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Notícias Curimatá

02 de novembro de 2016

Mulher que morreu após endoscopia no DF teve lesão no fígado, diz laudo.

Outros exames vão constatar se morte tem relação com procedimento realizado pelo Dr. Lucas Seixas

A mulher que morreu após uma endoscopia em uma clínica do Sudoeste, no Distrito Federal, no último dia 19, teve uma hemorragia provocada por uma lesão no fígado, aponta o laudo do Instituto Médico Legal (IML). Os peritos aguardam outros exames para indicar se essa foi a causa da morte e se o problema ocorreu durante o procedimento.

Jaqueline Ferreira de Almeida, de 32 anos, se submeteu a uma técnica que injeta uma substância no estômago de pacientes que já se submeteram à cirurgia bariátrica mas voltaram a ganhar peso. O procedimento é feito em ambulatório e costuma ter recuperação rápida.

“Na verdade o laudo mostra que houve no minimo imperícia, negligência, imprudência com grave erro medico e aponta também situações onde a causa mortis da Jaqueline poderia ter sido identificada a tempo de um socorro eficaz”, afirma o advogado da família, Renato Borges Rezende.

Jaqueline era casada e tinha uma filha de 1 ano. Segundo o marido dela, Valderi Brito, a paciente ficou 12 horas na clínica até ser transferida para uma emergência de hospital. Ela morreu horas depois.

“Não tomaram atitude nenhuma com relação ao que estava acontecendo. As pessoas ligavam umas para as outras. Eu, totalmente leigo, só olhava e confiava que tava tudo bem.”

A família chegou a questionar o médico, Lucas Seixas, sobre possíveis erros durante o procedimento. Segundo Brito, a resposta foi de que a paciente não expelia o gás injetado.

A reportagem da TV Globo não conseguiu contato com o médico no consultório nem no celular dele. Anteriormente, ele disse que fez tudo o que estava ao alcance.

O marido afirma que os exames da mulher estavam em dia. "A gente quer esclarecimentos, buscar o que realmente aconteceu. Por que se demorou a dar um atendimento, uma atenção maior ao caso dela?"

O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), que investiga a morte. O Conselho Regional de Medicina (CRM-DF) também apura o que houve. A direção do conselho não se pronunciou, alegando sigilo na apuração. A Justiça analisa a morte de outra paciente do mesmo médico, em situação semelhante.

Ligação gravada

O marido de Jaqueline disse que questionou o médico enquanto Jaqueline ainda estava na UTI. No telefonema, gravado pela família, Seixas afirma que só descobriu um rompimento no intestino da paciente quando chegou ao centro cirúrgico.

"O intestino ficou tao distendido, tão distendida a barriga assim, que aquele ponto, naquele ponto não aguentou e [faz um som para indicar o rompimento], para aliviar [...] Eu acho que estava muito distendido, todinho, e possivelmente deve ter rompido do final da tarde para cá. [...] Eu só esperei ressuscitar e fui para o centro cirúrgico. Não sabia onde era. Mas sabia que tinha um problema", consta no áudio.

"Me desculpe, eu não queria que isso fosse assim não. Queria que ela estivesse hoje com você, sua filha. Eu vou fazer o possível. Mas assim, eu não posso fazer mais do que eu tenho conhecimento. Estou arrasado, arrasado", afirma Seixas em outra parte da ligação. Naquele momento, Jaqueline ainda estava viva.


23 de outubro de 2016

Prefeito Reidan Kléber inicia processo de transição de governo

O prefeito de Curimatá explica que a necessidade da nova gestão administrativa tome conhecimento de dados, sem os quais a continuidade dos serviços públicos estará em risco

O prefeito de Curimatá, Reidan Kléber Maia de Oliveira, publicou decreto de nº 16, de 14 de outubro, dando início ao processo de transição de governo. Ele encerra a sua gestão em dezembro deste ano e em janeiro de 2017 assumirá Valdecir Júnior (PSDB) que foi eleito com 56%. Reidan Kleber e Valdecir Júnior são adversários políticos.

Ao criar a equipe de transição, o prefeito explicou que existe a necessidade da nova gestão administrativa tomar conhecimento de informações, sem os quais a continuidade dos serviços públicos estaria em risco. Afirma ainda que o objetivo é respeitar "a observância dos princípios de legalidade, moralidade, impessoalidade, eficiência, razoabilidade e transparência".

A equipe de transição terá no total oito membros, sendo que 5 membros foram indicados pelo prefeito e outras três pessoas por Valdecir Júnior. Dessa forma, devem ser cedidas todas as informações relativas às contas públicas, ao patrimônio, programas e projetos da prefeitura de Curimatá.

Por lei, os prefeitos que estão encerrando o seu mandato precisam criar a equipe de transição e prestar as devidas informações ao novo gestor, para quando ele assumir o mandato, já tenha conhecimento sobre a situação da prefeitura.

Mulher morre após endoscopia com uso de gás em clinica do Sudoeste - DF

Segundo a família, o médico que fez o exame em Jaqueline Ferreira é Lucas Seixas Doca Júnior, que já foi acusado pela morte de outras duas mulheres.

Uma mulher de 32 anos morreu esta semana depois de ser submetida a uma endoscopia, em uma clínica no Sudoeste, bairro nobre de Brasília. Jaqueline Ferreira de Almeida chegou a ser transferida para o Hospital Daher, mas não resistiu a uma parada cardiorrespiratória e morreu na madrugada de quinta-feira (20/10). Segundo a família, o médico que fez o exame em Jaqueline é Lucas Seixas Doca Júnior, que já foi acusado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pela morte de outras duas mulheres. Ele teria usado gás em Jaqueline durante o procedimento e a vítima não teria conseguido expelir o material.

O marido dela, José Valdery Araújo, registrou ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). Segundo o relato dele, a endoscopia foi realizada na quarta (19), com uso de gás, e o médico teria percebido que Jaqueline não expelia a substância. Ela, então, teria ficado em observação por várias horas, ainda na clínica. A paciente, segundo a ocorrência, apresentou inchaço na barriga e reclamou de dores abdominais. Também apresentava dificuldades respiratórias. 

Ainda segundo consta na ocorrência, Lucas Seixas tentou resolver o problema com um procedimento de colonoscopia feito com um colega proctologista. Sem sucesso, transferiu a vítima para o Hospital Daher, no Lago Sul, no fim da tarde de quarta (19). De acordo com a Polícia Civil, Jaqueline foi levada para o hospital, sedada e inconsciente, e teve uma parada cardiorrespiratória.

Lucas Seixas e os funcionários do Daher tentaram reanimá-la por 25 minutos. O marido de Jaqueline afirmou aos policiais que Seixas abriu o abdômen da paciente e, em seguida, a submeteu a uma cirurgia de aproximadamente duas horas. Mas, durante a madrugada de quinta (20), ela morreu na unidade de terapia intensiva (UTI) do Daher.

O corpo da vítima foi enterrado no cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, na tarde desta sexta (21). Jaqueline deixa uma filha de 11 meses.

Denúncias

Essa não é a primeira vez que Seixas é acusado pela morte de uma paciente. O MPDFT o acusa de ter sido responsável pela morte da professora Fernanda Werling, em 2006, depois de complicações de uma cirurgia de redução do estômago feita por ele.

Segundo o MPDFT, o médico teria realizado a intervenção sem que a paciente tivesse indicação para o procedimento. Seixas também foi acusado da morte da psicóloga Maria Cristina Alves da Silva, em 2008. A denúncia do MPDFT é a mesma nos dois casos.

O Metrópoles entrou em contato com a clínica Endogastrus, onde Lucas Seixas atende, no Centro Clínico Sudoeste. Uma funcionária ficou de retornar as ligações, mas, até a última atualização desta matéria, ninguém havia ligado para falar sobre o procedimento. A reportagem também tentou ouvir parentes de Jaqueline, por telefone, mas eles não atenderam.

Por meio de assessoria, o Hospital Daher informou que apenas recebeu a paciente já em estado grave e prestou todo o atendimento necessário para tentar salvar a vítima. 

17 de agosto de 2016

Reidan Kléber nega acusações feitas por Valdecir Júnior

O gestor alega que não há irregularidades em sua administração e que a denúncia “não passa de questões políticas de nossos adversários”

O prefeito de Curimatá, Reidan Kléber, esclareceu nesta quarta-feira (17), a denúncia enviada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), apresentada pelo candidato a prefeito, Valdecir Júnior, onde ele é acusado de cometer diversas irregularidades no âmbito da administração do município.  O gestor alega que não há irregularidades em sua administração e que a denúncia “não passa de questões políticas de nossos adversários”.

Reidan afirmou que Valdecir Júnior está se valendo de influência sobre uma funcionária do Tribunal de Contas, com quem tem um relacionamento, para fazer denúncias ao TCE. “O próprio Tribunal de Contas já fez três inspeções na prefeitura, a CGU fez uma e, até hoje, não foi encontrado irregularidade na nossa administração. Processo nenhum tramita dentro de um Tribunal em oito dias, ou seja, essa representação que ele [Valdecir Júnior] fez, simplesmente é com ajuda de uma funcionária do Tribunal de Contas que é namorada dele, onde acha que vai me prejudicar”, declarou o prefeito

  • Prefeito Reidan Kleber Maia de OliveiraPrefeito Reidan Kleber Maia de Oliveira

O prefeito Reidan também falou sobre as acusações feitas a sua irmã, Luanda Kássia Maia de Oliveira, que de acordo com a denúncia, construiu um imóvel com pontos comercias e quitinetes para aluguel após o prefeito assumir o cargo.

E-Contas

Gilson Barbosa de Oliveira, representante legal da empresa de contabilidade E-Contas, que presta serviços para a Prefeitura de Curimatá, também se pronunciou sobre a denúncia. De acordo com Valdecir Júnior, a empresa foi contratada pela Prefeitura de Curimatá sem a realização de procedimento licitatório e após a posse de Reidan como prefeito, a E-Contas apresentou uma impressionante ascensão, construindo imóvel comercial que hoje, figura como o mais caro da cidade.

Gilson Barbosa negou as acusações afirmou que “Valdecir Júnior é um desequilibrado”. “Essa denúncia não tem fundamento porque nossa denúncia existe há tempos, a gente vem trabalhando no ramo de contabilidade. Quando a gente adquiriu esse terreno o Reidan nem prefeito era, nós construímos esse prédio com recursos próprios, com financiamento do banco BNDS e Banco do Brasil, não teve qualquer benefício da Prefeitura de Curimatá. Essa obra é fruto do nosso trabalho”, esclareceu Gilson, que ainda afirmou o valor da obra “não chega nem a metade do citado na denúncia”.

“Ele cita minha irmã, que mora em Brasília e dizendo que ela não tem emprego. Minha irmã tem como provar tudo. O marido dela trabalha em empresa há anos, adquiriu isso eu não era nem vereador. A prefeitura não tem o que temer. Porque está chegando o período eleitoral, as pessoas querem macular a imagem das pessoas”, destacou. 

Aureliano Nunes Viana Filho

Aureliano Nunes Viana Filho, empresário do ramo alimentício e cunhado de Reidan, também se pronunciou sobre o caso. Na representação ao TCE, Valdecir Júnior afirmou que Aureliano é o responsável pela distribuição de quentinhas aos órgãos da administração municipal e que sua esposa, Edna Maria, controladora da prefeitura de Curimatá, sofria de dificuldades financeiras e a após a posse do irmão como prefeito construiu um prédio em uma das áreas mais nobres da cidade.

Em nota, Aureliano ressaltou que Valdecir Júnior responde a 19 ações de improbidade administrativa decorrente de seus “mandos e desmandos a frente do Poder Executivo nos 02 pleitos que foi Prefeito Municipal”.

O empresário esclareceu que não fornece qualquer tipo de alimento ao Município de Curimatá e que possui um restaurante conhecido na cidade, que funciona no prédio citado na denúncia de Valdecir. “Iniciamos nossa construção há intrínsecos anos (há mais de 08 anos do mandato de Reidan Kleber), construindo de forma gradual, apertando aqui e acolá, enxugando o já apertado orçamento familiar, sendo que ainda não terminamos, é uma construção inacabada. Some-se a isto o fato de minha esposa auxiliar-me com suas rendas de servidora pública e os empréstimos por nos contraídos”, disse.

Aureliano ainda afirmou que a denúncia de Valdecir Júnior é fruto de inveja. “Não podemos deixar de olvidar que percebemos um dos piores pecados capitais, ao nosso ver, INVEJA, nas denúncias do candidato VALDECIR JUNIOR, por este ter origem mais, aliais, bem mais abastada que a nossa, pois, somos de origem humilde, e aquele ter sua gênesis em família mais “tradicional” (em sua miopia), inclusive com seu avô e pai sendo alcaides da cidade alhures”, declarou.

Reidan Kléber nega acusações feitas por Valdecir Júnior

O gestor alega que não há irregularidades em sua administração e que a denúncia “não passa de questões políticas de nossos adversários”

O prefeito de Curimatá, Reidan Kléber, esclareceu nesta quarta-feira (17), a denúncia enviada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), apresentada pelo candidato a prefeito, Valdecir Júnior, onde ele é acusado de cometer diversas irregularidades no âmbito da administração do município.  O gestor alega que não há irregularidades em sua administração e que a denúncia “não passa de questões políticas de nossos adversários”.

Reidan afirmou que Valdecir Júnior está se valendo de influência sobre uma funcionária do Tribunal de Contas, com quem tem um relacionamento, para fazer denúncias ao TCE. “O próprio Tribunal de Contas já fez três inspeções na prefeitura, a CGU fez uma e, até hoje, não foi encontrado irregularidade na nossa administração. Processo nenhum tramita dentro de um Tribunal em oito dias, ou seja, essa representação que ele [Valdecir Júnior] fez, simplesmente é com ajuda de uma funcionária do Tribunal de Contas que é namorada dele, onde acha que vai me prejudicar”, declarou o prefeito

  • Prefeito Reidan Kleber Maia de OliveiraPrefeito Reidan Kleber Maia de Oliveira

O prefeito Reidan também falou sobre as acusações feitas a sua irmã, Luanda Kássia Maia de Oliveira, que de acordo com a denúncia, construiu um imóvel com pontos comercias e quitinetes para aluguel após o prefeito assumir o cargo.

E-Contas

Gilson Barbosa de Oliveira, representante legal da empresa de contabilidade E-Contas, que presta serviços para a Prefeitura de Curimatá, também se pronunciou sobre a denúncia. De acordo com Valdecir Júnior, a empresa foi contratada pela Prefeitura de Curimatá sem a realização de procedimento licitatório e após a posse de Reidan como prefeito, a E-Contas apresentou uma impressionante ascensão, construindo imóvel comercial que hoje, figura como o mais caro da cidade.

Gilson Barbosa negou as acusações afirmou que “Valdecir Júnior é um desequilibrado”. “Essa denúncia não tem fundamento porque nossa denúncia existe há tempos, a gente vem trabalhando no ramo de contabilidade. Quando a gente adquiriu esse terreno o Reidan nem prefeito era, nós construímos esse prédio com recursos próprios, com financiamento do banco BNDS e Banco do Brasil, não teve qualquer benefício da Prefeitura de Curimatá. Essa obra é fruto do nosso trabalho”, esclareceu Gilson, que ainda afirmou o valor da obra “não chega nem a metade do citado na denúncia”.

“Ele cita minha irmã, que mora em Brasília e dizendo que ela não tem emprego. Minha irmã tem como provar tudo. O marido dela trabalha em empresa há anos, adquiriu isso eu não era nem vereador. A prefeitura não tem o que temer. Porque está chegando o período eleitoral, as pessoas querem macular a imagem das pessoas”, destacou. 

Aureliano Nunes Viana Filho

Aureliano Nunes Viana Filho, empresário do ramo alimentício e cunhado de Reidan, também se pronunciou sobre o caso. Na representação ao TCE, Valdecir Júnior afirmou que Aureliano é o responsável pela distribuição de quentinhas aos órgãos da administração municipal e que sua esposa, Edna Maria, controladora da prefeitura de Curimatá, sofria de dificuldades financeiras e a após a posse do irmão como prefeito construiu um prédio em uma das áreas mais nobres da cidade.

Em nota, Aureliano ressaltou que Valdecir Júnior responde a 19 ações de improbidade administrativa decorrente de seus “mandos e desmandos a frente do Poder Executivo nos 02 pleitos que foi Prefeito Municipal”.

O empresário esclareceu que não fornece qualquer tipo de alimento ao Município de Curimatá e que possui um restaurante conhecido na cidade, que funciona no prédio citado na denúncia de Valdecir. “Iniciamos nossa construção há intrínsecos anos (há mais de 08 anos do mandato de Reidan Kleber), construindo de forma gradual, apertando aqui e acolá, enxugando o já apertado orçamento familiar, sendo que ainda não terminamos, é uma construção inacabada. Some-se a isto o fato de minha esposa auxiliar-me com suas rendas de servidora pública e os empréstimos por nos contraídos”, disse.

Aureliano ainda afirmou que a denúncia de Valdecir Júnior é fruto de inveja. “Não podemos deixar de olvidar que percebemos um dos piores pecados capitais, ao nosso ver, INVEJA, nas denúncias do candidato VALDECIR JUNIOR, por este ter origem mais, aliais, bem mais abastada que a nossa, pois, somos de origem humilde, e aquele ter sua gênesis em família mais “tradicional” (em sua miopia), inclusive com seu avô e pai sendo alcaides da cidade alhures”, declarou.

Prefeito de Curimatá Reidan Kléber é denunciado ao TCE

Acusado de cometer diversas irregularidades

Prefeito Reidan Kleber Maia de Oliveira

O prefeito de Curimatá, Reidan Kléber, foi denunciado ao Tribunal de Contas do Estado, acusado de cometer diversas irregularidades no âmbito da administração do município. O relator do processo  é o conselheiro Olavo Rebelo.

De acordo com a denúncia, apresentada pelo candidato a prefeito, Valdecir Júnior, o prefeito Reidan Kléber, desde que assumiu a prefeitura cometeu diversos atos lesivos aos cofres públicos, desviando verbas oriundas de convênios com o Governo Federal em favor próprio, de amigos e de familiares. Reidan foi eleito em dezembro de 2011, por meio de uma eleição indireta realizada pela Câmara Municipal de Vereadores, para um mandato tampão até dezembro de 2012. Sendo reeleito para mais 4 anos de mandato.

Valdecir ressaltou que a controladora da Prefeitura de Curimatá, Edna Maria de Oliveira, é irmã do prefeito. Ela assumiu o cargo em 2013, “e desde então, vem cometendo corriqueiramente, atos que se constituem por ilegais”. O denunciante apontou possíveis irregularidades na construção de prédios por familiares de Reidan e por empresa contratada pelo município.

Veja a lista das supostas irregularidades citadas na denúncia

O denunciante afirmou que Edna Maria sofria, até meados de 2011, de abalos financeiros, passando por dificuldades financeiras, onde percebia como única fonte de renda seu salário como professora. Durante o mandato do irmão, Edna iniciou e está concluindo a construção de um prédio localizado em uma área nobre de Curimatá.

O marido de Edna, Aureliano Nunes Viana Filho, empresário do ramo alimentício, é o responsável contratado para o fornecimento de alimentação (entrega de lanches, sucos, refeições e quentinhas) a diversos Órgãos Municipais e suas repartições, bem como algumas escolas Municipais. De acordo com Valdecir, tais “atos são desprovidos de embasamento legal e jurídico, onde só essa prática, já viola diversos dispositivos legais, no que tange à administração Pública”.

Luanda Kássia Maia de Oliveira, também irmã do prefeito Reidan, construiu um prédio no Distrito Federal, em uma área valorizada, no qual possui três lojas na parte inferior e, na parte superior, quitinetes para aluguel. Neste caso, o que chama atenção é o fato de Luanda ter construído o edifício nos dois primeiros anos do mandato de seu irmão como prefeito, antes disso, ela exercia apenas serviços domésticos, sendo a casa sustentada pelo seu marido, que à época era vigia de uma madeireira.

Valdecir declarou que “há diversos indícios, que merecem atenção e investigação por este Órgão [TCE], de que tais construções tenham sido realizadas e edificadas com Recursos Públicos Federais, repassados ao Município de Curimatá - PI, através de Convênios com a União, especialmente os provenientes do Programa Nacional de Alimentação Escolar - PNAE, Cota Parte do Salário Educação, FEP ROYALTIES, Recursos para construção e manutenção de creches, Programa Nacional de Auxilio ao Transporte Escolar - PNATE, e verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica – FUNDEB”.

O denunciante também apontou irregularidades na contratação da empresa de contabilidade E-Contas, que tem como representantes legais José Arison de Carvalho e Gilson Barbosa de Oliveira, amigos íntimos de Reidan. Tal contrato, no valor mensal de R$ 5 mil, teria sido firmado de forma ilegal, uma vez que uma Tomada de Contas realizada pelo TCE não encontrou qualquer registro de procedimento licitatório para a assinatura do documento.

Consta que, após a posse de Reidan como prefeito, a empresa apresentou uma impressionante ascensão, construindo imóvel comercial que hoje, segundo a denúncia, figura como o mais caro da cidade.

Valdecir afirma que existe uma grande disparidade na compra do terreno para a construção do imóvel, pois, de acordo com o documento de compra, foi adquirido pela empresa pelo valor de R$ 10 mil, no entanto, seu dono anterior o havia comprado por R$ 70 mil. José Arison e Gilson Barbosa alegam que o antigo dono vendeu o terreno porque estava passando por dificuldades financeiras, em razão de dívidas, contudo, para o denunciante “quais argumentações aleguem, é no mínimo estranho, alguém vender um terreno em uma área nobre do Município, por um valor totalmente abaixo do mercado, e muito inferior ao que ele próprio adquiriu”.

Os denunciados também afirmam que para construir o referido prédio, que possui três andares e 519,48 m² de área construída, realizaram um empréstimo no valor de R$ 247 mil. No entanto, tomando como base valores estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o metro quadrado custa em média R$ 1.228,62, que aplicando ao prédio dos acusados totalizaria o valor em média de R$ 1.102.600,59 (Um Milhão, Cento e Dois Mil, Seiscentos Reais e Cinquenta e Nove Centavos). “Portanto, valor bastante superior do citado empréstimo efetuado pelos Acionados. Fica questionamento de onde os mesmos conseguiram arrecadar tais recursos? Por que no contrato social da empresa dos Querelantes fora declarado somente o patrimônio de R$ 16.000,00 (dezesseis mil reais)? Percebe-se, douto superintendente, que o patrimônio declarado por estes não é compatível com a obra que fizeram”, declarou Valdecir.

A denúncia ainda cita que uma caminhão (placaWG5510 ), pertencente à Prefeitura, e uma máquina retroescavadeira, doada ao Município e Curimatá através do PAC2, está em uso dos representantes da E-Contas para a limpeza do terreno onde funciona a empresa. “Os Denunciados utilizaram Recursos Públicos em favor próprio, o que configura-se como ATO DE IMPROBIDADE ADVIINISTRATIVA, cometido conjuntamente com o atual Gestor do de Curimatá”, disse Valdecir.

O denunciante declarou na representação “que é no mínimo suspeito, em um período que todo o país atravessa essa terrível crise, que vem se alastrando a cada ano que passa, familiares e amigos íntimos do Prefeito Municipal tenham conseguido tamanho progresso financeiro, de forma repentina, a ponto de construir 03 (três) prédios, que juntos, são avaliados em aproximadamente R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais)”.


20 de junho de 2016

ex-prefeito Valdecir Junior relata que foi agredido pelo prefeito Reidan Kleber

Valdecir Junior relata momentos de agressões sofrido pelo prefeito Reidan Kléber e por três comparsas dele

O ex-prefeito de Curimatá, Valdecir Júnior, relatou que foi "covardemente massacrado com socos e pontapés" pelo prefeito Reidan Kléber, da cidade de Curimatá, durante uma festa de vaquejada na cidade de Parnaguá.

Ele descreve os momentos de terror vivido e que foi agredido sem poder, ao menos, se defender. Disse ainda que além de Reidan, outros três comparsas do prefeito, sendo um deles funcionário público, participaram das agressões, segurando-o para que não pudesse reagir.

"Aconteceu ontem em Parnaguá em uma festa de vaquejada. Ao adentrar ao clube fui informado que o prefeito Reidan estava zangado porque a banda Real Som se recusava a anunciar sua presença. A banda não anunciava porque ele, Reidan, nunca foi parceiro dela, então, não se sentia na obrigação de anunciar a presença do prefeito. Neste momento fui informado que a banda ia anunciar o meu nome e assim fez. Logo após o anúncio eu me dirigi ao centro do clube, onde fica um dos donos da banda, para falar com ele. Perguntei, a pedido do prefeito de Júlio Borges, quanto custava o show deles. Instantes depois ouvi uma voz me chamando e eu reconheci que era o Reidan. Eu, então, me virei para falar com ele. Neste instante, ele, covardemente, me deu um soco no rosto. Logo em seguida outros três comparsas dele, sendo um chefe da limpeza pública de Curimatá, o filho de uma ex-vereadora e o filho de um vaqueiro de Reidan me seguraram e Reidan desferiu vários socos. Fui massacrado sem poder me defender. Só após perceberem o tumulto é que meu motorista e outros amigos meus foram até lá e empurraram os agressores e eu me livrei. Fui para um outro local botar gelo na boca, nariz, no rosto e no olho e fiquei de costas para o público. Neste instante, Reidan ainda foi até lá e me deu um soco na nuca. Forma momentos terríveis", afirma o ex-prefeito e advogado Valdecir Júnior.

MOTIVAÇÃO
Valdecir Júnior, que é pré-candidato a prefeito em Curimatá, afirma que essa agressão se dá ao fato de as últimas pesquisas feitas na cidade terem lhe apontado com mais de 60% dos votos. "Ele está desesperado e pelo que mostrou ontem, completamente fora de si. Eles não estão com medo de nada", ponderou o advogado.

OMISSÃO
Durante as agressões que sofreu Valdecir Júnior cita que a Polícia Militar não fez nada. "Lá tinham alguns policiais que poderiam ter dado o flagrante no prefeito, mas não fizeram. Senti que ficaram receosos em dar o flagrante porque o prefeito estava na mesa da prefeita de Parnaguá e do deputado Gustavo Neiva.

VEJA O BOLETIM DE OCORRÊNCIASbo.png

18 de maio de 2016

Polícia Civil apresenta o balanço de operação em Curimatá

Ação resultou na prisão de cinco pessoas, morte de outras e na desarticulação de uma quadrilha especializada em roubos a bancos.

A Polícia Civil do Piauí, através do GRECO (Grupo de Repressão ao Crime Organizado), apresentou, na manhã de hoje (18), o balanço final da operação realizada em Curimatá, após a explosão de uma agência do Banco do Brasil. A ação resultou da desarticulação de uma quadrilha especializada em assaltos a bancos, com a prisão de cinco pessoas. Outros cinco suspeitos foram mortos em confronto com a polícia e três seguem foragidos.

Coronel Paulo de Tarso, comandante de Policiamento do Interior

De acordo com o comandante de Policiamento do Interior, coronel Paulo de Tarso, os criminosos já tinham vasta experiência em ataques a instituições financeiras e eram treinados para progressão na Caatinga. “A Polícia Federal já tinha informações importantes sobre esses assaltantes e tudo nos foi repassado. Só em 2015, eles fizeram oito assaltos a bancos na Bahia. Os suspeitos são de famílias que sempre tiveram ligação com este tipo de crime e receberam um treinamento de como se esconder e sobreviver no mato, o que dificultou um pouco nosso trabalho”, explica o coronel.

O comandante do GTAP, coronel Josué Saraiva, disse que a região onde ocorreram os confrontos era bastante inóspita

De acordo com o comandante de Policiamento do Interior, coronel Paulo de Tarso, os criminosos já tinham vasta experiência em ataques a instituições financeiras e eram treinados para progressão na Caatinga. “A Polícia Federal já tinha informações importantes sobre esses assaltantes e tudo nos foi repassado. Só em 2015, eles fizeram oito assaltos a bancos na Bahia. Os suspeitos são de famílias que sempre tiveram ligação com este tipo de crime e receberam um treinamento de como se esconder e sobreviver no mato, o que dificultou um pouco nosso trabalho”, explica o coronel.

O comandante do BOPE, major James Sean, deu detalhes do poder de fogo da quadrilha

Uma das características da quadrilha que mais chamou a atenção da polícia foi o poder de fogo. Com os criminosos, foram apreendidas submetralhadoras, quatro fuzis e várias pistolas. Esse armamento, segundo o BOPE, utiliza munição supersônica, de alta potência, que causa lesões graves quando atingem o corpo humano. O major James Sean, comandante do Batalhão, explica que esse tipo de arma geralmente vem de outros países e entra no Brasil de forma ilegal.

Com relação à apreensão em dinheiro, o valor encontrado com os presos é bem pequeno em relação à quantia que geralmente se consegue em um assalto a banco. A informação é do delegado Gustavo Jung. “Nós ainda não contamos quanto foi recuperado, mas é bem pouco perto do que eles conseguiram levar com o roubo. Acreditamos que o restante do dinheiro esteja em poder dessas três pessoas que ainda seguem foragidas”, finaliza o delegado.

Mortes

O coronel Paulo de Tarso, comandante do Interior, rebateu as acusações de que a polícia estaria executando sumariamente os envolvidos no assalto ao banco. Ele explica que a PM agiu como deveria numa situação de confronto com criminosos, e destacou que os suspeitos declararam aos reféns que não iriam se entregar em momento algum. “Eles confrontaram a polícia e disseram que iriam resistir até o fim. Consequentemente, houve o confronto, mas o nosso objetivo não é matar. É prender. Agimos dentro da lei. Quem ultrapassou os limites da lei foram eles”, afirmou o coronel.




Por: Maria Clara Estrêla, com informações de Nayara Felizardo

16 de maio de 2016

Quadrilha explode Banco do Brasil de Curimatá e Assaltantes Acabam Mortos

Já foram confirmados cinco mortos, três foragidos e seis presos.

Na madrugada do último dia 05 cerca de oito homens fortemente armados tentaram assaltar o Banco do Brasil da cidade de Curimatá, região Sul do Estado.  A agencia ficou completamente destruída.

Os assaltantes foram interceptados pela polícia, a ação foi frustrada, eles não conseguiram levar quase nada, ainda fizeram duas pessoas como escudo humano na hora da fuga.

veículos abandonados na fuga.

Já nas primeiras horas do confronto com a polícia um dos suspeitos veio a óbito, identificado como Cícero Augusto (Gugu), da cidade de Cabrobó-Pernambuco.

O secretário de Segurança Pública do estado do Piauí está à frente das buscas e conta com o apoio das policias da Bahia e Pernambuco.

Na noite de segunda-feira dia nove(09) os acusados fizeram duas pessoas como reféns, que foram liberadas  em seguida, entre  Avelino Lopes e Curimatá, o grupo fugiu numa D-20 deixando armas, explosivos e rádio comunicador, já na manhã de terça-feira do dia (10) em um novo confronto com a polícia, na zona rural do município  de Morro Cabeça no Tempo, dois  suspeitos de integrarem a quadrilha que explodiu o banco, identificados como Edvan José (VanVan) e Anaxandro Pereira( Neguinho), morreram após troca de tiro.

Quatro pessoas foram presas sob suspeita de dar apoio para a quadrilha.

Pela terceira vez, na tarde do dia doze(12) mais um dos suspeitos morreu em confronto com policias do Piauí, Pernambuco e Bahia, ele foi identificado como Everton Diego Moreira(Tom),da cidade de Cabrobó-Pernambuco, subindo assim para quatro o número de mortos.

A polícia civil conseguiu apreender armas de grosso calibre, munição e dinheiro que os envolvidos deixaram para trás. Dois homens acusados e fazer parte da quadrilha também foram presos.

 Equipes da policia Civil, Militar, GTAP, CIOSAC, CPAC Caatinga continuam nas buscas.

O suspeito de comandar a quadrilha, foi morto na manhã da última sexta-feira treze(13), em matagal próximo a cidade Morro cabeça do Tempo. Segundo informações, Edenilton Araquan era procurado no norte e nordeste e integrava o grupo conhecido como “Novo Cangaço”, uma das quadrilhas mas antigas e especializada a assalto a banco. No local onde ele estava escondido, foram encontrados armas, colete a prova de balas e dinheiro.

Já são cinco mortos , seis presos e outros três indivíduos  continuam foragidos suspeitos de participação ao assalto, mas estão cercados na mata pelas forças de segurança.