão acabando. Sem ter como repor, muitos comerciantes temem prejuízos e falam em aumentar o preço dos produtos.

“Eu vendo mais de mil cai­xas de verduras para pessoas de outras cidades e estados, mas os compradores não estão conseguindo chegar aqui e eu não vendi nem metade do que costumo vender por dia. E tam­bém não tenho como abaste­cer, tudo que eu tenho é isso; se acabar, vou ficar sem nada, en­tão como só tenho isso, prova­velmente eu tenha que aumen­tar o preço, senão terei muitos prejuízos”, comenta Luciano Sousa.

Permissionários reclamam que vendas de caixa estão bem abaixo do esperado para o período (Foto: Moura Alves/O Dia)

O auxiliar Carlos Alberto trabalha em um depósito de especiarias e afirma que os poucos caminhões que chega­ram à Nova Ceasa não foram suficientes para abastecer o estoque. “Nós que revendemos e já temos produtos no estoque não estamos sentindo muito, apesar da quantidade de caminhões que chegaram terem sido poucas; mas quem está aguardando para receber pro­dutos, tem sofrido, porque não estão chegando caminhões”, enfatiza.

Já a permissionária Cleudile­ne Alves Bastos de Sousa cita que, por hora, tem conseguido comprar frutas e verduras. Po­rém, ela pontua que as vendas estão bem abaixo do esperado diariamente, principalmente porque seus clientes são pes­soas que abastecem comércios de bairros e necessitam de transporte maior para levar as mercadorias.

“As vendas individuais estão até boas, mas os clientes que compram de caixa ainda não apareceram; acredito que não estão conseguindo passar nas estradas. Então, eu estou tendo que aumentar um pouco o va­lor dos produtos, até porque o valor que pagamos para a Ceasa aumentou”, finaliza.

24 de maio de 2018

Azul, Latam e Gol anunciam medidas de contingência em Teresina

De acordo com o relatório produzido Infraero, o aeroporto de Teresina só tem combustível até amanhã.

As três empresas aéreas que operam em Teresina - Azul, Latam e Gol - anunciaram medidas de contingência para voos no aeroporto de Teresina, devido aos protestos dos caminhoneiros, que impedem o fornecimento de combustível e, consequentemente, o abastecimento das aeronaves.

De acordo com o Relatório de Monitoramento da Mobilização dos Caminhoneiros, produzido pelo Núcleo de Acompanhamento e Gestão Operacional da Infraero, o aeroporto de Teresina só possui autonomia de combustível até amanhã (25).


Foto: Assis Fernandes/O Dia

A Azul informou que os passageiros com origem ou destino para Teresina até o dia 31 de maio, poderão remarcar a passagem para datas alternativas, sem custo adicional. As remarcações podem ser realizadas por meio do callcenter da Azul (capitais e regiões metropolitanas 4003-1118 / outras localidades 0800 887 1118).

Por enquanto, não há voos cancelados que afetem clientes viajando para o Piauí, mas as informações são constantemente atualizadas neste link.

A Latam também flexibilizou as regras nesta quinta-feira (24), oferecendo isenção da cobrança de taxa de remarcação e das diferenças tarifárias da passagem para nova data à escolha do cliente, em voos domésticos com partidas, chegadas ou conexões programadas para os aeroportos de Brasília, Goiânia, Ilhéus, Recife e Teresina.

Os passageiros impactados por esta contingência podem entrar em contato com a Central de Vendas, Informações, Fidelidade e Serviços (4002-5700 nas capitais ou 0300-570- 5700 nas demais localidades do Brasil) ou procurar uma loja da companhia.

A Gol informou que mantém as ações necessárias para minimizar os impactos aos seus clientes. A companhia ressalta que não registrou atrasos ou cancelamentos de seus voos, mas recomenda que passageiros com viagens previstas durante este período, verifiquem a situação de seus voos, antes de se deslocarem aos aeroportos, através dos canais de atendimento da companhia: site (www.voegol.com.br), aplicativo ou pelo telefone da Central de Atendimento  0300 115 2121 e 0800 704 0465.

Caso os passageiros sejam impactados por eventuais cancelamentos, eles devem procurar a companhia a fim de remarcar suas viagens, sem a cobrança de taxas e de acordo com a disponibilidade. Ou ainda, solicitar reembolso integral de suas passagens.


Ubers e taxistas se unem a caminhoneiros em protesto na capital

O protesto é contra o aumento dos preços do óleo diesel e o bloqueio está acontecendo não só no Piauí, mas também nas principais rodovias de pelo menos 21 estados e no Distrito Federal

As manifestações contra o aumento nos preços do combustível seguem para o segundo dia na capital piauiense e terceiro dia no Estado, com caminhoneiros bloqueado as principais rodovias. Hoje, os protestos ganham o reforço de taxistas e motoristas de aplicativos. A manifestação está marcada para as 15h, em diferentes pontos da cidade. 

De acordo com João Francisco Martins, presidente da Associação dos Motoristas de Transporte por Aplicativo é de suma importância a união dos motoristas e de toda a população. “Vamos formar uma frente, vamos lutar. Por isso estaremos unidos dando apoio aos caminhoneiros”, afirma. 


Motoristas teresinense se unem aos caminhoneiros em protesto. Foto: Geici Mello/ ODIA

Segundo João Francisco a mobilização começou nas redes sociais. “Quando ficamos sabendo que os caminhoneiros iriam parar nos organizamos para apoiá-los. Teremos três pontos de manifesto, no rodoanel (BR-316 e BR-343), no balão da Tabuleta e no cruzamento das Avenidas Miguel Rosa e Frei Serafim”, completa. 

Abastecimento prejudicado 

O aeroporto da capital, a Nova Ceasa e os supermercados foram os primeiros a sentirem o impacto das manifestações dos caminhoneiros nas estradas piauiense. 

Segundo o Relatório produzido pelo Núcleo de Acompanhamento e Gestão Operacional da Infraero, o aeroporto de Teresina só tem combustível suficiente para funcionar até amanhã (25). 

Por conta dos bloqueios nas estradas, os caminhões com hortifrutigranjeiros que abasteceriam a Nova Ceasa nesta quinta-feira (24), podem não chegar a Teresina, o que torna a situação preocupante.  Os supermercados também estão em estado de alerta. No interior do Piauí, alguns estabelecimentos já estão com problemas no estoque. 

O protesto é contra o aumento dos preços do óleo diesel e o bloqueio está acontecendo não só no Piauí, mas também nas principais rodovias de pelo menos 21 estados e no Distrito Federal.

Aeroporto de THE só tem combustível para abastecer aeronaves até amanhã

Segundo o relatório da Infraero, a paralisação dos caminhoneiros em todo o Brasil dificulta a chegada de querosene para abastecer as aeronaves na Capital.

O aumento nos preços dos combustíveis anunciado pelo Governo Federal no começo desta semana já traz consequências para o setor areroportuário. Devido à paralisação dos caminhoneiros, que acontece em todo o Brasil, o abastecimento dos aeroportos com combustível para as aeronaves está prejudicado e em Teresina a situação não é diferente.

De acordo com o Relatório de Monitoramento da Mobilização dos Caminhoneiros, produzido pelo Núcleo de Acompanhamento e Gestão Operacional da Infraero, o Aeroporto Petrônio Portela, em Teresina, possui autonomia de combustível para as próximas 24 horas e, no máximo, para dois dias. Como o relatório foi divulgado ontem (23), isto implica dizer que só há querosene disponível para abastecer as aeronaves que saem da Capital até esta sexta-feira (25).

Além de Teresina, também se encontram no mesmo grupo o aeroporto Santos Dumont (no Rio de Janeiro), o aeroporto de Goiânia, os aeroportos de Campo Grande e de Ilhéus, o aeroporto de Foz do Iguaçu e o aeroporto de Londrina. Em cidades como Aracaju, Recife, São Paulo (Aeroporto de Congonhas), Maceió e Palmas a situação é mais crítica, porque estes terminais aeroportuários só possuem estoque de combustível disponível somente para hoje.


Foto: Reprodução/Infraero

A Infraero ainda não informou se poderá haver atrasos ou até mesmo cancelamentos de voos partindo de Teresina por conta da limitação na quantidade de combustíveis para os aviões. A empresa aconselha que os passageiros procurem suas companhias aéreas para checar com mais segurança a situação dos voos.

Por meio de nota, a empresa informou que está monitorando o abastecimento de querosene de aviação por parte dos fornecedores e que já alertou as operadoras de aeronaves que avaliem seus planejamentos de voos para que cada uma possa definir sua melhor estratégia de abastecimento de acordo com estoque disponível.

A Infraero está em contato com os órgãos públicos relacionados ao setor aéreo para garantir a chegada dos caminhões com combustível nos aeroportos.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

Confira a nota da Infraero na íntegra

A Infraero está monitorando o abastecimento de querosene de aviação por parte dos fornecedores que atuam nos terminais e já alertou aos operadores de aeronaves que avaliem seus planejamentos de voos para que cada um possa definir sua melhor estratégia de abastecimento de acordo com o estoque disponível na origem e destino do voo.

Ao mesmo tempo, a Infraero está em contato com órgãos públicos relacionados ao setor aéreo para garantir a chegada dos caminhões com combustível de aviação aos aeroportos administrados pela empresa.

Sobre o relatório mencionado pela reportagem, trata-se de um levantamento diário da Infraero e que ajuda a empresa a monitorar a situação do fornecimento de querosene de aviação pelas fornecedoras, além de auxiliar na proposta de ação por parte do Poder Público no sentido de garantir o abastecimento das aeronaves.

Aos passageiros, a Infraero recomenda que procurem suas companhias para consultar a situação de seus voos. Aos operadores de aeronaves, a empresa orienta que façam a consulta sobre a disponibilidade de combustível na origem e no destino do voo programado.

A Infraero compreende o direito de manifestação, mas entende que os protestos devem ocorrer sem afetar o direito de ir e vir das pessoas, bem como a segurança das operações aeroportuárias.

Assaltos frequentes assustam moradores do Conjunto João Emílio Falcão

Nem mesmo a proximidade do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar inibe a ação dos assaltantes.

Os moradores do Conjunto João Emílio Falcão, localizado no bairro Cristo Rei, na zona Sul de Teresina, estão assustados com os assaltos são frequentes. Segundo um grupo de mototaxistas que trabalha na região, a falta de policiamento e a retirada de uma câmera de segurança que estava instalada próxima a uma quadra de esportes contribuem para as ocorrências.

“Todo dia tem assalto. Ontem mesmo, na minha quadra, o cara fez a moça levantar o vestido pra pegar o celular dela e aí não tem como a gente fazer nada. Na minha casa, não tem energia pra iluminar a rua e eu coloquei um refletor. No bloco onde a gente mora, perto do terreno baldio, é assalto direto”, destaca o mototaxista Antônio Roberto, que mora no conjunto há quatro anos.

Nem mesmo a proximidade do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar do Piauí, que fica na Avenida Higino Cunha, inibe a ação dos bandidos. De acordo com os mototaxistas, eles costumam pedir ajuda, quando necessário, a um amigo que é policial militar e faz uma espécie de “ronda” quando está em serviço.


Francisca Andrade trabalha em um salão na região e fica apreensiva com os casos de roubo (Foto: Moura Alves/ODIA)

A população afirma ainda que observa uma tendência nos assaltos: a maioria das vítimas é mulher e os roubos ocorrem por volta do meio-dia, por ter pouco movimento nas ruas.

Francisca Andrade é dona de um salão de beleza que funciona dentro do conjunto e também relata o desconforto que a insegurança causa nos moradores e donos de estabelecimentos na região. “Eu fico apreensiva porque são constantes os comentários desses pequenos furtos e arrastões; às vezes, no ponto de ônibus e na rua. Aqui na rua do lado, na Avenida São Raimundo, uma vez passou um arrastão umas 19h e foi só passando de comércio em comércio e fizeram um arrastão grande. Muitas vezes, eu estou saindo daqui e vejo os meninos [do ponto de mototáxi] comentarem: ‘dona Francisca, volte para o salão, um assalto”, conta.

A reportagem do Jornal O DIA tentou contato com a Polícia Militar, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

23 de maio de 2018

35 mil litros de combustível adulterado seriam distribuídos no Piauí

Até agora são 19 presos, entre gerentes de postos, motoristas de transportadoras de combustível e representantes de distribuidoras.

A Polícia Rodoviária Federal apreendeu 35 mil litros de combustível adulterado que seriam distribuídos para postos no Piauí. A apreensão durante a Operação Estanque foi realizada em Teresina e Timon, mas o produto também seria levado para municípios como Piripiri e Capitão de Campos. Os nomes dos postos não foram divulgados. 

Nos áudios coletados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), através da quebra de sigilo telefônico dos envolvidos, um deles menciona que entregou combustível em “uns lá na José dos Santos e Silva. O nome do homem grampeado é Américo, motorista que transportava o produto.


Dentre as distribuidoras alvo da operação está a Tropical, que subcontratava a empresa JN LTDA no Piauí para transportar os combustíveis. Da Tropical foram presos vigilantes e motoristas. Da JN foram presas duas pessoas, incluindo um dos donos, identificado como Gerson. A polícia também tem mandado em aberto contra o irmão dele.

Até o momento já são 19 presos encaminhados ao sistema prisional, entre gerentes de postos, motoristas de transportadoras de combustível e representantes de distribuidoras.

Esquema

De acordo com o promotor Romulo Cordão, coordenador do Gaeco, a gasolina adulterada vinha de São Luís e chegava às distribuidoras de Teresina, onde eram adulteradas para serem entregues nos postos do estado. Essa adulteração envolvia mistura com água e etanol acima da medida estabelecida em lei pela Agência Nacional de Petróleo e pelo Inmetro. “A gente sabe que gasolina e água não se misturam, mas dentro dos tanques dos postos, existe um lastro que deve ser preenchido. Eles colocavam a água ali para completar o volume do tanque", explicou o promotor.

Detalhes da operação Estanque foram divulgados durante coletiva de imprensa na sede da Gaeco. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

A adulteração não era feita só nos postos, mas também nas garagens onde ficavam armazenados os combustíveis. Nesses locais eles misturavam o combustível com álcool e outros aditivos para encorpar a gasolina e dar-lhe volume.

Cada barril era repassado aos postos por um preço médio de R$ 60. Este valor, segundo apurou o Gaeco, estava abaixo do praticado no mercado. Em outro áudio do motorista Américo ele diz que "a 4,20 o litro da gasolina, tem que cobrar é 84 reais no mínimo pra compensar os custos".




Foi a partir desta fala que o Ministério Público do Trabalho chegou a um outro esquema: as fraudes trabalhistas e salariais da quadrilha. O procurador do Trabalho Edno Moura afirmou que os donos dos postos compensavam a perda salarial dos funcionários com combustível. “Eles ainda lucravam em cima dessa transação clandestina porque o valor praticado era a metade do valor de mercado. Fora os constrangimentos e a jornada exaustiva", diz o procurador.

As denúncias encaminhadas ao Gaeco envolvem desrespeito às leis trabalhistas, uso de drogas para inibir o sono, transporte irregular e adulteração de combustível. Em áudios divulgados pela força-tarefa, um dos motoristas relatou que o salário recebido era cerca de R$ 1 mil a menos do que constava em seu contracheque. E justificava o furto do combustível como forma de compensar o salário não recebido integralmente. 

A força-tarefa concluiu que se trata de uma associação criminosa, que furta e comete vários crimes contra a ordem econômica, tributária, trabalhista e ambiental.

Caminhoneiros protestam na Tabuleta e trânsito fica congestionado

Cerca de 40 caminhoneiros e mais 20 motoristas de ônibus de turismo aderiram ao protesto contra o aumento de combustível.

Os motoristas de caminhão chegaram em carreata à Tabuleta, na zona sul de Teresina, por volta das 10h desta quarta-feira (23). Cerca de 40 caminhoneiros e mais 20 motoristas de ônibus de turismo aderiram ao protesto que ocorre em várias regiões do País, contra o aumento de combustível.

Caminhoneiros protestam na Tabuleta e trânsito fica congestionado. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

Os manifestantes ficaram parados em fila, fechando duas vias da Avenida Getúlio Vargas. Eles afirmam que a via ficará interditada parcialmente por tempo indeterminado. O trânsito na região já começa a ficar complicado.

Somente carros, motos, ambulâncias e caminhões com carga perecível estão autorizados a passar. Ônibus coletivos devem procurar desvios. Agentes da Strans estão no local organizando o trânsito e orientando os condutores.

Caminhoneiros protestam na Tabuleta e trânsito fica congestionado. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

De acordo como motorista Jeferson Brito, o gasto com combustível corresponde a 45% do valor cobrado sobre o frete. “A gente não pode trabalhar para pagar diesel. Temos nossos custos pessoais e isso governo nenhum leva em conta", afirma o caminhoneiro.

Edvan Ferreira, um dos organizadores do movimento, diz que um caminhoneiro cobra R$ 5 mil de frete e destina R$ 3.500 para pagar combustível e fazer as viagens. “Dos 1.500 reais restantes, 950 são investidos em pagamento de pedágios e eventuais multas e para o motorista sobram apenas 550 reais. Esta é a média do lucro de um caminhoneiro por viagem no Piauí”, calcula.

Veja mais fotos:

(Créditos: Assis Fernandes/O Dia)

Caminhoneiros protestam contra aumento do diesel e fecham vias em THE

Dezenas de caminhões já se concentram na BR-316 para seguir em carreata até o posto fiscal da Tabuleta. Trânsito deve ficar lento no local.

Assim como em todo o restante do Brasil, os caminhoneiros que cruzam as estradas do Piauí também iniciaram uma onda de protestos contra o aumento no preço da gasolina e do óleo diesel. Ontem o dia foi de protestos no interior e hoje as manifestações se concentram em Teresina, onde o trânsito deverá ficar lento em algumas vias.

Desde as seis horas da manhã que dezenas de caminhoneiros se concentram na altura do quilômetro 10 da BR-316, no perímetro urbano da Capital. De lá, eles seguirão em carreata pela Avenida Getúlio Vargas até alcançarem o posto fiscal da Tabuleta, onde vai acontecer a manifestação. Devido à aglomeração de caminhões, os motoristas que precisarem passar pelo local deverão redobrar a atenção.


Carreata até a Tabuleta, onde ocorre protesto a partir das 10h

“A pista vai ficar interditada parcialmente, então caminhões não passam, somente veículos pequenos e ambulâncias. Estamos nosso direito de reivindicar pela retirada deste reajuste e esperamos que a população entenda e se junte a nós nesta luta”, afirmou o caminhoneiro Edvan Ferreira, que é um dos organizadores do movimento.

Embora este seja o primeiro protestos de caminhoneiros em Teresina, não é o primeiro no Piauí. Durante a tarde de ontem (22), cerca de 100 motoristas de caminhão fecharam a BR-247, em Marcolândia, pedindo a retirada do reajuste nos preços do combustível. Os manifestantes bloquearam as duas pistas da rodovia com pneus e pedaços de madeira e parte dela só foi liberada após uma negociação com a Polícia Militar.


Caminhoneiros fazem protesto contra aumento do combustível na PI-247. (Foto: Divugalção/PM)

Na segunda-feira (21), foram os motoristas de aplicativo que fizeram protesto na Avenida João XXIII, em Teresina, contra o aumento do preço da gasolina. A Polícia Rodoviária Federal informou que vai acompanhar toda a movimentação dos motoristas.

Reajuste e medidas

O Governo Federal anunciou cinco reajustes seguidos nos preços do combustível somente na semana passada. A variação era de R$ 0,50 no valor da gasolina. Nesta terça-feira, a Petrobras anunciou novo aumento de 0,97% no valor do diesel e de 0,9% no valor da gasolina. Este foi o gatilho para que a onda de protestos se alastrasse por todo o país.

Ontem (22), o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, anunciou que o Governo eliminará o tributo que incide sobre o diesel (Cide), quando o Congresso Nacional aprovar o projeto da reoneração da folha de pagamentos. Guardia informou também que Governo acabará, em 2020, com a desoneração da folha de pagamentos em todos os setores. Se o projeto de reoneração for aprovado, o Legislativo fará com que haja aumentos nas receitas da União que, em troca, cortará o Cide.

Caminhoneiros rebatem

A medida, no entanto, é considerada insuficiente para minimizar os impactos dos reajustes seguidos nos bolsos dos caminhoneiros. Foi o que declarou Edvan Ferreira. “Ela não repercute em nada, porque vai trazer outros prejuízos a nível municipal e estadual e nossas perdas são acumuladas há décadas. Não estamos pedindo aumento do frete, queremos apenas a retirada desses reajustes consecutivos que só vem agravando nossa crise financeira, sobretudo nos últimos anos”, destacou.

Terminal do Livramento começa a operar até julho

Strans aguarda finalização das obras do corredor da Avenida João XXIII para liberar o funcionamento do terminal.

O próximo terminal de integração a entrar em operação total é o do Livramento, na zona Sudeste de Teresina. E para tanto, estão sendo finalizadas as obras do corredor da Avenida João XXIII, cuja previsão de conclusão é até o início de julho. Em março, o novo sistema de transporte público da Capital, o Inthegra, passou a funcionar na zona Sul, com os terminais do Bela Vista e Parque Piauí, além do Itararé, na zona Sudeste.

“Está faltando, basicamente, terminar as obras da Avenida João XXIII, as estações estão sendo finalizadas, colocando ar-condicionado, pintura, vidros e outros detalhes e acabamentos”, comenta o superintendente municipal de Transporte e Trânsito (Strans), Carlos Daniel.

Logo em seguida, será a vez de colocar em funcionamento a zona Leste. As obras dos terminais da Santa Lia e do Zoobotânico estão sendo iniciadas. Paralelamente, estão sendo feitas as obras do corredor da Avenida Presidente Kennedy para que, assim que os terminais estejam concluídos, o fluxo seja liberado. A previsão de conclusão das obras é até novembro deste ano.

“E depois disso vamos liberar a zona Norte. Agora que estamos licitando o corredor da Avenida Rui Barbosa, e a previsão é até dezembro. Quando todas as regiões estiveram prontas, o Inthegra vai funcionar, porque a zona Norte é a última que vai ser finalizada”, acrescenta.


Terminal já funciona em caráter experimental aos finais de semana na zona Sudeste de Teresina (Foto: Arquivo O Dia)

Avaliação

O superintendente da Strans avalia os primeiros meses de funcionamento do novo sistema de transporte público de Teresina, que iniciou com a zona Sul e um dos terminais da zona Sudeste. Carlos Daniel enfatiza que a população está começando a entender o sistema e que algumas correções foram feitas para facilitar ainda mais a operação do transporte público.

“Sempre que aparece a necessidade de fazer alguma correção, a gente faz. Estamos trabalhando para fechar os terminais para que, quando os passageiros entrem e já catraquem, facilitando o embarque. Queremos começar com o terminal do Livramento já fechado e os da zona Sul que foram entregues serão fechados, e estamos começando isso com o do Bela Vista, e os próximos que serão entregues já estarão com essa nova estrutura”, finaliza.

22 de maio de 2018

Mulheres protestam cobrando políticas públicas contra violência de gênero

Grupo se reuniu na manhã de hoje (22) em frente ao Palácio de Karnak para tentar entregar uma carta aberta ao governador Wellington Dias.

Um grupo de mulheres organizadas se reuniu hoje nas portas do Palácio de Karnak para protestar contra o aumento nos casos de feminicídio no Piauí e pedir mais investimento em políticas públicas contra a violência de gênero. A intenção do grupo era entregar uma carta aberta ao governador Wellington Dias na qual elas listam uma série de ações que precisam ser adotadas pelo Estado em caráter de urgência para garantir a segurança e proteção das piauienses.

Com carros de som e cartazes, o grupo entoava palavra de ordem e pedia a presença do governador ou de algum representante do Karnak para poderem abrir um diálogo. Na carta aberta as mulheres cobram, dentre outros, a tomada de ações imediatas para os casos de violência em curso, repostas imediatas sobre as razões de denúncias feitas pelas mulheres não serem atendidas devidamente e a instalação de pontos de atendimento aos casos de violência, incluindo o encaminhamento para casa de acolhimento enquanto o processo corre judicialmente.


Foto: Moura Alves/O Dia

As manifestantes pediam ainda a que o poder disponibilize moradias dignas para que as mulheres em situação de violência já denunciada não precisem retornar ao convívio do agressor, implantação de políticas de empregos para as mulheres em situação de violência, bem como a tomada de ações imediatas para prevenir casos de violência e investimentos em políticas estaduais de igualdade de gênero.

Assim que o grupo chegou em frente ao Karnak, seguranças da sede do Governo fecharam os portões, ato que foi duramente criticado pelas integrantes do movimento. Para a estudante de Seeviço Social da Uespi, Geísa Caldas, o ato mostrou que o poder público não está aberto ao diálogo. “A gente se sente bloqueado, porque é como se eles utilizassem o poder que eles têm justamente para nos calar, e é por isso acontecem muitas mortes. As mulheres trans, negras são invisíveis na nossa sociedade”, afirma.


Foto: Moura Alves/O Dia

Quem também criticou a ação do Governo foi Amélia Nunes, integrante do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro. Ela declara: “Nós fomos recebidas com polícia, fomos colocadas pra fora e os portões trancados. Devem pensar que nós somos talvez terroristas, mas nós não somos. Nós viemos para alertar a sociedade para o perigo que qualquer mulher, pelo simples fato de ser mulher, está correndo”, dispara Amélia.

Até o final da manhã, as manifestantes ainda não tinham recebidos por nenhum representante do Governo.

Foto: Moura Alves/O Dia

Casos recentes

A manifestação acontece uma semana após o assassinato brutal da cabeleireira Aretha Dantas Claro pelo ex-companheiro Paulo Alves Neto. Após ser esfaqueada, Aretha foi atropelada e teve seu corpo abandonado em plena Avenida Maranhão. O autor do crime foi preso preventivamente.

No final de semana, outra mulher, de nome Gisleide Alves, foi mota pelo companheiro a facadas dentro de casa no bairro Santa Fé. O corpo de Gisleide foi encontrado pelo próprio filho e o autor do crime foi preso horas depois entre Nazária e Teresina.

21 de maio de 2018

A duas semanas da inauguração, novo VLT vai operar com estrutura antiga

O secretário de Transportes diz que, mesmo com uso de estrutura antiga, o serviço não será prejudicado.

A viagem inaugural do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), apresentado pela Setrans na semana passada, está marcada para o dia 4 de junho. A cerca de duas semanas do início das operações, apenas o transporte é novo. As estações e os trilhos utilizados serão os mesmos que já funcionam com o metrô de Teresina, em funcionamento desde o governo Alberto Silva. A preocupação é de que a viabilização do VLT em Teresina seja comprometida por entrar em operação sobre os trilhos do antigo metrô, operado pela Companhia Metropolitana de Transporte Público (CMTP). 

No entanto, em entrevista a ODIA, o secretário de Transportes Guilhermano Pires diz que isso não vai comprometer o seu funcionamento. Um sistema de telemetria (responsável pela coleta desses dados) será responsável por antecipar os eventuais problemas que podem ocorrer com o VLT em virtude dos deslocamento na antiga malha ferroviária.

“Isso já vai ser antecipado para que a gente não chegue a ter o problema de interrupção do serviço de metrô por causa de algum problema na linha. Isso com ele não vai acontecer. (...) Existe uma cláusula do fabricante [do VLT] garantindo que o equipamento é capaz de operar nas condições atuais da linha existente”, diz.

O secretário explica que antes da revitalização da malha ferroviária, O VLT funcionará com a velocidade reduzida. “Claro, não vai conseguir chegar na velocidade que o equipamento tem condição de chegar, tem um limitador de velocidade, mas não é nada que prejudique a operação do VLT”, garante.


Viagem confortável e agilidade: duas característica do novo sistema (Foto: Ccom)

Segundo Guilhermano, a Secretaria de Estado de Transportes (Setrans) antecipa o funcionamento do VLT em uma fase anterior à revitalização da linha ferroviária para começar a oferecer o serviço o mais rápido possível. ´

“Não é uma obra simples e como o VLT tem condições técnicas de operar com a linha existente, não há nenhum motivo para que a gente possa privar a população de uma melhoria de conforto e qualidade de vida se a gente pode fornecer isso. Isso que foi determinante para que a gente pudesse colocar logo em operação o VLT”, destaca.

O VLT

A aquisição do veículo foi feita com uma empresa cearense. O VLT é fabricado na cidade de Barbalha, no Ceará. Até o momento, foram adquiridos três veículos. O VLT vai substituir o antigo metrô e serão 600 passageiros por viagem. O tempo médio da estação do Dirceu até a parada final, no Shopping da Cidade, é de 20 a 25 minutos. Os diferenciais são o preço da passagem e o tempo reduzido de deslocamento. O modelo já é adotado em outras capitais, a exemplo do Rio de Janeiro.

“Com isso a gente tem um ganho indireto. Você diminui a quantidade de veículos no Centro. Outro grande ganho é que esse serviço não pode ser autônomo. A ideia é que no futuro o VLT seja complementador do sistema de integração", assinala Guilhermano.

18 de maio de 2018

220 mil pessoas são esperadas na edição 2018 do Salão do Livro do Piauí

Ao todo, serão mais de 100 estandes, entre livrarias e estandes institucionais, além do bate-papo e outros espaços culturais

16ª edição do Salão do Livro do Piauí (Salipi) e o 21º Seminário Língua Viva acontecem, este ano, entre os dias 1º e 10 de junho, na Universidade Federal do Piauí (Ufpi). O lançamento do evento ocorreu ontem (17) e uma das novidades deste ano é o curso de literatura clássica em quatro módulos, que será ministrado pela professora Danny Barradas.

A expectativa da organização é superar o público do ano passado, de aproximadamente 200 mil pessoas, alcançando entre 210 e 220 mil participantes nos dez dias do evento. Ao todo, serão mais de 100 estandes, envolvendo livrarias e estandes institucionais, além do bate-papo e outros espaços culturais que estão presentes no evento.

Kássio Gomes, presidente da Fundação Quixote, uma das organizadoras do evento, destaca que o Salipi se reinventa a cada ano, agregando novos formatos aos já existentes na programação. Ele detalhou também o processo de expansão do Salipi para outras cidades, como Bom Jesus e Valença.

Já o professor Cineas Santos, que também integra a organização do evento, lembra um pouco sobre a história do Salipi. “Quando se realizou a primeira edição desse Salão, em 2003, não havia a menor possibilidade de dar certo. Quatro professores absolutamente inexperientes, nenhuma instituição forte por trás. O Salão era uma aventura, que se deu muito pelo entusiasmo do professor Wellington [Soares] e do professor Luís Romero”, ressalta.


Lançamento do evento reuniu membros da Fundação Quixote, Ufpi e a vice-governadora (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

Até cinco anos atrás, o Salipi acontecia na Praça Pedro II, no Centro de Teresina, quando foi transferido para a Universidade Federal do Piauí, que segue sediando o evento até agora. O professor Luís Romero explica que a mudança de local foi feita buscando maior segurança para os participantes. Ele também fala das dificuldades para fazer o evento. “É muito salão pra pouca gente fazer”, confessa. Ainda assim, eles seguem nessa missão por amor ao evento e ao lugar que ele já têm na cultura piauiense. “O Salão é paixão. Estou lá, estou completo. Faz parte da minha história”, diz.

O reitor da Ufpi, Arimatéia Dantas, afirma que a parceria com a Fundação Quixote rendeu muitos frutos, especialmente no que diz respeito ao aumento do público que comparece ao local todos os anos. “Nós adotamos o Salipi. Enquanto estiver na Reitoria, essa parceria vai continuar. É importante trazermos a comunidade pra dentro da Ufpi”, assinala o reitor, acrescentando que, mesmo com as restrições orçamentárias, a instituição vai continuar oferecendo as mesmas condições dos anos anteriores para a realização do evento.

Por fim, a vice-governadora do Estado, Margarete Coelho, falou da importância de um evento do porte do Salipi para a valorização da produção literária no Piauí. “O Piauí é um estado que tem grande vocação para as letras. A nossa produção literária é muito intensa. A literatura piauiense sempre foi grande, mas sempre precisou de espaço para se apresentar e o Salipi é esse grande fórum em que a literatura e arte se integram”, destaca.

17 de maio de 2018

Cantor se envolve em discussão e é baleado na perna

Em um vídeo, divulgado nas redes sociais, é possível ver o inicio da discussão entre o cantor e um homem, que ainda não foi identificado

Atualizada às 12:50

O comando da Polícia Militar confirmou que o homem envolvido na briga é um policial militar de Teresina. Segundo informações ele não estava em horário de trabalho. A corregedoria da PM foi acionada e deu inicio as investigações. Os depoimentos das testemunhas que estavam no local foram colhidos. A PM está aguardando o policial se apresentar. 


O cantor piauiense Saulo Dugado foi baleado após se envolver em uma briga. O caso aconteceu na manhã desta quinta-feira (17), dentro de uma padaria, localizada na Avenida Presidente Kennedy, zona leste de Teresina. 

Em um vídeo, divulgado nas redes sociais, é possível ver o inicio da discussão entre o cantor e um homem, que ainda não foi identificado. Após alguns segundos discutindo, os dois se exaltam e partem para agressão física. Segundos depois o homem saca a arma e dispara dois tiros, um acerta a perna de Saulo. 


Segundo o comandante do 5º BPM, tenente-coronel Iran Moura, os funcionários disseram não ter visto o início da briga, porém, testemunhas que estavam no local prestaram depoimentos a polícia. “As informações preliminares apontam que o cantor estava alterado e tendo uma discussão verbal com a mulher que o acompanhava. Então,  um homem decidiu intervir, foi quando o Saulo se levantou e começaram as agressões físicas”, conta.

Inicialmente suspeitava-se que o homem que aparece no vídeo brigando com o cantor é um policial. Contudo, o comando da Polícia Militar ainda não confirmou a informação. 

Saulo Dugado foi ferido na perna e encaminhado para um hospital particular de Teresina. O Portal O DIA entrou em contato, mas, não há informações sobre o estado de saúde do cantor.  A polícia está realizando diligências no local. 

16 de maio de 2018

Escola infantil ensina crianças a cozinhar e lavar roupas

A instituição tem alunos de dois a cinco anos, que são instigados desde cedo por meio de atividades interativas complementares ao horário escolar

Da teoria à prática, uma escola infantil em Teresina ensina crianças a cozinhar, lavar roupa, entre outras atividades básicas do cotidiano. A instituição tem alunos de dois a cinco anos, que são instigados desde cedo por meio de atividades interativas complementares ao horário escolar. As fotos das crianças praticando as atividades domésticas foram compartilhadas no perfil da escola privada, no Instagram, e geraram comentários positivos.


Foto: Divulgação

De acordo com o projeto pedagógico, o ‘conhecimento de mundo’ deve ser ensinado desde cedo. A pedagoga Vanessa Nunes explica que a metodologia de ensino é baseada em temas e assim é possível aplicar o que eles aprendem na teoria. “Essa interação produz uma criação de memórias afetivas, isto permite que o que foi ensinado seja absorvido de forma mais eficaz”, explica. 

Toda semana é abordado um tema diferente, confirma a pedagoga. “A gente planeja as atividades de forma que eles possam praticar tanto o ensino das matérias comuns, tipo português e matemática. Aliando isso a experiências sociais que melhorem o convívio”, completa. 

Para os pais é satisfatório a empolgação dos filhos, é o que afirma Dalila Araújo, mãe do pequeno Luan, de três anos. “Ele chega em casa contando tudo. Vejo que essa forma de aprendizado faz com que eles fixem melhor. Vejo isso de forma positiva e apoio a ideia”, disse.


Foto: Divulgação

Caminhão fica preso ao tentar passar por corredor de ônibus na BR-316

Motorista disse à PRF que pensou que a faixa do terminal de passageiros fosse acesso para a via de velocidade da rodovia.

Um caminhão de carga tentou passar pelo corredor exclusivo para ônibus coletivos e acabou ficando preso no terminal de passageiros da BR-316, próximo à Avenida Miguel Rosa. O incidente aconteceu por volta das 20 horas da noite de ontem (15) e, segundo a PRF, o motorista entrou na faixa exclusiva do transporte municipal porque pensou que ela era a via de acesso à pista de velocidade da rodovia.

“O caminhão não era daqui, tinha placa de Piranhas, no Estado de Alagoas, e o motorista disse que não entendeu a sinalização do local. Ele pensou que tinha que entrar pelo corredor do terminal para poder acessa a pista do meio, que é a de maior velocidade de tráfego e não percebeu que havia uma rampa. Como o caminhão é bem mais alto e mais robusto que um ônibus, ele acabou ficando preso na estrutura de concreto, sem conseguir ir nem voltar”, detalhou o inspetor.


Foto: Divulgação PRF

A PRF teve que usar um guindaste para conseguir retirar o caminhão que ficou preso ao terminal. O motorista não sofreu ferimentos, mas o trânsito na BR-316, próximo à Miguel Rosa ficou congestionado por boa parte da noite. Só depois das 22 horas é que o veículo foi posto de volta na pista.

O reparo na estrutura do terminal começou a ser feito ainda na noite de ontem e a previsão é que seja concluído já na manhã de hoje.

15 de maio de 2018

14 de maio de 2018

2º Pint of Science mostra como ciência está presente no dia a dia das pessoas

O evento de divulgação científica ocorre nos 14, 15 e 16 de maio em bares de Teresina.

A segunda edição do evento de divulgação científica Pinto of Science vai acontecer nos dias 14, 15, e 16 de maio, a partir das 19h em bares de Teresina. A ideia do evento é levar os debates sobre ciência para um ambiente descontraído e mostrar que a ciência está presente no dia a dia das pessoas, desde as coisas mais simples, e como ela ajuda a resolver os problemas da sociedade. Cientistas piauienses apresentarão suas pesquisas nos bares Rambeer Cervejaria Artesanal e Medalhão do Chef. A entrada é gratuita e o público só pagará o que consumir nos locais selecionados para o bate-papo. Os palestrantes participam de forma voluntária.

O evento é organizado pelo Centro Unificado de Inovação Aplicada (CUIA), em parceria com a Sedet (Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Tecnológico), por meio da Superintendência de Ciência e Tecnologia. O coordenador local do evento é o professor Francisco Soares.

Em entrevista à reportagem de ODia, superintendente de Ciência e Tecnologia Thiago Carvalho contou um pouco da história e da importância de um evento desse tipo. Ele é pesquisador na área de tecnologia e atualmente é professor licenciado da Uespi.

Segundo ele, o evento de 2017 foi muito bem avaliado e há uma grande expectativa de trazer um público maior ainda para a edição de 2018. O evento é independente em cada cidade, mas as regras são comuns para todas as cidades. Os palestrantes devem ser, preferencialmente, locais. No caso de Teresina, são pesquisadores da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e da Universidade Estadual do Piauí (Uespi).

“O palestrante fica circulando, interagindo com o público, chamando atenção, por exemplo, o filé de carneiro que você está comendo será que tem alguma ciência? Inclusive uma das palestras fala como a ciência conseguiu melhorar o gosto da carne do carneiro. Às vezes as pessoas não percebem que por trás disso tudo existe a ciência”, explica o superintendente.

Cidades como Oeiras e Floriano já demonstraram interesse em levar o evento. A expectativa da organização é dobrar o público nesta 2ª edição, que foi de aproximadamente 450 pessoas nos três dias, em 2017.


Foto: Divulgação

História

Thiago conta que o evento foi criado em 2012, na Inglaterra, e foi se espalhando pelo mundo. Os criadores foram motivados por uma visita de professores de uma universidade inglesa que levaram pacientes com o mal de Alzheimer para visitar o laboratório. As pessoas ficaram encantadas com as pesquisas e questionaram os professores porque aquelas pesquisas não eram divulgadas. A partir disso, eles resolveram criar um evento que aliaria a ciência com a descontração dos bares da cidade. Hoje o evento já é realizado em cerca de 20 países, e acontecerá simultaneamente nos dias 14, 15 e 16 de maio.

O Pint of Science foi realizado pela primeira vez no Brasil em 2015, quando foi trazido da Inglaterra pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Na edição passada eram 22 municípios e neste ano o número saltou para mais de 50 e, com a entrada de cidades da região Norte, pela primeira vez o evento abrangerá todas as áreas do país.

Programação

Segunda-feira, 14/05, às 19h

Palestra: Educação especial: o que temos a ver com isso?

Palestrante: Nadja Carolina de Sousa Pinheiro

Local: RamBeer – Cervejaria Artesanal - Rua Visconde da Parnaíba, 1317- Bairro Ininga

Tel.: 3085-5333

Palestra: Biotecnologia: da bancada ao balcão

Palestrantes: Francisco Cardoso Figueiredo e José Ribeiro dos Santos Júnior

Local: Medalhão do Chef - Av. N.S. de Fátima, 1782 - Bairro de Fátima

Tel.: 3085-4334

Terça-feira, 15/05, às 19h

Palestra: Sol a pino e de vento em popa: cenários e perspectivas para energias renováveis

Palestrante: Marcos Antonio Tavares Lira

Local: RamBeer – Cervejaria Artesanal - Rua Visconde da Parnaíba, 1317- Bairro Ininga

Tel.: 3085-5333

Palestra: O que a Ciência pode contribuir para melhorar seu tira-gosto de Carneiro Desossado?

Palestrantes: Ana Lys Bezerra Barradas Mineiro e Ney Rômulo de Oliveira Paula

Local: Medalhão do Chef - Av. N.S. de Fátima, 1782 - Bairro de Fátima

Tel.: 3085-4334

Quarta-feira, 16/05, às 19h

Palestra: Pesquisa & Inovação: da ideia ao mercado

Palestrante:  Lívio César Cunha Nunes

Local: RamBeer – Cervejaria Artesanal - Rua Visconde da Parnaíba, 1317- Bairro Ininga

Tel.: 3085-5333

Palestra: A ciência dos plásticos eletrônicos

Palestrante:  Alexandre de Castro Maciel

Local: Medalhão do Chef - Av. N.S. de Fátima, 1782 - Bairro de Fátima

Tel.: 3085-4334

12 de maio de 2018

Marcha Maconha reúne dezenas de pessoas a favor da legalização da erva

O ato reuniu dezenas de defensores do uso recreativo e medicinal da erva, que atualmente é considerada ilegal no Brasil.

Aconteceu na tarde deste sábado (12), na Avenida Frei Serafim em Teresina, um ato a favor da legalização da maconha. A “Marcha da Maconha”, como é conhecida pelo mundo, reuniu dezenas de defensores do uso recreativo e medicinal da erva, que atualmente é considerada ilegal no Brasil. 

O ato iniciou por volta das 17h30 com uma caminhada na Avenida Frei Serafim, que teve como destino final a Praça da Liberdade. De acordo com os próprios organizadores do ato, esta é a quarta vez que a marcha acontece na capital piauiense. Neste ano, a manifestação teve como tema a guerra contra as drogas e o extermínio da juventude negra. 

“Nós acompanhamos diariamente nos noticiários os casos de pessoas pobres e pretas que são assassinadas nas favelas, devido a política pública de guerra às drogas que tem como alvo essas pessoas que são as mais vulneráveis na sociedade”, explica o advogado criminalista e membro da Comissão de Políticas Públicas sobre Drogas da OAB/PI, Wesley de Carvalho Viana.

Para o advogado existe uma seletividade penal em relação aos usuários de maconha. Por conta disso, a marcha tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para os benefícios da legalização da erva. “Há uma tendência mundial de legalização da maconha. É uma planta que merece ser estudada e, inclusive, já existem casos aqui no Piauí em que a erva já é usada como propriedade medicinal”, explica.

A estudante de Arquitetura Brenda Mikaelly é uma das ativistas a favor da legalização que também esteve no ato. Segundo ela, a política de criminalização da maconha é uma política contra a população negra e periférica. “É algo que foi construído socialmente como se fosse algo somente do povo negro. Nós vemos essa criminalização da periferia, da negritude e dessa juventude, em especial no caso das mulheres que são mortas pelo tráfico de drogas e que nem aparecem nas estatísticas”, pontua a ativista.

Devido á alta demanda, postos distribuem senhas para vacinação

Dia D de Vacinação Contra a Gripe movimenta os locais de imunização em Teresina e profissionais da saúde reiteram que foco é o grupo prioritário.

Quem procura os postos de saúde de Teresina para se vacinar com a gripe encontra muita movimentação, longas filas e um bom tempo de espera na manhã deste sábado (12). Isto porque hoje é realizado o Dia D de Vacinação Contra a Gripe , dentro da Campanha Nacional de Vacinação.


Foto: Elias Fontinelle/ODIA

Devido à alta demanda de público, os profissionais de saúde estão tendo que distribuir senhas às pessoas, de modo a organizar as filas e garantir que todos os que procurem os postos de vacinação saiam imunizados.  A coordenadora de imunização no Hospital do Satélite, Márcia Virgínia, informou que está tendo dificuldades em explicar para as pessoas que a prioridade da aplicação das doses são crianças de seis meses a cinco anos, idosos, gestantes, puérperas e profissionais da saúde e educação.

Já no Hospital do Buenos Aires, na zona Norte, as pessoas que não são idosos nem crianças, mas que procuram a vacina só poderão ser imunizados se apresentarem um laudo médico comprovando que possuem alguma doença crônica, como diabetes, por exemplo. Isto é necessário para garantir que as doses distribuídas atendam ao menos o público foco da campanha, ou seja, o grupo de risco que têm mais tendência a desenvolver a doença.

É o que explica Luciene Oliveira, coordenadora de vacinação do Hospital do Buenos Aires: “a prioridade é o grupo de risco informado pelo Ministério da Saúde e mesmo tendo reforço nas doses, neste momento, o público em geral ainda não consta como prioridade na vacinação”, explica Luciene.

Doses distribuídas

Neste Dia D de Vacinação Contra a Gripe as vacinas estão sendo aplicadas somente nos postos informados pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) em cada zona da cidade. Quem procurou se imunizar em pontos que não foram os listados pela FMS não conseguirão encontrar as doses, isto porque elas foram redirecionadas para aos locais marcados para o Dia D.


Foto: Elias Fontinelle/ODIA

Até o momento, nas zonas Leste e Norte de Teresina as vacinas estão sendo aplicadas a contento e as doses disponíveis continuam dentro da demanda esperada. No entanto, há relatos de pessoas que procuraram a UBS do São João e não conseguiram se vacinar porque o local não teria mais doses disponíveis.

Procurada para comentar a falta de vacinas, a FMS informou que o estoque está sendo reposto à medida que vai acabando. É o caso da UBS do São João, que registrou falta de doses durante a manhã, mas que já recebeu um novo lote. O mesmo acontece em outros locais que, por ventura, venham a registrar demanda maior que a quantidade de vacinas disponíveis.

O Dia D de Vacinação Contra a Gripe se encerra as 17 horas, quando a FMS iniciará o mapeamento para saber os locais onde há necessidade de maior distribuição de doses da vacina.

Veja a nota da FMS na íntegra:

A Fundação Municipal de Saúde esclarece que as doses disponibilizadas no dia D da campanha de vacinação contra a gripe são fornecidas pelo Ministério da Saúde, responsável pela logística de envio. A Secretaria Estadual de Saúde é responsável em fornecer as agulhas para aplicação das doses e a Fundação Municipal de Saúde é responsável pelo armazenamento, distribuição e aplicação das doses na população.

Teresina já recebeu 148 mil doses de vacina desde o início da campanha, no dia 23 de abril. Para o dia D, foram enviadas 22 mil doses pelo Ministério da Saúde, que foram distribuídas em 32 salas em todas as zonas da cidade. Devido à grande procura, problemas pontuais de abastecimento das salas de vacina podem acontecer. As equipes da Diretoria de Vigilância em Saúde estão a postos para resolver todos os eventuais contratempos.

Dia D de vacinação acontece hoje em Teresina

Ao todo, 32 salas estarão disponíveis para garantir a imunização do público-alvo da campanha.

Neste sábado, acontece o dia D de mobilização da Campanha de Vacinação contra a influenza, também conhecida como gripe. Em Teresina, 32 salas de vacina estarão abertas para garantir a imunização daqueles que se encontram no público-alvo da campanha. A abertura oficial será no Centro Pedro Arrupe, a partir das 8h da manhã.

“Seis hospitais e 26 Unidades Básicas de Saúde nas quatro zonas da cidade estarão abertos até as 17 horas, nós esperamos com isso atender a população”, informa a diretora de Vigilância em Saúde da FMS Amariles Borba. A meta da FMS para a capital é que 193.527 pessoas sejam imunizadas até o fim da campanha, no dia 1º de junho.

O público alvo da campanha contra a gripe é formado por pessoas maiores de 60 anos, crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, professores das escolas públicas e privadas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições especiais, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional precisam se vacinar.


Foto: Elias Fontinele/O Dia

“Os portadores de doenças crônicas devem apresentar uma prescrição médica datada de 2018 no ato da vacinação”, alerta Amariles Borba. Se ele for cadastrado em programas de controle das doenças crô- nicas do Sistema Único de Saúde (SUS), basta se dirigir ao posto em que está cadastrado para receber a vacina. Se o local de atendimento não possuir um posto de vacinação, o paciente deve buscar a prescrição médica na próxima consulta que estiver agendada. Já os professores devem levar um contracheque para garantir sua dose.

A vacina protege contra os vírus influenza A cepa H1N1, A cepa H2N3 e influenza B. “Estes foram os vírus mais frequentes nas síndromes gripais encontrados no hemisfério sul no ano de 2017”, comenta Amariles Borba. As doses são seguras, constituídas por vírus inativados, fracionados e purificados, portanto, não contém vírus novos e não causam a doença. “A vacina da gripe leva de 13 a 15 dias para garantir o benefício amplo ao nosso corpo”, diz a diretora.

Nem mães, nem pais: famílias

Dia da Família é usado para unificar comemorações e incentivar inclusão

O Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Helena Carvalho é uma escola da rede municipal localizada na zona Norte de Teresina. O fluxo comum na porta da instituição a cada turno revela um cenário que não é exclusivo daquela realidade, mas estruturalmente de toda a sociedade: na responsabilidade das crianças não estão só mães ou pais, mas pessoas que formam núcleos familiares diversos. E foi entendendo isso que o Cmei Helena Carvalho promoveu uma mudança: não mais comemorar o Dia das Mães ou dos Pais, isoladamente, mas da Família e toda diversidade que ela representa.

O que faz o Cmei há três anos, na verdade, acontece de forma progressiva em instituições de ensino todo o Brasil. Atentas às novas configurações de famílias, formada por núcleos familiares de variados elos, muitas escolas promovem o Dia da Família que, no calendário, é celebrado no dia 15 de maio, em substituição aos tradicionais Dia das Mães e Dia dos Pais.


Mães, pais, avós celebram núcleos familiares em escola municipal (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

Em Teresina, outro grande destaque é o colégio referência em ensino no país, o Instituto Dom Barreto, que agregou ao seu calendário de eventos atividades que visam fortalecer a participação dos vários núcleos de família dentro da instituição.

 A escola mantém atividades direcionadas ao Dia das Mães e dos Pais, nos respectivos metoda família e não houvesse constrangimento para as crianças que não tivessem mães ou pais em seu cotidiano de criação”, explica Clea Neiva.

Dessa forma, o colégio unificou as datas: extinguiu a comemoração isolada do Dia das Mães e do Dia dos Pais e, através da união de todo o corpo docente, da comunidade e dos alunos, celebra o Dia da Família.

“Na nossa festa, trabalhamos com eventos destinados a cada faixa etária. No maternal, trabalhamos músicas que os pais e responsáveis ouviam quando criança e que poderiam cantar com os pequenos; no primeiro período, fizemos contação de história; no segundo, arte com a presença do nosso grande pintor Nonato de Oliveira. Foi um momento de total integração e vimos que todos se sentiram bem acolhidos”, relata.

11 de maio de 2018

Artista de rua diverte motoristas na Av. Frei Serafim com boneco dançante

O colombiano Noag Ortiz viaja há dois anos pelo Brasil, mostrando o seu trabalho com marionetes.

Quem passa pelo cruzamento da Avenida Pires de Castro com a Avenida Frei Serafim escuta logo o som de uma música de tom grave, em ritmo animado e dançante. Para descobrir de onde vem o ritmo, é preciso olhar para o chão, onde um pequeno boneco dança e canta 'Let's Twist Again'. 


O trabalho com a marionete é feito pelo Noag Ortiz, artista de rua que há 15 dias agita os cruzamentos da Frei Serafim. Ele é colombiano e viaja pelo Brasil desde 2015, conhecendo as cidades e mostrando para o povo a sua arte e seus bonecos. "Eu vim para conhecer o Museu Giramundos (Belo Horizonte, Minas Gerais), porque é o maior museu de marionetes da América Latina. Depois disso eu me encantei e resolvi ficar para aprender outras técnicas e mostrar meu trabalho", conta Noag. 

Foto: O Dia/Elias Fontenele

O colombiano tem 31 anos e há dez trabalha com arte circense, mas abandonou o circo para viajar o Brasil. E foi em uma dessas viagens que Noag aprendeu a arte das marionetes. "Um amigo me ensinou e eu gostei muito. Hoje eu já trabalho sozinho, sei fazer meus bonecos e estou ganhando dinheiro com isso", explica. 

Noag conta que as pessoas ficam sorrindo quando o veem. “Elas transmitem uma energia muito boa, principalmente as crianças. O boneco também transmite uma alegria muito boa. Quando eu percebo isso, fico com uma satisfação enorme, porque sinto que eu estou fazendo bem o meu trabalho", diz orgulhoso. 


O artista já está de partida de Teresina. Sua próxima parada é Goiânia, onde participa de um encontro com outros artistas, e depois vai para São Paulo, sua última parada antes de voltar para casa e rever a família. "Já passei muito tempo por aqui, já está na hora de eu voltar para a Colômbia. Depois vou conhecer outros lugares", revela.

PMT sanciona lei que proíbe queima de fogos de artifício perto de animais

Em caso de descumprimento, a multa está afixada no valor de R$ 2.000,00, podendo chegar a R$ 10.000,00 em caso de reincidência.

O prefeito de Teresina, Firmino Filho, sancionou a lei nº 5.237/2018, que dispõe sobre a proibição da utilização, queima e soltura de fogos de artifício em eventos que tenham a participação ou em áreas próximas onde se abrigam animais. A norma é de autoria dos vereadores Teresa Britto (PV) e Venâncio Cardoso (PP). Publicada no Diário Oficial do município, a lei entrou em vigor nesta quinta-feira (10).

PMT sanciona lei que proíbe queima de fogos de artifício perto de animais. Foto: Nestor Muller/ Secom-ES. 

De acordo com a Lei, serão excluídos da proibição os eventos realizados por empresas devidamente registradas no Exército Brasileiro, com o Certificado de Registro para a atividade de show pirotécnico, e com aprovação da autoridade competente da Defesa Civil do Município de Teresina; e os eventos realizados com distância superior a dois quilômetros dos lugares especificados na lei sancionada, com a devida autorização expedida por autoridade competente e a supervisão de empresas especializadas, que assumam a responsabilidade de qualquer dano causado a terceiros.

Em caso de descumprimento, serão aplicadas penalidades ao infrator, desde uma advertência a multa, no valor de R$ 2.000,00, podendo chegar a R$ 10.000,00 em caso de reincidência. A fiscalização da Lei é de competência da Prefeitura de Teresina. No entanto, a PMT informou que ainda irá regulamentar como será feita a fiscalização e como poderão ser feitas as denúncias em caso de infração.

“É uma lei que chega para preservar a saúde dos animais, que se assustam muito com os fogos de artifício. Temos casos até de morte de animais por conta dessa prática, além de casos neurológicos ou cardíacos. Quem tem animal, sabe o que eles passam no momento da queima de fogos, então essa lei também tem o intuito de conscientizar a população”, comenta a vereadora Teresa Britto, coautora da Lei.

Por mês, 4,5 bilhões de litros de água são desperdiçados na capital

A Águas de Teresina estima que as ligações irregulares consumam até cinco vezes mais água do que uma ligação regular

A Águas de Teresina revela que, por dia, são desperdiçados 148 milhões de litros de água, cerca de 4,5 bilhões de litros perdidos por mês. Dentre as áreas mais críticas e com maior desperdício de água está a região Centro-Sul de Teresina. No entanto, a Grande Santa Maria da Codipi e a zona Sul registram situações de desperdício por conta de localidades irregulares, que não dispõem de abastecimento padronizado perante à Águas de Teresina.

 “Esse ano, serão investidos R$ 22 milhões em ações de controle de perdas. Adotamos todos os recursos tecnológicos disponíveis para nos auxiliar nessas ações, a exemplo do geofone, equipamento que permite identificar os vazamentos antes mesmo deles aflorarem no asfalto. Estudamos permanentemente todos os aspectos e alternativas que irão direcionar ações futuras até o final da concessão”, destaca Luísa Sousa, responsável pela gestão de perdas da Águas de Teresina. 

Por mês, 4,5 bilhões de litros de água são desperdiçados na capital. (Foto: Arquivo O Dia)

Ligações irregulares 

A partir da regularização fundiária de algumas áreas de ocupações, a empresa tem investido na implantação da rede regular de abastecimento de água. Estima-se que ligações irregulares consumam até cinco vezes mais água do que uma ligação regular, padronizada. A primeira obra de regularização de rede começou em abril, no Parque Vitória, zona Sul da Capital. Lá são 22,6 quilômetros de rede de água beneficiando 3,2 mil imóveis. 

Outra região também beneficiada é o Residencial Dilma Rousseff, na zona Norte, com a implanta- ção de 18,6 quilômetros de rede para atender 1,6 mil famílias. Além disso, a concessionária fará a instalação de 100 pontos de Controle de Pressão (PCPs), além de 50 ventosas na rede, equipamentos cuja finalidade é garantir a distribuição de água na rede de forma otimizada, evitando o desperdício. 

Vazamentos alagam vias e prejudicam trânsito 

É comum passar por ruas de Teresina e encontrar canos com vazamento e vias alagadas. O tráfego de veículos e o volume de água fazem com que os buracos aumentem e dificultem a passagem de carros e pedestres. Ao longo da Avenida São Raimundo, por exemplo, próximo ao Mercado da Piçarra, na zona Sul da Capital, há cerca de dois meses, começaram a abrir diversas fendas. 

Quem trabalha na região conta que os buracos iniciaram pequenos, mas foram aumentando com o fluxo intenso de veículos. O comerciante Marcos Antônio Rodrigues de Sousa possui uma banca de frutas e verduras que fica localizada praticamente em frente a um desses buracos. Ele conta que a água chega a esguichar nos alimentos e em pedestres, o que tem causado grande transtorno. 

“Pela manhã, a rua fica parecendo uma piscina, completamente alagada. Aí conforme o dia vai passando, a água evapora e o vai e vem dos carros vai fazendo ela escorrer. Tem motorista que passa em alta velocidade e molha os pedestres que estão tentando atravessar, a banca e até outros motoristas que estão com o vidro abaixo”, comenta. 

O vendedor Fábio da Silva explica que comerciantes e moradores já entraram em contato com a Água de Teresina para que os reparos dos canos fossem feitos, mas, mesmo após inúmeras reclamações, os consertos ainda não foram providenciados. Segundo ele, o trânsito no local fica prejudicado por conta dos buracos e vazamentos, vez que os motoristas precisam reduzir a velocidade para passar. “Esses canos são muito antigos, então constantemente acaba estourando algum. Eles até fazem o reparo em um, mas abre um novo ao lado. O ideal seria mudar tudo, colocar canos novos e asfaltar a via de uma vez”, sugere.



Buraco na Avenida São Raimundo causa transtornos na região. (Foto : Moura Alves/O Dia)


Desperdício 

população pontua que os vazamentos não chegam a interferir no abastecimento de água na região, mas enfatizam o desperdício do líquido. A dona de casa Rosa Soares comenta que muitas regiões sofrem com a falta de água e poderiam ser beneficiadas com esse líquido que escorre pelo esgoto. 

“A gente tem sorte que, mesmo com esses vazamentos, chega água nas nossas casas. Mas sabemos que têm muitas pessoas em outros bairros que sofrem com a falta de água, que passam dias sem água nas torneiras. Se essa água que está sendo desperdiçada fosse direcionada para outros bairros, mais pessoas teriam acesso”, acredita.

 Intervenções 

Para evitar casos como o da Avenida São Raimundo, a Águas de Teresina informa que fará a substituição de 1.500 ramais em áreas onde os vazamentos eram reincidentes; com instalação de macromedidores de vazão para aferir a quantidade de água que está sendo distribuída para cada setor e assim ter maior controle e direcionar ações mais assertivas. 

Além disso, iniciará a substituição e instalação de 60 mil hidrômetros para modernização desse parque, visto que a vida média do medidor, estimada, é de cinco anos. A Águas de Teresina pontua ainda que são executados cerca de cinco mil consertos de vazamentos por mês – um esforço para reduzir de forma significativa o índice de perda de água tratada na Capital, uma das prioridades da concessionária. A meta é de que, até o décimo ano de concessão, o índice de perdas reduza para 25%.

10 de maio de 2018

Avenida Rio Poti, na zona Leste de Teresina, terá mudança de sentido

A via, que atualmente tem duplo sentido, passará a ter sentido único.

Os motoristas devem ficar atentos à mudança que ocorrerá na Avenida Rio Poti, na zona Leste de Teresina, nos trechos entre as avenidas Ininga e Presidente Kennedy. A via, que atualmente tem duplo sentido, passará, a partir de sábado (12), a ter sentido único (Oeste/Leste). A medida foi adotada devido ao grande fluxo de veículos no local e garantirá melhor ordenamento do trânsito, proporcionando mais segurança, sobretudo aos pedestres.

Segundo o diretor de Trânsito e Sistema Viário da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (Strans), José Falcão, a mudança foi necessária após as intervenções feitas na Avenida Dom Severino. Ele explica que, apesar de ser chamada de Avenida Rio Poti, a via é relativamente estreita, medindo cerca de oito metros, o que torna lenta a passagem de vários carros.

“Depois dos ajustes da Avenida Dom Severino, a Rio Poti passou a ter uma função diferenciada e importante no sistema viário da cidade. Avaliamos e fazia-se necessária a intervenção de sentido único, permitindo, inclusive, que agora os carros possam estacionar em um dos lados da via, o que hoje não é viável, pois atrapalha o fluxo de veículos”, explica.


Sinalizações horizontal e vertical devem ficar prontas até o final desta semana (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

Os trechos da via que passarão por mudanças já estão sendo modificados. As sinalizações vertical e horizontal já estão praticamente concluídas e devem ser finalizadas até o final desta semana.

De acordo com o diretor de Transporte e Trânsito, serão colocados agentes de trânsito nos principais pontos da avenida, orientando os motoristas e evitando possíveis acidentes. Eles deverão permanecer no local por aproximadamente uma semana, tempo para que os motoristas se adaptem às mudanças. Após isso, o condutor que não respeitar a sinalização poderá ser enquadrado conforme a Lei de Trânsito.

Quem passa pelo local aprova a mudança e enfatiza que o tráfego de veículos diminuirá. “No final do dia, o fluxo de veículos é mais intenso e ficando agora sentido único, será até melhor para quem precisa passar de um lado para o outro”, diz a enfermeira Niede Alencar, que reside próximo ao local.

09 de maio de 2018

Moradores do Alto do Vale protestam por posse de terreno na zona Leste

Os moradores ocupam o terreno próximo ao Vale do Gavião há 3 anos, e agora sofre com a ameaça de saírem do local.

Um grupo de aproximadamente 50 moradores da ocupação Alto do Vale, localizada próximo ao bairro Vale do Gavião, na zona leste de Teresina, se reuniu nesta manhã (9 para reivindicar a posse do terreno ocupado. Os moradores seguiram em passeata da Frei Serafim para a entrada do Palácio de Karnak, onde tentam uma reunião com o governador Wellington Dias (PT).


Foto: Assis Fernandes/ODIA

Segundo um dos organizadores do movimento, Douglas Moraes, há cerca de três anos um grupo de populares ocupou o terreno, que parte é privada e parte é da prefeitura, e construiu suas casas no local. "Agora, a proprietária do terreno quer ele de volta, porque ele está valorizado, mas o pessoal não quer sair. Lá tem creche, tem escola, tem posto de saúde por perto, tem toda uma estrutura que permite a nossa permanência", explica Douglas.

Ele também comentou que os moradores já tiveram outras reuniões na Prefeitura de Teresina, mas que a única solução encontrada foi realoca-los para outra ocupação localizada próximo à região do bairro Santa Maria, na zona norte da cidade. Os moradores recusaram a proposta.

Foto: Assis Fernandes/ODIA

A doméstica Milena Silva mora há mais de um ano no Alto do Vale e diz que não quer se mudar da ocupação porque já tem uma casa no local e não tem condições de começar tudo do zero. "Se eu for para a zona norte eu não vou ter nada e nem condições de construir tudo de novo", conta.

Douglas Moraes cobra da prefeitura condições mínimas de moradia na zona norte. “Lá não tem nada e a maioria das pessoas estão desempregadas, então o morador não pode abandonar a sua casa e ir para um lugar que só tem a terra. Queremos que o governador intervenha nisso", esclarece o organizador do movimento. 

Foto: Assis Fernandes/ODIA

A superintendência de relações sociais do governo do estado informou que um representante foi enviado para conversar com os moradores e que uma reunião será marcada.

Vendas no Mercado do Peixe caem após mudança de endereço

Os comerciantes reclamam que, quando as bancas ficavam em uma calçada da avenida, era mais fácil para os motoristas comprarem

Os vendedores de peixe, que trabalhavam próximo à Praça do Poti Velho, estão, desde dezembro do ano passado, instalados no Mercado Manoel de Sousa Aguiar – um prédio reformado bem ao lado da alça de acesso à ponte do bairro. Contudo, cinco meses após a entrega do local, os permissionários já pedem melhorias e reclamam da queda nas vendas.

Segundo Cícero Gomes de Araújo, as vendas dos pescados tiveram uma enorme queda após os comerciantes serem transferidos para o mercado. Segundo ele, os motoristas tinham mais facilidade em adquirir o produto quando paravam no sinal, antes da ponte.

“Os motoristas não precisavam nem descer do carro, eles paravam e ali mesmo a gente atendia eles. Agora que o prédio está do outro lado da avenida, muitos motoristas não querem dar o retorno para vir até o mercado, então as vendas estão bem baixas”, comenta Cícero, acrescentando que a conversão proibida à esquerda também tem prejudicado o comércio no local.


Cícero Gomes também cobra iluminação mais eficiente em torno do mercado (Foto: Moura Alves/O Dia)

A iluminação precária também não tem favorecido as vendas, que seguem até por volta das 23h. Para Cícero Gomes, além de colocar postes com lâmpadas ao redor do mercado, deveria ser instalada uma placa mais chamativa e que identificasse melhor o espaço.

Outra reclamação é com relação às fossas, que entopem constantemente. Os permissionários alegam que a tubulação é antiga e que não comporta o volume de água. Com isso, o mau cheiro termina por afastar os consumidores e até mesmo os comerciantes. É o que destaca o vendedor Messias Ribeiro.

“Dos 20 boxes, apenas sete estão funcionando efetivamente. Inclusive, o rapaz que fica nesse box da frente desistiu de abrir porque não tem condições de trabalhar em frente a essa fossa que está vazando, porque os clientes não chegam. O mau cheiro é insuportável e espanta os clientes. Mudar para esse prédio foi bom, porque aqui é mais limpo e tem estrutura, mas precisa melhorar algumas coisas”, argumenta.

O comerciante comenta ainda que, antes, os pescados eram todos vendidos ao longo do dia; porém, após a mudança para o mercado, está sobrando muita mercadoria. “Quando ficávamos perto da avenida, não sobrava nada, porque sempre passava cliente e comprava no sinal mesmo. Agora, como eles não querem dar uma volta muito longa, os peixes vão ficando aqui, dois ou três dias. Temos que congelar, então temos gastos com gelo e, quando não dá mais para guardar, jogamos fora. Tudo isso é custo e prejuízo”, acrescenta o vendedor.

Ventilação

Já a comerciante Maria do Carmo da Silva Santos, que vende frutas e verduras no Mercado do Peixe, comenta que a estrutura do local é satisfatória e garante, tanto aos vendedores como clientes, melhores condições de compra e armazenamento dos produtos. Entretanto, ela pede a instalação de ventiladores no local, algo previsto quando o prédio foi entregue. “Quando nos mudamos, falaram que iam instalar ventiladores, mas até agora não colocaram. Queríamos que fosse feito isso logo, porque está chegando o período do calor e ficar aqui dentro vai ser insuportável”, finaliza.





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