Teresina tem 47 mil pessoas com vacina da Covid-19 atrasada

Os dados apontam que a maior parte dos atrasados tem idade entre 30 e 60 anos

25/11/2021 17:32h

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Das 224 mil pessoas que não retornaram para a segunda dose da vacinação contra a Covid-19 no Piauí, 47 mil são de Teresina, revelam dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi). A Capital lidera o ranking de municípios que possuem o maior número de faltosos. 

O levantamento aponta que em Parnaíba, por sua vez, são 16.673 pessoas que faltaram para completar o ciclo da imunização. Logo depois aparece Floriano, com 5.073; Picos, com 4.586 pessoas; e Piripiri, com 3.939 pessoas que já deveriam ter tomado a segunda dose, mas não compareceram aos postos. 

Para o pesquisador Emídio Matos, da Universidade Federal do Piauí, a crise no transporte público e a falta de ônibus para o teresinense prejudicou o retorno das pessoas para a segunda dose. Um levantamento realizado pelo estudioso mostra que a vacinação acontece de de forma desigual e com diferenças geográficas na Capital. Áreas mais podres da cidade, que necessitam do transporte coletivo, têm número de imunizados menor que as áreas mais ricas, constato os dados da pesquisa.  

Foto: Assis Fernandes / O Dia

“Temos percebido o aumento gradativo no número de vacinas atrasadas no estado a cada relatório divulgado pela FioCruz. Isso é inadmissível diante da dificuldade que enfrentamos para garantir vacinas para todos”, revelou o secretário de Saúde do Piauí, Florentino Neto.

A Sesapi analisou também que do público que está com a segunda dose em atraso, 83.061 tomaram a vacina Coronavac; 107.508 Oxford/AstraZeneca; e 34.090 Pfizer/BioNTech. Em relação à dose de reforço, as pessoas com mais de 18 anos e que tomaram a segunda dose há cinco meses já podem ir a uma unidade de saúde tomar a terceira dose da vacina. 

Dados da FioCruz apontam que a maior parte dos atrasados tem idade entre 30 e 60 anos, como é o caso da Astrazeneca. Para a Coronavac foi observado um atraso distribuídos nas faixas entre 60 e 90 anos e, também entre os mais jovens de 20 a 40 anos. Já o atraso na segunda dose da Pfizer está concentrado entre 30 e 50 anos.

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