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Marcha pela Humanização do Parto acontece neste sábado (9)

O evento tem como objetivo conscientizar gestantes, familiares e profissionais de saúde sobre os direitos que as mulheres possuem na hora do parto

08/11/2019 14:57h - Atualizado em 08/11/2019 20:51h

A 7ª edição da Marcha pela Humanização do Parto acontece neste sábado (09/11), em Teresina, a partir das 16h, na Ponte Estaiada. O evento tem como objetivo conscientizar gestantes, familiares e profissionais de saúde sobre os direitos que as mulheres possuem na hora do parto.

Presidente do Conselho Regional de Enfermagem (COREN-PI) e coordenadora da marcha, Tatiana Melo explica que a temática do movimento para este ano é “Maternidade com informação é parto consciente”, que tem o foco mostrar que o parto humanizado depende da disponibilização de informações.

“Quando as mulheres estão empoderadas de informação elas conseguem garantir seus direitos. É importante que a gente leve informação de qualidade para que essas mulheres busquem no SUS e na rede privada a garantia desses direitos”, afirmou.

Tatiana Melo, presidente do COREN-PI explica o objetivo do movimento (Foto: Otávio Neto /  O DIA)

Como exemplo, Tatiana cita o direito ao acompanhante no momento do parto. “Tem muitas instituições no interior do Estado que ainda não garantem o direito ao acompanhante. A mulher entra e fica sozinha. Isso gera um risco de violência obstétrica. Qual profissional vai dizer qualquer coisa com a mulher se ela estiver acompanhada?”, questiona.

Escolher a posição no momento do nascimento do bebê também é um direito que a mulher possui. “A mulher vai escolher a posição que ela quer ter o bebê dela. Aquela posição tradicional que a mulher fica numa mesa com as pernas pra cima ela é melhor para o profissional, não é a melhor para ela. Bota a mulher na vertical ou sentada que ela vai ter o bebê com menos dor”, disse.

Tatiana lembra que avanços já foram adquiridos através da Marcha Pela Humanização do Parto. Segundo ela, o Piauí é o estado com o maior número de centros de parto normal com enfermeiros obstetras, profissionais que possuem formação específica para a humanização do parto. Este ano, a expectativa é de 5 mil pessoas na caminhada. 

Por: Otávio Neto

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